Revista Estados & Municipios

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Ediao 220 - Dezembro 2011

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  • Saiba mais o que o GDF est fazendo para mudar nossas cidades: www.gdf.df.gov.br

    O DF EST MUDANDO.PARA MELHOR.

    O ano est acabando e as aes do GDF continuam a todo vapor.

    A bicicleta ganha espao no trnsito do DF. No Sudoeste, avanam as obras da nova ciclovia, para aliviar o trnsito local e oferecer mais uma opo de transporte para quem mora ou trabalha por l. Em todo o DF, sero 270 quilmetros de novas pistas exclusivas para bicicletas.

    ALTERNATivAS PARA UM TRANSPORTE SAUDvEL.

    O SAMU do DF lanou as primeiras bikelncias do pas. Elas permitem o atendimento rpido de emergncia em locais onde o acesso restrito para veculos comuns, como no Parque da Cidade. O GDF planeja oferecer mais bikelncias para serem usadas em outros locais em todas as cidades do DF.

    A SAUDE TAMBEM vAi DE BiCiCLETA.

    A Ouvidoria-geral do Distrito Federal lanou o nmero

    0800 644 9060, que servir como canal de denncias

    especfico para receber e dar encaminhamento a denncias

    sobre irregularidades em licitaes e contratos.

    CANAL DE DENUNCiAS SOBRE LiCiTACOES E

    CONTRATOS.

    An PorUmNovoDF_430x290veic16dezF.indd 1 16.12.11 18:22:59

  • Saiba mais o que o GDF est fazendo para mudar nossas cidades: www.gdf.df.gov.br

    O DF EST MUDANDO.PARA MELHOR.

    O ano est acabando e as aes do GDF continuam a todo vapor.

    A bicicleta ganha espao no trnsito do DF. No Sudoeste, avanam as obras da nova ciclovia, para aliviar o trnsito local e oferecer mais uma opo de transporte para quem mora ou trabalha por l. Em todo o DF, sero 270 quilmetros de novas pistas exclusivas para bicicletas.

    ALTERNATivAS PARA UM TRANSPORTE SAUDvEL.

    O SAMU do DF lanou as primeiras bikelncias do pas. Elas permitem o atendimento rpido de emergncia em locais onde o acesso restrito para veculos comuns, como no Parque da Cidade. O GDF planeja oferecer mais bikelncias para serem usadas em outros locais em todas as cidades do DF.

    A SAUDE TAMBEM vAi DE BiCiCLETA.

    A Ouvidoria-geral do Distrito Federal lanou o nmero

    0800 644 9060, que servir como canal de denncias

    especfico para receber e dar encaminhamento a denncias

    sobre irregularidades em licitaes e contratos.

    CANAL DE DENUNCiAS SOBRE LiCiTACOES E

    CONTRATOS.

    An PorUmNovoDF_430x290veic16dezF.indd 1 16.12.11 18:22:59

  • EditorialEditorialPesquisa divulgada pelo IBGE comprovou que as distores econmicas e sociais entre as cidades e regies brasileiras so to gritantes que, na pratica, o pas abriga vrios Brasis dentro do territrio nacional. Os nmeros so impressionantes e mostram como a distribuio de renda no Brasil ainda um sonho bem distante.

    Em 2009, a renda gerada por apenas cinco municpios correspondeu a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Somente a renda de So Paulo (12% do PIB nacional) equivale a quase o PIB gerado por toda a regio Nordeste (13,5%). Cerca de metade do PIB nacional est concentrado em 51 municpios brasileiros.

    Segundo o IBGE, isso mostra a grande concentrao da gerao de renda no pas, onde poucos municpios geram muita riqueza.

    Outra pesquisa, realizada pela CNI / Ibope, mostrou que o ndice de aprovao da presidenta Dilma Rousseff em seu primeiro ano de governo superou os registrados por seus antecessores, Luiz Incio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

    Grande parte desse sucesso popular est diretamente relacionado postura de tolerncia zero em corrupo adotada pela Presidenta da Repblica, que j afastou 6 ministros acusados de desvios ticos. Com a popularidade em alta, Dilma aposta que em 2012 a economia brasileira crescer 5% e com inflao rigorosamente controlada.

    O Editor

    Brasil em nmeros Editor GeralGuilherme Gomes - SJP-DF 1457Financeiro

    Antnio Carlos de Oliveira Gomes

    JurdicoEdson Pereira Neves

    Diretora ComercialCarla Alessandra dos Santos Ferreira

    ColaboradoresGerson Gonalves de Matos / Mauricio Cardoso

    Rangel Cavalcante / Renato Riella / Tayana Duarte

    DiagramaoAndr Augusto de Oliveira Dias

    SecretriaLeidimar Lima

    Agncias de NotciasBrasil, Senado, Cmara, Petrobras

    REPRESENTANTES COMERCIAIS

    Regio NorteMeio & Mdia Comunicao Ltda

    e-mail: meioemidia@meioemidia.comfernando@meioemidia.com / (11) 3964-0963

    Rio de Janeiro - Cortez, Consultoria, Assessoria e Representaesreginalima@ecodebate.com.br

    Tel.: (21) 2487-4128 / 8197-6313 / 9478-9991

    Bahia - ComtecnoJoo Carlos M. Passos

    joaocarlos@comtecno.com.brTel.: (71) 8124-8773 / 9329-0220

    Minas Gerais - Rodrigo AmaralTel.: (31) 8841-1515

    Nacional e InternacionalBento Neto Corra Lima / bento.correia@ig.com.br

    So Paulo - Eduardo Poiareseduardopoiares@uol.com.br

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    Foto de Capa Roberto Stuckert Filho

    Tiragem36 mil exemplares

    Endereo ComercialSRTVS - Q. 701 - Bl. O - Ed. Centro

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    www.estadosemunicipios.com.brcomercial@estadosemunicipios.com.br

    revista@estadosemunicipios.com.br

    As colunas e matrias assinadas no sero remuneradas

    e o texto de livre responsabilidade de seus autores

    Expediente

  • Governo quer alavancar crescimento econmico ................ 53Tocantins ter microcrdito federal ..................................... 54Reduo do ICMS contra a guerra fiscal ............................. 55

    56 | ENERGIAUsina de Belo Monte irreversvel ..................................... 56

    60 | HABITAOPorto velho tem novo perfil habitacional ............................ 60

    61 | TRANSPORTEFrota transporta portadores de necessidades especiais ........ 61

    62 | INFRAESTRUTURAGois bate meta de R$ 10 bilhes em investimentos .......... 62Caruaru (PE) recebe duas novas fbricas ............................ 63

    64 | EDUCAOGastos de prefeituras por alunos desigual ........................ 64Legislativo quer mais recursos para o Fundeb .................... 65Par utilizar celular no ensino pblico .............................. 66

    67 | MEIO AMBIENTEMinistrio da Pesca combate pesca predatria no Rio ........ 67

    68 | AGRICULTURAProdutos orgnicos fazem sucesso em Petrolina (PE) ........ 68Governo capixaba investe na agricultura familiar ............... 70

    76 | ESPECIALPetrobras busca aprimoramento no campo de Urucu .......... 76

    77 | TURISMOJoo Pessoa aguarda os turistas na temporada de vero ...... 77Fortaleza se prepara para a Copa do Mundo de 2014 ......... 78

    82 | ARTIGOD o primeiro passo - Erica de Souza Bueno ..................... 82

    Estados & Municpios - Dezembro 2011

    06 CAPA COLUNISTAS Pesquisa realizada pela CNI / Ibope mostra que pela primeira vez no Brasil um Presidente da Repblica teve ndice recorde de avaliao positiva em seu primeiro ano de governo. Dilma Rousseff obteve 56% de aprovao, contra 41% de Lula e 43% de Fernando Henrique Cardoso. A pesquisa tambm aponta que 72% dos intrevistados aprovam a forma de governar da presidenta

    Edio 220 Dezembro de 2011

    www.estadosemunicipios.com.br

    10 | POLTICAAcio Neves aposta na gesto pblica e meritocracia ......... 10Chalita descarta ministrio e mira prefeitura paulista ......... 12Deputado de Braslia cassado por abuso econmico ........ 13

    14 | NACIONALPesquisa mostra vrios Brasis dentro do Brasil .................... 14Entrevista com a prefeita Rilza Valentim ........................... 17Tratamento do lixo exige solues diferenciadas ................ 20

    24 | MUNICPIOSRio do Fogo (RN): um bom lugar para se viver .................. 24Projeto Hortas de Maring ganha prmio de tecnologia ..... 26Caratinga (MG) premiada pelo Banco do Brasil .............. 28O exemplo da agroindstria de Gacha do Norte (MT) ...... 30A volta do Moradia Legal em Alagoas ................................ 31Carnaubais (RN) aposta na gesto pblica ......................... 32Barueri (SP) destaque nacional de desenvolvimento ....... 33Oramento jovem participativo em Rio das Ostras ............. 34

    36 | SOCIALTrabalho infantil diminuiu. Trabalho escravo no .................. 36Governo amplia aes sociais nos municpios .................... 37

    38 | SADEPrefeituras cumpriro metas na sade pblica .................... 38Programa estimula diversificao na cultura do tabaco ...... 40

    44 | TRANSPARNCIAJovens so premiados pelo combate corrupo ................. 44Aperfeioando os mecanismos de controle .......................... 46

    47 | TECNOLOGIAMCT vai financiar segurana na produco do pr-sal ........... 47

    48 | ECONOMIAMinerao brasileira est saindo da crise ............................ 48Parauapebas(PA) aplica bem os royalties do petrleo ......... 51Royalties reforam arrecadao de Catalo (GO) .............. 52

    22 | DIRETO DE BRASLIA Renato Riella Impunidade no STF

    58 | MDIA Pedro Abelha Banda Larga 4G

    72 | CASOS & CAUSOS Rangel Cavalcante Censor censurado

  • 6 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O que parecia praticamente impossvel, aconteceu. O n-dice de aprovao do primei-ro ano de governo da presidenta Dilma Rousseff ultrapassou os registrados pe-los ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luis Incio Lula da Silva. Foi a primeira vez no Brasil que um presi-dente foi to bem avaliado em seu pri-meiro ano de governo.

    A avaliao de timo ou bom da presidenta a melhor da srie his-trica de pesquisa realizada pela CNI/

    Ibope: Dilma encerra seu primeiro ano de mandato com 56% de aprovao, contra 41% de Lula e 43% de Fernando Henrique. No comeo do primeiro ano de mandato, avaliado em maro, Dilma tambm tinha 56%, contra 51% de Lula e 41% de Fernando Henrique.

    A pesquisa da CNI tambm cons-tatou que o percentual de aprovao da maneira de governar da presidenta Dil-ma Rousseff neste primeiro ano fren-te do comando do pas melhor que o registrado por seus antecessores. Em dezembro, 72% dos entrevistados apro-vam a forma de governar de Dilma. o maior percentual, se comparado ao dos

    dois mandatos de Lula (66% e 65%, res-pectivamente) e de FHC (57% e 26%, respectivamente).

    Apenas a confiana dos entrevis-tados no presidente Lula ao longo de dezembro do primeiro mandato (69%) foi maior que a na presidenta Dilma (68%). No segundo mandato, Lula viu essa confiana cair 9 pontos percentuais (60%). FHC detinha, em dezembro do primeiro mandato, a confiana de 58% dos eleitores entrevistados, e de 27% em dezembro do primeiro ano do se-gundo mandato.

    Em caf da manh com jornalistas, no Palcio do Planalto, que acabou se transformando em entrevista coletiva, a presidenta fez um balano de seu primei-ro ano de governo. Na pauta, reforma mi-nisterial, desempenho econmico, sua re-lao com a oposio, programas sociais e governabilidade, entre outros temas.

    Dilma Roussef mostra sua foraMauricio CardosoCapa

    6 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 7

    Tolerncia zero

    Grande parte desse sucesso po-pular est diretamente relacionado postura de tolerncia zero com a corrupo imposta pela presidenta da Repblica. Ao fazer um balano do seu primeiro ano no comando do pas, Dil-ma Rousseff reiterou que no pactua com qualquer prtica inadequada de corrupo. No tenho nenhum com-promisso com qualquer prtica inade-quada de corrupo dentro do governo. nenhum, zero. Tolerncia zero.

    A presidenta lamentou os mo-mentos de dificuldade que culmina-ram com a sada de alguns ministros, mas negou que as sucessivas quedas re-presentem desgaste imagem do gover-no. Foi um momento no de desgaste, mas de dificuldade. do ofcio da Pre-sidncia ter que tomar medidas como essas. Lamento, alguns ministros que saram, so pessoas que eu considero competentes

    Sobre a avalanche de denncias envolvendo outros integrantes de seu governo, Dilma afirmou que nenhuma presso do mundo ser capaz de fazer com que ela saia apedrejando as pes-

    soas sem a garantia do direito defesa. No se pode criar uma caa s bruxas. J se viu isso em outros pases. Nunca d certo, enfatizou a presidenta.

    Controle

    Apesar do compromisso de en-frentar a corrupo, Dilma admitiu que impossvel garantir que novos desvios no ocorrero algo que eu tenho s um controle relativo. Ela classificou as denncias de corrupo como grandes desafios para o governo, mas enfatizou que esses problemas polticos foram es-pecficos nas reas e no contaminaram sua gesto como um todo.

    Desde o incio do governo, seis ministros perderam seus cargos aps denncias de corrupo: Antonio Pa-locci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Sil-va (Esportes) e Carlos Lupi (Trabalho). Nelson Jobim (Defesa) saiu do ministrio aps declaraes polmicas.

    Desempenho econmico

    Dilma Rousseff aposta que a eco-nomia brasileira crescer 5% em 2012 e com inflao controlada. A razo de tanto otimismo tem uma explicao: Meu governo teve o cuidado de tomar medidas de precauo diante de uma conjuntura de crise que no estava mui-to claro como seria, ressaltou.

    Segundo a presidenta, seu otimis-mo est calado no volume e na capaci-dade de manobra dos recursos pblicos que o pas dispe para o enfrentamento da crise. Para ela, a economia brasileira desperta confiana no restante do mun-do, porque o pas aprendeu muito com a crise de 2009 e fez uma antecipao cautelosa em relao crise econmica dos pases europeus.

    Ela reiterou que as reservas de recursos do governo do condies de afirmar que, apesar da crise, o pas tem melhores condies de superar os pro-blemas internos na economia. As aes que tivemos do ponto de vista fiscal

    Dilma encerra seu primeiro ano de mandato com

    56% de aprovao, contra 41%

    de Lula e 43% de Fernando

    Henrique

    Capa

  • 8 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    que nos do hoje um bom flego, uma grande capacidade de manobra, disse a presidenta referindo-se s reservas in-ternacionais e ao resultado dos depsi-tos compulsrios dos bancos, que hoje chegam a R$ 450 bilhes, em poder do Banco Central

    Temos recursos prprios para enfrentar esse problema. Em outros pa-ses, quando a coisa aperta, tem que se recorrer ao Oramento. Ns temos re-servas, temos o compulsrio e tambm temos margem de manobra na poltica monetria, garantiu a presidenta.

    Dilma Rousseff tambm reafir-mou que o Brasil reforar sua poltica industrial. No somos mais daquela poca em que era vergonha ter poltica industrial, disse, acrescentando que o governo fez revises nos investimentos pblicos para melhorar seus resultados.

    O mercado financeiro e o prprio Banco Central no esto to confian-tes assim. O BC estima que economia brasileira deve crescer 3,40% em 2012. A Confederao Nacional da Indstria (CNI), entidade de representao do empresariado, estima que o crescimen-to do PIB em 2012 ser de 3%.

    Oposio

    Cumprindo o que prometera em seu discurso de posse, a presidenta Dilma Rousseff reiterou que mantm uma rela-o civilizada com a oposio e que teve muito prazer em conversar com Fer-nando Henrique Cardoso e de manter uma boa relao com os governadores.

    Acredito que preciso estender a mo civilizadamente para a oposio. Acredito muito na relao civilizada. No precisa ter a mesma posio, mas capacidade de entender. E se pode ter outras posies. E sempre me dispus a ter. E considero tambm muito boa a relao com os governadores dos parti-dos de oposio.

    Ela reconheceu o importante papel exercido pela oposio, mas res-saltou que quando se perde o com-promisso do bem comum ela pode comprometer a prpria democracia. preciso lembrar que, em todas as cir-cunstncias, o que est em jogo o in-teresse do pas, destacou a presidenta.

    Reforma ministerial

    A presidente negou que este-ja articulando uma ampla reforma ministerial para o incio do prximo ano, inclusive com a reduo no n-mero de ministrios. Ela garantiu que as notcias de fuso e mudanas nos ministrios s existem nos jornais. No haver reduo de ministrios, no isso que faz a diferena no go-verno, j que cada pasta tem um tipo de responsabilidade na estrutura go-vernamental, afirmou.

    Em relao a possveis mudanas nos ministrios, a presidenta tambm disse que no aceita ingerncia de qual-quer partido poltico na governana in-terna. Vou, cada vez mais, exigir que os critrios de governana interna sejam cada vez mais internos, que nenhum partido poltico interfira nesses crit-rios, disse a presidenta.

    Geraldo Alckmin (PSDB)

    Teotnio Vilela (PSDB)

    Antnio Anastasia (PSDB)

    Rosalba Ciarlini (DEM)

    Capa

    Dilma citou sua relao aproximada com governadores tucanos, como os de So Paulo,

    Geraldo Alckmin , de Minas Gerais, Antnio Anastasia, e de Alagoas, Teotnio Vilela, alm da governadora do Rio Grande

    do Norte, Rosalba Ciarlini, do DEM. Relao civilizada significa conversa, que uma

    das atividades intrnsecas do ser humano, ressaltou a presidenta.

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 9

    Ela reconhece a importncia dos partidos que integram a base aliada nas indicaes de cargos, mas ressaltou que, depois de nomeados, os indicados pres-tam contas exclusivamente ao governo e a mais ningum. Uma coisa a go-vernabilidade, que importante. Mas a partir do momento em que foi nomea-do, ele presta contas ao governo, ele no presta contas a mais ningum.

    Funcionalismo

    Para manter o quadro de otimismo, Dilma reiterou que os aumentos salariais reivindicados por diversas categorias funcionais dificilmente sero concedidos em 2012, pois isso no se coaduna com o momento de crise mundial e fragilizaria o equlibrio econmico do governo O Bra-sil se fragilizaria se comessemos a gastar sem controle, afirmou.

    Ela acrescentou que s haver aumento salarial para o funcionalis-mo pblico se o Congresso Nacional apresentar e aprovar um projeto sobre o tema at agosto. Caso contrrio, au-mento s em 2013.

    Mesmo reconhecendo a indepen-dncia dos demais poderes e o direito do trabalhador de reivindicar aumento salarial, ela reiterou que o momento no propcio para conceder aumento salarial para qualquer categoria. Isso vale para todo mundo, eu no acho nin-gum melhor do que ningum.

    Desafio

    Para Dilma Rousseff, um dos grandes desafios do governo conse-guir profissionalizar o atendimento p-blico. Temos que fazer o processo de profissionalizao do Estado brasileiro. Falo em modificao do funcionrio do governo. No s a valorizao do funcionrio, mas tambm com exign-cia de eficincia. Preciso, como governo

    federal, de um Estado que seja gil. Esse o grande desafio, disse a presidenta.

    Ela ressaltou que nenhum pas do mundo conseguiu fazer uma reforma de base sem que esse processo de profis-sionalizao fosse observado. Temos que dar nfase formao.

    Dilma citou reas do governo que j conseguiram um grau de profissiona-lizao maior na prestao de servios, como o Itamaraty, a Receita Federal, a Marinha, o Exrcito e a Aeronutica.

    Poltica externa

    A aproximao cada vez maior com pases da Amrica Latina e da fri-ca ser a tnica da poltica externa do governo para o prximo ano. De acordo com a presidente, a valorizao da rela-o com os pases latino-americanos e o Caribe deve ser vista como estratgica, principalmente pela importncia eco-nmica da regio.

    O governo tambm pretende in-tensificar as relaes com os pases do Norte da frica. Devemos fortalecer cada vez mais a relao com a frica. Neste ano, s pude ir frica Subsaaria-na, mas acho importante a frica do Nor-te e estarei l ano que vem, disse Dilma.

    Dilma destacou, ainda, a impor-tncia da relao com a Unio Europeia, principalmente com os pases abalados pela crise econmica internacional e que passam por srios problemas fis-cais. Tivemos sempre uma posio de solidariedade. No tivemos nenhum mo-mento de soberba, pois sabemos o que um ajuste fiscal sem luz no fim do tnel.

    Brasil Sem Misria

    A pesquisa tambm registrou ava-liao positiva em vrias reas sociais, com destaque para o combate pobreza, que alcanou um ndice de aprovao de 56%. E a voz do povo tem mesmo razo.

    Em seu primeiro balano sobre o programa Brasil Sem Misria, o gover-no federal informou ter localizado 407 mil famlias em estado de extrema po-breza e que no conseguem ser atingi-das atualmente pelos programas sociais.

    De acordo com a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate Fome), o programa ultra-passou a meta para 2011, que era lo-calizar 320 mil. Essas 407 mil famlias no so mais estatsticas. Ns sabemos onde moram, as condies familiares, se tm esgoto, condies que habitam, quantos filhos, salientou

    A meta do governo localizar 800 mil famlias nessa situao at 2013. Desse total, o balano do programa aponta que 325 mil j esto recebendo os benefcios do Bolsa Famlia. O balan-o tambm apontou a incluso de 1,3 mi-lho de crianas e adolescentes entre os beneficirios. A presidenta Dilma Rous-seff ressaltou que alguns estados esto integrando seus programas de transfe-rncia ao Bolsa Famlia. Nove estados j fecharam essa parceria e por isso 3,5 milhes de beneficirios vo receber uma complementao aos valores pa-gos pelo Bolsa Famlia.

    Capa

  • 10 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Uma das principais lideran-as do PSDB no cenrio nacional, o senador e ex-governador de Minas Gerais, Acio Neves, assumiu seu quinto mandato parlamentar (foi deputado federal por quatro legislaturas 1986/2002) com a determinao de ajudar o partido a montar uma nova agenda para o Brasil, baseada na educao, na melhoria dos servios de sade e na preocupao com o meio ambiente.

    Segundo o senador, o pas preci-sa de um novo planejamento, que per-mita o crescimento da economia com desenvolvimento social e uma boa gesto dos servios pblicos para a po-pulao. Vamos construir uma nova agenda calada na educao bsica de qualidade, na melhoria da gesto sa-de pblica, nas questes ambientais, enfim, uma nova agenda para o Brasil para os prximos 20 anos

    Cotado para ser o candidato tucano presidncia da Repblica em 2014, Acio Neves ressalta que o

    PSDB aposta na gesto pblica de qua-lidade, na meritocracia e na eficincia, entre outras questes. O PSDB precisa apresentar uma nova agenda ao Brasil, at porque essa agenda que est a fo-mos ns que colocamos h alguns anos: a estabilidade econmica, a responsabi-lidade fiscal e os programas de transfe-rncia de renda.

    Sobre as eleies municipais de 2012, Acio ressalta que o partido tem um enorme potencial e est estimu-lando candidaturas em todas capitais onde existam candidatos competitivos e que possam inserir nos debates locais questes nacionais de relevncia, como a tica, a segurana pblica, o melhor atendimento sade pblica. E no es-conde seu otimismo: Temos certeza que o PSDB, que j governa oito esta-dos e metade da populao brasileira, vai se sair muito bem nas eleies mu-nicipais do prximo ano.

    Para o senador, a queda de v-rios ministros em menos de um ano de governo um reflexo do aparelha-mento da mquina pblica, que leva eficincia e denncias de corrupo. O governo da presidente Dilma v-tima da armadilha que o PT montou: o inchao da mquina pblica. Temos um governo com 40 ministrios, que so constitudos de feudos partidrios, onde as pessoas esto mais interessa-das nos interesses do partido do que da populao. Isso no funciona. Esses escndalos sucessivos so decorrentes dessa armadilha. o governo aparelha-do, aparelhado pela militncia do PT e de seus aliados.

    Emenda 29

    Derrotado na votao da re-gulamentao da Emenda 29, A-cio Neves lamenta que o Legislati-

    vo no tenha conseguido ampliar a participao do governo federal no financiamento da sade pblica dos atuais R$ 80 bilhes para algo em torno de R$ 110 bilhes, mas garan-te que o Congresso Nacional no aceitar a criao de qualquer novo imposto, pago pela populao, para o financiamento da sade.

    Em artigo publicado na impren-sa, o senador denunciou que a Unio aumenta a receita, mas reduz inves-timentos na sade e classificou a atual gesto do setor de deficiente. Para Acio Neves, infelizmente o primeiro ano da atual legislatura est terminando com saldo negativo.

    Sabe-se que o primeiro ano de uma administrao aquele em que o governante rene as melhores con-dies para iniciar as reformas pac-tuadas nas urnas com a populao, sobretudo aquelas mais difceis, que contrariam interesses localizados, mas so necessrias ao pas. Costuma ser um bom perodo para os gover-nos: a popularidade confirmada pelas eleies est mantida, a distncia de novos pleitos facilita a manuteno de uma base legislativa heterodoxa, alimentada pela principal matria pri-ma de todo arranjo poltico: espaos de poder. Quanto mais o tempo avan-a, mais essas condies se relativi-zam, avalia o senador.

    Mas, segundo o senador, ao contrrio do esperado, 2011 foi marcado por inmeras agendas frustradas. Depois de protelar a vo-tao da Emenda 29 durante anos, o governo federal mobilizou a sua base para votar contra a essncia da proposta que o seu prprio partido havia apresentado e que defendia um piso sobre a receita de 10% para a Unio, 12% para os estados e 15%

    Uma nova agenda para o BrasilPoltica

  • para municpios, como investimen-tos obrigatrios em sade.

    Segundo Acio Neves, durante a votao no Senado, o governo atuou no sentido de manter o percentual dos estados e municpios, impedindo, no entanto, que fosse fixado tambm para a Unio o mesmo compromis-so. Com isso, estados e municpios, muitos deles enfrentando srias di-ficuldades financeiras, vo precisar se adaptar s exigncias da lei. Mas paradoxalmente, o governo federal, que vem batendo recordes de arreca-dao, no far a sua parte.

    Para ele, a votao estabeleceu uma injusta dicotomia entre estados e municpios, de um lado, comprome-tidos com responsabilidades cres-centes, e, de outro, a Unio, agora descompromissada do percentual de investimentos de 10%. Essa posio agride todos os brasileiros que aguar-dam atendimento nos postos de sade e nas filas dos hospitais.

    Acio Neves afirma que a regu-lamentao da Emenda 29 uma im-portante conquista da sociedade, mas aconteceu sem o desfecho esperado, j que, com sua aprovao, nos termos em que se deu, a sade ficou sem os recur-sos necessrios para a principal agenda da populao, uma vez que o patamar atual de investimentos federais muito inferior ao piso proposto.

    PousadaRESTAURANTE E CACHAARIA

    IR Edson Nobre

    Citando alguns nmeros, o sena-dor enfatiza que no ano 2000 a admi-nistrao federal respondia por 60% dos gastos pblicos em sade, os esta-dos por 18% e os municpios por 22%. Em 2008, apesar da crescente concen-trao de receitas na Unio, o governo federal respondia por 43%, os estados por 27% e os municpios por 30%.

    Essa tendncia agride o princ-pio da Federao, que prev, antes de tudo, solidariedade e responsabilida-des partilhadas, concluiu Acio Neves.

    A derrota

    Ao aprovar a regulamentao da Emenda 29, que trata dos percentuais que os entes da federao devem destinar sade, o Senado Federal, a exemplo do que acontecera na Cmara, rejeitou um item da proposta que prev a criao da Contribuio Social para a Sade (CSS), a sucessora da antiga CPMF. Foram 9 votos a favor do tributo e 62 contra, acompanhando uma proposta do senador Demstenes Torres (DEM-GO).

    Os deputados tambm derrota-ram, por 45 votos a 26, um substitutivo que obriga a Unio a gastar com a sa-de 10% da receita bruta. Ironicamente, o texto havia sido aprovado na legis-latura passada por unanimidade. Mas, depois de ser alterado pela Cmara, a proposta retornou anlise dos sena-dores e, orientados pelo governo, os aliados votaram contra o projeto. Com o resultado dessa votao, mantem-se de p o critrio includo na Emenda 29 pelos deputados; o governo ter de gastar com sade, proporcionalmente, o montante aplicado no ano anterior somado variao do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.

    A aprovao do piso de 10% da receita bruta significaria um aporte adi-cional de 35 bilhes de reais j em 2012. O governo alega que no tem esses recursos.

    Poltica

  • 12 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Pr-candidato prefeitura de So Paulo pelo PMDB, o deputa-do Gabriel Chalita no cogi-ta qualquer possibilidade de deixar a disputa, mesmo que o pedido parta do ex-presidente Luiz Incio Lula da Silva, que no esconde seu apoio amplo, total e irrestrito ao candidato petista e atual mi-nistro da Educao, Fernando Haddad.

    Haddad deixar a pasta na refor-ma ministerial j anunciada pela presi-dente Dilma Rousseff para se dedicar exclusivamente batalha pela prefeitu-ra de So Paulo. E Gabriel Chalita a opo nmero 1 para assumir o cargo que, desde j, ele descarta.

    Seria uma honra servir a esse governo. Mas eu no aceitaria ser mi-nistro da Educao ou de qualquer outra rea, ou candidato a vice-prefei-to. S aceito a candidatura a prefeito de So Paulo, ressaltou o deputado em entrevista ao site IG.

    Gabriel Chalita sabe que a dispu-ta ser acirrada e j cobra uma postura tica dos demais candidatos, que tero por trs de suas candidaturas trs po-derosas mquinas governamentais o

    governo federal, que trabalha pela can-didatura de Fernando Haddad; o gover-no estadual, que dar sustentao ao can-didato do PSDB; e o governo municipal, que dever ser representado na corrida pelo PSD do prefeito Gilberto Kassab.

    Espero que as mquinas no se-jam usadas e que a disputa seja elegante, concreta, objetiva e que respeito preva-lea entre todos os candidatos, afirma o deputado, enfatizando que a internet e a imprensa tero um poder fundamental na fiscalizao do uso dessas mquinas.

    De acordo com o deputado, a mquina eleitoral mais poderosa e que eticamente pode ser utilizada por todos os candidatos o povo, so as pessoas que moram na cidade, que reconhecem suas qualidades e conhecem de perto seus graves problemas.

    Gabriel Chalita tambm aposta no crescimento e na fora da internet como ferramenta eleitoral. Para ele, as mdias sociais so instrumentais to ou mais poderosos do que os partidos polticos. Aquela antiga idia do par-tido poltico com cabos eleitorais aos poucos est dando lugar a um processo muito mais democrtico, que a uma discusso de internet, de mdias so-ciais, avalia o deputado

    Sobre a participao do ex-presi-dente Lula na campanha de Fernando Haddad, Gabriel Chalita diz ter duas cer-tezas: a primeira, que ser um importante diferencial em favor de seu futuro adver-srio; a segunda, que o ex-presidente no far nenhum movimento contrrio a sua candidatura ou a sua biografia.

    Projeto de vida

    Segundo Chalita, o PMDB veio para ter candidatura prpria e consis-tente Meu projeto de vida est na pre-feitura de So Paulo. Estamos com uma

    chapa de vereadores excelente e temos um projeto de governo para a cidade.

    Para o presidente estadual do PMDB-SP, deputado Baleia Rossi, a eleio de Gabriel Chalita em So Pau-lo emblemtica, pois h 30 anos o PMDB no elege um prefeito da capital paulista. Sou um apoiador incondicio-nal de sua candidatura, ressalta.

    Segundo Rossi, a candidatura de Chalita faz parte de uma ampla estra-tgia de fortalecimento do partido para as eleies de 2014, ratificada pela Exe-cutiva Nacional do PMDB. O clima no partido de total unidade, garante.

    O futuro candidato peemedebista prefeitura de So Paulo compartilha do mesmo raciocnio. uma deciso do PMDB que o partido seja forte em So Paulo. Por isso estamos filiando no-vas lideranas em todo o estado.

    Carreira poltica

    Poltico, professor e escritor (com 63 livros publicados), Gabriel Chalita bacharel em Filosofia, mestre em Ci-ncias Sociais, doutor em Comunica-o, Semitica e Direito; e membro da Unio Brasileira de Escritores, da Aca-demia Paulista de Letras e da Academia Brasileira de Educao.

    Filiado ao PMDB desde maio de 2011, o deputado, que foi eleito pelo PSB, admite que mudar de partido sempre uma deciso desconfortante. Mas, depois de 20 anos no PSDB e uma rpida passagem pelo PSB, Chalita acredita que voltou s origens, j que o partido a origem do PSDB.

    Para manter a disputa eleitoral sem-pre em alto nvel, Chalita j elegeu uma de suas frases favoritas: Tenha cuidado com o voc faz e com as palavras que pro-nuncia. No se recolhem as cinzas com a mesma facilidade com que as espalham.

    Meta de Gabriel Chalita So PauloPoltica

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 13

    O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a primeira cassa-o de um mandato parla-mentar na histria da Cmara Legisla-tiva do Distrito Federal. O acrdo do TSE, que manteve a deciso do Tribu-nal Regional Eleitoral do DF que cas-sou o mandato do deputado distrital Bencio Tavares (PMDB-DF), decla-rou sua inelegibilidade por oito anos e determinou o pagamento de multa, por abuso de poder econmico e cap-tao ilcita de votos. J foi publicado no Dirio da Justia.

    Agora, a mesa diretora da Cmara Legislativa aguarda apenas a notifica-o oficial da Justia Eleitoral para em-possar o suplente no cargo. De acordo com o TSE, como ainda cabe recurso, a notificao Cmara ocorrer somen-te aps o trnsito em julgado da ao.

    Conhecido na poltica brasiliense como highlander, Bencio Tavares per-deu o mandato de distrital no exerccio da sexta legislatura. Parlamentar desde a criao da Cmara Legislativa, em 1991, ele ficar oito anos impedido de disputar cargos pblicos.

    Bencio Tavares foi condenado por abuso de poder econmico, ao se valer da estrutura de uma empresa de propriedade de um aliado poltico para reforar sua campanha. Segundo os autos, a Braslia Empresa de Seguran-a Ltda, que pertence aos filhos do ex-distrital Csar Lacerda, montou uma engenhosa estrutura para beneficiar a candidatura de Bencio.

    Em duas reunies, cada uma com a presena de 500 empregados, Csar Lacerda pediu votos para o peemede-bista, argumentando que ele no se candidataria naquela ocasio. Os pedi-dos feitos pelo dono da empresa foram interpretados como uma ordem que de-veria ser seguida sob pena de demisso.

    Os funcionrios foram convo-cados para o encontro sob o pretexto de receberem orientaes sobre novos projetos, instalaes e uniformes, ou seja, para tratar de questes administra-tivas. Mas, na entrada do evento, foram direcionados para uma fila em que ti-nham de preencher uma ficha cadastral informando nome, endereo, Ttulo de Eleitor, alm da indicao de outras 10 pessoas prximas.

    Acrdo

    A Justia Eleitoral entendeu que as reunies caracterizaram coao de funcionrios em troca de seus votos, j que a promessa dada em troca dos vo-tos para Bencio, nas eleies de 2010, seria a manuteno do emprego para os vigilantes.

    No julgamento no TSE, o procu-rador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, chegou a afirmar que a compra de vo-tos foi escandalosa e que as reunies foram destinadas promoo da candi-datura de Bencio Tavares e a coagir os funcionrios, que foram usados como massa de manobra.

    O relator da matria no TSE, mi-nistro Marcelo Ribeiro, afastou o crime de captao ilcita de votos, mas reco-nheceu a prtica de abuso do poder econmico. No fosse o poder econ-mico da empresa no seria possvel a re-alizao de reunies. Disse que, se por um lado no se pode afirmar que houve demisso, por outro resta eviden-te que a forma como tudo foi feito constrangeu os funcionrios.

    Na ocasio, os demais mi-nistros acompanharam integral-mente a deciso do Tribunal Regional Eleitoral do DF. A divergncia foi aberta pelo ministro Arnaldo Versia-

    ni. Para ele, a estrutura montada, no caso, no teve outro propsito seno a compra de votos mediante a coao dos funcionrios para que mantivessem seus empregos.

    Suplente

    Sacramentada a cassao de Be-ncio Tavares, a briga, agora, fica por conta dos suplentes. Em tese, o substi-tuto de Bencio o primeiro suplente do PMDB, o novato Robrio Negreiros Filho, jovem de apenas 33 anos.

    Ocorre que o ex-distrital do PSDB, Raimundo Ribeiro, tambm ambiciona a vaga e j entrou com recur-sos junto ao TSE para que os votos a ele computados na eleio de 2010 sejam considerados vlidos.

    At que a Justia Eleitoral se pro-nuncie sobre a assunto, a questo deve ser resolvida administrativamente pela Mesa Diretora da Cmara.

    Braslia tem seu primeiro deputado cassadoPoltica

    Estados & Municpios - Dezembro 2011 13

  • 14 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    A Pesquisa Produto Interno Bruto dos Municpios 2005-2009 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) comprovou que as distores econmicas e sociais entre as cidades e regies brasileiras so to gritantes que o pas tem vrios Brasis dentro do ter-ritrio nacional: o Brasil do Sudeste, rico e desenvolvido; o Brasil do Norte/Nor-deste, pobre e ainda esquecido; o Brasil do Sul, estvel e reconhecido, e o Brasil do Centro-Oeste, forte mas ainda depen-dente da administrao pblica federal.

    Em 2009, a renda gerada por ape-nas cinco municpios brasileiros cor-respondeu a 25% de toda a riqueza pro-duzida no pas. Somente a renda de So Paulo (12% do PIB nacional) equivale a quase o PIB gerado por toda a regio Nordeste em 2009 (13,5%). Os outros quatro so Rio de Janeiro (5,4%), Bra-

    slia (4,1%), Curitiba e Belo Horizonte, ambos com 1,4% cada.

    Aproximadamente metade do PIB nacional se concentrava em 51 municpios, enquanto que na ltima faixa de participao 1.302 municpios, juntos, responderam por apenas 1% do PIB, com maior predominncia nas regies Norte e Nordeste. Segundo os dados, 13% desses municpios esto no Piau, que tem um total de 224 muni-cpios. Isso significa que 75% dos mu-nicpios do estado esto nessa faixa de renda. O mesmo ocorreu com 59% dos municpios da Paraba e com 51% dos municpios do Rio Grande do Norte.

    Isso mostra a grande concentra-o existente na gerao de renda no pas, onde poucos municpios geram muita coisa, acentuou a estatstica e ge-rente da pesquisa, Sheila Zani. Entre os municpios com maior participao no PIB geral, observa-se ganho na partici-pao relativa, em comparao a 2008, em So Paulo (de 11,8% para 12%), no Rio de Janeiro (de 5,2% para 5,4%), em Braslia (de 3,9% para 4,1%) e Duque de Caxias (de 0,6% para 0,8%).

    Excluindo as capitais, 12 cidades brasileiras destacaram-se em 2009 por-que geraram, individualmente, mais do que 0,5% do PIB do pas, contribuindo, em conjunto, com 9,3% da renda nacio-nal. Quase todas esto na regio Sudes-te: Guarulhos, Campinas, Osasco (1%),

    So Bernardo do Campo (0,9%), Ba-rueri, Duque de Caxias, Betim (0,8%), Santos, So Jos dos Campos (0,7%), Campos de Goytacazes (0,6%), Jundia e Canoas nica cidade fora do eixo Rio-So Paulo (0,5%).

    Guarulhos tem uma indstria diversificada, que gera muita renda, afirmou Sheila Zani. O municpio tem ainda uma parte de servios significati-va, um forte comrcio atacadista e vare-jista, o que ocorre tambm em relao rea de transportes. uma integrao muito grande entre indstria e servi-os, destacou.

    Perdas e ganhos

    Entre os municpios com maior participao no PIB geral, observa-se ga-nho na participao relativa, em compara-o a 2008, em So Paulo (de 11,8% para 12%), no Rio de Janeiro (de 5,2% para 5,4%), em Braslia (de 3,9% para 4,1%) e Duque de Caxias (de 0,6% para 0,8%).

    A pesquisa tambm mostra que a atividade de servios foi a grande res-ponsvel pelo ganho de participao da capital paulista entre 2008 e 2009, prin-cipalmente por causa da valorizao do segmento de intermediao financeira, seguros, previdncia complementar e servios relacionados. J o aumento de participao da capital fluminense explicado pelo bom desempenho da in-

    Brasil, meus Brasis brasileirosNacional

    Campinas (SP) est entre as 12 cidades, excluindo as capitais, que contribuiram com mais de 0,5 % do PIB nacional

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  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 15

    dstria de transformao, sobretudo no segmento de alimentos e bebidas.

    Em Duque de Caxias, o ganho de participao se deve queda do preo do barril de petrleo, que resultou na diminuio dos custos de produo de refino de petrleo e coque. Braslia su-biu de 3,9% para 4,1% em funo das contrataes no servio pblico federal, que melhoraram o desempenho do se-tor de administrao, sade, educao e seguridade social.

    Considerando-se o ranking de participao de todos os municpios do pas no PIB, os maiores ganhos de posi-es ocorreram nos municpios paulis-tas de Mones (de 4.502 para a 1.818 posio), Brejo Alegre (de 4.334 para 2.373) e Bor (de 5,307 para 3.679), todos com crescimento relacionado produo de acar e lcool. Na regio Nordeste, o destaque foi o municpio per-nambucano de Terra Nova, que saltou da 4.189 para a 2.951 posio, graas ao in-cremento no setor agropecurio.

    Em contrapartida, registraram queda na participao relativa os mu-nicpios de Vitria (ES), que caiu de 0,8%, em 2008, para 0,6%, em 2009, e Campos dos Goytacazes (RJ), que pas-sou de 1% para 0,6%. Segundo o estudo do IBGE, a crise internacional de 2008 teve impacto direto sobre a economia desses dois municpios, em funo, res-pectivamente, dos baixos preos do mi-nrio de ferro e da queda no preo do barril de petrleo.

    Considerando os municpios por tamanho da populao, constata-se que os com mais de 500 mil habitantes geraram 43% de toda a renda naquele ano. Mas so poucos. So apenas 40, informa a gerente da pesquisa. A faixa que mais ganhou participao relativa em 2009 foi a dos municpios na faixa de 100 mil a 500 mil habitantes que, em geral, no so capitais. Como exemplos, Sheila Zani citou os municpios de Ita-ja (SC) e Anpolis (GO).

    Maiores quedas

    As maiores perdas de posies fo-ram detectadas nos municpios minei-ros de Albertina (de 3.554 para 5.162, em funo da queda do comrcio ata-cadista do caf em gro; Catas Altas (de 1.423 para 3.010), por conta da queda do valor de produo do minrio de ferro; e Prudente de Morais (de 2.488 para 3.645), pela queda expressiva na produo de cal e gesso.

    No Nordeste, os mais prejudi-cados foram So Joo no Car (MA), que caiu de 2.885 para 4.122 por causa da queda na produo de mandioca; e Monsenhor Gil (PI) devido retrao na extrao e britamento de pedras.

    A pesquisa tambm constatou que menos de 15% do total de municpios tm PIB per capita maior que o PIB per capita brasileiro, de R$16.918, e que metade dos municpios brasileiros tem PIB per capita inferior a R$ 8.395 aproximadamente

    metade do nacional, o que confirma a dis-tribuio irregular de renda.

    Na anlise por regio, o Sudeste apresentou os maiores indicadores ao longo da srie histrica 2005-2009. Mes-mo excluindo os municpios das capitais de So Paulo e Rio de Janeiro, o indicador evidncia a concentrao do PIB. No ou-tro extremo, as regies Norte e Nordeste apresentaram as maiores disperses.

    Principais PIBs

    Os municpios com maior PIB per capita em 2009 tinham como carac-terstica em comum a baixa densidade demogrfica. O maior PIB per capita anual (por habitante) no Brasil foi apre-sentado pelo municpio de So Francis-co do Conde, na Bahia: R$ 360.815,83.

    A cidade, localizada a 65 quilme-tros de Salvador, abriga a refinaria Lan-dulfo Alves, uma das maiores do Brasil. So os impostos recolhidos pela Relan que do cidade de 32 mil habitantes o mais alto PIB per capita do pas. Em 2009, o PIB local foi de R$ 11,4 bilhes, o terceiro maior da Bahia.

    A contradio que, apesar da ar-recadao de fazer inveja a muitos mu-nicpios, a populao de So Francisco do Conde ainda no conseguiu fugir da pobreza. uma cidade onde 45% dos moradores so atendidos por progra-mas de transferncia de renda do Go-verno Federal e da prefeitura, segundo o IBGE.

    Nacional

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  • 16 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Ao todo, 20% dos moradores so servidores municipais. O secretrio muni-cipal da Fazenda, Marivaldo Arajo, diz que o quadro de funcionrios no pode ser reduzido drasticamente porque h pouca oferta de trabalho. E culpa admi-nistraes anteriores pelo descompasso entre desenvolvimento e o dinheiro que entra nos cofres pblicos.

    Durante muitos anos, a populao e a qualidade de vida, a sade, a educao, a segurana alimentar, que so to impor-tantes para a populao, simplesmente no eram percebidas como prioridade, afirma.

    Segundo a prefeitura, 80% das ruas so pavimentadas e o saneamento bsi-co chega a 70% das casas. O municpio tambm investe pesado na sade. O novo Centro de Referncia Sade da Mulher (Cresam) ganhou novas instalaes e equipamentos modernos. So doze salas de atendimentos e pessoal qualificado para prestar atendimento de mdia com-plexidade, de forma integral e humaniza-da, nas reas de ginecologia, mastologia, enfermagem, ultrassonografia, pr-natal de baixo e alto risco, cardiologia, nutrio, psicologia e servio social.

    Este Centro sempre foi uma prio-ridade de nossa gesto. Atualmente, a clnica atinge 1.200 atendimentos por ms, de variadas especialidades e realiza exames de mdia e alta complexidade. explica a prefeita Rilza Valentim(PT).

    O hospital da cidade tambm mantido com recursos do municpio e quatro novas escolas esto sendo cons-trudas. Quem vive na regio espera mais da cidade com o maior PIB per capita do pas. E a prefeita garante que muitas outras obras viro.

    Baixa densidade demogrfica

    Em seguida, esto Porto Real (RJ), com PIB por habitante de R$ 215.506,46; Triunfo (RS), com R$ 211.964,79; Con-fins (MG), com R$ 187.402,18, e Louvei-ra (SP), com R$ 174.891,84.

    Segundo Sheila Zani, a caracters-tica comum a todos esses municpios que eles tm baixa densidade demogr-fica. A populao muito pequena. So Francisco do Conde, por exemplo, tinha em 2009 um total de 31.699 moradores. Em Porto Real, Triunfo e Confins, o total de habitantes naquele ano era, respectiva-mente, 16.253, 25.374 e 6.072 pessoas.

    No municpio baiano, o elevado PIB per capita anual decorre da exis-tncia da segunda maior refinaria de petrleo do pas. A presena de uma grande indstria automobilstica ex-plica o PIB em Porto Real, enquanto em Triunfo a alta gerao de renda da populao se deve ao importante polo petroqumico local. J Confins ganhou posio devido transferncia da maior parte dos voos para o aeroporto inter-nacional localizado na cidade e Louvei-ra por sediar centros de distribuio de grandes empresas.

    Mas o menor PIB por habitan-te no ano de 2009, equivalente a R$ 1.929,97, tambm do Nordeste, mais especificamente do municpio de So Vicente Ferrer, no Maranho, cuja ati-vidade principal a agropecuria. Em 2009, por causa das chuvas, pratica-mente acabou a produo de mandio-ca. O municpio teve perda de 77,6% da quantidade produzida e de 83,4% do

    valor bruto de produo daquela raiz, explica a pesquisadora.

    Localizada a 280 km de So Luiz, So Vicente Ferrer tem pouco mais de 20 mil habitantes, nenhuma indstria e, de cada 10 moradores, sete vivem na rea rural. O prefeito Joo Batista Frei-tas (Cabo Freitas) est no comando do municpio por liminar concedida pela Justica Eleitoral.

    A pesquisa mostra ainda que me-tade dos municpios com menor PIB per capita foi encontrada na Regio Nordes-te. Ainda no Nordeste, fora o estado de Sergipe, a gente viu que mais de 90% dos municpios de cada estado esto com PIB per capita abaixo de R$ 8.394,97. Sheila revelou que 96% dos municpios do Piau, Cear e da Paraba tm PIB por habitante menor do que esse valor.

    Capitais

    Considerando as capitais, o maior PIB per capita foi apurado em 2009 em Vitria (ES), R$ 61.790,59. A cidade apresenta, entretanto, o terceiro maior PIB por habitante em relao s unidades da Federao e o 45 em relao ao Brasil. Para uma populao de capital, a de Vi-tria muito pequena, isso faz com que esse coeficiente fique maior, completou.

    O segundo maior PIB anual entre as capitais foi encontrado em Braslia (R$ 50.438,46). Seguem-se So Paulo, com R$ 35.271,93, o Rio de Janeiro (R$ 28.405,95) e Porto Alegre (R$ 26.312,45).

    Dos 5.565 municpios brasilei-ros, 1.968 (35,4%) tinham suas eco-nomias praticamente dependentes da administrao pblica. O peso do valor adicional bruto dessa atividade no PIB nacional vem crescendo desde 2005. Em alguns municpios, como Uiramut (RR) e Areia Baranas (PB), a depen-dncia da mquina administrativa em sua economia chega a atingir 80% e 71,4%, respectivamente.

    Nacional

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 17

    Qual o produto interno bruto do mu-nicipio? So Francisco do Conde apre-sentou o maior Produto Interno Bruto (PIB) por habitante do Brasil em 2009, segundo dados divulgados pelo Institu-to Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE). O municpio com 31.699 habi-tantes produziu no total cerca de R$ 11,4 bilhes naquele ano, o que representa R$ 360 mil por habitante.

    Qual a explicao para tal desempe-nho? Cerca de 90% da arrecadao do mu-nicpio vem de impostos como ISS, ICMS e royalties pagos pela segunda maior refinaria de petrleo do Pas, a Landulpho Alves, que est instalada no municpio.

    Com esse PIB, como o municpio tem trabalhado para executar aes em beneficio da populao? Todo esse dinheiro que arrecadamos tem voltado para o povo em forma de benefcios, como a pavimentao de 80 ruas em 2 anos e 10 meses, construo de escolas de alta qualidade, diversas praas, pos-tos de sade de alto padro. Estamos zerando o dficit habitacional, com construo de casas confortveis e dignas do povo. Temos hoje o maior Programa de Distribuio de Renda do Brasil, que o PAS (Programa de Acolhimento Social), UNIFAS (Pro-grama Universitrio Sanfranciscano), uma bolsa universitria para garantir aos jovens da cidade, acesso e per-manncia Universidade, garantindo formao acadmica e profissional, dentre outros investimentos que con-tribuem para a melhoria da qualidade de vida da populao sanfranciscana. E todos esses investimentos tm gerado resultados positivos em reas essen-ciais, como Sade, Educao e Em-prego & Renda. Em recente pesquisa

    Entrevista - Rilza ValentimPrefeita de So Francisco do Conde - BA

    realizada pela Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN: http://www.firjan.org.br/IFDM/index.html), dos 417 municpios baianos, So Francisco do Conde foi um dos melhores municpios avaliados, ocupando o 2 lu-gar no ranking estadual, perdendo apenas para Salvador.

    PRINCIPAIS PROGRAMAS:

    PAS - Programa de Acolhimento Social o maior programa de distribuio e complementao de renda do Brasil, e foi criado pela Lei Municipal de n 078, de 15 de janeiro de 2009. um projeto de incluso social, que tem o objetivo de garantir a segurana alimentar, reduzir os ndices de pobreza e dar dignidade populao mais carente. A iniciativa j beneficia diretamente cerca de 4.200 famlias do municpio que possuem renda de at meio salrio mnimo. Nes-te ano de 2011, percebi que havia um publico que ficava de fora do programa, por no ter filhos. Era o caso de alguns idosos e pessoas de alta idade, que esta-vam desempregados e com dificuldade de se reinserir no mundo do trabalho. Resolvemos ento ampliar o programa, com a alterao da lei 078/2009, e mais 230 novas famlias j esto sendo bene-ficiadas pelo PAS.

    UNIFAS - Programa Universitrio San-franciscano tem como objetivo con-ceder bolsas complementares para os estudantes carentes e residentes no mu-nicpio. O benefcio um incentivo fi-nanceiro para os cidados que possuem uma renda insuficiente e desejam estu-dar e buscar uma melhor qualificao profissional. Hoje, o projeto j concede bolsas a 641 estudantes do municpio. A Prefeitura ainda oferece o transporte

    Nacional

  • 18 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    gratuito que leva os alunos para as fa-culdades em Salvador, Santo Amaro e Candeias. Em contrapartida, os bene-ficiados pela bolsa de estudo realizam estgios nas suas reas de interesse e prestam servios comunidade local. Desta maneira, ao mesmo tempo em que os alunos recebem o apoio da pre-feitura para estudar, tambm ajudam na difuso do conhecimento na cidade.

    CRESAM - Centro de Referncia Sade da Mulher presta atendimento de mdia complexidade, de forma in-tegral e humanizada. Composto por uma equipe multidisciplinar, o Centro trabalha com servios de ginecologia, mastologia, enfermagem, ultrassono-grafia, pr-natal de baixo e alto riscos, cardiologia, nutrio, psicologia e servi-o social, que salvaguardam a sade das mulheres. Cerca de 1.200 atendimentos so realizados na clnica mensalmente.

    T REBOCADO E PINTADO - Pro-grama de obras que promove melhorias habitacionais, como pintura, reboco de paredes, assentamentos de pisos, me-lhorias sanitrias e instalaes eltricas e hidrulicas. Todo material e mo de obra so oriundos de recursos prprios da prefeitura. Alm disso, h investi-mento em capacitao de profissionais no setor da construo civil para aten-

    crescido exponencialmente. Criamos o Carto do Servidor, um instrumento que funciona como moeda local, que todos os meses tem batido recorde na economia local. J nossa agricultura tambm tem conquistado um mercado interno muito bom, devido aos incen-tivos municipais agricultura familiar. Toda a merenda escolar utiliza alimen-tos desse tipo de agricultura. Nosso po-tencial tem sido to crescente que, re-centemente, recebemos uma comisso formada por ministros, deputados, pe-quenos produtores e representantes das sociedades civil e campesina de pases da Amrica do Sul e frica para conhe-cerem nossas experincias exitosas de promoo segurana alimentar e le-var para seus pases de origem. Em So Francisco do Conde temos o cuidado de criar leis especficas que promovam sustentabilidade no municpio.

    Qual a receita prpria? Ela sufi-ciente para atender as necessidades do municpio? ICMS equivale a 63 % da receita, ISS 20 % e royalties 8 %.

    Qual o nmero de famlias beneficia-das por programas sociais?

    So 4.200 famlias beneficiadas pelo PAS - Programa de Acolhimento Social, que o maior programa de distribuio e complementao de renda do Brasil.

    der as demandas do programa, gerando mais emprego e renda para os sanfran-ciscanos. O T Rebocado e Pintado destinado para famlias que moram em imveis em situao de carncia.

    SONHO MEU - Construo de con-juntos habitacionais e casas isoladas para a populao carente, que contempla toda a infraestrutura necessria para o bom convvio, a exemplo de parques, pavimen-tao, gua encanada e energia eltrica. A execuo do Sonho Meu beneficia a redu-o do dficit habitacional e trabalha com recursos prprios da prefeitura.

    Qual a influncia das reas indus-triais, comerciais, de servios e agr-cola no desenvolvimento econmico no municpio?

    A indstria petroqumica, que a Refinaria Landulpho Alves instalada no municpio, a principal fonte de rique-za da cidade e a que proporciona maior desenvolvimento econmico. Por esse fator e vocao, temos inclusive inves-tido em cursos de capacitao profis-sional voltados para a rea industrial e a UNILAB (Universidade Internacio-nal da Integrao da Lusofonia Afro-brasileira), que vem para o municpio e tambm ir oferecer cursos na rea. Com relao a comrcio e servios lo-cais, esses tambm so setores que tm

    Prefeitura Municipal

    Nacional

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 19

    Para saber mais ou fazer download do material para gestores, acesse www.combatadengue.com.br

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  • 20 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O coordenador do Grupo de Resduos Slidos da Univer-sidade Federal de Pernam-buco, Jos Fernando Thom Juc, defende a tese de que no h soluo homognea para o tratamento dos res-duos slidos, e que a melhor sada aque-la que atende s necessidades de cada municpio. E Jos Fernando sabe o que diz: ele coordena um grupo de 65 pesqui-sadores que analisa a situao brasileira e solues adotadas em outros pases.

    Como exemplos, Juc lembrou que So Paulo gera uma quantidade muito grande de resduos plsticos, en-quanto na Amaznia a maior parte do lixo orgnica. Segundo ele, a compo-sio dos descartes j determina a solu-o. Para o material orgnico o melhor tratamento biolgico, j plsticos po-dem gerar energia a partir de calor ou biodegradao.

    De acordo com o professor, o ob-jetivo do trabalho, financiado pelo Ban-co Nacional de Desenvolvimento Eco-nmico e Social (BNDES), ajudar a discutir as tecnologias mais apropriadas para cada regio do Brasil.

    Os municpios brasileiros que se destacam na adoo de boas solues para o tratamento de resduos slidos so premiadas com o selo Cidade Cida-d. Este ano, os selos foram concedidos para as cidades de Novo Hamburgo e

    os slidos que o Brasil (60 milhes de toneladas), embora em um territrio equivalente a 0,5% do brasileiro. A in-formao do coordenador do Depar-tamento Nacional de Resduos Slidos da Holanda, Herman Huisman.

    A grande diferena que no pas europeu apenas 3% do total de resduos slidos vo para os 22 aterros sanitrios existentes. Segundo Huisman, o ndice de reciclagem chega a 80%. O material restante distribudo entre 22 usinas de compostagem e 12 incineradores insta-lados. No Brasil, estima-se que menos de 2% do material descartado seja reciclado.

    De acordo com o especialista, os incentivos econmicos foram funda-mentais para o sucesso do programa. Os impostos para aterros so muito baratos, sustentou Huisman. Alm disso, quem paga pelo tratamento dos resduos so os consumidores, no todos os cidados.

    Lixo exige solues diferenciadasRio Grande (RS), Sertnia (PE), Mi-guel Pereira (RJ) e Sertozinho (PB).

    Para o presidente do Instituto Bra-sil Ambiente, Sabetai Calderoni, a nova trincheira do tratamento de resduos a gaseificao. De acordo com ele, em vez de gastar 100 para construir um aterro, a prefeitura pode gastar 80 com uma central de reciclagem, porque em algum tempo o aterro se esgota.

    Calderoni ressalta que a gaseifica-o e a incinerao so processos muito diferentes. Ao contrrio da segunda, na gaseificao no ocorre queima. Os ma-teriais so aquecidos a 800 graus, mas na ausncia de oxignio. Temos a uma possibilidade de processamento dos materiais descartados a custo muito bai-xo sem poluio, sustentou. Segundo o especialista, o Brasil perde 10 bilhes de dlares por ano apenas por no reci-clar o lixo residencial.

    Denise Seabra informou que a Caixa conta com uma linha de crdito, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Servio (FGTS), que cobre todos os itens necessrios na elabora-o de planos de gesto de resduos. Os critrios do banco incluem at mesmo a contabilizao dos possveis ganhos com crditos de carbono como garantia adicional do financiamento.

    A especialista lembrou que os li-xes emitem grandes quantidades de metano, gs que contribui para o aque-cimento global. Com a instalao de aterros sanitrios, portanto, possvel no apenas aproveitar esse gs, como receber crditos de carbono devido reduo das emisses.

    Exemplo holands

    Exemplo de gesto eficiente do lixo urbano, a Holanda produz anual-mente a mesma quantidade de resdu-

    Nacional

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  • 22 Estados & Municpios - Dezembro 2011

    RENATO RIELLA COLUNISTArenatoriella@gmail.com

    Santos e Bara

    Surgiu uma frase genial na internet sobre a partida entre Barcelona e Santos, pelo campeonato mundial interclubes: At o gandula teve mais posse de bola do que o Santos!

    H algumas verdades, que s pode-mos afirmar depois da derrota:

    -O Brasil o quinto futebol no ranking da Fifa.

    -Observando-se o desempenho no Campeonato Brasileiro, o Santos no est entre as cinco melhores equipes do pas.

    -Neymar e Ganso nunca foram tes-tados e mostraram que so inexperientes.

    -Os outros nove jogadores do San-tos no merecem nem estar na Seleo Brasileira, que a quinta do Ranking.

    Contraponto na economia

    O boletim digital econmico Con-traponto, do consultor Fausto Morey, prev que o PIB global fechar o prxi-mo ano de 2012 ao redor de 3,5%.

    A previso para o Brasil em 2012 de crescimento do PIB de 2,5% a 3%, mantido principalmente pela demanda domstica. O governo diz que ser de 4,5 a 5%. Faus-to prev que a inflao medida pelo IPCA

    ficar ao redor de 5% em 2012, atingindo o centro da meta somente em 2013. Ele espe-ra a queda da taxa de juros (SELIC) para 9% em julho de 2012. Ficar neste patamar at, pelo menos, o final de 2013.

    Tchau, Joosinho Trinta!

    Joosinho Trinta morreu no seu es-tado, o Maranho, aos 78 anos. O Brasil est com saudade do homem que disse uma das frases mais incrveis do nosso pas: Pobre gosta de luxo; quem gosta de misria intelectual. Um filme longa-me-tragem sobre Joosinho est pronto para ser filmado. Provavelmente estar nas te-las no fim de 2012.

    Joosinho Trinta no era um igno-rante, como muita gente pensa. Era um intelectual, de conversa profunda, que co-meou a vida como bailarino clssico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

    Impunidade no STF

    O ministro Joaquim Cardoso, o nico negro que j ocupou cadeira no Supremo Tribunal Federal, perde a oportunidade de valorizar a prpria raa. Ele peca por omisso, ao no de-nunciar a fragilidade da Justia brasi-

    leira, que pode deixar criminosos de colarinho branco serem perdoados por prescrio da pena.

    Se a mquina da Justia feita para garantir a impunidade de 39 mensalistas federais, cabe ao ministro do Supremo Tribunal Federal abrir a boca, sob pena de ser responsabilizado pela sociedade. O povo sabe que o processo est nas mos dele e quer resposta.

    Renan Calheiros

    Estamos fechando o ano de 2011 sem que nada de significativo tenha sido aprovado pelo Congresso Nacional. Grandes reformas ficaram adiadas para um futuro distante, pois 2012 ano elei-toral e todos estaro de olho na escolha dos prefeitos.

    Em compensao, por incrvel que parea, vemos que existe uma negocia-o para que Renan Calheiros seja eleito presidente do Senado em 2013. Definiti-vamente, o Brasil abusa da pacincia dos brasileiros.

    Gnios de Juazeiro

    Dizem que o raio no cai duas vezes no mesmo lugar. A cidade de Jua-

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 23

    COLUNISTA

    zeiro, na Bahia, contraria este princpio, depois de ter projetado para o mundo dois gnios da msica: Joo Gilberto e Ivete Sangalo.

    Joo, com 80 anos, ficou doente, com forte gripe. E passou por vexame, ao cancelar uma temporada de shows pelo pas.

    Ivete voltou da meningite a mil por hora, acelerada como costuma ser. Ela ainda tem muito de novo a mostrar. Am-bos enaltecem e valorizam Juazeiro, alm do craque Daniel Alves, do Barcelona.

    Eixo da terra invertido

    engraado ver na televiso as lojas de Londres fazendo liquidao pr-natali-na por causa da crise europia, enquanto os preos no Brasil esto assustadores. Os ingleses baixaram os preos desespera-damente e muitos brasileiros esto quei-mando dlares por l.

    Dizem que, no fim do mundo, o eixo do planeta vai se alterar. O eixo eco-nmico, pelo menos, j se inverteu de for-ma inacreditvel. Onde vamos parar?

    Cofrinho Recheado

    Gente experiente afirma que, de forma esperta, a presidente Dilma Rous-seff fez caixa em 2011, para ter o que gas-tar em 2012, um ano eleitoral.

    Lembremos que a arrecadao no Brasil tem sido crescente, enquanto os in-vestimentos, inclusive do PAC, mingua-ram. Deve haver dinheiro sobrando.

    Alm disso, com a queda dos juros no Brasil, a despesa do governo com a administrao da dvida interna caiu em muitos bilhes.

    Agnelo no cai

    H gente em Braslia dizendo que o governador Agnelo Queiroz vai deixar o governo do DF a qualquer momento. Boa parte da cidade vai nesta onda, esperando o desmoronamento de mais um governo a qualquer tempo. Reduzem-se investi-mentos, iniciativas diversas esto fracas-sando e nem mesmo a perspectiva da Copa do Mundo est empolgando. O ano de 2011 foi um terror em Braslia. Vamos deixar que esse quadro se repita em 2012?

    Agnelo Queiroz tem maioria de 21 votos numa Cmara Legislativa de 24 membros. Diante disso, quase imposs-vel pensar num impeachment contra ele, a no ser se aparecer algo de muito grave, com provas concretas, abalando seu do-mnio poltico.

    Copa sem entusiasmo

    Somos obrigados a reconhecer que o brasileiro ainda no entrou no clima de Copa do Mundo. Fala-se somente de est-dio, aqui ou ali, mesmo assim com muito sentido crtico, pois h obras atrasadas. As oportunidades existiro, certamente, mas os governos no se preocuparam ainda em motivar empresrios e cidados para se organizarem, diante da possibilidade de grandes negcios. E, para completar, nas

    viagens de fim de ano os passageiros vem realidades trgicas nos aeroportos, desper-tando descrena em relao Copa, quando a demanda area ser muito ampliada.

    Consultorias suspeitas

    Episdios como os do ministro An-tnio Palocci e agora, de forma semelhan-te, envolvendo o ministro do Desenvolvi-mento Econmico, Fernando Pimentel, alertam para a fragilidade de consultorias milionrias, sem produto aparente.

    H muita gente atuando em rgos pblicos e em empresas, com elevadas remuneraes e sem transparncia em relao funo desempenhada. Palocci e Pimentel so exemplos de que consul-torias precisam ser cobertas por relatrios bem elaborados e por presena de equipe contratada. Caso contrrio, ficam seme-lhantes a mero trfico de influncia.

    Crescimento industrial

    O grande desafio brasileiro reto-mar o crescimento da produo indus-trial. No vai ser fcil. O agravamento da crise econmica na Europa, a instabilida-de dos Estados Unidos e a incerteza na manuteno do boom chins indicam que as empresas fabricantes de tudo no Brasil passam a depender muito do mer-cado interno. No entanto, o brasileiro est consumindo muita coisa importada ou mesmo produtos que compra em viagens ao exterior. So situaes que levam a pes-simismo nesse setor.

  • 24 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    No preciso ser um bom ob-servador para ver e sentir as transformaes no munic-pio de Rio do Fogo, localizado no lito-ral norte do estado do Rio Grande do Norte e um dos plos tursticos do Es-tado. Prximo a completar trs anos de administrao e com investimentos em sade, educao, ao social, cultura e infra-estrutura, o prefeito Egdio Dan-tas (PMDB) d lio de competncia na gesto pblica

    Educao

    A melhoria na qualidade de en-sino passa pelo exerccio constante de aes conjuntas que envolvam todos os segmentos ligados ou no educao. Com essa afirmao o prefeito Egdio Dantas destaca as iniciativas e aes da gesto municipal com o objetivo de promover o fortalecimento da educa-o que, alm da reforma e ampliao das escolas, renovou a frota de nibus escolares, entregou material didtico

    a todos os alunos e vem valorizando o quadro de funcionrios da educao com o pagamento em dia do piso nacio-nal aos educadores.

    A reforma e ampliao das esco-las da rede municipal foi uma priori-dade da administrao municipal ao longo desses quase trs anos. Ofere-cer melhores condies de trabalho aos servidores e educadores, e de aprendizado aos alunos, se tornou uma marca na gesto de Egdio Dantas.

    Outro foco na rea da educao a merenda escolar. O municpio vem adotando todas as recomendaes do Ministrio da Educao, atravs do FNDE, na compra, armazenamento, distribuio e preparo da merenda, garantindo a todos os alunos um car-dpio variado e nutritivo.

    Sade

    A Prefeitura Municipal de Rio do Fogo implantou desde o incio da gesto do prefeito Egdio Dantas o Programa de Reestruturao da rea de Sade, que inclui reforma e ampliao de todas as unidades de sade, com a instalao de novos equipamentos, ampliando o nmero de atendimentos e melhoran-do a operacionalizao das aes dos programas de sade da famlia

    O programa de reestruturao reflete a prioridade da gesto municipal rea da sade e a maior iniciativa j implantada no municpio voltado para esta rea. O programa vem reestrutu-rando toda a rede de sade dotando as unidades de estrutura fsica e equi-pamentos, oferecendo populao um atendimento de excelncia como deter-mina a Organizao Mundial de Sade. No adianta ter profissionais compe-tentes e capacitados trabalhando em unidades deficitrias, disse o prefeito.

    A Unidade Mista de Sade conta agora com uma moderna sala equipada e climatizada para reabilitao motora para pacientes que precisam de sesses de fisioterapia. Antes o tratamento era realizado fora do municpio.

    A moderna tecnologia tambm est a servio da sade municipal, com a implantao do servio de eletrocar-diograma online. Rapidez no diagnsti-co sem a necessidade de deslocamento para unidades fora do municpio uma das vantagens do servio.

    Mensalmente so realizados no municpio cerca de 120 exames de ul-tra-sonografia, dentro do Programa de Apoio a mes e gestantes, que tambm inclui o pr-natal e aleitamento mater-no. Essas aes resultaram na diminui-o da mortalidade infantil na faixa et-ria de zero a 5 anos.

    A reestruturao vai muito alm das obras nas instalaes fsicas e dos novos equipamentos instalados. Passa tambm pela melhoria nas condies de trabalho dos profissionais, fator importantssimo nos servios oferecidos pelo SUS. Tam-bm renovou a frota de ambulncias nas campanhas de vacinao de crianas, idosos e gestantes, e nas parcerias, como a realizada com o Exrcito Brasileiro, que levou para Rio do Fogo uma equipe mdi-ca da corporao, atendendo a populao em diversas especialidades.

    Infraestrutura

    A longa espera de mais de 10 anos terminou na gesto do prefeito Egdio Dantas, com a pavimentao da estrada que liga a praia de Zumbi a BR-101. Considerada uma das praias mais be-las do litoral do Rio Grande do Norte e um dos pontos tursticos do Estado, Zumbi tem hoje seu principal acesso asfaltado e sinalizado, garantindo a

    Municpios

    Rio do Fogo: Um lugar melhor para se viver

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 25

    segurana no trfego de veculos que se destinam a praia. At o final de sua gesto, o prefeito tambm dever entregar o acesso praia de Pititin-ga, outro carto postal do municpio, completamente asfaltado.

    A gesto municipal ampliou sua atuao, beneficiando as reas da agri-cultura, com aquisio de um trator e implementos agrcolas; de mobilidade urbana, com a drenagem e pavimenta-o de ruas; e da segurana, com a re-posio de lmpadas e manuteno da iluminao pblica.

    Segundo o prefeito Egdio Dan-tas, apesar do foco principal estar dire-cionado para a sade, educao e ao social, no significa que as demais reas no recebam ateno especial.

    Para otimizar a aplicao dos re-cursos municipais foi preciso eleger prioridades, mas apesar disso, atuam nas demais reas, finalizou o prefeito afirmando: s comparar que se v a diferena.

    Assistncia social

    Hoje as aes nas reas social e de cidadania em Rio do Fogo es-to integradas na chamada Rede Social, que oferece cursos de capa-citao, reforma de casas de taipa, exposies de trabalhos realizados pelos alunos do PETI e do Projo-vem, alm das atividades com mes e idosos, tornando visveis os avan-os da gesto do prefeito Egdio Dantas no campo social.

    A implantao do programa Es-pao Cidado vem dando oportunida-de de acesso aos servios que garantam ao cidado o exerccio de sua cidadania, oferecendo diversos servios, como a emisso de Carteira de Identidade, CPF, Carteira de Trabalho e Certifica-do de Reservista.

    Tambm foram firmadas par-cerias com o Tribunal de Justia que, atravs do programa Justia na Praa, realizou mais de 6.500 atendimentos,

    entre emisso de documentos e consul-tas jurdicas, e com o SENAI, que mi-nistrou cursos de capacitao voltados principalmente para a rea do turismo.

    Os programas PETI e PRO-JOVEM nos distritos de Zumbi e Pititinga ganharam nova sede, reu-nindo em um s local as atividades de ateno a crianas, jovens e ado-lescentes. Os alunos dos programas receberam kits com material escolar e fardamento.

    A Prefeitura tambm realiza atividades de lazer que transmitem experincias scio-educativas, como forma de livrar crianas e jovens do uso de drogas lcitas, como lcool e fumo, e tambm de drogas mais pesadas.

    Com esse objetivo, as secreta-rias municipais, atravs dos progra-mas a elas vinculados, promovem eventos recreativos onde, alm da parte ldica, so ministradas pa-lestras sobre a importncia de uma vida longe das drogas.

    Municpios

    Considerada uma das praias mais belas do litoral do Rio Grande do Norte e um dos pontos

    tursticos do estado, Zumbi tem seu principal acesso asfaltado e sinalizado, garantindo a

    segurana no trfego de veculos

  • 26 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Maring conquista prmio de tecnologia

    O projeto Hortas Comunit-rias de Maring conquistou o Prmio Fundao Banco do Brasil de Tecnologia Social 2011, con-correndo com mais de 1,1 mil trabalhos de todo o Pas. O anncio dos oito fina-listas foi no ltimo dia 22 de novembro, em Braslia. O prefeito Silvio Barros (PP) e o engenheiro agrnomo Jos de Oliveira Albuquerque, coordenador do projeto, receberam o prmio de R$ 80 mil, que ser aplicado nas hortas.

    As Hortas Comunitrias fazem parte do programa Maring Saudvel,

    implantado pela administrao muni-cipal em 2005 e que trabalha a promo-o e preveno em sade atravs do incentivo prtica de atividades fsicas, a melhoria na alimentao e o combate ao tabagismo. Atualmente so 20 hortas instaladas em vrios bairros e nos distri-tos de Iguatemi e Floriano.

    O projeto envolve mais de 500 famlias, beneficiando milhares de pes-soas que podem comprar produtos de qualidade a preos baixos. Atualmente as Hortas Comunitrias de Maring produzem 180 toneladas por ano. Algu-mas famlias conseguem melhorar a renda com a comercializao do excedente.

    O engenheiro agrnomo Jos de Oliveira Albuquerque refora que toda produo orgnica. Alm de melho-rar a alimentao das famlias envolvidas e de moradores do entorno, as hortas tem melhorado a sade de muitas pessoas pela convivncia que proporciona, explica.

    Idosos integrados produo das hortas viviam em casa, sem uma ocupa-o, alguns inclusive doentes pela falta de atividade fsica e de convivncia so-cial. A partir do momento que passaram a participar da produo das hortas, criaram novos hbitos, convivem com

    outras pessoas, principalmente da mes-ma faixa de idade, e muitos melhoraram sensivelmente a sade.

    Prmios

    O projeto de Hortas Comunitrias de Maring j conquistou outros trs prmios, o internacional da Agncia Adventista de Desenvolvimento e Re-cursos Assistenciais (ADRA); o Prmio Rosani Cunha de Desenvolvimento So-cial, do Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate Fome; e do Rotary Internacional. Ainda em novembro pas-sado, o projeto de expanso das hortas e implantao de um canal de comercializa-o conseguiu R$ 1,5 milho do Minist-rio do Trabalho e Emprego, atravs da Se-cretaria Nacional de Economia Solidria.

    O prmio da ADRA garantiu o re-passe de US$ 25 mil para o programa, permitindo o investimento na implanta-o de melhorias nas hortas existentes e a inaugurao de novas horas. Os R$ 80 mil do Prmio Fundao Banco do Brasil tambm sero aplicados na infraestrutura e implantao de novas hortas.

    Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 27

    Localizada no norte central do estado do Paran, Maring uma cidade planejada, e a stima mais populosa da regio Sul do Brasil, destacando-se pela qualidade de vida. Uma das mais arborizadas

    do pas, a cidade agora campe na produo de alimentos em

    hortas comunitrias

    J o recurso conquistado junto ao Ministrio do Trabalho e Empre-go, atravs da Secretaria Nacional de Economia Solidria, ser destinado implantao de mais 10 hortas comu-nitrias e em programas para a gerao de empreendimentos solidrios, que es-timulem a criao de emprego e renda.

    Um dos programas a Feira da Cidadania, que vai beneficiar os produ-tores das Hortas Comunitrias, profis-sionais do artesanato e cooperativas de reciclagem. A Feira da Cidadania vai co-locar os envolvidos comercializando a produo para a comunidade. Sero be-neficiadas cerca de 250 famlias carentes da regio urbana e periurbana da cidade.

    O projeto de Hortas Comunit-rias de Maring gerenciado pela Secre-taria Municipal de Servios Pblicos, com apoio das secretarias de Sade, As-sistncia Social e Cidadania, Esportes e Transportes, e so implantadas em par-

    ceria com o Centro de Referncia em Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maring, Rede de Municpios Potencialmen-te Saudveis, Eletrosul, Usina de Acar Santa Terezinha, Ministrio de Desenvolvimento Social e Combate Fome e Instituto Brasileiro de Sade Preventiva (Ibesp).

    Municpios

  • 28 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Municpios

    Oprefeito de Caratinga(MG), Joo Bosco (PT), e a equipe da Secretaria de Agricultura Pecuria e Abastecimento do munic-pio, receberam em Braslia, o trofu de finalista do Prmio de Tecnologia So-cial 2011, promovido pela Fundao Banco do Brasil. Caratinga participou com o projeto das Fossas Spticas Eco-nmicas implantado na atual gesto.

    A solenidade de entrega da pre-miao contou com a participao de representantes de instituies sociais, jornalistas, funcionrios do Banco do Brasil e da Fundao BB, alm de parceiros, como o BNDEs, Petrobras, Unesco, KPMG Auditores Indepen-dentes e Ministrio da Cincia, Tecno-logia e Inovao. Todos os 27 finalistas, das nove categorias receberam, como premiao, um trofu, alm de um v-deo institucional e folders para que possam divulgar seus trabalhos.

    Concedido a cada dois anos, a premiao tem como objetivo identifi-car, certificar, premiar e difundir Tecno-logias Sociais j aplicadas, implementa-das em mbito local, regional ou nacional, e que sejam efetivas na soluo de questes relativas alimentao, educao, energia, habitao, meio ambiente, recursos h-dricos, renda e sade.

    Entre as finalistas, Caratinga foi a nica cidade de Minas Gerais a ser premiada. O Prmio em sua sexta edio recebeu 1.116 inscries no total. Ca-ratinga ficou entre as trs cidades fi-nalistas na Tec-nologia Social na Construo de Polticas Pblicas para a Erradicao da Pobreza. As fos-

    sas Spticas Econmicas, desenvolvi-das pela prefeitura, so uma benfeitoria complementar e necessria moradia, sendo fundamental no combate a do-enas, verminoses e endemias como a clera, e a esquistossomose. Alm dis-so, evitam o lanamento dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos, nascentes e na superfcie do solo.

    Para o prefeito Joo Bosco, uma alegria muito grande ficar entre os fina-listas de uma premiao to importante como esta. O projeto das fossas spticas foi desenvolvido pela nossa administra-o em 2009, com o intuito de melhorar a vida da populao rural e, tambm, de pro-teger o meio ambiente, explica o prefeito.

    O reconhecimento deste projeto mostra que podemos, a partir de uma ideia simples, fazer grandes inovaes a favor das comunidades. A Fundao Banco do Brasil uma parceira do mu-nicpio em diversas aes, como no Cen-tro de Excelncia do Caf e nos projetos de Incluso Digital, nos distritos e em algumas entidades como a APAE e o Sin-dicato. Caratinga foi a nica cidade de Mi-nas Gerais classificada para a grande final,

    com um projeto inovador, que se insere nas polticas sociais e de diminuio da misria. Registro o meu agradecimento a toda equipe da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, pelo brilhante trabalho, com resultados efetivos para a populao, finalizou Joo Bosco.

    fazendo a diferena

    O secretrio de Agricultura, Pe-curia e Abastecimento do municpio, Cleber Bento, tambm destacou a im-portncia do prmio. mais um ates-tado de que o governo do prefeito Joo Bosco tem atuado em aes que fazem a diferena para a populao. O prefeito nos deu total apoio na elaborao e im-plantao do projeto das fossas spticas, assim como em vrios outros, lembrou.

    De acordo com o vice-presidente do Banco do Brasil, Robson Rocha, Caratinga servir de exemplo para v-rias cidades. Reconheo o trabalho do prefeito. Diante de tantos trabalhos de todo o Brasil, Caratinga foi o nico de Minas Gerais. Isto mostra que a cidade est no rumo certo, desenvolvendo tra-

    Caratinga premiada pelo Banco do Brasil

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 29

    Municpios

    balhos que realmente despertam o inte-resse da comunidade. No projeto apre-sentado por Caratinga, alm do fator de economia, est claro o olhar social e ambiental. Que isso sirva de exemplo para vrias outras cidades.

    Por sua vez, o diretor-presidente do Banco Regional de Braslia e ex-presidente da Fundao Banco do Bra-sil, o caratinguense Jacques Pena, falou da satisfao de ver Caratinga to bem representada em nvel nacional. Como caratinguense residente em Braslia h mais de 30 anos, fico muito feliz em ver a prefeitura de Caratinga se destacando, fazendo de uma ideia simples e objeti-va, com bons resultados, uma poltica de saneamento que protege as guas, os rios, os crregos e as nascentes da regio e, principalmente, beneficia a comunidade. Eu me lembro muito bem dos distritos de Caratinga e parabeni-zo o prefeito Joo Bosco pelo excelen-te trabalho que vem desenvolvendo frente do municpio.

    Segundo o atual presidente da Fundao BB, Jorge Streit, a participa-o da PMC foi muito importante para o prmio. a primeira vez que institu-mos esta categoria de participao de

    gestores pblicos e Caratinga foi mui-to feliz em trazer essa nova verso das fossas spticas. J tnhamos reconheci-do outro trabalho com este tema, mas este vem aprimorar em vrios aspectos o tradicional. Alm da economia, tem uma srie de ganhos que contribuiro para outras comunidades do Brasil.

    O gerente de viso da fundao do BB, Jlio Maria de Lima Caetano, tambm caratinguense, enfatizou que

    uma poltica de resultado deve ser elo-giada, aplicada e apoiada.

    O diretor de Desenvolvimento Social da Fundao BB, Eder Mello, disse que conheceu o projeto quando esteve em Caratinga, na inaugurao do CEC Centro de Excelncia do Caf. Fiquei encantado com o projeto e os incentivei a se inscrever. Acreditamos em projetos como este, que de fato ofe-recem soluo e transformao social.

    Fossas Spticas

    Uma soluo de saneamento bsico com economia e preservao ao ambiente. A proposta considerada moderna e prtica. No processo, so utilizados tambores de plstico, conhecidos como bombonas, sendo indi-cados para locais de difcil instalao de rede de esgoto. Os tambores enter-rados no solo retm a parte slida do esgoto, iniciando o processo biolgico de purificao da parte lquida.

    A instalao simples e rpida, e o tempo de uso de 5 a 6 anos (fa-mlia de 3 a 5 pessoas). Jos Corintho, chefe da seo de cafeicultora da pre-feitura, foi o responsvel por inscrever o projeto no prmio. Ele explica que em 2009 a prefeitura fez um diagnstico, e percebeu que o projeto existente era muito caro. Foi ento que o atual processo foi desenvolvido. Em apenas 3 anos a prefeitura j instalou mais de 200 fossas.

    Para o tcnico de Saneamento Bsico da prefeitura, Vagnor Mourinho Alves, que tambm foi o responsvel pela mobilizao dos produtores ru-rais, este um mtodo barato e eficaz. uma honra para ns e tambm para a populao. Esse modelo de fossas spticas visa a preservao dos recursos hdricos, dando melhor qualidade de vida populao, concluiu.

  • 30 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Desde o incio do ano, a pe-quena cidade de Gacha do Norte, em Mato Grosso, tem recebido a visita de equipes tcnicas municipais interessadas no modelo de gesto rural e nas aes desenvol-vidas pelos produtores para o sucesso da agroindstria local. O modelo bem sucedido tem servido de exemplo para vrios municpios do estado.

    Segundo o consultor da Coope-rativa Sicredi, Walter Luiz Heck, esse tipo de intercmbio importante para que os demais municpios constatem que, com unio e entendimento, possvel fortalecer a agroindstria e colher excelentes resultados. im-portante mostrar para outras cidades, que se quiserem, tambm fazem, res-salta, acrescentando que em Gacha do Norte nem mesmo a falta de aces-so asfltico impediu os produtores de acreditarem no seu potencial.

    Gacha do Norte est integrada ao programa Cooperar e Crescer promovi-do pela cooperativa Sicredi em parceria com a prefeitura municipal, Secretaria de Agricultura, Empaer e Cooper Xin-gu. O programa oferece subsdios aos produtores rurais do municpio para a criao, manuteno e assistncia tcni-ca das agroindstrias.

    O objetivo deste programa ga-rantir a sustentabilidade econmica do municpio, ressalta Walter Luiz Heck, um dos coordenadores do programa, que h dois anos auxilia os produto-res rurais do municpio. Atualmente, o municpio conta com 10 agroindstrias implantadas: Casa do Mel Florada Xin-gu, Mussarela Flor do Lrio, Biscoitos Tauana, Sabo Capricho, Abatedouro de aves Predileto, Laticnio Bonolac, Queijo Bom Sucesso, Hidroponia Quali Bom, Abatedouro de Peixes Trevisan e Mandioca Descascada Albring.

    Com apoio irrestrito da prefeitu-ra, os gestores do programa j planejam a realizao de novos investimentos. Mas no adianta nada ter o dinheiro se no tiver pessoas com boas idias, pla-nejamento e fora de vontade, afirma Walter Heck.

    Nossa preocupao ter um conjunto de leis que garantam a conti-nuidade dos projetos. pensar a longo prazo, pois desenvolvimento se faz com gente, idias e bons projetos ressalta o prefeito de Gacha do Norte, Nilson Francisco Alcio (DEM).

    Cooperativismo

    Localizada a 580 km da capital Cuiab, Gacha do Norte vem se desta-cando como exemplo bem sucedido no cooperativismo sustentvel. A continui-dade dos trabalhos fez o municpio se tornar uma referncia dentro e fora do estado, tanto que seu modelo foi apre-sentado como exemplo em workshop de secretrios de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo.

    O municpio possui 6.500 habi-tantes, tem 160 km de cho batido, mas suas agroindstrias conseguiram fo-

    mentar a economia local. As desigual-dades regionais impulsionam os planos de desenvolvimento sustentveis e o projeto das agroindstrias apoia o pe-queno agricultor familiar e atende in-clusive a merenda escolar (o que ajuda a diminuir os gastos da prefeitura). A estratgia construda pelos prprios atores locais. Com isso, eles conseguem reter e multiplicar os recursos em seu prprio territrio.

    Esse resultado s foi possvel gra-as integrao entre o Sistema de Cr-dito Cooperativo (Sicred/MT), cria-dor do Programa Cooperar e Crescer; a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistncia e Extenso Rural (Empaer), responsvel pela elaborao dos proje-tos de crdito para aquisio dos equi-pamentos e estruturao das agroinds-trias familiares; e a prefeitura municipal de Gacha do Norte, que estruturou o Servio de Inspeo Municipal (SIM) para garantir a qualidade e a segurana dos produtos.

    Comodoro

    Recentemente o municpio rece-beu a visita de uma equipe do muni-cpio de Comodoro, que foi conhecer, in loco, os empreendimentos rurais que esto mudando a economia de Gacha do Norte, onde cada produtor montou sua prpria empresa para dar escoamento produo. A valorizao da atividade, o apoio de instituies fi-nanceiras, orientaes tcnicas e apoio da administrao pblica foram fun-damentais para esse melhoramento na produo e renda da rea rural.

    Uma das coisas que observamos a organizao e o fortalecimento do cooperativismo, modelo que queremos fortalecer aqui tambm, afirmou o se-cretrio Jos Rufino Bento.

    A agroindstria de Gacha do NorteMunicpios

  • Municpios

    Paralisado desde 2005, o progra-ma Moradia Legal voltar a atender a populao de baixa renda, realizando o registro gratuito das propriedades, atravs de mutires nos municpios alagoanos. O novo mo-delo do programa foi apresentado pela Corregedoria do Tribunal de Justia Associao dos Municpios de Alagoas (AMA). O TJ quer o apoio da associa-o no trabalho de mobilizao e orien-tao aos prefeitos sobre as exigncias do programa.

    O Moradia Legal foi criado para atender a populao carente, que no tem a possibilidade de registrar suas propriedades. O projeto de cunho so-cial est sendo ajustado para retomar o atendimento antes do perodo eleitoral de 2012, que comea em maio. Antes disso, equipes do Tribunal de Justia re-alizaro mutires de cadastramento em parceria com a Associao dos Notrios e Registradores (Anoreg) e os cartrios.

    O Tribunal de Justia de Alagoas pretende mobilizar o maior nmero de prefeituras interessadas para montar um cronograma de atendimento. Tambm est sendo analisada a hiptese de am-pliar o projeto, com a entrega de certi-do de nascimento.

    O prefeito de Paripueira e presi-dente da AMA, Abraho Moura (PP),

    A volta do Moradia Legalressaltou a importncia do programa para os municpios, adiantando que di-versos prefeitos j mostraram interesse na volta do projeto. Para Iran Malta, da Anoreg, o sucesso do projeto depende diretamente da participao ativa das prefeituras, que precisam fazer o levan-tamento topogrfico da localidade que ser regularizada.

    Segundo os juzes Ivan Brito e Klever Loureiro, da Corregedoria do TJ, os prefeitos devem se dirigir ANOREG, que disponibilizou tcni-cos para orientao sobre os principais pr-requisitos do programa, entre eles o tamanho do imvel, que no pode exce-der a 250 metros, incluindo o terreno. As famlias tambm devem ter renda de at 5 salrios mnimos.

    O Moradia Legal desenvolve aes conjuntas para agilizar o processo de regularizao e registro de imveis em reas urbanas, com foco na popu-lao de baixa renda, por meio de um procedimento simplificado e gratuito. O objetivo garantir a legalizao dos im-veis a uma grande parcela da comunidade.

    Estamos dando continuidade ao Programa, que foi iniciado na gesto anterior, por entender que se trata de um trabalho que beneficia a populao, reconhece o corregedor geral Sebastio Costa Filho. Segundo ele, trata-se de mais um instrumento do Poder Judici-rio em prol da comunidade alagoana.

    A partir de 2012, as equipes de trabalho visitaro os municpios do in-terior do estado realizando mutires de cadastros. Segundo o desembargador James Magalhes, a inteno percor-rer um nmero mximo de municpios at maio. Depois de maio iremos parar momentaneamente com o projeto por conta do perodo eleitoral. No quere-mos que seja confundido com campa-nha, alertou.

  • 32 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Governar um municpio tendo uma receita anual de pouco mais de R$ 15 milhes para atender todas as demandas da popula-o no uma tarefa fcil. Exige muito trabalho, dedicao e, sobretudo, uma eficiente estratgia de gesto, para equi-librar as finanas da prefeitura e garan-tir recursos para investimento.

    Eleito em 2008 para seu se-gundo mandato (o primeiro foi em 2001/2004) no comando de Carnau-bais, pequena cidade localizada a 240 quilmetros de Natal (RN), o prefei-to Luiz Gonzaga Cavalcante Dantas (PSB) ou simplesmente Luizinho Cavalcante vem dando conta do re-cado. Apesar de todas as adversidades, conseguimos calar ruas com recursos prprios, construir e reformar escolas e postos de sade, melhorar a qualidade do ensino, regularizar a coleta de lixo e asfaltar as principais avenidas da cida-de em parceria com o governo federal, ressalta o prefeito.

    Mas nada disso foi feito sozinho. A mobilizao da populao e a com-patibilizao de eventuais divergncias polticas foram e so - fundamentais para colocar o municpio no caminho do desenvolvimento. Governar para todos implica em abrir mo das dife-renas polticas e partidrias em bene-fcio da coletividade, ensina Luizinho Cavalcante.

    Quando assumiu o comando da cidade, a prefeitura tinha um dficit de R$ 2 milhes e um acervo de dvidas com o INSS, servidores, fornecedores e prestadores de servios. Seu primeiro passo foi negociar todas as dvidas para tirar o municpio da lista negra. Imagi-ne uma prefeitura sem poder tirar uma Certido Negativa de Dbitos. Isso terrvel, lembra o prefeito, ressaltando

    que sem a Certido o municpio no pode firmar convnios com o governo estadual e federal.

    Sempre otimista, Luizinho Ca-valcante acredita que a situao dos pequenos municpios tende a melho-rar com os consecutivos recordes de arrecadao de impostos registrados no pas. Para ele, a lgica indica que os repasses do FPM devem aumentar e be-neficiar os municpios, que literalmen-te carregam nas costas as necessidades mais elementares da populao. Segun-do o prefeito, o bolo precisa ser mais bem repartido.

    Cidade em desenvolvimento

    Tendo a educao como priori-dade nmero um de sua gesto, a pre-feitura tem investido pesado na capaci-tao e valorizao dos profissionais e em novos mecanismos administrativos e pedaggicos. Para Luizinho Caval-cante, com certeza a educao a base mais forte que uma sociedade pode ter para se devolver, crescer e evoluir. Os dados do Ideb mostram que estamos conseguindo avanar no setor educa-cional, ressalta.

    Em Carnaubais, a questo da sa-de pblica tambm recebe tratamento especial. Segundo o prefeito, mais de 20% dos recursos municipais so apli-cados mensalmente na rea de sade, ndice superior ao percentual mnimo de 15% exigido por lei. Estamos longe da perfeio, mas sempre buscamos o desenvolvimento de aes capazes de proporcionar uma melhor condio de atendimento nossa populao, admi-te Luizinho Cavalcante.

    A ateno bsica atravs de equi-pes multiprofissionais de sade da famlia humaniza o trabalho de pre-

    veno e recuperao de doenas Ele ressalta que a sade pblica no est restrita a hospitais e postos de sade, pois existem outros avanos invisveis que refletem diretamente na melhoria da qualidade de vida: Saneamento b-sico tambm sade e um importante instrumento de preveno.

    Na rea scio-ambiental, o muni-cpio mantm um eficiente programa de coleta seletiva de lixo que, alm de contribuir com a limpeza pblica da cidade, gera trabalho e renda aos ca-tadores. A populao de baixa renda tambm pode trocar material reciclvel papel, plstico, vidro e ferro por kits escolares dentro do programa Educar para Reciclar. So dois programas com o mesmo objetivo: conscientizar a co-munidade sobre os benefcios da coleta seletiva de lixo reciclvel.

    Somos a prima-pobre das cida-des vizinhas, mas no abrimos mo de participarmos ativamente do processo de desenvolvimento, garante o prefeito Luiz Gonzaga Cavalcante Dantas.

    Carnaubais aposta na gesto pblicaMunicpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 33

    Barueri destaque nacional

    Entre todos os 5.565 municpios brasileiros, Barueri ocupa a pri-meira colocao em desenvol-vimento. o que atesta a edio 2011 do ndice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que acompanha o desenvolvimento de todas as cidades do Brasil nas reas de Emprego e Renda, Educao e Sade.

    O IFDM feito, exclusivamen-te, com base em estatsticas pblicas oficiais, disponibilizadas pelos minis-trios do Trabalho, Educao e Sade. De leitura simples, o ndice varia de 0 a 1 quanto mais prximo de 1, maior o desenvolvimento da cidade.

    Nesta nova edio do IFDM, ano base 2009, Barueri obteve o ndice ge-ral de 0,9303 o municpio de Paulnia (SP), segundo lugar no ranking, obteve 0,9290. Entre as trs reas, Barueri des-tacou-se mais em Sade, com o IFDM em 0,9518. Em Educao, a cidade ob-teve 0,9206, e em Emprego e Renda fi-cou com 0,9184.

    Evoluo

    O novo IFDM de Barueri de-monstrou, ainda, evoluo do desenvol-vimento do municpio em trs anos, at

    2009: em 2007, a cidade obteve 0,9083, e em 2008, 0,9238.

    Para o prefeito Rubens Furlan (PMDB), os resultados refletem a se-riedade e o compromisso da Prefeitura de Barueri com o bem estar dos seus cidados. Quando eu disse na minha posse, que faria o melhor governo da histria de Barueri, muita gente no acreditou e at pensou que fosse brava-ta de poltico. Agora todos tm a prova de que eu estava falando srio, e muito srio. To srio quanto a Firjan, que uma entidade idnea e de credibilidade que comprova com nmeros o desen-volvimento da nossa cidade, destaca o prefeito Furlan.

    Sade

    Entre outros equipamentos, a es-trutura da Sade em Barueri conta com 16 unidades bsicas de sade (UBS); dois pronto-socorros regionais, um pron-to-socorro adulto e outro infantil; servio de especialidades mdicas; farmcia mu-nicipal, com mais de 450 tipos de medi-camentos gratuitos populao (tem at entrega em domiclio); laboratrio de anlises clnicas; e o Hospital Municipal Dr. Francisco Moran, com 304 leitos.

    Educao

    So mais de 100 escolas, entre creches, ensino infantil e ensino funda-mental quatro destas so de perodo integral, duas at com piscina semio-lmpica aquecida. O ensino tcnico profissionalizante tambm destaque: so seis unidades do Instituto Tcnico de Barueri (ITB), com 15 cursos gratui-tos. A Prefeitura de Barueri ainda doou o terreno e construiu as unidades da Fatec e Etec (repassadas do governo es-tadual) e do Senai (repassada Fiesp).

    No estado, Barueri o 5 muni-cpio com mais empregos, depois das cidades de So Paulo, Campinas, Gua-rulhos e So Bernardo do Campo. J na regio oeste da Grande So Paulo, o municpio que mais gerou novas vagas de emprego com carteira assinada no primeiro semestre deste ano. Os ndices posicionam Barueri entre os 50 mu-nicpios brasileiros que mais geraram postos de trabalho no perodo, entre as mais de cinco mil cidades do Brasil.

    Municpios

  • 34 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O Programa Oramento Parti-cipativo Jovem, desenvolvido pela Secretaria de Planeja-mento da Prefeitura de Rio das Ostras, tambm ficou entre as 27 iniciativas de tecnologias sociais finalistas da edio 2011 do Prmio Fundao Banco do Brasil, dentre as mais de 1100 inscritas. O municpio foi um dos trs represen-tantes do Rio de Janeiro e o nico do interior do Estado na fase final.

    Para a Fundao Banco do Brasil, tecnologia Social, compreende produ-tos, tcnicas ou metodologias reaplic-veis, desenvolvidas na interao com a comunidade e que representem efetivas solues de transformao social. O Oramento Participativo Jovem uma metodologia que visa despertar nos alu-nos de toda a rede escolar do municpio do nvel bsico ao ensino mdio a conscincia do exerccio da cidadania, ao estimular sua participao na elabo-rao do oramento municipal.

    Os 27 finalistas foram divididos em nove categorias e Rio das Ostras concorreu em Tecnologia Social na Construo de Polticas Pblicas para Erradicao da Pobreza, com proje-tos de Caratinga, Minas Gerais e Ma-ring, no Paran, a vencedora.

    Para o prefeito Carlos Augusto (PMDB), os investimentos feitos na formao de crianas e adolescentes em Rio das Ostras comeam com o OP Jovem, que desenvolve a conscientiza-o da cidadania de estudantes desde o ensino infantil. Nossos jovens come-am a ter conscincia de como devem ser aplicados os recursos do municpio, para que eles saibam das dificuldades de administrar um oramento e as prio-ridades de uma cidade. Assim, eles co-meam a exercer a sua cidadania desde cedo, disse o prefeito.

    De acordo com a secretria de Planejamento de Rio das Ostras, Rosemarie Teixeira, essa mais uma conquista para o municpio. S o fato de sermos certificados como tecnolo-gia social na Fundao do Banco do Brasil j importante. Agora ter fi-cado entre os finalistas e ter sido um dos trs representantes do Estado do Rio de Janeiro mostra que estamos no caminho certo. A metodologia do OP Jovem est disponvel em um banco de polticas que pode ser acessado on line por todos os interessados que quiserem usar a mesma metodologia. Isso gratificante para todos ns de Rio das Ostras, declarou.

    Prmio

    Concedida a cada dois anos, a premiao tem como objetivo identifi-car, certificar, premiar e difundir tecno-logias sociais aplicadas em mbito local, regional ou nacional e que sejam efeti-

    vas na soluo de questes relativas alimentao, educao, energia, habita-o, meio ambiente, recursos hdricos, renda e sade.

    Vdeo

    Escolhido entre 1116 inscritos como um dos 27 finalistas do Prmio Fundao Banco do Brasil de Tecnolo-gia Social, o Oramento Participativo Jovem de Rio das Ostras, foi documen-tado em vdeo. Com esse objetivo a equipe da AbraVideo, responsvel pela produo do vdeo que vai integrar o acervo da Fundao, esteve no muni-cpio fazendo imagens da metodologia do OP Jovem, que inclui apresentaes de teatro e dana que levam informa-es para os estudantes e votao das prioridades oramentrias.

    Segundo Rosemarie Teixeira, se-cretria de Planejamento de Rio das Ostras, pasta responsvel pelo OP Jo-vem, a seleo do projeto entre os fina-listas foi uma grande surpresa. Rece-ber a certificao da Fundao Banco do Brasil na rea de Tecnologia Social comprova que o trabalho desenvolvido pela Prefeitura colabora na socializao dos nossos jovens, levando-os a ter res-ponsabilidade e compromisso com a cidade, afirma Rosemarie.

    A dona de casa Rosana Tavares Maia, me dos gmeos Priscila e Lus Fernando, de 6 anos, que integram a Comisso do OP Jovem (composta por crianas, adolescentes e jovens), acredita que o projeto mereceu estar entre os finalistas do prmio. Eu acho essa iniciativa maravilhosa. Meus filhos hoje tm mais amor pela cidade e se sentem responsveis por cuidar da sua preservao, evitando jogar lixo na rua e conscientizando outras pessoas, con-ta orgulhosa.

    Oramento Participativo em Rio das OstrasMunicpios

  • Oramento Participativo em Rio das Ostras

  • 36 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Os esforos do Brasil para eliminar o trabalho infantil que se refere s crianas e aos adolescentes de 5 a 17 anos em pelo menos 50% nos ltimos 20 anos servem como exemplo mundial a ser seguido, segundo a Organizao In-ternacional do Trabalho (OIT). Po-rm, as autoridades sabem que o em-penho deve ser mantido, pois ainda h cerca de 4,1 milhes de crianas e adolescentes trabalhando ilegalmente no pas, principalmente no Norte e Nordeste.

    Em visita oficial ao Brasil, a diretora-geral do Programa Interna-cional para a Eliminao do Trabalho Infantil da organizao, Constance Thomas, reuniu-se com autoridades brasileiras para verificar os projetos

    desenvolvidos pelos governos federal, estaduais e municipais em parceria com a OIT.

    A programao da visita incluiu visitas a Salvador, Cuiab e Braslia e reunies com os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indstria e Comrcio Exterior) e Tereza Cam-pello (Desenvolvimento Social e Com-bate Fome), alm de integrantes do Ministrio Pblico e do Ministrio das Relaes Exteriores.

    Segundo o coordenador nacio-nal do Projeto Internacional para a Eliminao do Trabalho Infantil da Organizao Internacional do Traba-lho (OIT), Renato Mendes, o fim da explorao de crianas e adolescentes est diretamente associado s polticas pblicas na rea social.

    A experincia desenvolvida no Brasil modelo devido ao conjunto das aes. A eliminao do trabalho infantil depende de esforos para a execuo de polticas sociais, como o Bolsa Famlia, o Mais Educao e outros, disse Men-des. Mas necessrio lembrar que o problema ainda existe e deve ser solu-cionado, acrescentou ele.

    Mendes disse ainda que a OIT est preocupada com a possibilidade de o trabalho infantojuvenil ser retomado em reas que estava extinto em decor-rncia dos impactos da crise econmi-ca internacional. Nosso receio que o trabalho infantil seja retomado em pa-ses que ele j no existia mais.

    No Brasil, o trabalho denominado perigoso vetado para quem tem me-

    nos de 18 anos. Aos 14 e 15 anos, o adolescente brasileiro pode traba-lhar como aprendiz. Aos 16 anos, o jovem pode ser contratado com carteira assinada e seguin-do a legislao.

    Prtica arcaica

    Infelizmente o sucesso que vem sendo obtido no combate ao trabalho infantil no se estende ao trabalho es-cravo. Levantamento divulgado pela Comisso Pastoral da Terra (CPT) mostra que as ocorrncias de trabalho escravo no campo tiveram aumento significativo no perodo de janeiro a setembro de 2011, na comparao com igual perodo do ano passado.

    Neste ano, foram registradas 218 denncias CPT e ao Ministrio do Trabalho, contra 177 em 2010, o que representa um aumento de 23%. Para Antonio Canuto, secretrio da coorde-nao nacional da CPT, os flagrantes cresceram devido ao aumento da fisca-lizao e maior participao da socie-dade, mas o nmero de trabalhadores vivendo em condies anlogas escra-vido tambm cresceu.

    O sistema vai lanando mo de formas de trabalho arcaicas para obter cada vez mais lucro, disse. Segundo ele, tais condies so encontradas com mais frequncia no corte da cana-de-acar, na colheita de frutas como o to-mate e na extrao de madeira.

    O nmero de pessoas resga-tadas do trabalho escravo tambm passou de 3.854 em 2010 para 3.882 em 2011. De acordo com a CPT, a regio Centro-Oeste concentrou quase 50% dos trabalhadores resga-tados (1.914 do total), sendo 1.322 apenas em Mato Grosso do Sul. O maior crescimento, no entanto, foi verificado no Nordeste: a regio, que registrou 19 ocorrncias de tra-balho escravo nos nove primeiros meses de 2010, foi responsvel por 35 ocorrncias no mesmo perodo de 2011 (aumento de 84%).

    Trabalho infantil diminuiu. O escravo, noSocial

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 37

    Social

    O Ministrio do Desenvolvi-mento Social e Combate fome (MDS) vai ampliar as aes municipais ligadas ao Programa Bolsa Famlia e ao Plano Brasil sem Misria, atravs do reajuste do ndi-ce de Gesto Descentralizada (IGD). Com isso, os municpios recebero mais recursos e podero expandir os mecanismos da chamada busca ativa, isto , a localizao das famlias mais pobres que ainda no fazem parte do Cadastro nico.

    At ento, o governo federal paga-va aos municpios R$ 2,50 por famlia cadastrada e beneficiria do Bolsa Fa-mlia. A partir de agora, sero pagos R$ 3,25 por famlia atualizada no Cadastro nico. Em 2011, foram repassados para estados e municpios cerca de R$ 330 milhes. A previso do MDS para 2012 que esse valor chegue a R$ 560 milhes.

    De acordo com a ministra do Desen-volvimento Social, Tereza Campelo, os grande parceiros na execuo do Bolsa Famlia so os munic-pios. Conseguimos chegar em 13 milhes de famlias porque

    estamos conseguindo trabalhar com os 5,5 mil municpios. Temos de criar me-canismos nos quais a prefeitura e o ges-tor se sintam estimulados a aperfeioar o cadastro.

    O IGD um indicador que varia de 0 a 1 e mostra a qualidade da gesto do Programa Bolsa Famlia em mbito municipal. O ndice calculado com base na qualidade e integridade das informaes que constam no Cadastro nico, na atualizao da base de dados e nas informaes sobre a frequncia escolar das crianas e adolescentes e sobre o cumprimento das condiciona-lidades na rea de sade.

    O IGD j existia e no era reajus-tado h um bom tempo. Toda a chave do Plano Brasil sem Misria o Ca-dastro nico e, com essa ampliao, os prefeitos passam a ter mecanismos de financiamento da busca ativa, ou seja, ir atrs dessa populao que ainda no est no cadastro e no est recebendo o Bolsa Famlia, disse a ministra.

    Governo amplia aes nos municpiosInovaes

    De acordo com o secretrio de Renda e Cidadania do MDS, Tiago Fal-co, o recurso do IGD um reconhe-cimento dos servios prestados pelo municpio para que ele aperfeioe os mecanismos de gesto dos programas. Duas grandes inovaes o IGD traz. Uma a lgica de reconhecimento do que foi feito pelos municpios e outra a liberdade na aplicao de recursos, dada a diversidade de situaes que encontra-mos em cada prefeitura, disse Falco.

    O acompanhamento da execuo dos recursos feito pelos conselhos municipais de Assistncia Social. Por isso, para Falco, no existe a possi-bilidade de os municpios executarem um cadastramento indiscriminado para receber recursos adicionais. No basta cadastrar. Temos parmetros de controle para isso, para saber efetivamente quantas famlias se espera que a prefeitura cadas-tre e quantas ela efetivamente cadastrou.

    Estados & Municpios - Dezembro 2011 37

  • 38 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Mais de mil gestores, entre prefeitos e governadores, aderiram ao termo de com-promisso que relaciona uma srie de metas e padres de qualidade que deve-ro cumprir na ateno bsica de sua re-gio dentro da estratgia do Sade Mais Perto de Voc- acesso e qualidade.

    Inicialmente, os gestores inseri-dos na rede de ateno recebero 20% a mais dos recursos especficos para o financiamento do setor PAB vari-vel - e podero dobrar o incentivo com a qualificao das equipes e dos servios ofertados populao nas Unidades Bsi-cas de Sade (UBSs). Para tanto, sero in-vestidos R$ 821 milhes at dezembro de 2012 e a previso do Ministrio da Sade aplicar, at 2014 R$ 4 bilhes a mais no oramento da Ateno Bsica

    Ao todo, 17.669 equipes de aten-o bsica recebero o componente de qualidade, o que representa um valor adicional mensal de at R$ 1.700,00 por grupo de imediato, podendo che-gar a R$ 8.500, dependendo das avalia-es. Os recursos ampliam significa-tivamente o financiamento da ateno

    bsica, com aes que avanam para assegurar equipes mais incentivadas, preparadas e capazes de atender a popu-lao com qualidade, disse o ministro da Sade, Alexandre Padilha.

    Alm disso, a populao poder acompanhar a qualidade dos servios prestados pelas UBSs pela internet, no site do Departamento de Ateno B-sica do Ministrio da Sade. Quere-mos que a populao tenha em mos ferramentas para cobrar a qualidade do atendimento. A percepo do usurio ser um dos critrios de avaliao des-sas equipes, ressaltou o ministro.

    Logo na entrada das unidades cadastradas na estratgia Sade Mais Perto de Voc - acesso e qualidade ha-ver uma placa de identificao conten-do: carteira de servios ofertados pela equipe, horrio de funcionamento da unidade, nome e escala dos profissio-nais da equipe, telefone da ouvidoria do Ministrio da Sade e do municpio,

    quando houver, alm das metas e pa-dres de qualidade assumidos pelos gestores municipais das 17.669 equi-pes cadastradas.

    Avaliao

    A partir de maro de 2012, todas as unidades sero visitadas por uma equipe de avaliao externa, que rea-lizar certificao do servio. Alm de entrevistas realizadas dentro das UBSs, tambm sero visitados em casa, 170 mil usurios, que sero questionados sobre a qualidade dos servios e aten-dimentos que receberam nas UBSs.

    Pela primeira vez, o Ministrio da Sade incorpora em sua poltica de ateno bsica e no financiamento, a possibilidade de reconhecer o esforo dos gestores municipais e profissionais de sade, induzindo e premiando a qualidade, e fazendo isso com o m-ximo de transparncia, j que todos os

    Prefeituras tero metas na sade pblicaSade

    Com o novo projeto, o Ministrio da Sade contar com o apoio efetivo dos gestores municipais

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 39

    resultados estaro disponveis popula-o no site do DAB, explica Diretor da Ateno Bsica do Ministrio da Sade, Hider Pinto.

    Sero avaliados indicadores como: tempo de espera, cobertura de hipertensos e diabticos; padres de acesso e qualidade ao pr-natal; avaliao do uso e da satisfao dos usurios e acompanhamento das condicionalidades do bolsa famlia. Equipes com desempenho muito bom podero at dobrar os recursos que j recebem passando a receber at R$ 8.500 mensais por equipe, o que representa 100% a mais do PAB-varivel componente de qualidade. Aquelas que tiverem um desempe-nho insatisfatrio tero o incentivo suspenso, enfatiza o diretor.

    A Ateno Bsica o ponto de ateno mais prximo de cada usurio e a principal porta de entrada do Sistema nico da Sade (SUS), capaz de resol-ver at 80% dos problemas de sade das pessoas. A Rede de Ateno Bsica do

    SUS conta com mais de 38 mil unida-des em todos os municpios brasileiros. So 430 mil profissionais (entre mdi-cos, enfermeiros, auxiliares de enferma-gem, agentes comunitrios de sade, dentistas e auxiliares de consultrio dentrio), a servio da populao em centros de sade, postos de sade ou nos domiclios.

    Investimento

    Outro componente previsto na estratgia Sade Mais Perto de Voc so as reformas nas Unidades Bsicas de Sade para cumprimento dos pa-dres estabelecidos pela ANVISA e pelo departamento de Ateno Bsica do Ministrio da Sade, permitindo assim, melhoria do ambiente, acessi-bilidade, acolhimento e humanizao para os usurios, alm da melhoria das condies de trabalho para as equipes de trabalhadores.

    Ao todo, sero destinados R$ 543 milhes para reformas de 5.272

    mil Unidades Bsicas de Sade nos 26 estados e no Distrito Federal. Os recursos so definidos, conforme o tamanho das unidades. UBS com por-te entre 153m e 293m vo dispor de R$ 30 mil a R$ 150 mil. J as unidades com tamanho superior a 293m rece-bero entre R$ 30 mil e R$ 350 mil. Os recursos sero repassados em duas parcelas, sendo que a primeira cor-responder a 20% do total da obra. O restante do valor (equivalente a 80%) ser repassado somente aps a com-provao do incio dos servios.

    O Ministrio tambm destinou re-cursos para construo de 2.028 mil no-vas Unidades Bsicas de Sade (UBSs) em 1.113 municpios. Para essa ao foi destinado R$ 540 milhes. No total, com construes e reformas, sero beneficia-dos 30 milhes de brasileiros.

    O acesso a diagnsticos e trata-mentos oferecidos pelas UBSs tambm ser ampliado com a informatizao e construo de ncleos e rede de te-leconsultoria e suporte clnico dis-tncia, os Telessade. At 2014, sero investidos R$ 280 milhes na implanta-o de 38 novos ncleos para dar supor-te a 10.966 equipes de sade da famlia em 2.036 municpios.

    O Telessade um programa que oferece s equipes de Ateno Bsica te-leconsultoria distncia, utilizando tec-nologias de informao e comunicao. O programa permite que profissionais de sade troquem informaes sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferncias e internet.

    Estamos ampliando o acesso a diagnsticos e tratamentos, evitando deslocamento do usurio, reduzin-do filas e tempo de espera na aten-o ambulatorial especializada. Dessa forma, ampliamos a resolutividade da ateno bsica e possibilitamos educa-o permanente das equipes, finaliza Hider Pinto.

    Sade

  • 40 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    At o fim deste ms, o Minist-rio do Desenvolvimento Agr-rio (MDA) concluir a contra-tao de 13 entidades que vo receber R$ 11 milhes para prestarem Assis-tncia Tcnica e Servios de Extenso Rural (Ater) a dez mil famlias de agri-cultores familiares que plantam tabaco e desejam diversificar suas culturas. Os contratos com essas entidades so resul-tado de uma chamada pblica do minis-trio, realizada em setembro, para atender a agricultores familiares fumicultores nos sete maiores estados produtores de fumo no Pas: Alagoas, Sergipe, Bahia e Para-ba, no Nordeste; Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran, no Sul.

    Esses dez mil atendimentos pre-vistos para comear em 2012 e finali-zar 12 meses depois vo elevar para 50 mil o nmero de famlias que recebem alguma ao do Programa Nacional de Diversificao em reas Cultivadas com Tabaco, do MDA, tais como capacitao, apoio tcnico ou participao em pesqui-sa. A contratao das entidades integra uma das mais importantes iniciativas interministeriais do governo brasileiro para atender s diretrizes da Organiza-

    o Mundial de Sade (OMS) para o controle do consumo do tabaco.

    Atualmente, h 65 projetos de diversificao cultura do tabaco na agricultura familiar em andamento para criao de frango, peixe, gado leiteiro, frutas e hortalias, dentre outras ativida-des nas quais o MDA investiu, nesses seis anos, R$ 26 milhes. Esses projetos aten-dem a 80 mil famlias de agricultores familiares com aes de pesquisa, capa-citao e acompanhamento tcnico.

    Modelo em Dom Feliciano

    O Programa Nacional de Diversi-ficao em reas Cultivadas com Taba-co foi criado em 2005, quando o Brasil ratificou a Conveno-Quadro para o Controle de Tabaco (CQCT) primei-ro tratado internacional de sade pbli-ca da histria da humanidade que conta com 174 pases membros da OMS , e atende aos artigos 17 e 18 da conven-o. A conveno orienta a implanta-o, pelos pases signatrios, de polti-cas pblicas que apoiem o combate ao tabagismo, considerado pela OMS uma epidemia no transmissvel e mundial.

    Desde a sua criao, o MDA co-ordena o programa e oferece vrios tipos de apoio a 187 mil famlias de agricultores familiares fumicultores que, segundo o Diagnstico Socioeco-nmico da Propriedade Fumicultora Sul-Brasileira 2010/11, publicado pela Associao dos Fumicultores do Brasil (Afubra), ocupam, em todo o Pas, 140 mil propriedades, das quais 80% tm at 20 hectares. Segundo a coordena-o do programa no MDA, o Programa Nacional de Diversificao em reas de Cultivo de Tabaco proporciona capaci-tao para o cultivo orgnico de frutas, legumes, verduras e criao de gado lei-teiro para parte dos 2,3 milhes de hec-tares do territrio nacional - conforme Diagnstico da Afubra -, ocupados com cultivo de tabaco.

    Um exemplo de ao bem sucedi-da do programa o projeto de pesquisa e desenvolvimento em curso no munic-pio de Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul. Todo o municpio est integrado nas aes do programa que tem como um dos objetivos gerar referncias para a diversi-ficao da produo e renda, e integrar aes de sade, meio ambiente, comer-cializao, Assistncia Tcnica e Extenso Rural (Ater), dentre outros aspectos.

    O projeto de Dom Feliciano tor-nou-se uma espcie de referncia. O prefeito procurou o MDA para implan-tar o programa, e por isso a localidade foi denominada cidade-modelo. O mu-nicpio um laboratrio para testar as melhores prticas para implantao de diversos projetos de sade, produo, comercializao e de acompanhamento tcnico que integram o programa, expli-ca a Adriana Gregolin, coordenadora do programa. Nesse municpio-modelo, 5% das famlias produtoras de fumo so con-templadas pelo programa e a expectati-va de que esse ndice dobre em 2012.

    Sai o tabaco, entra o alimentoSade

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 41

    Queda de consumo

    A reduo mundial do consumo de tabaco, sobretudo nos pases desen-volvidos, um dos fatores que denun-ciam a urgncia de oferecer aos fumicul-tores novas alternativas econmicas. Essa reduo, que vem sendo registrada nos ltimos anos, foi descrita no Relatrio de Gesto de 2010 da Conicq/Inca e reco-nhecida pela indstria fumageira no Anu-rio Brasileiro do Tabaco 2011.

    O Anurio da Afubra d conta de que, em 2010, os principais pases produtores de tabaco Brasil, Estados Unidos, Malawi, Turquia, Indonsia, Argentina e Itlia tiveram decrsci-mo na quantidade colhida. O balano de 2011 da indstria fumageira mostra que a China ocupa o primeiro lugar na produo mundial, com 2,4 milhes de toneladas de fumo; e o Brasil, o segun-do, com 867.210 toneladas. A ndia, de acordo com o estudo, apresentou, este ano, diminuio de produo e ficou atrs do Brasil com 750 mil toneladas. O quar-to maior produtor, Estados Unidos, vem mantendo a reduo no plantio, com es-timativa de 294 mil toneladas para este ano, informa o Anurio.

    A secretria executiva da Comis-so Nacional para Implementao da Conveno-Quadro (Conicq), do Ins-tituto Nacional do Cncer (Inca), T-nia Cavalcante. Na avaliao da secre-tria executiva do Conicq, o programa foi criado na hora certa: o Brasil tem de fortalecer esse programa e diversificar urgentemente a cultura de tabaco por-que a reduo do consumo realidade. Os dados da prpria indstria fumagei-ra de que em 2010 houve excedente de produo comprova isso, declara.

    Sade

    Cultivado h 120 anos no Pas, o tabaco um dos principais produtos

    da balana comercial: cerca de 96% da produo nacional de fumo vai para fora do Pas. Ficam apenas, aproxima-damente, 5% da produo em territ-rio nacional. No Brasil, essa cultura executada primordialmente por agri-cultores familiares. Eles representam 95% dos produtores de tabaco e esto situados geralmente nas Regies Sul e Nordeste. Apesar do peso que tem para a balana comercial, o plantio de tabaco gera problemas de sade, associados ao uso intensivo de agrotxicos e doena da folha verde do tabaco.

    Estudos da OMS e tambm do Inca/Ministrio da Sade (MS) reve-lam que no so somente os tabagistas que adoecem por causa do consumo do tabaco. A planta agride aos agricultores. Eles padecem de vrias doenas em ra-zo exclusivamente do cultivo e do con-tato com a nicotina liberada pelas folhas da planta. O principal mal que os afeta Doena do Tabaco Verde (DVT) (em ingls, Green Tabacco Sickness GTS).

    Trata-se de um tipo de intoxi-cao aguda adquirida por meio do

    contato com a nicotina emitida pela folha. Oficialmente, a doena da folha verde do tabaco foi identificada no Brasil apenas em 2007, em virtude de uma pesquisa do Instituto Nacional do Cncer (Inca), realizada em 2008, no municpio alagoano de Arapiraca, em que 107 trabalhadores estavam com a intoxicao e no municpio gacho de Candelria, no qual foram identificados 33 trabalhadores conta-minados pela doena.

    Os dois casos serviram para acres-centar aos estudos que, alm da vulne-rabilidade econmica, os fumicultores esto submetidos a srios riscos de doenas. As pesquisas demonstram os riscos de intoxicao aguda pela nicoti-na durante a colheita. Por causa disso, o Ministrio da Sade est fazendo, atualmente, um levantamento para sa-ber todo tipo de molstia provocado pela plantao do tabaco. Os estudos do Inca dizem ainda que, dentre outros problemas, h elevada taxa de suicdios nas regies fumicultoras, informa a secretria-executiva do Conicq.

    Tnia Cavalcante explica que o Programa Nacional de Diversificao em reas Cultiva-das com Tabaco do MDA uma ferramenta fundamental para impedir a vulnerabilidade e a crise entre as mais de 600 mil pessoas que plantam tabaco no Pas, dentre eles os 200 mil agricultores familiares

    Sade

  • 42 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Isabeli Fontana

    Paula Fernandes

    Fernanda Vasconcellos

    Luiz Incio Lula da Silva

    Orlando Barone

    Malson da Nbrega

    Top-model brasileira, feliz com o resultado do ensaio fotogrfico que fez para o

    Calendrio Pirelli 2012

    Cantora, compositora e arranjadora mineira. Natural de Sete Lagoas, foi eleita a 16 mulher mais sexy do mundo pela revista VIP

    Protagonista da novela A Vida da Gente, capa da revista BOA FORMA de dezembro

    Ex-presidente da Repblica, que enfrenta um cncer na laringe

    Comentarista da TV estatal argentina, confundindo direita com direito

    Economista, consultor e ex-ministro da Fazenda.

    Fotografamos em apenas um dia e meio. O clima entre a equipe era de

    celebrao e as locaes em meio natureza pareciam um sonho

    Aos 8 anos aprendi uma cano e a cantei para minha me. Ela se emocionou, pediu para cant-la de novo. Virei cantora

    Aprendi a beber mais gua e senti que ajuda a enganar a fome e a afinar a cintura

    Acho que vou ganhar esta batalha. Nenhum ser humano pode se deixar vencer por um cncer

    O jornalismo inevitavelmente de direita, porque a democracia de direita. O jornalismo nasce para defender a democracia, dentro dos cnones institudos da propriedade privada

    Os polticos e pessoas menos informadas podem associar o trabalho dos economistas desventura. Estes tendem a errar mais do que os mdicos, mas seu foco jamais ser a recesso pela recesso ou a austeridade sem propsito

    Cotidiano

    42 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 43

    Fernanda Queiroz

    Duciomar Costa

    Aloizio Mercadante

    Aparecida Panisset

    Lindsay Lohan

    Blairo Maggi

    Filha do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi uma das modelos mais aplaudidas no Capital Fashion Week

    Prefeito petebista de Belm, que fez campanha contra a no diviso do estado do Par

    Senador petista por So Paulo e ministro da Cincia e Tecnologia

    Prefeita pedetista de So Gonalo (RJ) dizendo-se feliz pelo trabalho que tem realizado frente do executivo municipal

    Atriz americana, que assumiu a sua bissexualidade no final de 2008

    Senador republicano pelo Mato Grosso, defendendo pesquisa que indica aumento do desmatamento em Mato Grosso.Considerado o maior produtor individual de soja do mundo, j recebeu o prmio Motosserra de Ouro, do Greenpeace por ter contribudo para a destruio da Amaznia

    Desfilo h mais de dez anos. Adoro fazer meu trabalho e divulgar Braslia

    O plebiscito pela diviso do Par nos deixou uma lio, a todos, polticos, para que nossa luta seja pelo grande futuro que o estado tem pela frente e no s pelas riquezas que ainda sero revertidas para a nossa economia

    Minha vida est muito melhor e mais produtiva aqui do que era no Congresso Nacional

    H sete anos ns tnhamos um municpio largado. Mas com muito trabalho e ajuda ns conseguimos transformar a realidade da cidade

    O sexo e a sexualidade so parte da natureza, e eu me deixo levar pela natureza

    Queria deixar isso claro. H de fato um aumento de 23% de 2011 em relao a 2010. Mas quando comparamos 2011 com o perodo de 2004, que foi o mais agudo no Mato Grosso, ainda temos uma reduo de mais de 90% no desflorestamento

    Tas Arajo

    Atriz global, sobre seu tempo de escola, em entrevista revista Trip

    Comecei a ver que os nicos que pareciam comigo eram aqueles que limpavam o cho

    Cotidiano

    Estados & Municpios - Dezembro 2011 43

  • 44 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    A cerimnia de assinatura do pacto do combate cor-rupo e impunidade pela Frente Parlamentar Mista de Combate Corrupo do Congresso Nacional, foi marcada pela entrega das premia-es aos vencedores do primeiro con-curso nacional de monografias promo-vido pela Associao Transparncia Municipal (ATM), em parceria com a Universidade de Braslia (UnB).

    Destinado a universitrios e profissionais graduados, o concurso recebeu mais de 100 inscries e pre-miou os seis melhores trabalhos sobre transparncia pblica e combate cor-rupo. Alm da premiao em dinheiro de R$ 1.000,00 a R$ 3.000,00 -, os ven-cedores tero seus trabalhos publicados em livro, que ser distribudo a partir de maro de 2012, nas trs esferas de gover-no - federal, estadual e municipal.

    Para o diretor-presidente da ATM, Paulo Srgio Silva, o concurso cumpriu, com louvor, sua misso de in-centivar a produo de conhecimentos sobre os temas e propor sociedade formas de aumentar a transparncia pblica, promover o combate corrup-o e fomentar uma poltica pblica de transparncia administrativa.

    Dos seis trabalhos premiados, quatro so de estudantes de Braslia (todos da UnB), um da Bahia e um de Minas Gerais. Braslia foi a cidade que mais se destacou no concurso, por ser o local onde a questo de corrupo tem mais ressonncia e pelo fato da UnB ter um curso de cincias polticas e uma disciplina especifica de combate cor-rupo, explicou o presidente.

    borao de leis, Propostas de Emenda Constituio (PEcs) e outras aes destinadas ao fortalecimento da demo-cracia, ressaltou o deputado. Para ele, iniciativas como essas so importantes fontes de inspirao para novos projetos.

    Segundo o parlamentar, a indigna-o demonstrada pelos jovens brasilei-ros comprova que sociedade civil est mudando, mas infelizmente a corrup-

    Premiados pelo combate corrupo

    O coordenador da Frente Parla-mentar, deputado Francisco Praciano (PT/AM), destacou a importncia da iniciativa da ATM e enalteceu a cons-cincia pblica dos estudantes. So trabalhos de alta qualidade e que certa-mente serviro de subsdios para a ela-

    o continua insistindo em prevalecer no pas. Temos que aperfeioar o Es-tado brasileiro, da a importncia desta proposta de criao de um pacto nacio-nal de combate corrupo e impuni-dade que envolva todos os Poderes da Repblica. Elaborada pela Frente Par-

    Transparncia Mauricio Cardoso

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 45

    lamentar, a proposta foi encaminhada presidente Dilma Rousseff.

    Francisco Praciano aproveitou a cerimnia para criticar a inrcia do Congresso Nacional em relao ao tema. Segundo ele, dos 170 projetos de combate corrupo e desvios ticos elaboradas nos ltimos cinco anos, nenhum efetivamente tramitou no Congresso A casa est pouco sen-svel pauta do combate corrupo, afirmou o deputado, ressaltando o que chamou de amnsia da mesa diretora e do Colgio de Lderes.

    Para o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), que tambm inte-gra a Frente Parlamentar, a corrupo a mais antiga parceria pblico-privada da histria da humanidade. No exis-te poltico e servidor pblico corrupto sem a participao do empresrio cor-rupto, afirmou o parlamentar, enfati-zando que a diferena que o empres-rio nunca aparece nos noticirios.

    Prximo tema

    O tema do concurso de monogra-fias do ano que vem j est escolhido: O direito de acesso informao pbli-ca, com base na recm-promulgada lei 12.527/2011. A nova lei entra em vigor no dia 18 de maio de 2012 e promete revolucionar a administrao pblica

    brasileira. Acredito que o Brasil ser um novo pas a partir desta lei, ressalta Paulo Srgio.

    Segundo o presidente da ATM, 23 anos depois da promulgao da Constituio Federal, finalmente se definiu como o cidado brasileiro ter acesso s informaes e documentos de interesse particular e coletivo. O Brasil o 19 pas da Amrica Latina - de um total de 21 - e 89 do mundo - de um total de 191 - a ter uma Lei Geral de acesso informao.

    A partir de 18 de maio de 2012, qualquer cidado poder requerer in-formaes e documentos de todos os atos praticados pela administrao p-blica, de todos os Poderes e esferas de governo, com ressalva para as informa-es que ponham em risco a segurana da sociedade e do Estado.

    Isso to importante que foi es-colhido como o tema do nosso prxi-mo concurso de monografias. Segundo Paulo Srgio, o processo de construo da democracia brasileira passou por vrias momentos marcantes, como a promulgao das leis da Improbidade, (8429/91), da Licitao (8666/93), da Responsabilidade Fiscal (LC)e a da Transparncia (LC 131).

    Para o presidente da ATM, a lei de acesso informao a mais abrangen-te de todas elas, porque alm de criar o dever da administrao de divulgar ati-vamente tudo que no sigiloso, ainda confere poderes aos cidados de pedir e receber informao no prazo de 20 dias.

    Ele garantiu que a ATM esta-r atenta no trabalho de fiscalizao e preparada para oferecer cursos aos municpios de preparao para o efeti-vo cumprimento da nova lei, que asse-gura o acesso dos cidados a todos os documentos, registros administrativos e a informaes sobre atos de governo, assim como, promover, independente-mente de requerimentos, a divulgao

    em local de fcil acesso, no mbito de suas competncias, de informaes de interesse coletivo ou geral por eles pro-duzidas ou custodiadas.

    O curso esclarecer, de forma di-dtica, todos os aspectos legais, o cro-nograma, as metodologias e as tecnolo-gias necessrias para a implantao da Lei de Acesso Informao Pblica.E o calendrio j est definido. Os cursos sero ministrados em Salvador (17 e 18 de janeiro), Campinas (24 e 25 de janeiro), Braslia (7 e 8 de fevereiro) e Petrolina (14 3 15 de fevereiro).

    Vencedores do 1 Concurso de Monografias

    PROFISSIONAIS

    1 LugarBarbara Leonora de Souza MirandaControle Interno das IFES

    2 LugarMoises Bento de AquinoOs Desafios e a Perspectiva de

    Combate Corrupo

    3 LugarJames VieiraImpacto da Transparncia Pblica

    UNIVERSITRIOS

    1 LugarSuzana Mendona e Henrique FelixResponsabilizao como Fator Diferencial

    2 LugarLuiz Fernando Roriz e Eveline RibeiroCorrupo e Presidencialismo

    3 LugarRicardo DurigamPrimavera Reversa

    Transparncia

  • 46 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Representantes de rgos pbli-cos responsveis pela fiscaliza-o do Errio se reuniram em Braslia para avaliar os avanos alcana-dos no combate ao crime e apresentar o resultado de aes de controle inter-no para o aprimoramento da gesto.

    Durante o evento, o ministro-Chefe da Controladoria-Geral da Unio (CGU), Jorge Hage, destacou os recentes decretos do Executivo que proibiram saques na boca de caixa de transferncias de verbas federais do Sistema nico de Sade (SUS) para municpios e o endurecimento das re-gras para a celebrao de convnios.

    Para ele, as medidas vo modifi-car o panorama no que se refere tanto ao dinheiro passado para ONGs, quan-to ao dinheiro repassado para prefeitu-ras nas transferncias automticas. Por contas das falcatruas encontradas nos contratos celebrados com as ONGs, o governo proibiu a celebrao de con-tratos com entidades que tenham me-nos de 3 anos de experincia, formali-zou a realizao de chamadas pblicas para a escolha das ONGs e determinou que os convnios sejam assinados pe-los prprios ministros.

    Segundo Jorge Hage, nos ltimos anos, mais de 3,5 mil servidores foram expulsos da administrao pblica por meio de processos administrativos disci-plinares, sendo que 300 deles eram ocu-pantes de altos cargos governamentais.

    O advogado geral da Unio, Luis Incio Adams, informou que este ano a AGU recuperou R$ 600 milhes des-viados da administrao pblica e que at 2016, a meta recuperar pelo menos 25% do dinheiro desviado no pas. Segundo Adms, entre 2002 e 2011 foram recupe-rados R$ 1,5 bilho em recursos pblicos mal aplicados ou desviados de institui-es pblicas federais.

    Sincov

    Para apertar ainda mais o cerco contra os fraudadores, o governo j est implementando dois novos mdulos que traro avanos para o Sistema de Gesto de Convnios de Rapasse (Sin-cov). Com as mudanas ser possvel, por exemplo, identificar todos os beneficirios de um convnio, ou seja, todas as pessoas fsicas e jurdicas que recebem recursos re-ferentes ao termo firmado.

    O Sincov foi concebido em 2006 para aumentar a transparncia do gasto pblico federal realizado mediante a trans-ferncia de recursos. Nele so registrados repasses a estados, municpios, o Distrito Federal e entidades privadas. O governo pretende ampliar a abrangncia do siste-ma para melhorar a atuao dos rgos de fiscalizao, controle e investigao.

    O governo tambm est analisan-do algumas sugestes apresentadas por especialistas do setor para o aprimora-mento do sistema. Entre elas, a de que todos os repasses referentes a emendas parlamentares sejam disponibilizados de forma sistematizada, de modo a permitir que as informaes sejam fa-cilmente compreendidas por qualquer pessoa que acessar o sistema, inclusive a prpria sociedade.

    Outra sugesto o detalhamento do objeto do convnio firmado, de for-ma a incluir informaes sobre o proje-

    to que muitas vezes constam em outros bancos de dados do rgo. O objetivo integrar o mximo de informaes em um mesmo lugar: o Siconv.

    Receita de olho

    A partir de 2012, As pessoas jur-dicas tambm tero a sua malha fina - banco de dados onde so armazenadas as declaraes que apresentam inconsis-tncias aps os diversos cruzamento realiza-dos pelos sistemas informatizados do Fisco.

    Segundo o secretrio da Recei-ta Federal, Carlos Alberto Barreto, a exemplo do que acontece com as pessoas fsicas, teremos a instituio da malha da pessoa jurdica dando maior abrangncia presena fiscal e alcanando todos os nveis de contribuintes. importante notar que a malha consiste, sem ter a presena da fiscalizao, do cruzamento de informaes internas e externas, disse Barreto

    Hoje, j possvel, por exemplo, com dados das notas fiscais eletrnicas, cruzar informaes sobre subfaturamen-to e omisso de receitas. Sendo assim, possvel fazer auditorias eletrnicas, disse Barreto, por meio dos valores de compra e assim estimar as receitas do contribuinte. Se a Receita detectar irregularidades, a empresa ser chamada a se regularizar.

    Se no fizer a regularizao, sofrer a ao fiscal. Os sistemas esto sendo fina-lizados e j tm capacidade de entrar em produo em 2012, ressaltou o secretrio.

    Aperfeioando o combate corrupo

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    Transparncia

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 47

    O Ministrio de Cincia, Tec-nologia e Inovao (MCTI) vai criar uma linha de finan-ciamento especfica para projetos e equipamentos, que garanta maior se-gurana na produo de petrleo do pas, principalmente em alto-mar. A iniciativa envolve a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ-mico e Social (BNDES).

    Segundo o ministro Alosio Mercadante, a explorao de petr-leo no mar tem exigncias rigorosas e precisa de tratamento diferencia-do. Ns estamos trabalhando na Finep e devemos apresentar, junto com o BNDES, uma linha de finan-ciamento especial para investimen-tos em tecnologias que aumentem a segurana da explorao no pr-sal, Mercadante estima que a linha de fi-nanciamento deve estar disponvel em 2012 e ter recursos de mais de R$ 1 bilho. No adianta colocar pouco re-curso. A maior cadeia de investimento no Brasil hoje a de gs e petrleo, e os recursos so muito pesados.

    O ministro tambm defende que as montadoras de automveis sejam obrigadas a desenvolver contedo na-cional ou paguem taxas maiores de im-portao. Atualmente, o governo exige que os carros tenham pelo menos 65% de contedo local.

    Ns avisamos indstria auto-motiva de que vamos aumentar as exi-gncias, quando vencer o prazo dessas medidas, a partir de 2013. Queremos mais pesquisa e desenvolvimento e mais engenharia no Brasil. Segundo ele, o nmero de engenheiros trabalhando em todas as montadoras brasileiras hoje menor do que a quantidade de enge-nheiros que atuam na Embraer.

    China

    O ministro comentou ainda o processo de instalao da chinesa Fox-comm, maior fabricante de equipamen-tos eletrnicos do mundo, que dever iniciar produo de componentes no Brasil, em local ainda no definido.

    Para Mercadante, o maior desafio para a consolidao do empreendimento so os parceiros privados nacionais. Um investimento desse porte muito maior do que o de uma montadora automoti-va. Se no tiver parceiro privado, no tem transferncia de tecnologia. Os scios pri-vados tm que se acertar, para definirmos qual a nossa participao, ressaltou.

    Para o ministro Mercadante, a ne-gociao com a Foxcomm muito com-plexa em funo da dimenso do pro-jeto, que s de rea construda ocupar 1,5 quilmetro quadrado e consumir 4 gigawatts (GW) de energia - o equivalente ao consumo de uma cidade de mdio porte.

    So vrias fbricas. S a primeira um investimento de US$ 4 bilhes. A segunda de valor semelhante. De-pois tm vrios outros segmentos asso-ciados a esse investimento, que so as partes de LED [diodo emissor de luz], tica, clulas fotovoltaicas. Seis estados disputam a fbrica: Minas Gerais, Para-n, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e So Paulo.

    Segurana no Pr-Sal

    C

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    Y

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    Anncio Tbua de Carne 7,2x27,5cm.ai 1 175.00 lpi 15Anncio Tbua de Carne 7,2x27,5cm.ai 1 175.00 lpi 75Anncio Tbua de Carne 7,2x27,5cm.ai 1 175.00 lpi 0.Anncio Tbua de Carne 7,2x27,5cm.ai 1 175.00 lpi 45Process CyanProcess MagentaProcess YellowProcess Black

    Tecnologia

  • 48 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Economia

    Impulsionado pelo excelente de-sempenho da economia mineral brasileira em 2011 e pela poltica acertada de atrao de investimentos do governo, as receitas arrecadadas pelo Departamento Nacional de Pro-duo Mineral (DNPM) superaram todas as metas estabelecidas. O ano ainda no terminou e a arrecadao dos royalties da minerao, a chamada Compensao Financeira pela Explo-rao de Recursos Minerais (CFEM), j bateu o recorde de 2010. De acordo

    com dados do DNPM, a arrecadao acumulada at novembro foi de R$ 1.390 bilho, ou seja, R$ 307 milhes a mais que o volume total arrecadado no ano passado, que foi de R$ 1,083 bilho.

    A tendncia de alta comeou a ser contactada no primeiro semestre, quando as receitas bateram recorde em relao a todos os outros anos. A ar-recadao de janeiro a junho teve uma performance excepcional, superando as metas estipuladas para todas as receitas, exceto Servio de Inspeo e Fiscaliza-o, que chegou a 99,52% do esperado.

    Segundo o diretor-geral do DNPM, Srgio Dmaso, o resulta-do revela a importncia da minerao para a economia brasileira e quanto o setor pode contribuir para o desenvol-vimento socioeconmico do pas. importante destacar o compromisso dos detentores de direito minerrio no cumprimento das obrigaes pecuni-rias com o poder pblico, ressalta

    O crescimento da arrecadao dos royalties da minerao reflete o au-mento da produo mineral no Pas e beneficia os estados e municpios pro-

    dutores, j que do total arrecadado 65% so distribudos entre os municipios e 23% vo para os estados. A expectativa que a arrecadao total de 2011 ultra-passe a cifra de R$ 1,5 bilho.

    Aposta no futuro

    E o futuro ainda mais promissor. Com o aquecimento do setor, a mine-rao brasileira est em franca recupe-rao e as empresa mineradoras j sina-lizam com previses otimistas para os prximos anos. Segundo dados do Insti-tuto Brasileiro de Minerao (IBRAM), os indicadores apontam a tendncia de que o setor retorne o crescimento observado antes da crise internacional, com novos investimentos e projetos na minerao brasileira e mundial.

    At fevereiro de 2012, os grupos de trabalho da Vale e do DNPM devem concluir a avaliao e as negociaes com a Vale sobre a dvida da empresa referente cobrana da Compensao Financeira pela Explorao de Recursos Minerais (Cfem), o royalty da minera-o, entre 1991 e 2004.

    Minerao est saindo da crise

    O minrio de ferro o carro-chefe da minerao brasileira. Dos US$ 50 bilhes de investimentos estimados para os prximos anos, mais de US$ 35 bilhes sero direcionados

    para o aumento da produo deste mineral, com destaque para os investimentos da Vale nos projetos Carajs Serra Azul e Salobo, ambas no Par

    Maurcio Cardoso

    48 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 49

    Economia

    A cobrana deve superar os R$ 4 bilhes, em royalties que teriam sido pago a menos pela mineradora pela ex-trao de minrio nos estados do Par e Minas Gerais.

    Alm dos investimentos de mais de US$ 50 bilhes previstos para at 2014, o novo marco regulatrio da mi-nerao brasileira pode trazer novida-des nas alquotas do Cfem, gerando um substancial aumento de arrecadao. O CFEM em vigor calculado sobre o valor do faturamento lquido do produ-to mineral que, no caso do minrio de ferro, hoje de 2%. A nova regulamen-tao, que ainda aguarda votao no Congresso Nacional, prev a duplicao desta alquota para 4%.

    O minrio de ferro o carro-chefe da minerao brasileira. Dos US$ 50 bilhes de investimentos estimados para os prximos anos, mais de US$ 35 bilhes sero direcionados para o au-mento da produo deste mineral, com destaque para os investimentos da Vale nos projetos Carajs Serra Azul e Salo-bo, ambas no Par.

    As mineradoras tambm sinalizam para novos investimentos nas minas de Paracatu (MG), Santa Luz (BA), Ernes-to pau-a-pique (MT), Barro Alto (GO) e Jacar (PA), entre outras.

    Ranking

    O ranking da compensao fi-nanceira pela explorao de recursos minerais liderado, com folga, pelo Estado de Minas Gerais (com R$ 706 milhes - 50,80% do total arrecadado at novembro de 2011). Em seguida vem o Par (com R$ 414 milhes 29,77%), Gois/Distrito Federal (R$ 55,6 milhes 4%), So Paulo (R$ 42,8 milhes 3,08%), Bahia (R$ 32 milhes 2,31%), Mato Grosso (R$ 27 milhes 1,96%) e Amap (16,6 mi-lhes 1,20%). Os demais estados da Federao dividem o restante do bolo, com participaes de 0,01% (Roraima) a 0,95% (Sergipe) do total.

    Estabelecida pelo Artigo 20, 1, da Constituio Federal, a Cfem devi-da aos estados, ao Distrito Federal, aos municpios, e aos rgos da administra-o da Unio, como contraprestao pela utilizao econmica dos recursos mine-rais em seus respectivos territrios.

    A Compensao Financeira de-vida por quem exerce atividade de mine-rao em decorrncia da explorao ou extrao de recursos minerais, retirada de substncias minerais da jazida, mina, sali-na ou outro depsito mineral, para fins de aproveitamento econmico.

    Os recursos originados da CFEM no podem ser aplicados em pagamento de dvida ou no quadro permanente de pessoal da Unio, dos estados, Distrito Federal e dos municpios. As receitas devem ser aplicadas em projetos, que direta ou indiretamente revertam em prol da comunidade local, na forma de me-lhoria da infra-estrutura, da qualida-de ambiental, da sade e educao.

    Ela calculada sobre o valor do faturamento lquido, obtido por oca-sio da venda do produto mineral, deduzindo-se os tributos (ICMS, PIS, COFINS) que incidem na comerciali-zao, como tambm as despesas com transporte e seguro. Outro fato gerador a utilizao e a transformao indus-trial do produto mineral.

    As alquotas aplicadas sobre o faturamento lquido para obteno do valor da CFEM variam de acordo com a substncia mineral. 3% para minrio de alumnio, mangans, sal-gema e po-tssio; 2% para: ferro, fertilizante, carvo e demais substncias; 1% para ouro e 0,2% para pedras preciosas, pedras coradas lapidveis, carbonados e metais nobres.

    Estados & Municpios - Dezembro 2011 49

  • 50 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Economia

    Do total arrecadado, 65% so dis-tribudos entre os municpios produtores, 23% vo para os estados onde for extra-da a substncia mineral e 12% vo para a Unio (DNPM, IBAMA e MCT).

    De acordo com a legislao, mu-nicpio produtor aquele onde ocorre a extrao da substncia mineral. Caso a extrao abranja mais de um municpio, a distribuio dos recursos proporcio-nal produo efetivamente ocorrida em cada um deles.

    Estratgias

    O DNPM j traou novas estra-tgias para atrair investimentos em minerao e aposta no excelente pa-norama do setor mineral brasileiro. Segundo Srgio Dmaso, o desenvol-vimento sustentvel um pr-requisito na elaborao de polticas pblicas para o setor, pois possibilita maior conheci-mento geolgico e geofsico em escalas compatveis, alm de desburocratiza-o das etapas para se obter os direitos de pesquisa e lavra arcabouo jurdico atual complexo.

    No entanto, ele reconhece que ainda h entraves na rea ambiental e que o pas precisa rever sua legislao sobre cavernas, unidades de conserva-o de uso sustentvel e a minerao. necessria a reviso no ordenamento territorial e clareza no zoneamento eco-lgico econmico, com nfase na indus-trial mineral como vetor de importncia para o pas, ressalta o diretor-geral.

    Ele informou que o governo pretende desburocratizar o setor mi-neral, com maior qualificao e oferta de mo de obra especializada e in-vestimentos em melhorias de infra-estrutura e logstica, como forma de estimular a competitividade e ampliar o potencial minerador de algumas re-gies do pas, como o Rio Grande do Norte, por exemplo.

    Segundo Srgio Dmaso, a abun-dncia de bens minerais e a posio es-tratgica para exportao e incentivos fiscais disponveis no estado, aponta para expectativas positivas de cresci-mento para o setor mineral. Como exemplo, ele cita os investimentos que esto sendo feitos por grandes empre-sas, como Votorantim, Tupi e Itagrs em solo potiguar, com grande capacida-de de alavancagem econmica, gerao de empregos, renda e impostos.

    Granito e tungstnio

    As previses so otimistas e apon-tam que a minerao poder render mais de R$ 2 bilhes em investimentos ao Rio Grande do Norte nos prximos trs anos, ressalta. Para ele, o grande desempenho das exportaes do RN nos primeiros meses do ano de 2011 foi da minerao, que alcanou mais de 70 milhes de dlares, com destaque para as vendas de granito e tungstnio. O setor de minerao potiguar destaque pelos bons resultados e tambm est in-vestindo na modernizao tecnolgica da indstria mineral, com a importao de maquinrios.

    Srgio Dmaso ressalta que cada emprego direto numa mina gera quase outros dez indiretos e que atualmente existem em andamento dez mil novos empreendimentos em minerao no pas, em fase de instru-o processual, dependendo de licen-ciamentos ambientais.

    So Paulo

    O setor mineral to importante para o desenvolvimento do pas que o go-vernador de So Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu criar em sua estrutura de governo uma subsecretaria exclusiva de Minera-o, para agrupar e orientar diversas aes deste importante setor econmico.

    A nova subsecretaria vai elaborar e executar polticas pblicas para o se-tor no estado, alm de contribuir para o desenvolvimento da minerao paulis-ta de forma sustentvel e em harmonia com o uso e ocupao do solo. Alm de estabelecer uma interlocuo per-manente com rgos federais, estaduais e toda cadeia industrial ligada ao setor, esta subsecretaria um passo funda-mental para incentivar a modernizao tecnolgica e de produo mineral no estado, afirmou o secretrio de Ener-gia, Jos Anbal.

    Segundo o governador de So Paulo, a singularidade da minerao exi-ge uma secretaria especfica, separada das reas de petrleo e gs. Esse um setor que gera mais de 200 mil empre-gos aqui no Estado de So Paulo e que ns podemos avanar muito, ressaltou.

    Para Geraldo Alckmin, So Paulo um importante polo na rea de agrega-dos, calcrio e gua mineral e precisava desse rgo para obter um melhor desen-volvimento, respeitando sempre as ques-tes ambientais e sociais.

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 51

    Com apenas 23 anos, Paraua-pebas, no Par, com pouco mais de 160 mil habitantes, j um dos municpios mais importan-tes da Amaznia. A cidade, que nasceu com o processo de colonizao e re-forma agrria, vem se desenvolvendo passos largos graas explorao mine-ral de ferro, ouro, mangans e cobre em seu territrio.

    Sua populao formada por pes-soas de diferentes partes do Brasil, que migraram para a regio em busca de trabalho e de uma vida melhor. Mensal-mente, o municpio recebe cerca de R$ 20 milhes em royalties e impostos liga-dos minerao. Este ano, foram mais de R$ 250 milhes, o que representa 2/3 da arrecadao municipal.

    Esse volume da arrecadao per-mite que o poder pblico municipal torne-se um agente de progresso, inves-tindo em obras e servios de qualidade. Em Parauapebas, o dinheiro da minera-o vai para um caixa nico, administra-do de acordo com oramento aprovado pela Cmara, aplicado em infra-estru-tura, sade e educao.

    A possibilidade de investimentos proporcionada pela atividade minerado-ra muito grande e isto tem sido reverti-

    do em benefcios para a populao, res-salta o prefeito Darci Jos Lermen (PT). Mas ele reconhece que existe um forte desequilbrio neste quadro, j que o vo-lume de pessoas atradas pela minerao torna cada vez mais difcil o atendimento da demanda gerada pelo contingente po-pulacional cada vez mais crescente.

    O impacto ambiental gerado pela explorao de minrio tambm uma preocupao constante da ad-ministrao municipal. Por mais que as empresas mineradoras se esforcem em reduzir o impacto ambiental de suas atividades, sempre existe um passi-vo que impossvel de ser amenizado, admite o prefeito.

    Os impactos irreversveis so di-versos e esto previstos nos estudos de impactos ambientais realizados por cada projeto. A supresso de reas para a atividade mineradora, com seus efeitos sobre o ecossistema, talvez seja o mais comum deles, mas a migrao excessiva tambm tem suas conseqncias negati-vas. A ocupao desordenada de reas de proteo ambiental e de risco e todas as suas implicaes tm gerado uma gran-de preocupao e aes do governo no sentido de diminuir esses impactos.

    Investindo na educao

    Nos ltimos anos, Parauapebas ganhou notoriedade nacional e inter-nacional no setor educacional. O reco-nhecimento mais recente foi o Prmio Integracin Latino Americano 2011, concedido pela Cmara Internacional de Pesquisas e Integrao Social (Ci-pis). A secretaria municipal de educa-o foi agraciada por sua relevante li-derana, servios e exemplos prestados na rea educacional do Brasil em prol do desenvolvimento e da integrao dos pases latinos americanos.

    O prmio foi concedido para ape-nas quatro pases: Chile, Colmbia, Paraguai e Brasil. E dos oito estados brasileiros premiados com o Integra-cion Latino Americano 2011, o Par foi o nico da regio Norte, representado pelo municpio de Parauapebas.

    A premiao no veio por acaso. A capital nacional do minrio tem o maior ndice de Desenvolvimento da Educao Bsica (Ideb), 4,7, e o menor ndice de analfabetismo, 8,1%, sendo um dos poucos municpios da Amaz-nia a enquadrar-se no padro similar mdia dos pases desenvolvidos.

    Em Paraupebas a merenda escolar de qualidade mais que um dever, um direito assegurado aos 39 mil alunos da rede pblica municipal de ensino. No cardpio,verduras, frutas, sucos naturais, arroz, feijo, frango, carne e peixe garan-tem uma alimentao de qualidade para alcanar uma educao de excelncia.

    A merenda contribui tanto na frequncia quanto no aprendizado do aluno, pois muitas crianas no tm em casa a mesma alimentao que servi-da na escola, observa a professora Eli-diomar Macedo, da Escola Elizaldo Ri-beiro. A educadora diz que a melhoria no rendimento escolar de seus alunos perceptvel. Depois da incluso de frutas e legumes no cardpio, percebi maior disposio dos pequenos na hora de fazer as tarefas.

    E no toa que a professora tem percebido a diferena. A alimentao saudvel garante mais energia e dispo-sio ao corpo, o que gera resultados positivos tanto fsicos quanto mental, lembra o mdico nutricionista Carlos Jos Medeiros, do programa Sade e Preveno nas Escolas (SPE). Por isso, todos os grupos nutricionais esto pre-sentes na merenda, que acompanhada e fiscalizada por profissionais da rea.

    Royalties bem aplicadosEconomia

  • 52 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    No ano passado, o municpio de Catalo recebeu pouco mais de R$ 3 milhes de royalties da minerao, cerca de 2% da arrecadao municipal. Os recursos fo-ram totalmente investidos em campanhas educativas ambientais, construo de par-ques ecolgicos, plantio de mudas para recuperao de nascentes e outras aes compensatrias.

    O prefeito Velomar Rios (PMDB) reconhece que o impacto ambiental cau-sado pela explorao mineral no muni-cpio bem mais significativo do que o proporcionado pelos royalties, e conti-nua buscando novas fontes de recursos capazes de compensar a comunidade de forma mais justa. Precisamos rever esses ndices de compensao, j que a prefeitura no possui mecanismos para acompanhar e mensurar o volume de minrio que processado pela ativida-de mineral no municpio.

    Segundo o prefeito Velomar, como a ampliao da oferta de empre-gos e os produtos oriundos da explora-o mineral so de grande importncia para a sociedade, o grande desafio explor-los com responsabilidade, sem degradar o meio ambiente, ou ao me-nos minimizar estes impactos.

    Ele ressalta que as mineradoras que atuam em Catalo esto entre as melhores do mundo no quesito segu-rana e preservao ambiental. As trs mineradoras sediadas no municpio adotam procedimentos para minimi-zar o impacto ambiental da atividade, como cobertura vegetal, preservao de cursos dgua e da paisagem cnica, manuteno da flora e da fauna da re-gio, controle sobre poluio sonora e disposio de rejeitos.

    Administrao premiada

    A correta aplicao dos recursos pblicos e a agilidade na execuo de obras e servios em benefcio da po-pulao de Catalo esto fazendo da administrao do prefeito Velomar Rios uma gesto premiada em prati-camente todas as reas.

    Em trs anos de governo, o prefei-to comandou a realizao de obras im-portantes que esto servindo de exem-plo para diversas cidades goianas. A construo do primeiro aterro sanitrio do Centro-Oeste com coleta seletiva do lixo reciclvel, pneus usados e lixo ele-trnico apenas um exemplo.

    Equilbrio oramentrio

    Depois de enfrentar, e superar, a baixa arrecadao gerada pela crise internacional que afetou duramente o municpio e comprometeu cerca de 20% da receita mensal de Catalo, Velo-

    mar equilibrou o oramento municipal sem comprometer as demandas de um dos municpios que mais crescem no interior brasileiro.

    Ainda temos mais de um ano de mandato pela frente e vamos entregar muitas outras obras que traro orgulho nossa gente, garante o prefeito.

    Participao popular

    O resultado da gesto partici-pativa implantada pelo prefeito in-questionvel. Ruas limpas, asfalto em todos os bairros e servios pblicos de qualidade nas reas de sade, edu-cao e esporte so reconhecidos e elogiados at pela oposio. Quando realmente um prefeito trabalha para o bem da comunidade, temos que tirar o chapu e aplaudir, disse a vereado-ra Regina Flix (PSDB).

    Recentemente, o municpio con-quistou o 1 lugar entre 400 aes de sade apresentadas por prefeitos goia-nos no I Workshop de Experincias Bem Sucedidas de Vigilncia em Sade, com seu programa de imunizao de meninas de 10 e 11 anos contra o HPV.

    Vacinao

    Atualmente, Catalo uma das cinco cidades do Brasil que fornece gratuitamente a vacina contra o cncer de colo do tero, no Hospital Materno Infantil. Em clnicas particulares, as trs doses da vacina custam R$ 900,00.

    Nosso objetivo reforar a sa-de pblica tambm dentro das altas complexidades, evitando que as pes-soas busquem tratamento em outras cidades. Temos avanado nessa rea e continuaremos trabalhando nesse sentido para beneficiar a comunida-de, garante o prefeito.

    Catalo amplia oferta de emprego Economia

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 53

    O Banco Central Nacional de Desenvolvimento Econmi-co e Social (BNDES) anun-ciou que os investimentos no setor de infraestrutura devero registrar cresci-mento de 10% em 2012.

    De acordo com o anncio, cerca de R$ 52 bilhes sero liberados para proje-tos de crescimento e ampliao de obras de infraestrutura e construo civil. As medidas foram um incentivo ao merca-do, que viu na oferta oramentria uma garantia para a recuperao da economia e expectativa de crescimento do produto interno bruto (PIB) em 2012.

    Dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) revelaram que o crescimento da economia brasileira ficou estvel no terceiro trimestre de 2011, na comparao com os trs me-ses anteriores. No segundo trimestre, em relao ao primeiro, a economia havia registrado crescimento de 0,7%, segundo dados revisados.

    A desacelerao da economia re-fletiu no ndice de confiana do consu-midor (IC-PMN), o indicador registrou ligeira queda de 0,5% pontos em uma projeo para o primeiro trimestre de 2012, em relao a setembro de 2011.

    Em um momento em que a eco-nomia estagnada preocupa os setores privados e de ligeira queda da confian-a do consumidor, os investimentos anunciados pelo BNDES devem proje-tar um cenrio mais otimista para eco-nomia brasileira em 2012.

    Otimismo para 2012

    Apesar do resultado prvio do PIB, os sinais de desaquecimento da

    economia, registrados no segundo tri-mestre de 2011, no preocupou os em-presrios. Segundo dados do IC-PMN, as perspectivas de lucro das empresas subiram para 76,4 pontos, crescimento de 0,27% em relao a setembro.

    A avaliao do ministro da Fa-zenda, Guido Mantega, foi a mesma. Segundo o ministro, a desacelerao da economia brasileira no terceiro trimestre deste ano seria passagei-ra. Em 2012, o pas receber cerca de 125,7 bilhes de reais para a segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida. O governo estima que at 2014 sejam construdas dois milhes de mo-radias para famlias de baixa renda.

    Os investimentos foram vistos com otimismo pelo mercado de se-guros. Segundo o diretor-superin-

    Governo anuncia medidas para alavancar o crescimento econmico em 2012

    Mercado de seguros v com otimismo investimentos em infraestrutura

    tendente da PAR Corretora de Se-guros, Alexandre Siqueira Monteiro, o Seguro Garantia contribui para o avano dos setores de infraestrutura. Os investimentos vo ajudar o pas a manter o crescimento e a atividade produtiva, neutralizar os impactos da crise do mercado financeiro e anular os eventuais efeitos internos da crise econmica que atinge a Europa e os Estados Unidos, relatou.

    De acordo com o especialista, o mercado trouxe novas solues que asseguram o cumprimento do contrato e concorrncia, contribuindo decisiva-mente para o desenvolvimento do pas. O Seguro Garantia uma ferramenta de desenvolvimento que vai alavancar um novo modelo de crescimento eco-nmico, avaliou Siqueira.

    Economia

    Estados & Municpios - Dezembro 2011 53

  • 54 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O estado de Tocantins acaba de ganhar mais um importante instrumento de desenvolvi-mento econmico e social: o programa Microcrdito Orientado Crescer. Re-alizado em parceria entre o Ministrio do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e a Secretaria do Trabalho e da Assistncia Social (Setas), o programa destinado aos microempreendedores informais e individuais.

    O Programa Nacional de Microcr-dito foi criado pelo Governo Federal para atender s necessidades financeiras dos cidados que tocam um pequeno neg-cio. Os emprstimos so realizados por meio dos bancos pblicos, como Banco do Brasil, Caixa Econmica e Basa e tm taxas subsidiadas pela Unio.

    Segundo o superintendente do Banco do Brasil no Tocantins, Jos Ma-ria Arajo, o programa mais que pura ao social e explica: O Banco do Brasil v no pequeno empreendedor um futuro empresrio. Entendemos que as pessoas precisam de oportuni-dade e orientao.

    O secretrio do Trabalho e Assis-tncia Social do Tocantins, Agimiro Costa, reiterou que o governo estadu-al acredita e aposta no microcrdito como ferramenta de desenvolvimen-to.. Prova disso, o governador Siqueira Campos tem tentado trazer o Prodivi-no para sua funo original, de financiar pequenos empreendedores, ressaltou.

    Em julho de 2011, o Governo do Estado lanou o programa Nossa Oportunidade com a meta de aten-der 50 mil pequenos empreendedores tocantinenses com o emprstimo de mil reais. At o momen-to foram realizados 27.472 atendimentos nos 139 mu-nicpios. Sendo pagos os crditos para 11.940 be-

    neficirios, totalizando um montante de R$ 11.940.000,00 em recurso es-tadual investido.

    O secretrio afirmou, ainda, que as parcerias daro continuidade ao Nossa Oportunidade e completou: Capacitar fundamental e temos tra-balhado nisso, mas para que as pessoas tenham continuidade no que apren-deram, precisamos financiar e esta a oportunidade que comea a acontecer no Tocantins e no Brasil.

    A incluso produtiva uma das estratgias do Governo do Estado para o enfrentamento da extrema pobreza no Tocantins. O Programa Tocantins sem Misria envolve ainda aes de transferncia de renda e acesso aos servios pblicos. O plano tocantinen-se composto pelas propostas das se-cretarias do Trabalho e da Assistncia Social, Sade, Educao, Agricultura, Habitao e Esporte.

    Crescer

    O Programa tem como metodo-logia o relacionamento direto com os empreendedores nas suas localidades. Alm disso, prev assistncia e orienta-o tcnica no planejamento do neg-cio. Para isso, so realizadas avaliaes da atividade e da capacidade de endivi-damento de cada cliente e os empreendedores so acompanha-dos por as-sessores d e

    crdito, com levantamento socioecon-mico e orientao educativa. Os conta-tos sero mantidos durante o perodo de contrato, para acompanhamento e orientao.

    As linhas de crdito para capital de giro e investimento tm limite de at R$ 15 mil e prazo de pagamento de at 36 meses, de acordo com a finalidade dos recursos. A taxa de juros de 0,64% ao ms, com Taxa de Abertura de Cr-dito (TAC) de 1% e iseno de IOF.

    Com o programa de microcrdito orientado produtivo, o governo pretende canalizar os financiamentos ao consumo para o setor produtivo at o final de 2013.

    O programa obriga os bancos a destinarem 2% dos depsitos vista, que correspondem a um volume de R$ 3,15

    bilhes, para o microcrdito produti-vo. As taxas de juros devem ser de

    no mximo 8% ao ano para que o Tesouro Nacional faa

    a equalizao de parte do custo dos bancos

    com o programa. Todos os bancos pblicos vo ope-rar a nova modali-dade de crdito.

    Tocantins ter microcrdito federalEconomia

  • O governo federal pretende re-duzir o Imposto sobre Circu-lao de Mercadorias e Ser-vios (ICMS) interestadual a partir de fevereiro. Segundo o secretrio execu-tivo do Ministrio da Fazenda, Nelson Barbosa, a proposta baixar a alquota do imposto para 2%, mas os estados su-gerem um percentual prximo de 4%.

    A prioridade para a Unio eli-minar ou diminuir o espao para a guerra dos portos. Nossa proposta reduzir j a alquota interestadual sobre importados a partir de fevereiro, dis-se Barbosa, aps reunio do Conselho Nacional de Poltica Fazendria (Con-faz), em So Paulo.

    O ICMS interestadual incide quando uma mercadoria produzida (ou importada) por determinado esta-do e vendida em outro. O estado de ori-gem recebe a alquota interestadual e o estado de destino, onde a mercadoria consumida, fica com a diferena entre a alquota interestadual e a alquota final.

    Alguns estados abrem mo de parte do imposto interestadual como forma de incentivar, com a desone-rao fiscal, a atividade nos portos. Dessa forma, os produtos importados desembarcam com preos melhores, uma vantagem competitiva em relao aos produtos nacionais. Com ICMS in-terestadual mais baixo, os estados que adotam essa prtica tero menos espa-o para incentivar a importao.

    Esses incentivos, apesar de fazer sentido em uma lgica regional por atrair receita e atividade para seus por-tos, para o Brasil como um todo tm um efeito negativo, destacou o secre-trio.

    A proposta do governo, em tra-mitao no Senado, no ir alterar o imposto final. Apenas vai deslocar para o estado consumidor a maior parte do

    ICMS. Assim, no caso de um produto cujo ICMS seja 18%, o estado produtor ou importador fica com 2% (segundo a proposta do governo) e o estado de destino com 16%. Essa alquota de 2% considerada baixa o suficiente para desestimular esse tipo de guerra fiscal entre unidades da federao.

    De acordo com Barbosa, o gover-no estuda criar um fundo de apoio para os estados que perdero receitas com a reduo do ICMS interestadual. Atual-mente, 12 estados oferecem incentivos importao, entre eles, a reduo da alquota do ICMS.

    Na reunio do Confaz, que tem a participao de todos os secretrios da Fazenda dos estados e do Distrito Fede-ral, tambm foi assinado um protocolo para reduzir a zero a alquota do ICMS que incide sobre a compra de trens e equipamentos de mobilidade urbana sem similar nacional, para incentivar os projetos de infraestrutura voltados Copa do Mundo de 2014.

    ICMS contra a guerra fiscalEconomia

  • 56 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Com ou sem polmica, a cons-truo da usina de Belo Monte, na Bacia do Rio Xingu, uma deciso sem volta, em funo de sua im-portncia estratgica para o desenvolvi-mento nacional. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobo, a cons-truo da Hidreltrica de Belo Monte um projeto irreversvel e que s trar

    vantagens ao Brasil e s populaes

    que vivem na regio.

    E d i -son Lobo ressalta que anualmente o pas precisa de um acrs-cimo de 5%

    no potencial de gerao

    de energia eltrica para fazer frente s ne-cessidades da populao e das indstrias, e que sem a Usina de Belo Monte seria necessrio construir usinas terme-ltricas movidas a leo diesel ou a queima de carvo, todas carssimas e altamente poluentes de gs carbnico.

    Segundo o ministro, a gerao hi-drulica uma energia limpa e adotada em todos os pases do mudo que dis-pem de potencial hdrico para movi-mentar as turbinas. A Usina de Belo Monte ser a terceira maior do mun-do, atrs apenas da chinesa Trs Gar-gantas e da Itaipu Binacional e dar empregos diretos e indiretos a at 50 mil trabalhadores. Lobo destacou que no entende a campanha insi-diosa que determinados segmentos fazem contra a construo, levando em conta que a obra s far bem ao Brasil.

    O potencial da energia que ser gerada por Belo Monte representa 40% de toda a energia consumida atual-mente pelas residncias no pas. Com ela, destacou o ministro, no voltar a ocorrer o racionamento compulsrio de energia eltrica adotado em 2001

    e 2002, quando a populao teve que economizar 20% do consumo sob pena de estrangulamento do sistema.

    Para Lobo, todo o Brasil ser beneficiado, pois o sistema de distribui-o de energia interligado, permitindo que deficincias de gerao na Regio Sul, por exemplo, possam ser supridas instantneamente por fontes instaladas na Regio Norte.

    Edison Lobo garante que ne-nhum indgena ser prejudicado com a construo de Belo Monte, pois a aldeia mais prxima fica a 32 quil-metros da rea que ser inundada e outras a 500 e 800 quilmetros. Ele ressaltou que as populaes que mo-ram em reas mais prximas da regio a ser alagada tero residncias cons-trudas em outros locais, com assis-tncia sade, educao e servio de saneamento bsico. De acordo com ele, 5 mil famlias que atualmente vivem em pobreza absoluta na regio tero condies dignas de acomodao.

    O ministro tambm destaca a im-portncia do planejamento de longo e a viso de totalidade da poltica energ-

    Belo Monte irreversvel Energia

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 57

    tica. Estamos diante de um quadro desafiador que dobrar a capacidade de gerao de energia eltrica em dez anos, enfatiza Lobo.

    Segundo o ministro, ao mesmo tempo em que o pas amplia seu parque hidrico outros investimentos garantem o avano de fontes como biomassa e eo-lica. Ele lembrou que j est em fase de elaborao no ministrio um minucio-so estudo de viabilidade de empreendi-mentos de energia solar, com estimativa de custos, encargos setoriais, capacida-de de produo e levantamento dos principais fornecedores.

    Crdito especial

    O Banco Nacional de Desenvolvi-mento Econmico e Social (BNDES) vai disponibilizar uma linha de crdito especial para fornecedores locais que pretendem vender produtos e servios para a Usina Hidreltrica de Belo Monte.

    As linhas de crdito tero juros reduzidos e condies especiais para pagamento. dirigida a empresrios de

    pequeno, mdio e grande portes, prin-cipalmente com atuao na regio do Xingu e envolver todas as instituies bancrias que j operam com produtos do BNDES.

    De acordo com Consrcio Cons-trutor Belo Monte (CCBM), essa apro-ximao trar novos negcios e ampliar os j existentes, gerando emprego, renda e aumento da arrecadao tributria.

    Os empreendedores com atua-o em Altamira e municpios vizinhos precisam conhecer nossas necessida-des, produtos que pretendemos com-prar e servios que pretendemos con-tratar, nos sete anos de obras que ainda temos pela frente, destaca o diretor de Relaes Institucionais do consrcio, Henrique Di Lello Filho.

    Mais barata

    A Usina Hidreltrica de Belo Monte vai trazer menos impactos am-bientais do que a utilizao de alternati-vas com energias fsseis e os custos sero menores do que outras fontes renov-veis. A concluso est no estudo Anlise Comparativa entre Belo Monte e Empre-endimentos Alternativos: Impactos Am-bientais e Competitividade Econmica, elaborado pelo Grupo de Estudos do Setor Eltrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

    Na anlise, os professores Nivalde Jos de Castro, Andr Luis da Silva Lei-te e Guilherme Dantas avaliam quais seriam as fontes alternativas a Belo Monte para o atendimento da deman-da crescente por energia e os impactos ambientais dessas fontes. Segundo eles, caso Belo Monte no viesse a ser cons-truda, seria necessria a implementa-o de fontes alternativas que supris-sem a demanda, que teriam impactos ambientais maiores ou que no teriam consistncia suficiente, em termos de

    segurana energtica, para atender ao crescimento da necessidade por ener-gia eltrica projetada para os prximos anos no Brasil.

    Belo Monte uma obra eficiente, que tem que ser feita. O Brasil precisa de energia e qualquer nova unidade geradora de energia causa impacto am-biental, e temos que analisar o custo-benefcio em relao s outras fontes de energia. Nesse estudo fica claro que a hidreltrica a que apresenta o melhor custo-benefcio em relao s outras fontes, ressaltou Jos de Castro.

    Os estudiosos apontam que o Brasil tem um grande potencial de fon-tes alternativas e renovveis de energia eltrica: elica, biomassa e solar, mas a prioridade a essas fontes implicaria perda de competitividade da economia brasileira, em funo do diferencial de custos em relao hidreletricidade. Tambm poderia haver problemas de garantia e segurana de suprimento em razo da sazonalidade e da intermitn-cia dessas fontes alternativas.

    Desta forma, em um cenrio em que no fosse construda a usina de Belo Monte, a construo de usinas ter-moeltricas seria obrigatria de forma a manter o equilbrio e segurana entre a carga e a oferta de energia. A questo que se coloca quais seriam os impac-tos ambientais das alternativas fsseis e a comparao deles com os impactos am-bientais de Belo Monte, avalia o estudo.

    A anlise aponta tambm que os custos de mitigao dos impactos s-cioambientais da Usina de Belo Monte so de cerca de R$ 3,3 bilhes, o que inferior ao custo ambiental que uma trmica a gs natural ocasionaria, que seria de mais de R$ 24 bilhes. Ou seja, a opo trmica possui um impac-to ambiental quase oito vezes maior que o custo de mitigao ambiental de Belo Monte.

    Energia

  • 58 Estados & Municpios - Dezembro 2011

    PEDRO ABELHA COLUNISTApedroabelha@terra.com.br

    MdiaMeus colegas

    Maior comunidade online de jornalistas do pas, o Comunique-se lanou a mais nova verso do seu portal, o comunique-se.com.br. A empresa apresenta como des-taque o espao Meus Colegas, rede de relacionamento constru-da especialmente para atender os mais de 300 mil usurios cadas-trados. A principal diferena est na forma como esse contedo ser apresentado. Primeiro, em um site com design moderno e navegabili-dade otimizada.

    Em seguida, e mais impor-tante, em um ambiente de rede so-cial, que vai ampliar o alcance do contedo e do debate dos temas, explica Rodrigo Azevedo, CEO do Comunique-se. Lanado em 2001, o Comunique-se tem penetrao de 95% no universo dos profissio-nais do jornalismo, gerando dia-riamente mais de um milho de pageviews. Boa parte do contedo editorial existente no site j era ex-clusiva para usurios cadastrados, assim como o banco de vagas e o comunicador, que davam ao portal alguns contornos de rede social.

    O novo modelo, no entanto, tem outras caractersticas, como perfil completo, amigos, grupos e pginas corporativas, entre outras.

    O novo portal Comunique-se ser como um Facebook s para jornalistas. Uma rede social de nicho, como muitas outras que tm feito su-cesso mundo afora, afirma Azevedo.

    O desejo das classes CDE

    O que as classes C, D e E mais gostariam de ter no celular? A considerar uma pesquisa enco-mendada pela Folha de S.Paulo Plano CDE, a resposta est na internet. A consultor ia entrev is-tou 891 pessoas ao redor do pas, com renda famil iar at R$ 3.181 por ms. Setenta e oito por cento delas disseram que, se recebessem um aumento de R$ 500, gostariam de poder se conectar via celular.

    Ter um tocador de MP3 nos apare l h o s o s eg u n d o i tem ma i s d e s e jad o, a l c an an d o 7 3 % . De p o i s vm c m era f o to g r f i c a ( 7 1 % ) , b l u e to o t h ( 7 0 % ) , f i l ma -d o ra ( 6 9 % ) , ace s s o a e - ma i l s ( 6 4 % ) , S M S ( 6 3 % ) , T V ( 6 0 % ) e rd i o ( 5 3 % ) . A ma i o r par te das pessoas consultadas tem a cmera fotogrf ica dos aparelhos como f uno pr incipal (70%), seguida pelo SMS (68%), o to-cador de MP3 (65%), o bluetoo-th (61%) e a cmera filmadora (61%). Ento aparecem rdio (52%), acesso a e-mai ls (40%), internet (35%) e jogos (24%).

    Banda larga 4g

    A SKY e a Nokia anunciaram parcer ia para lanar a banda lar-ga sem f io com tecnologia 4G no Brasi l . O novo ser v io vai usar a rede completa TD -LTE (Time Div ision Duplex L o ng Ter m Evo l u t i o n) , a p r i m e i ra d e s s e t i p o na A m r i c a L at i na . A c i d a -d e e s co l h i d a para ab r igar a no-v idade foi Bras l ia .

    Seg u n d o i n f o r ma e s , e s -t o p rev i s to s p l an o s d e e x-pan s o d o s er v i o para n ovo s c l i ente s em o u t ra s p a r t e s d o p a s e n a r e g i o l a t i n a . E st a -m o s o rg u l h o s o s em s er a p r i -m e i ra co m pan h i a a o f erecer ban d a l arga s em f i o n o Bra s i l , p o r m e i o d a i m p l ant a o de uma rede TD -LTE, af irma Luiz Eduardo Baptista , CEO da SKY. Para a implementao do 4G, precisvamos de um parceiro que t ivesse capacidade e solues que realmente nos ajudassem a levar uma melhor ex perincia de banda larga aos nossos cl ientes. Escolhemos a soluo TD -LTE ponta-a-ponta da Nokia Siemens Net work s.

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 59

    Engajamento de mdia

    O desejo dos consumidores pela conexo via redes de relacio-namento e a demanda de conte-do a qualquer hora, em qualquer lugar, impulsiona a maior conver-gncia da indstria de entreteni-mento dos ltimos anos. A tendn-cia tambm leva a uma mudana radical na experincia tradicional de assistir TV, de acordo com um estudo global publicado pela Mo-torola Mobility. O Barmetro de Engajamento de Mdia de 2011, estudo independente de hbitos de consumo de vdeo feito com 9 mil consumidores, de 16 pases, mostra que os consumidores pro-curam TV mvel, TV social, ser-vios de casa conectada e ser vios em nuvem personalizados.

    Cada uma dessas categorias oferece aos provedores de servios oportunidades significativas de ex-pandir seu portflio, impulsionar a fidelizao de clientes e explorar novos fluxos de receitas. Os consu-midores esto cada vez mais conec-tados e querem acesso permanente a seus contedos e comunidades, disse John Burke, vice-presidente s-nior e gerente-geral de Experincias Convergidas da Motorola Mobility.

    Eles no esto preocupados em como a tecnologia faz tudo isso acontecer; simplesmente querem que funcione e esperam que se adap-te perfeitamente sua rotina diria.

    A tendncia de convergncia que estamos vivendo representa uma enorme oportunidade para nossos clientes, no sentido de proporcio-nar aos consumidores essa experi-ncia simples e intuitiva de levar o contedo ao consumidor em suas residncias., garante John Burke.

    Crescimento da internet

    De acordo com os Indicado-res de Mercado, elaborados pelo Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), o meio internet teve um crescimento, na publicidade, de 40,3% em setembro de 2011, comparado ao mesmo perodo do ano anterior. Esse aumento re-presenta um recorde para o setor e contempla valores de mdia dis-play e search marketing.

    Somente em setembro, o mercado digital recebeu um in-vestimento de cerca de R$ 141 milhes e apresentou o maior crescimento dentre os meios analisados, com praticamente o dobro do segundo colocado, a T V paga, com 21,99%. Segundo Ari Meneghini , diretor executivo do IAB Brasi l , o fato de os pr in-cipais anunciantes j investirem mais de 13% dos oramentos em comunicao digital o incen-tivo que o meio necessita para conseguir maior representati-v idade no bolo publicitr io nos prx imos anos. Estamos muito fel izes com o desempenho do mercado, isso mostra a evoluo consistente da publicidade onli-ne, af irma.

    Recentemente, a entidade apresentou dados que mostram o mercado digital com participao de 10% no bolo publicitrio (R$ 3.040 bi), contabilizando valores

    referentes ao segmento de search, que ainda no so tabulados pelos institutos de pesquisa. O levanta-mento completo est disponvel no site do IAB.

    Internet nos aeroportos

    Aeroportos brasileiros tero internet sem fio ilimitada, confor-me determinao da Infraero (Em-presa Brasileira de Infraestrutura Aeroporturia). A estatal garante: no comeo de 2012, todos podero contar com o servio. At porque maro o ms limite para que a me-dida entre em vigor.

    Os aeroportos a receber a no-vidade so os de So Paulo (Cumbi-ca, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte), Rio de Janeiro (Galeo, Santos Dumont e Jacarepagu), Belo Horizonte (Confins e Pampu-lha), Braslia, Manaus, Porto Ale-gre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Na-tal, Salvador e Cuiab. Atualmente, Cumbica, Congonhas, Galeo e Braslia j contam com 15 minutos de internet gratuita.

    Quando passar a valer, a me-dida s beneficiar o passageiro no local de embarque. Se quiser usar a rede na volta, ter de pagar. E o sinal no cobrir o aeroporto todo. Ape-nas depois de passar pelo raio X que a pessoa poder se conectar. Para isso, necessrio ir ao balco da Infraero e, com o carto de embarque em mos, adquirir uma senha e instrues.

  • 60 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Elaborado pela prefeitura de Porto Velho, o Plano Local de Habitao de Interesse Social (PLHIS) traou um minucioso perfil do sistema habitacional da cidade. Atu-almente, Porto Velho possui 131,28 mil domiclios e um dficit habitacional bsico de 27,05 mil residncias, sendo 74% na rea urbana e 26% na rea rural.

    Os dados levantados pela Secreta-ria Municipal de Regularizao Fundi-ria e Habitao (Semur) mostram que 90% desses domiclios esto localizados na zona urbana da capital, ficando ape-nas 10% nos distritos. O diagnstico foi feito com base no Censo Demogrfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), de 2010.

    Esse um estudo importante, porque ele norteia as aes do atual

    prefeito e dos futuros. Como se diz no popular, uma medida para encurtar caminhos, porque a partir do Plano Lo-cal de Habitao de Interesse Social,os gestores tero mapeado o setor habita-cional do municpio. Com os proble-mas identificados, os prefeitos tero como elaborar com mais eficincia suas polticas pblicas para o setor, disse o secretrio municipal de Regularizao Fundiria e Habitao, Ian Kleber.

    Para amarrar essa questo, j foi elaborada uma minuta de lei, com base no plano, que ser discutida com a so-ciedade antes de ser encaminhada para votao na Cmara Municipal de Porto Velho. Para Ian Kleber, essa uma me-dida necessria, porque evita que as prximas administraes engavetem o plano, alm de ser um instrumento de cobrana da populao.

    Plano participativo

    O diagnstico foi realizado em parceria com a sociedade civil em diver-sos fruns setoriais na sede do munic-pio e nos distritos, tantos os localizados no Baixo Madeira como os do eixo da BR 364. O PLHIS uma das exigncias estabelecidas pelo Ministrio das Cida-des para adeso ao Sistema Nacional de Habitao de Interesse Social. Para ter

    acesso aos recursos federais, o munic-pio precisa aderir ao sistema, criar um fundo de habitao de interesse social, formar o conselho gestor e construir o PLHIS, explicou a coordenadora do plano em Porto Velho, Janeide Muniz.

    O Plano Local de Habitao de Interesse Social fez um levantamento completo nos bairros sobre os pontos positivos e negativos, junto com repre-sentantes da comunidade e membros do Conselho da Cidade. O diagnstico no se limita s questes de moradias, mas tambm de saneamento, seguran-a, educao, sade e trnsito, dentre outros itens importantes.

    A discusso envolveu trs etapas, com proposta metodolgica e diagns-tico, que apresentaram a situao habi-tacional de Porto Velho. Representan-tes de associaes de bairros e lderes comunitrios participaram das etapas iniciais do frum, que trouxeram tona a realidade habitao do municpio.

    Essa uma orientao do Minist-rio das Cidades, pois entende-se que cada municpio tem a sua realidade e isso deve ser discutido com a populao. E a partir do diagnstico que feito, temos as infor-maes necessrias para elaborar polticas pblicas para enfrentar o problema da fal-ta de moradia na capital, disse o secret-rio Ian Kleber, da Semur.

    Porto Velho tem novo perfil habitacionalHabitao

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 61

    Os portadores de necessidades especiais de Manaus foram agraciados com um excelen-te presente de Natal. A Superintendn-cia Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) disponibilizou 15 novos mi-cronibus para reforar a frota do Trans-porta, servio oferecido gratuitamente pela Prefeitura para transportar pacien-tes para consulta mdica ou fisioterapia no trajeto casa-hospital-casa. Com os novos micronibus, a frota atual atinge 22 veculos e amplia seu atendimento para mais 200 pessoas.

    A meta formar uma frota com 78 micronibus especiais. A estratgia adotada pela prefeitura para a conso-lidao do Transporta est surtindo efeito. O edital de licitao para a reno-vao da frota assinado pelas operado-ras determina que, para 20 nibus con-vencionais comprados, cada empresa vencedora da concorrncia coloque um veculo do modelo Transporta em circulao. Simples, prtico e eficiente.

    Cada micronibus tem capaci-dade para transportar cinco pessoas em cadeira de rodas e seus acompa-nhantes. Cintos de segurana garan-tem o transporte seguro para os defi-cientes dentro do coletivo. O acesso ao veculo feito por rampa e eleva-dor enquadrados nas normas brasilei-ras de acessibilidade.

    Segundo o diretor de transpor-tes do rgo, Paulo Henrique Matos, o programa Transporta, que existe des-de 2006, atende pessoas portadoras de alto grau de deficincia, como paralisia cerebral e motora.

    Os micronibus adaptados apa-nham os pacientes em casa e os levam para os locais onde fazem tratamentos mdicos e fisioterapia, trazendo-os novamente at as suas residncias, explica o diretor.

    As principais operadoras do transporte urbano de passageiros de Manaus j adquiriram 502 novos nibus urbanos e muitas dessas unidades j esto circulando na cidade. Todos os modelos

    Um excelente presente de Natal

    possuem dispositivos especiais, como espao reservado para cadeiras de rodas, com sistema de travamento, e poltrona destinada a gestantes, obesos e idosos.

    Treinamento

    Antes de iniciar o trabalho nos novos nibus, todos os motoristas que operam o servio Transporta passaram por treinamento especial, ministrado pela SMTU. Os condutores receberam lies sobre funcionamento do servio, direitos e deveres dos motoristas e usu-rios, atendimento a pessoas com defi-cincia; noes de primeiros socorros e formas de conduzir o deficiente dentro do veculo, com segurana. Os motoris-tas aprenderam ainda como manusear equipamentos do veculo, como o ele-vador para cadeirante.

    Para ter direito ao benefcio, os familiares s precisam cadastrar o de-ficiente no setor de atendimento social do SMTU.

    A apresentao dos veculos foi acompanhada pelo presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficincia (CMDPD),

    Ronaldo Andr Bacri Brasil.Ele destacou a importncia da ampliao da frota para o transporte das pessoas com uma alta complexidade de deficincia e que no

    possuem condies para serem transportadas em coletivos normais, mas ressaltou que ainda preciso mais educao, respeito e sensibilidade por parte da sociedade

    Transportes

  • 62 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O governador de Gois, Marconi Perillo, anunciou a concretizao da meta de R$ 10 bilhes de investimentos pri-vados em Gois este ano por meio de mais de mil empresas. Foram R$ 10 bilhes em dez meses de mandato, antecipando a meta previamente es-tabelecida por sua equipe de governo. Alm de empresas brasileiras, o esta-do atraiu investimentos holandeses, japoneses, coreanos e americanos.

    Nesse montante, foram includas aquisies, protocolos de intenes e inauguraes. Considerando investi-mentos acima de R$ 4,5 milhes, so 42 empresas. Os demais englobam mi-cro e pequenos empreendedores nos setores industrial, rural e comrcio.

    Juntas, essas empresas vo gerar em Gois aproximadamente 100 mil empregos diretos e indiretos, a curto, mdio e longo prazos. Os setores que se destacaram foram: energia, minerao, alimentos, aeronutico, automotivo, construo civil, cosmticos, farmacu-tico, bebidas e bens de capital.

    Gois est aberto a investimen-tos e ao capital. um estado que se

    compromete com o bem-estar social das suas famlias, garantindo gerao de empregos, programas de transfe-rncia de renda, formao de mo de obras, infraestrutura, melhores servi-os em sade, segurana e educao. o estado da livre iniciativa, desta-cou o governador.

    Marconi Perillo disse que o Go-verno trabalhou para garantir os R$ 10 bilhes em investimentos este ano, que vo resultar no alcance da meta de chegar a R$ 100 bilhes no Produ-to Interno Bruto (PIB) em Gois em 2012. Isto ter consequncia na vida das pessoas, porque gera emprego, renda, prosperidade e principalmente melhoria de vida para as pessoas diretamente em-pregadas e beneficiadas por estes investi-mentos, ressaltou o governador.

    Por considerar que Pernambuco, que vem logo atrs de Gois no ranking dos Estados mais desenvolvidos, tem registrado expressivos ndices de cres-cimento, graas aos macios inves-timentos realizados pelo Governo Federal, Marconi alerta para a neces-sidade de se pisar fundo no acelera-dor. Para no perdermos essa posi-o, precisamos continuar crescendo acima da mdia nacional. Os estados que se aproximam de Gois no cresci-mento do PIB nos foram a ser ainda mais agressivos na busca de novos in-vestimentos, afirmou.

    Segundo Marconi Perillo, no fu-turo Gois tambm pode se beneficiar dos investimentos que sero direciona-dos ao Distrito Federal. Braslia con-tinuar a ter a maior renda per capita

    do Brasil, mas no ter como crescer. Ento, os investi-

    mentos comearo a de-sembarcar no Entorno, fortalecendo a economia

    da regio e do estado.

    Mais casas

    O governo de Gois quer cons-truir no mnimo 50 unidades habitacio-nais em cada um dos 246 municpios do estado. O objetivo cumprir a meta de 60 mil novas unidades ha-bitacionais nos prximos trs anos. Para a construo dessas unidades, os municpios devem enviar a documen-tao necessria Agncia Goiana de Habitao (AGEHAB).

    Segundo a AGEHAB, dos 246 municpios goianos, apenas 42 envia-ram os documentos. O prefeito de So Miguel do Passa Quatro e presidente da Associao Goiana de Municpios (AGM), Marcio Ceclio (PSDB), ressalta a importncia do projeto. Os municpios devem enviar a documen-tao o quanto antes para a AGEHAB. Essa parceria com o governo estadual fundamental para que mais pessoas que no tm condies de ter a casa prpria possam conseguir suas moradias.

    O objetivo da AGEHAB con-tratar, em parceria com a Caixa Eco-nmica Federal, os projetos para a construo de mais de 12 mil unida-des habitacionais nos municpios. A AGEHAB e a AGM se colocam dis-posio para auxiliar os municpios na regularizao fundiria. As uni-dades habitacionais do projeto esto destinadas s famlias com renda de zero a trs salrios mnimos.

    Gois bate meta em investimentosInfraestrutura

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 63

    Conhecida nacionalmente como a Capital do Forr, por sediar a maior festa de So Joo do Brasil, a cidade de Caruaru, no agreste pernambucano, ganhar duas fbricas novas de uma s vez. A primeira fbrica, a Active Trading, ser de motos, fruto de um investimento de R$ 90,7 milhes, e a segunda, a Cicopal, far salgadinhos e bebidas energticas, num aporte de R$ 25,1 milhes.

    As operaes totalizam R$ 115,8 milhes e devem gerar 600 novos postos de trabalho, somando as duas plantas. Em dois anos, essa quantida-de dever subir para mais de mil. Os investidores esperam produzir 50 mil motocicletas e duas toneladas por hora de alimento, trs vezes mais do que o que atualmente produzido nas unida-des de Gois e Bahia.

    A instalao das novas fbricas na cidade mais populosa do interior do estado to importante que o anncio foi feito pelo vice-governador Joo Lyra Neto e pelo prefeito Jos Queiroz (PDT). O vice-governador destacou o bom momento econmico vivido pelo Agreste de Pernambuco: Recentemente anunciamos investi-mentos para So Caetano e agora esta-mos em Caruaru. Estamos impulsio-nando o desenvolvimento na regio, que ser um importante polo de au-tomotivos, ressaltou Joo Lyra Neto.

    O prefeito Jos Queiroz desta-cou a importncia do investimento para a gerao de empregos na capital do Agreste. um marco para todos ns. Este anncio representa mais oportunidades de trabalho para nossa gente, corrigindo histricas desigual-dades sociais. Quando trazemos uma empresa para c, estamos abrindo perspectivas para que centenas de ca-ruaruenses possam melhorar de vida,

    aumentar o poder de compra e gerar ainda mais empregos, impulsionando novas cadeias.

    Em 2011, Caruaru j acumula mais de 4 mil novos empregos formais, segundo dados do Ministrio do Traba-lho. Cerca de 8% a mais que em 2010, que j havia sido o melhor ano de toda a srie histrica do municpio.

    Incentivos

    Os negcios pertencem ao gru-po goianiense Cicopal. A prospeco dos investimentos comeou h cerca de trs meses, envolvendo o Governo do Estado e a Prefeitura de Caruaru. A Active fabricar nove modelos de mo-tocicleta, sendo cinco de motos de 50 a 250 cilindradas e quatro de triciclos de at 200 cilindradas, em parceria com o grupo Lifan Motorcicles, o maior do setor na China.

    Ela vai desfrutar dos benefcios fis-cais do Prodeauto (Programa de Desenvol-vimento do Setor Automotivo), enquanto que a Cicopal receber os incentivos do Prodepe (Programa de Desenvolvimento do Estado de Pernambuco).

    Alm dos incentivos fiscais, o estado arcar com obras de infraes-trutura no Polo de Desenvolvimento Sustentvel do Agreste, que o distri-to industrial de Caruaru, necessrias implantao e funcionamento das unidades industriais. J a Prefeitura de Caruaru disponibilizar 39 hecta-res, sendo 29 ha Active e os outros 10 ha Cicopal.

    Encontramos em Pernambuco e no governador Eduardo Campos uma disposio em trazer desenvol-vimento para a regio e em Caruaru, uma infraestrutura digna de receber uma multinacional, pois para nego-ciar com estrangeiros preciso mos-trar seriedade e agilidade, que foi o que mais motivou a nossa escolha, explica Vanderlan Vieira Cardoso, presidente da Cicopal. Ele acredita que em 18 meses as duas unidades es-taro em pleno funcionamento.

    A fbrica, que produzir salga-dinhos, refrigerantes e bebidas ener-gticas, ser a maior do grupo e ter capacidade para fabricar duas tone-ladas de salgadinhos e 1.600 pacotes de refrigerantes por hora. A previso que as obras estejam concludas em junho do prximo ano. Os produtos vo abastecer principalmente o mer-cado nordestino. A Cicopal uma empresa familiar que est expandindo seus negcios. Caruaru ter a quarta fbrica do grupo, que ser a segunda no Nordeste, explicou o presidente da Cicopal.

    Atravs de pesquisas, descobri-mos que o Brasil importante para o mercado de motocicletas no mundo. Estamos felizes com essa parceria, comentou o vice-presidente Lifan Motors para a Amrica Latina, Nick Jiang. A fbrica foi fundada h 18 anos, na China.

    Caruaru ganha novas fbricasInfraestrutura

  • 64 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Entre 2009 e 2010, os gastos municipais com educao cresceram 10,7%, chegando a um investimento total de R$ 80,92 bilhes. Apesar do aumento, h gran-des desigualdades regionais nos gas-tos por matrcula. Um aluno de uma escola pblica do Sudeste, por exem-plo, recebe o dobro de investimento municipal do que um estudante do Nordeste: R$ 4.722,46 contra R$ 2.309,60, respectivamente. No Nor-te, o gasto por aluno R$ 2.381,75 anuais, no Centro-Oeste R$ 3.622,28 e no Sul R$ 4.185,25.

    Os dados so da Frente Nacio-nal de Prefeitos (FNP) e incluem, na conta, repasses da Unio e dos estados aplicados na rea, pelas prefeituras. O aumento dos recursos consideravel-mente superior ao verificado em 2009, quando a crise econmica impactou negativamente na arrecadao fiscal.

    Naquele ano, os investimentos na rea cresceram apenas 2,8%.

    Por determinao constitucional, os municpios so obrigados a aplicar pelo menos 25% da arrecadao de im-postos e transferncias em educao. O aumento nos investimentos, combi-nado a uma diminuio da populao em idade escolar e, consequentemente da matrcula nas redes municipais, fez crescer o gasto mdio anual por aluno que, em 2010, chegou a R$ 3.411,31 ao ano. No ano anterior, esse valor tinha sido R$ 3.005,27, o que significa um crescimento de 13,5%.

    Para Maria do Carmo Lara, pre-feita de Betim (MG) e vice-presidente para Assuntos de Educao da FNP, as diferenas salariais dos professores de cada regio tm grande impacto nessa conta. Isso porque, em geral, os profes-sores do Sudeste ganham mais do que os do Norte ou Nordeste.

    Tambm tem a questo do in-vestimento em educao de tempo in-tegral. No Sudeste, tem muito mais es-colas que j oferecem essa modalidade e o impacto nos investimentos grande, explica. A FNP defende uma maior par-ticipao da Unio nos gastos com edu-cao, especialmente nos estados que tm menor arrecadao.

    A maior parte dos municpios (42,3%) gasta em mdia de R$ 3 mil a R$ 5 mil por aluno ao ano. Cerca de 28% investem de R$ 2 mil a R$ 3 mil, 17,6% de R$ 5 mil a R$ 10 mil e 1,4% gastam mais de R$ 10 mil. Uma em cada dez prefeituras investe menos do que R$ 2 mil por aluno anualmente.

    Organizao

    A prefeita de Betim avalia que os gastos em educao cresceram no ape-nas porque h um aumento na arrecada-o e, consequentemente, no percentu-al de recursos aplicados. Para Maria do Carmo, o fato que as prefeituras esto mais interessadas em investir na rea e vrios municpios j aplicam mais do que os 25% da arrecadao, conforme determinado pela Constituio.

    Hoje, voc tem as avaliaes e o Ideb que ajudam as escolas e os municpios a estarem mais bem colocados em relao a outros. Isso faz com que os municpios se organizem para melhorar a rede. O in-vestimento em formao de professores aumentou muito, diz Maria do Carmo.

    Gasto de prefeituras por aluno desigualEducao

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 65

    Proposta de Emenda Cons-tituio 76/11, do deputado Andr Moura (PSC-SE), obri-ga a Unio a aumentar sua participao no Fundeb para 50% quando o estado ou municpio comprovar insuficincia financeira para pagar o piso salarial na-cional dos professores. Atualmente, o governo federal tem de contribuir com 10% dos recursos que formam o fundo.

    Pela proposta, o percentual de 50% dever valer durante um perodo de cinco anos. Nesse prazo, se espera que os entes federados ajustem seus res-pectivos planos de carreira, ressalta o deputado. Inicialmente, a PEC ser ana-lisada pela Comisso de Constituio e Justia e de Cidadania quanto admis-sibilidade. Caso seja aprovada, seguir para anlise de uma comisso especial a ser criada especificamente para esse fim.

    Aprovado no Congresso h mais de trs anos, a lei que prev o pagamen-to mnimo de R$ 1.187 a professores da educao bsica pblica por 40 horas semanais (Lei 11.738/08) at hoje no cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da federao.

    O Fundo de Manuteno e De-senvolvimento da Educao Bsica e de

    PEC prev mais recursos para o Fundeb

    Valorizao dos Profissionais da Educa-o (Fundeb) formado por recursos estaduais, municipais e federais e desti-na-se a promover a educao infantil, o ensino fundamental e mdio, inclusive a educao de jovens e adultos. Os re-cursos do Fundeb, que tem vigncia at 2020, so distribudos de acordo com o nmero de alunos da educao bsica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. Pelo menos 60% dos recur-sos do fundo so usados no pagamento dos salrios dos professores.

    Transparncia

    Segundo dados da Confederao Nacional dos Trabalhadores em Edu-cao (CNTE), a partir de 2012 duas situaes at pouco tempo improvveis acontecero: dois estados do Nordeste (Piau e Rio Grande do Norte) deixa-ro de receber a complementao da Unio e um estado do Sudeste (Minas Gerais) e um do Sul (Paran) passam a ficar abaixo da mdia nacional de in-vestimento do Fundeb e tero de ser socorridos por verbas federais.

    Na avaliao da CNTE, a situao indica que est havendo maior esforo fiscal

    por parte de uns e a corroso dos indica-dores sociais e tributrios por parte dos at ento considerados estados ricos.

    A Confederao afirma que Unio no tem zelado pela publicao peridi-ca dos boletins do Fundeb, dificultando o controle social, e que nos dois ltimos anos, mais de R$ 1 bilho de reais a cada ano foram repassados na forma de complementao da Unio ao Fundeb e no computados para pagamento dos salrios dos professores.

    Na maioria dos municpios con-templados com a suplementao fede-ral, essa verba remanescente no com-putada para pagamento dos salrios dos professores. Ou seja: as administraes pblicas, ao arrepio da Lei, sonegam os 60% destinados remunerao docen-te, alegando tratar-se de muito dinhei-ro a ser rateado entre os professores, denuncia a Confederao.

    O Projeto de Lei Oramentria da Unio para 2012, enviado ao Congres-so Nacional, estipula o valor do Fundeb relativo aos anos iniciais do ensino fun-damental urbano em R$ 2.009,45., um reajuste de 16,2% em relao ao valor vigente do fundo (R$ 1.729,33).

    Para a Confederao, diante desta previso oramentria, os oramentos estaduais e municipais precisam prever, no mnimo, a incidncia do piso nacio-nal nos vencimentos iniciais de carrei-ra dos profissionais do magistrio com formao em nvel mdio.

    Educao

  • 66 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Uma parceria entre o governo do Par e o Instituto Butatan vai possibilitar que os alunos da rede pblica de ensino aprendam brincando com celulares. Alm das car-tilhas e livros, as escolas estaduais rece-bero celulares com aplicativos educa-tivos, para que os alunos possam criar seus programas e games e interagir com o uso da internet. o programa Butan-tan Amaznia Muiraquitan Brasil.

    Para ensinar brincando de forma digital, a parceria com a Secretaria de Estado de Educao (Seduc) disponi-bilizar uma base de dados para avaliar os alunos regularmente; uma infraes-trutura para trabalho dos pesquisadores do Instituto e aplicativos para os alunos da rede pblica estadual de ensino. A nova metodologia ser implantada, ini-cialmente, em 151 escolas estaduais da regio metropolitana de Belm, Santa-rm e Belterra, no oeste do estado.

    O programa foi apresentado ofi-cialmente O coordenador tcnico do programa Butantan Amaznia, Luiz Felipe Moura, apresentou, para o se-cretrio especial de Promoo Social, Nilson Pinto, as propostas que sero implementadas, inicialmente, em 151 escolas estaduais da regio Metropoli-tana de Belm, Santarm e Belterra, no oeste do Estado.

    Segundo o coordenador tcnico do programa Butantan Amaznia, Luiz Felipe Moura, pesquisas realizadas em outros pases mostram que o celular o meio mais usado entre as crianas e que sua utilizao melhora o aprendi-zado com as ferramentas que ele gosta de usar. Alm do mais, o celular um meio fantstico de acessibilidade, pois consegue atender alunos especiais, de-ficientes visuais e auditivos, ressalta.

    A Seduc j est negociando com o Ministrio da Educao (MEC) a

    obteno dos recursos necessrios para financiar o programa, que oferecer um celular tipo samrtphone par cada trs alunos. As escolas participantes tam-bm recebero um certificado da Stan-ford University, renomada universidade da Califrnia, nos Estados Unidos.

    Objetivo

    O programa busca elevar o ndi-ce de Desenvolvimento da Educao Bsica (Ideb) por meio de uma plata-forma de ensino multidisciplinar que usa o entretenimento para despertar a percepo do pblico para a realidade social e cultural do pas. Os produtos usados colocam em prtica o conceito de edutrenimento digital, uma esp-

    Par vai utilizar celular no ensino pblicocie de difuso de contedos educativos em ambientes digitais como forma de entretenimento, proporcionando um melhor aprendizado.

    Cria-se uma educao em rede, pois os professores fazem os planos de aula, os alunos desenvolvem suas ativi-dades e montam seus games sobre as matrias, devolvem aquele material para o professor e o educador pode usar isso com outros alunos, explica o represen-tante do Butantan.

    O custo total da implantao do programa no Par ser de R$ 10 mi-lhes, incluindo a construo de um centro na cidade de Belterra para dar su-porte aos pesquisadores do projeto, um parque temtico, um museu de histria natural e um cinema 3D.

    Educao

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 67

    O Ministrio da Pesca doou 14 lanchas para reforar a fisca-lizao de infraes ambien-tais na costa do Rio de Janeiro, como a pesca predatria e vazamentos de leo. Foram 11 lanchas para a Marinha, duas para o Instituto Estadual de Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) e uma lancha para o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Renovveis (Ibama).

    Segundo o ministro Luiz Srgio, como o trabalho de fiscalizao de combate s aes de pesca predatria feito pelos rgos federais em conjunto com o Inea, as lanchas foram doadas ao rgo estadual. No Rio de Janeiro, a atividade relativa pesca uma ao conjunta com o Inea. Ento, junto com outros rgos como o Ibama, a Mari-nha e a Capitania dos Portos, vamos convergir esforos utilizando esses equipamentos pblicos de excelente capacidade de trabalho.

    De acordo com o secretrio do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, a doao vai ajudar o Inea, j que em algumas aes de combate contra infraes o rgo tem dificuldades de acesso. Muitas vezes ns nos associa-

    mos ao Ibama para fazer aes de pesca predatria. O que no caso em alto mar e no temos condies, no temos equi-pamento.

    Minc disse ainda que o nmero crescente de empresas se instalando no estado faz com que aumente o risco de irregularidades ambientais. Muitos barcos, petroleiros e navios esto au-mentando suas produes. Alm disso, temos as siderrgicas e portos. Ento, muitas vezes os barcos trocam a gua de lavagem de lastro, poluem as baas. E a gente no est tendo como fiscalizar.

    O Termo de Cooperao Tcnica e os Termos de Permisso de Uso das Lanchas-Patrulha SEAP 08 e SEAP 28 foram assinados no incio do ms na sede da Capitania dos Portos, no Rio de Janeiro. O Ministrio da Pesca tambm doou um caminho frigorfico para o Instituto nima, que atende a regio metropolitana do Rio.

    Mquinas para o Paran Os consrcios pblicos munici-

    pais Pr-Caxias e Fronteira e a cidade de Centenrio do Sul, no Paran, re-

    Reforo na fiscalizao da costa carioca

    ceberam trs escavadeiras hidrulicas cedidas pelo Ministrio da Pesca e Aquicultura. Segundo o ministro, as mquinas vo ajudar na abertura de tan-ques escavados para a produo aquco-la em quinze cidades paranaenses.

    Isso possibilitar que novos pro-dutores entrem na atividade, aumen-tando a produo da regio e ajudando a tornar a aquicultura uma realidade cada vez mais presente nas pequenas pro-priedades rurais, ressaltou Luiz Sergio.

    Ele tambm informou que o MPA investir na realizao do mapeamen-to do parque aqufero na bacia do Rio Iguau. As mquinas foram compradas pelo MPA com recursos provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Assis do Couto (PT-PR).

    O consrcio de Fronteira for-mado pelos municpios de Capanema, Bela Vista da Caroba, Prola DOeste, Planalto, Pranchita e Santo Antnio do Sudoeste. J o Consrcio Pr-Caxias abrange os municpios de Nova Prata do Iguau, Salto do Lontra, Cruzeiro do Iguau, Boa Esperana do Iguau, Trs Barras, Boa Vista da Aparecida, So Jorge DOeste e Quedas do Iguau.

    As novas lanchas vo intensificar a fiscalizao de combate pesca predatria

    Meio Ambiente

  • 68 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Quem esteve na feira livre do bairro Areia Branca, em Petrolina (PE), se deparou com uma novidade: o espao da feira permanente da Produo Orgnica do Vale do So Francisco, oriunda da agricultora familiar, passou a funcionar todos os domingos.

    No local, a populao prestigia os novos feirantes, comprando frutas, hortalias e verduras orgnicas. A pro-fessora Maria Ozair Pinheiro Costa falou que sempre procura produtos dessa natureza. Estou realizada. Ns procuramos sempre o que h de me-lhor para nossa sade e nosso bem es-tar e esse espao nos deixa mais tran-quilos quando encontramos produtos que satisfaam as nossas necessidades alimentares, refora a professora.

    A feira destinada a produtos orgnicos para venda direta por agri-cultores familiares organizados, sem necessidade de certificao, em conformidade com a Lei N 10.831, de 23 de dezembro de 2003, expli-ca o engenheiro

    Feira orgnica sucesso em Petrolinaagrnomo da Codevasf e presidente do Consea Orgnico, Osnan Ferreira.

    Segundo a feirante Terezinha de Souza Macedo, que tambm produto-ra da rea Maria Tereza, essa feira sig-nifica para ela uma grande emoo e a realizao de um sonho. Comeamos a trabalhar sozinhos e depois tivemos a ajuda da Codevasf, atravs da empresa que presta os servios de Assistncia Tcnica e Extenso Rural - Plantec, e os outros rgos que esto nos ajudan-do. Estamos aqui na esperana que d tudo certo, pois sempre pensamos em

    vender direto ao consumidor. Nossa sa-tisfao a de ter certeza que, ao com-prarem nossos produtos, as pessoas es-taro comendo um produto limpo, sem agroqumicos, disse Terezinha.

    Para o feirante Genildo Reinaldo, que produtor do Ncleo 4, do Perme-tro de Irrigao Senador Nilo Coelho, alm de vender, tambm esto tendo oportunidade de divulgar alguns produ-tos, a exemplo da acerola verde, produto bastante utilizado pela indstria para ex-trao de vitamina C, que tem como des-tino os mercados da Europa e sia e uma pequena fatia do mercado interno.

    Agricultura

    68

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 69

    A criao desse espao impor-tante, tanto para comercializao, como para a divulgao da agricultura orgni-ca do Vale e tambm para tentar cons-

    cientizar as pessoas de que possvel produzir sem agrotxicos para melho-rar nossa sade, reforou Genildo.

    Todos os feirantes so cadastra-dos no Consea Orgnico, que audita a produo, e possuem declarao de ca-dastro da Organizao de Controle So-cial (OCS), documento expedido pelo Ministrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento (MAPA), que autoriza produtores a venderem diretamente aos consumidores os produtos orgnicos.

    A feira permanente da Produo Orgnica do Vale do So Francisco uma realizao da Companhia de De-senvolvimento dos Vales do So Fran-cisco e do Parnaba (Codevasf) e do Conselho de Segurana da Agricultura Orgnica (Consea Orgnico), em par-ceria com a Prefeitura Municipal de Petrolina, e apoio do governo do estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrria e da

    Agncia de Desenvolvimento Econ-mico; Ministrio Pblico do Estado de Pernambuco; Ministrio da Agri-cultura, Pecuria e Abastecimento e do Servio Brasileiro de Apoio s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

    Genildo Reinaldo

    A exemplo de outras cidades, os produtores agrcolas de Petrolina comeam a oferecer produtos mais sadios

    Osnan Ferreira

    Agricultura

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  • 70 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Regio NorteBanco Comunitrio Muiraquit Incluso Digital da Amaznia - INDIA Santarm PA

    Redes de Produo Agroecolgica e Solidria Associao Paraense de Apoio s Comunidades Carentes - APACC Camet PA

    Tarum Vida: Do Carvo s Tecnologias Sociais Associao Agrcola do Ramal do Pau Rosa - ASSAGRIR Manaus AM

    Regio SudesteAgroecologia Urbana e Segurana Alimentar Sociedade Ecolgica Amigos de Embu - SEAE Embu da Artes SP

    Ecos do Bem: Educao Ambiental no Territrio do Bem Associao Ateli de Ideias Vitria ES

    Modelos de Acesso ao Crdito para o Terceiro Setor SITAWI Rio de Janeiro RJ

    Participao de Mulheres na Gesto de Tecnologias Sociais

    Investimento Social em Mulheres e Meninas Fundo ngela Borba de Recursos para Mulheres/ELAS - Fundo de Investimento Social Rio de Janeiro RJ

    Mulheres da Amaznia Associao de Mulheres Cantinho da Amaznia Juruena MT

    Rede de Produtoras da Bahia Cooperativa Rede de Produtoras da Bahia Feira de Santana BA

    Regio NordesteBancos de Sementes Comunitrios Centro de Educao Popular e Formao Social - CEPFS Teixeira PB

    Jovem Empreendedor: Ideias Renascendo em Negcios Acreditar Glria do Goit PE

    Rede Cearense de Turismo Comunitrio - Tucum Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria Pesca Artesanal Fortaleza CE

    Regio SulO cinas de Artesanato e Construo de Identidade Fundao Parque Tecnolgico Itaipu Foz do Iguau PR

    Tribos nas Trilhas da Cidadania ONG Parceiros Voluntrios Porto Alegre RS

    Viso de Liberdade Conselho Comunitrio de Segurana de Maring Maring PR

    Regio Centro-OesteConstruo de Habitao em Assentamentos Associao Estadual de Cooperao Agrcola - AESCA Campo Grande MS

    Fique de Olho, Pode Ser Cncer Infanto-juvenil Associao dos Amigos das Crianas com Cncer - AACC/MS Campo Grande MS

    Tampando Buraco: Recuperando Voorocas Embrapa Arroz e Feijo Santo Antnio de Gois GO

    Tecnologia Social na Construo de Polticas Pblicas para Erradicao da PobrezaFossas Spticas Econmicas Prefeitura Municipal de Caratinga Caratinga MG

    Horta Comunitria - Incluso Social e Produtiva Prefeitura Municipal de Maring Maring PR

    Oramento Participativo Jovem de Rio das Ostras Prefeitura Municipal de Rio das Ostras Rio das Ostras RJ

    Direitos da Criana e do Adolescente e Protagonismo JuvenilFazendo Minha Histria Associao Fazendo Histria So Paulo SP

    Formao de Jovens Empreendedores Rurais Casa Familiar Rural de Igrapina Igrapina BA

    ViraVida Servio Social da Indstria - Conselho Nacional Braslia DF

    Gesto de Recursos Hdricosgua Sustentvel: Gesto Domstica de Recursos Hdricos Instituto de Permacultura: Organizao, Ecovilas e Meio Ambiente - IPOEMA Braslia DF

    Cisternas nas Escolas Cisternas nas Escolas Irec BA

    Sombra e gua Viva Cooperativa Agropecuria Regional de Palmeira dos ndios Ltda - CARPIL Palmeira dos ndios AL

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    Ministrio daCincia, TecnologiCincia, TecnologiCincia, T a

    e Inovao

    Agricultura

    O Governo do Esprito Santo, investir R$ 2,5 bilhes no fortalecimento do programa Vida no Campo, destinado aos agri-cultores familiares que enfrentam difi-culdades com moradias precrias, sem a infraestrutura adequada para a pro-duo e comercializao dos produtos agrcolas e sem assistncia tcnica.

    O objetivo do programa ampliar o acesso s polticas pblicas para a inclu-so social e produtiva no campo. A ex-pectativa que o programa contribua no combate da extrema pobreza e propor-cione um Esprito Santo com desenvol-vimento regionalmente mais equilibrado

    Diversas aes do Vida no Cam-po j esto em andamento e agora, bem estruturado pelo Governo do Estado, o programa vai ajudar a modificar para melhor, cada vez mais, o dia a dia dos ca-pixabas que vivem no meio rural, salien-tou o governador Renato Casagrande, ressaltando que o homem do campo d uma grande contribuio para o desen-volvimento da economia capixaba.

    O programa Vida no Campo est constitudo de 13 projetos estruturantes nas reas de infraestrutura produtiva, ha-

    bitao rural, crdito rural, crdito fundi-rio, assentamentos rurais, titulao de ter-ras, juventude rural, empreendedorismo rural e agroindstria familiar, pesquisa, assistncia tcnica e extenso rural, aqui-sio de alimentos, alimentao escolar, agricultura orgnica, produo agroeco-lgica integrada sustentvel.

    A prefeitura do pequeno munic-pio de Afonso Cludio saiu na frente e j adiantou que no poupar esforo para que os agricultores do municpio sejam beneficiados pelo via no campo. Segun-do o prefeito Wilson Berger (PSB), os projetos levaro desenvolvimento a to-

    das as regies, com oportunidades para as famlias rurais, principalmente as me-nos favorecidas. Acreditamos que este programa potencializa o setor agrcola e levar os frutos do desenvolvimento a quem mais necessita, ressaltou.

    Saneamento bsico

    Outra grande notcia veio do PAC 2. O Estado receber mais de R$ 96 mi-lhes do Programa de Acelerao do Crescimento para investir em obras de ampliao das redes de abastecimento de gua, esgotamento sanitrio e me-lhorias sanitrias domiciliares.

    Segundo o vice-governador e co-ordenador institucional de Captao de Recursos do Governo, Givaldo Vieira, os recursos beneficiaro 25 municipios com populao abaixo de 50 mil habitantes. A previso que o processo de licitao e as obras comecem no incio de 2012 e entrega em 2013.

    Do total de recursos obtidos para o estado, R$ 13.970.650,59 sero direcionados para projetos com foco na melhoria e ampliao do abaste-cimento de gua, R$ 79.001.136,09 para esgotamento sanitrio e R$ 4.000.000,00 para melhorias sanit-rias domiciliares, disse.

    Programa familiar capixaba ganha reforo

    At 2014 sero liberados R$ 2 bilhes de crdito rural para a agricultura familiar

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 71

    Regio NorteBanco Comunitrio Muiraquit Incluso Digital da Amaznia - INDIA Santarm PA

    Redes de Produo Agroecolgica e Solidria Associao Paraense de Apoio s Comunidades Carentes - APACC Camet PA

    Tarum Vida: Do Carvo s Tecnologias Sociais Associao Agrcola do Ramal do Pau Rosa - ASSAGRIR Manaus AM

    Regio SudesteAgroecologia Urbana e Segurana Alimentar Sociedade Ecolgica Amigos de Embu - SEAE Embu da Artes SP

    Ecos do Bem: Educao Ambiental no Territrio do Bem Associao Ateli de Ideias Vitria ES

    Modelos de Acesso ao Crdito para o Terceiro Setor SITAWI Rio de Janeiro RJ

    Participao de Mulheres na Gesto de Tecnologias Sociais

    Investimento Social em Mulheres e Meninas Fundo ngela Borba de Recursos para Mulheres/ELAS - Fundo de Investimento Social Rio de Janeiro RJ

    Mulheres da Amaznia Associao de Mulheres Cantinho da Amaznia Juruena MT

    Rede de Produtoras da Bahia Cooperativa Rede de Produtoras da Bahia Feira de Santana BA

    Regio NordesteBancos de Sementes Comunitrios Centro de Educao Popular e Formao Social - CEPFS Teixeira PB

    Jovem Empreendedor: Ideias Renascendo em Negcios Acreditar Glria do Goit PE

    Rede Cearense de Turismo Comunitrio - Tucum Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria Pesca Artesanal Fortaleza CE

    Regio SulO cinas de Artesanato e Construo de Identidade Fundao Parque Tecnolgico Itaipu Foz do Iguau PR

    Tribos nas Trilhas da Cidadania ONG Parceiros Voluntrios Porto Alegre RS

    Viso de Liberdade Conselho Comunitrio de Segurana de Maring Maring PR

    Regio Centro-OesteConstruo de Habitao em Assentamentos Associao Estadual de Cooperao Agrcola - AESCA Campo Grande MS

    Fique de Olho, Pode Ser Cncer Infanto-juvenil Associao dos Amigos das Crianas com Cncer - AACC/MS Campo Grande MS

    Tampando Buraco: Recuperando Voorocas Embrapa Arroz e Feijo Santo Antnio de Gois GO

    Tecnologia Social na Construo de Polticas Pblicas para Erradicao da PobrezaFossas Spticas Econmicas Prefeitura Municipal de Caratinga Caratinga MG

    Horta Comunitria - Incluso Social e Produtiva Prefeitura Municipal de Maring Maring PR

    Oramento Participativo Jovem de Rio das Ostras Prefeitura Municipal de Rio das Ostras Rio das Ostras RJ

    Direitos da Criana e do Adolescente e Protagonismo JuvenilFazendo Minha Histria Associao Fazendo Histria So Paulo SP

    Formao de Jovens Empreendedores Rurais Casa Familiar Rural de Igrapina Igrapina BA

    ViraVida Servio Social da Indstria - Conselho Nacional Braslia DF

    Gesto de Recursos Hdricosgua Sustentvel: Gesto Domstica de Recursos Hdricos Instituto de Permacultura: Organizao, Ecovilas e Meio Ambiente - IPOEMA Braslia DF

    Cisternas nas Escolas Cisternas nas Escolas Irec BA

    Sombra e gua Viva Cooperativa Agropecuria Regional de Palmeira dos ndios Ltda - CARPIL Palmeira dos ndios AL

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    VENCEDORA

    Ministrio daCincia, TecnologiCincia, TecnologiCincia, T a

    e Inovao

  • 72 Estados & Municpios - Dezembro 2011

    Censor censurado

    Durante o governo do general Mdici, o Brasil recebia uma over-dose de patriotada, aplicada pelos militares, que acreditavam terem nos livrado dos comunistas que co-miam criancinhas. Na pasta da Jus-tia, o ministro Alfredo Buzaid co-mandava o arbtrio legal, enquanto nos quartis gente era torturada ou morta em nome da democracia apu-nhalada. Jarbas Passarinho, ministro da Educao, patrocinava a dupla Don e Ravel, aquela do meu Brasil, eu te amo... ramos um pas de Po-licarpos Quaresmas. No Palcio do Planalto, o general Octvio Costa, Assessor Especial de Relaes P-blicas, geria a copiosa publicidade oficial da ditadura. E resolveu criar o Brasil, Pra Seu Governo, um programa semanal de televiso para exaltar, em todo o pas, as exceln-cias do regime e as suas obras fara-nicas. Acontece que o ttulo era de uma srie de reportagens do jorna-lista Nonnato Masson, do Jornal do Brasil, registrado como propriedade dele e do seu colega Joaquim Cam-pelo Marques, tambm do JB. Mes-mo estimulados por muitos amigos, Campelo e Masson no tentaram

    RANGEL CAVALCANTE COLUNISTArangelcavalcante@uol.com.br

    Casos & Causos

    impedir o seu uso indevido. E foram ao ar os dois primeiros programas, exaltando as obras do general M-dici. Tudo produzido pelo famo-so Heron Domingues. Foi a que o governo pisou na bola. Anunciou o prximo entrevistado: o ministro da Justia, Alfredo Buzaid, justamente o executor da censura e da represso liberdade de opinio no pas. No deu outra. Com o apoio do Alberto Dines, ento editor do JB, Campelo e Mas-son ameaaram recorrer ao que anda restava de Justia no pas para proibir a exibio. O general Costa no quis topar a briga, temendo a repercusso internacional. O programa de Buzaid foi cancelado e acabou de vez o Bra-sil Pra Seu Governo na tev. Foi a nica vez durante a ditadura que as coisas se inverteram. Os censurados censuraram o Sensor.

    Deixou algum aqui?

    No incio no seu primeiro go-verno no Cear, em 1963, o coronel Virglio Tvora foi procurado por um chefe poltico de Reriutaba, que era seu velho amigo e muito traba-lhara pela vitria da UDN contra chamado rolo compressor uma aluso s mquinas do DNOCS que trabalhavam no interior a fa-vor dos adversrios - do PSD. Era o Ivan Rego, seu velho amigo e que muito ajudara na eleio. Naque-le tempo, era comum os vitoriosos recompensarem os aliados com os principais cargos de mando em seu municpios, principalmente os de delegados de polcia e da fazenda,

    diretores de escolas e hospitais etc. Com essas posies, os chefes po-lticos mantinham o poder no inte-rior. O encontro foi, de incio, dos mais cordiais. O governador saudou o amigo visitante:

    - Meu caro Ivan, que prazer em v-lo aqui. O que voc deseja?

    No melhor e mais direto esti-lo da poca, o homem disse a que viera:

    - Vim buscar o meu delegado, governador!

    E Virgilio, curto e grosso:- Se voc deixou algum por

    aqui, pode levar!S depois de vrios meses, e

    graas habilidade do vice-gover-nador Figueiredo Correia, os dois fizeram as pazes. E sem delegado.

    Profissional

    No exerccio da advocacia, o ex-deputado e ex-ministro Jos Car-los Fonseca testemunhou episdios dos mais pitorescos no frum de Vi-tria, Esprito Santo. E conta uma delas, que encontrou num velho processo em um dos cartrios da capital capixaba. Durante uma au-dincia, o juiz iniciava qualificao das testemunhas. A primeira delas, um rapaz alto e forte, parecia fami-

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 73

    quase sem instruo, negro e sim-ptico, que sonhava ser jornalista e assim vivia no jornal. Comeou publicando cartas de leitores ima-ginrios que criticavam o governo. A primeira dava conta do pssimo estado de uma lavanderia pblica, num bairro pobre de Macei. Pou-cos dias depois a primeira dama inaugurava no local uma lavande-ria novinha. E assim a coisa con-tinuou. Os leitores do capito Victor exigiam do governo exata-mente aquilo que j estava para ser feito e ningum sabia, Foi um sucesso que durou at o final do governo de Muniz Falco.

    S 39

    A poucos dias das eleies de 1974, era uma loucura a movimen-tao dos candidatos da ARENA, o partido que dava sustentao ditadura militar. No Maranho o governo do estado era o grande eleitor. Da sua ajuda dependia a eleio da maioria nas bancadas no Congresso e na Assemblia Le-gislativa. O governador, o mdico e professor Pedro Neiva de Santa-na, resistia ao assdio dos corre-ligionrios, que insistiam no uso da chamada mquina poltica do governo para garantir-lhes os vo-tos no interior. Queriam verbas, empregos e presso sobre o pre-feitos e cabos eleitorais cabos elei-torais. Pedro Neiva resistia heroica-mente. Numa noite foi procurado

    COLUNISTA

    liar ao magistrado, que deu inicio inquirio. O homem, a cada per-gunta, informava seus dados pesso-ais, devidamente anotados pelo es-crivo. Ento o juiz perguntou:

    - Sua profisso.- Sou testemunha profissional,

    meritssimo!E diante do espanto de todos,

    explicou: - isso mesmo. Eu sou testemu-

    nha profissional. Fico aqui no frum o dia inteiro e quando uma pessoa precisa de testemunha me contrata e eu vou audincia e digo ao juiz que vi, ouvi ou tenho conhecimento das coisas que me manda confirmar. E as-sim vou ganhando a vida.

    O juiz, magnnimo, passou um pito no advogado e ali mesmo ps fim promissora carreira do cida-do inventor da categoria profissio-nal da testemunha judiciria.

    Auto-oposio

    No final dos anos 50, Muniz Falco era governador de Alagoas e acabara de sobreviver a uma das maiores crises polticas do pas de ento, que quase leva os ala-goas guerra civil O governador voltara ao Palcio dos Martrios depois de alguns meses afastado, perodo em que o estado esteve sob inter veno federal, governa-do por um general. Muniz Falco, era dono do Dirio de Alagoas, um acanhado jornal que, embora tendo em seus quadros alguns dos melhores nomes do jornalismo, frente o Floriano Ivo, era uma es-pcie de boletim oficial, pratica-mente sem leitores. Coube a um dileto assessor de Muniz elevar a tiragem do Dirio e faz-lo pare-cer um jornal independente, o ca-pito Victor, um oficial da policia,

    pelo aflito Bil Murad, fiel escudei-ro arenista e candidato a deputado estadual. Angustiado, pedia socorro ao amigo governador.

    - Veja, doutor Pedro, estou per-dido. Preciso de pelo menos sete mil votos para me eleger e s disponho at agora de um trs mil. Vou perder a eleio se o senhor no me ajudar!.

    Depois de ouvir o restante das lamrias e de recusar interferir na eleio, o governador consolou o amigo:

    - No se desespere, Bil. H quatro anos eu estava em situao muito pior do que a sua, que conta com trs mil votos. Eu, naquela po-ca, no consegui mais do que 39.

    Os dos deputados da bancada governista na Assemblia, que o fize-ram governador, em eleio indireta.

    Parenta, no!

    Itamar Franco acabara de dei-xar a Presidncia da Repblica e um dos assuntos nos meios polticos e nas colunas de fofocas era o namoro dele com a mineira June Drumond, que depois acabou casando com um americano na terra de Tio Sam. No restaurante Piantella, em Bras-lia, no tradicional almoo semanal do pessoal de imprensa, o jornalis-ta Wilson Ibiapina encontra o seu grande amigo Toninho Drummond, diretor da Rede Globo aqui na Ca-pital. Em meio conversa, veio baila o namoro do ex-presidente. Ibiapina aproveitou para perguntar:

    - Essa moa sua parenta, To-ninho?

    A resposta veio impregnada da melhor e mais espirituosa sabedoria mineira:

    - No, no minha parenta. Se fosse, no era namorada do Itamar e sim do Fernando Henrique.

  • David J. Keaney, B.Comm., CA tem como

    compromisso oferecer servios de alto nvel

    nas reas de negociao e consultoria

    financeira para empresas; consultoria

    operacional e estratgica; fuses e

    aquisies, gerenciamento de riscos;

    governana corporativa; cumprimento e

    servios de auditoria.

    Sua experincia e carreira nos setores bancrio,

    financeiro e de seguros nos ltimos 25 anos

    proporcionam conhecimento profundo e possibilitam

    solues criativas e prticas em gerenciamento de

    risco, monitoramento corporativo (corporate

    compliance) e gerenciamento e preservao de

    controles e recursos. Como o principal executivo

    financiero (Chief Financial Officer CFO) de um dos

    maiores grupos de seguros bancrios do Canad, ele supervisionou todos os

    aspectos de gerenciamento de riscos, governana corporativa, relatoria

    financeira e requisitos regulatrios para o banco. Ele um executivo snior e um

    lider estratgico e visionrio; antecipando tendncias futuras, influenciando

    organizaes em diferentes nveis e criando consenso ao redor de vises e

    metas corporativas. Ele percebe os benefcios de criar urgncia enquanto

    constri estratgias e planos de execuo e melhoria de performance do

    negcio. essencial manter-se ciente e avaliar o impacto de tendncias

    emergentes no mercado para apoiar a viso, estratgias e sustentabilidade de

    longo prazo de organizaes. Ele cria comprometimento e entusiasmo com

    relao a metas desejadas e proporciona um ambiente dinmico.

    DAVID J. KEANEY, B.COMM.. CA CHARTERED ACCOUNTANT

    [Date]

    Focado no objetivo de fornecer as empresas consultoria financeira de alto nvel no Brasil, reconhecida por excelncia nos servios prestados, sempre buscando melhores solues para os seus clientes e parceiros

    keaney@me.com

    Brasilia DF, Brazil

    (55) (61) 8419-4008

  • DAVID J. KEANEY, B.COMM., CA., CHARTERED ACCOUNTANT

    Estar disponvel para consultorias, oferecendo recursos e expertise para empresas e outras organizaes

    Seja uma firma de consultioria,

    uma empresa domstica ou

    multinacional, ter acesso a

    gerenciamento de risco,

    governana corporativa,

    cumprimento e servios de

    consultoria estratgica

    essencial. Isso permite que

    empresas respondam

    rapidamente a novas

    oportunidades de negcios.

    parte de uma gesto

    inteligente desenvolver uma

    estrutura de gerenciamento de

    riscos para toda a empresa ou

    simplesmente revisar e

    melhorar o modelo existente.

    Em perodos turbulentos

    recentes, planos tticos

    unidimensionais foram

    necessrios para dar conta de

    prioridades imediatas, mas o

    desafio real construir um

    panorama mais completo das

    tendncias que surgiro

    medida em que a poeira da

    confuso atual baixe.

    Nas circunstncias atuais uma

    estrutura mais robusta e melhor

    organizada necessria.

    necessrio criar

    capacidades institucionais

    para gerenciar e controlar

    incertezas um tema

    importante demais para deix-

    lo a cargo de uns poucos.

    Ns podemos gui-lo atravs

    da incerteza do desconhecido.

    Ns podemos usar as

    experincias de outras

    organizaes multinacionais

    que lidaram com os mesmos

    problemas e encontraram as

    melhores estruturas de risco e

    cumprimento possveis.

    Servios de Auditoria

    Consultoria

    Riscos & Cumprimento

    da lei SOX 404 Permitindo que as empresas reajam as oportunidades dinmicas e mutveis

    Clientes incluem associao de funcionrios nas:

    U.S. Embassy, Brasilia U.S. Consulate, Sao

    Paulo

    "... foi um grande benefcio poder encontrar um auditor com experincia americano de norte de contabilidade e auditoria, que compreende

    tambm o mercado brasileiro "

    Adam Wallingford

    Chairman of the Board of Directors ESSA

    U.S. Embassy, Brasilia

  • 76 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Especial

    Aps 21 anos de atividade pro-fissional no Rio Grande do Norte, o engenheiro de pe-trleo e ex-gerente do Ncleo de Produo da Petrobras em Mossor, Francisco Queiroz, deixou o estado para assumir uma nova misso: coman-dar a unidade de explorao e produ-o do campo petrolfero de Urucu, em plena selva amaznica.

    O novo gerente-geral da estatal na Bacia Petrolfera do Solimes, loca-lizada a 600 quilmetros de Manaus, sabe que enfrentar dois grandes desa-fios. O primeiro a adaptao logsti-ca de Urucu, j que a distncia do cam-po petrolfero um importante gargalo do processo produtivo. Conviver com uma realidade completamente diferen-te que a de Mosssr, onde os campos so praticamente dentro da cidade, ser um grande desafio.

    O segundo contribuir para o aprimoramento da produo. Urucu possui apenas 70 poos, mas produz muito gs e petrleo. A regio do Soli-mes a terceira bacia sedimentar em produo de leo no Brasil, com uma reserva de 132 milhes de barris de petrleo, mas a principal vocao da Amaznia o gs natural. O estado do Amazonas tem a segunda maior reser-va brasileira de gs natural, com um to-tal de 44,5 bilhes de metros cbicos.

    A rotina de trabalho no ser f-cil. O acesso ao campo de Urucu s possvel de barco ou de avio. Mas isso no intimida Francisco Queiroz. Muito pelo contrrio. Para ele, uma oportunidade de crescimento profis-sional. A Petrobras nos d essa opor-tunidade de mudar de uma rea para outra promovendo o intercmbio de conhecimentos. um processo cont-nuo de aprendizagem, individual e co-letivo, ressaltou.

    Francisco Queiroz deixa o Rio Grande do Norte com a certeza do dever cumprido e um acervo de boas lembranas. Foi um perodo de mui-to aprendizado, muita riqueza e muitas conquistas, afirma o engenheiro.

    Ele se orgulha de ter participado do processo de instalao do plo pe-trolfero de Mossor e de ter acompa-nhado de perto o surgimento de empre-sas de equipamentos de petrleo e gs na regio.

    A Petrobras teve papel funda-mental nesse processo, valorizando os fornecedores nacionais e estimulando a instalao de empresas na regio, enfa-tiza. Hoje, muitos desses negcios que nasceram em Mossor especialmente para fornecer para a estatal ultrapassa-ram os limites do Rio Grande do Norte e prestam servios em vrias partes do Brasil. No tenho dvida que a presen-a da Petrobras foi de suma importn-cia para o desenvolvimento dos forne-cedores regionais.

    Urucu

    A produo mdia de petrleo em Urucu de 56,5 mil barris por dia, en-quanto a de gs natural de 9,7 milhes de metros cbicos por dia. Esse volume faz do Amazonas o segundo produtor terrestre de petrleo e o terceiro produ-tor nacional de gs natural.

    A produo de Urucu abastece os estados do Par, Amazonas, Rond-nia, Maranho, Tocantins, Acre, Ama-p e parte do Nordeste. O petrleo de Urucu de alta qualidade, sendo o mais leve dentre os leos processados nas refinarias do pas. Essas caractersticas resultam em seu aproveitamento espe-cialmente para a produo de gasolina, nafta petroqumica, leo diesel e GLP (gs de cozinha).

    A maior Unidade de Proces-samento de Gs Natural do Brasil (UPGN) encontra-se em Urucu. Esta Unidade processa seis milhes de me-tros cbicos de gs natural, mil tonela-das de GLP (gs de cozinha). Junto s outras duas unidades, a capacidade de processamento chega a quase 10 milhes de metros cbicos de gs, produzindo cerca de 1.500 toneladas de GLP por dia.

    De Mossor para o petrleo da Amaznia

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 77

    Fundada em 1585, Joo Pessoa a terceira cidade mais antiga do pas. Dona de um patrimnio histrico raro, com bem conservadas igrejas do sculo XVI, a capital da Pa-raba conhecida tambm pela pre-servao ecolgica; em 92, foi classifi-cada pela ONU como uma das cidades mais verdes do mundo.

    Uma das menores e mais antigas capitais do Nordeste, a cidade tem todo o estilo de cidade do interior, mas com servios e infraestrutura de capital. Bas-tante arborizada, com uma orla preser-vada pela legislao que limita a altura dos prdios, um povo hospitaleiro, belas praias e badalao noturna.

    A avenida beira-mar tem 35 km de extenso e oferece ao turista 10 praias de guas limpas e calmas. Uma das mais badaladas a de Tamba, ponto de partida para o conjunto de corais de Picozinho, a 700 metros da costa. Na mar baixa, o lugar se transforma numa piscina em mar aberto, perfeita para o mergulho. Outro destaque a Praia da Ponta do Seixas, o extremo oriental das Amricas, onde o dia nasce mais cedo do que em qualquer outro ponto do Brasil.

    A 34 km da capital, no municpio de Conde, est Tambaba, a nica praia de naturismo do Nordeste. O lugar divido em duas reas separadas por obstculos naturais: a rea turstico-familiar, onde o nudismo proibido, e a rea familiar reservada, onde proibido o uso de roupas. No final de tarde, uma boa opo a praia fluvial de Jacar, no Rio Paraba, a quinze minutos do centro. Todos os dias, s cinco da tarde, quando o sol comea a se por, vrios dos bares da praia tocam o Bolero de Ravel.

    Embora emoldurada por uma bela orla, a cozinha da capital no se limita aos de frutos do mar. Porreta mesmo

    so as receitas do serto, base de car-ne-de-sol e de bode, macaxeira, arroz de leite, feijo-de-corda e manteiga de garrafa. Para a sobremesa, d-lhe rapadura! Estas so algumas das co-midas tpicas da regio nordestina do Brasil e que podem ser encontradas vontade nos bares e restaurantes de Joo Pessoa. Claro que para os adeptos do tradicional existem restaurantes que servem desde saladas at rodzios tipi-camente gacho.

    Existem dezenas de passeios de to-dos os tipos para os turistas que visitam Joo Pessoa. Um dos cartes-postais da cidade, o Farol do Cabo Branco sinaliza que Joo Pessoa o ponto oriental ex-

    Sol, mar e cultura em Joo PessoaTurismo

    tremo das Amricas. Alpem das belas praias,vale a pena visitar algumas das importantes construes no estilo bar-roco que existem no centro velho da ci-dade: a Catedral de Nossa Senhora das Neves, erguida em 1602, a Igreja da Mi-sericrdia, de 1586, e o Centro Cultural So Francisco so alguns exemplos.

    E no esquea dos Parques e atra-es naturais como o Jardim Botnico Benjamim Maranho - Mata do Bura-quinho -, o Picozinho - Piscinas natu-rais-,Areia Vermelha - Banco de areia que aparece com a mar baixa -, o Par-que Arruda Cmara - Zoolgico - Bica e o Parque Slon de Lucena - Lagoa -, outro carto postal da capital.

    Praia do Seixas

    Avenida Beira Mar

  • 78 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Turismo

    Copa 2014 em Fortaleza

    Com 34 quilmetros de praias e uma histria fruto de em-bates entre potiguares, por-tugueses, franceses e holandeses, a ca-pital do Cear, Fortaleza, est sempre disposta a revelar muito mais a quem dedic-la momentos de caminhada por seu centro histrico. E por que no comear essa experincia pelo logradouro que atende pelo nome de um dos filhos mais ilustres da cidade? A Praa Jos de Alencar fica em um quadriltero formado pelas ruas 24 de Maio, General Sampaio, Guilherme Rocha e Liberato Barroso e um dos lugares mais famosos da cidade.

    A praa o palco, a cu aberto, para emboladores, repentistas, palha-os e outros tantos artistas mambem-bes que buscam aplausos e alguns tro-cados como paga. Ao lado est a Rua Liberato Barroso, o caminho para o te-atro de mesmo nome da praa. Com seis espaos cnicos, s a visita ao Theatro

    Jos de Alencar, tombado como Patrim-nio Nacional pelo Iphan, j vale o passeio.

    A arquitetura ecltica da casa de espetculos um dos mais belos exem-plares brasileiros. O teatro possui uma sala de espetculo em estilo art nove-au, um palco a cu aberto e um prdio anexo, com 2,6 mil metros quadrados. Ele a sede do Centro de Artes Cnicas (Cena), o Teatro Morro do Ouro, a Pra-a Mestre Pedro Boca Rica, a Biblioteca Carlos Cmara, a Galeria Ramos Co-tco, quatro salas de estudos e ensaios. Nele, so desenvolvidas oficinas de ce-notcnica, de figurino e de iluminao. Alm disso, o teatro abriga a Orquestra de Cmara Eleazar de Carvalho e o cur-so Princpios Bsicos de Teatro e Circo.

    Com um par de tnis a postos, possvel sair do teatro e, pela Rua Gene-ral Sampaio, conhecer a casa construda pelo poeta Juvenal Galeno, em 1886, que hoje um centro incentivador da cultura no estado. O local j recebeu

    personalidades como Rachel de Quei-roz, Euclides da Cunha, Gustavo Barro-so, Antnio Sales, Leonardo Mota, J-der de Carvalho e Patativa do Assar. A construo tambm foi palco de outro fato histrico: l, o poeta fez questo re-ceber a Medalha da Abolio da Escra-vatura do Governo do Estado do Cear.

    A cultura segue pelas ruas de For-taleza. Saindo da casa de Galeno, basta andar quatro quadras para chegar Vila das Artes um novo complexo que di-funde a produo da cidade, por meio artistas ainda pouco conhecidos, e se prope a formar, por meio da cultura, cidados mais conscientes.

    Roteiros histricos, literrios e arquitetnicos j esto nas opes ofe-recidas pela Secretaria de Cultura da cidade (Secultfor). So projetos como o Fortaleza a P, que oferece itiner-rios fixos todos os meses, para quem preferir descobrir a cidade com guias especializados em Turismo Cultural e

    Cartes-postais de todo o Brasil apresentaro roteiros por seus principais pontos tursticos durante a Copa do Mundo de 2014. H quem diga que a melhor forma de se conhecer uma cidade caminhar sem pressa por ela, apreciando cada convite feito pela histria e pela beleza de ruas, praas e monumentos. J pensou no que fazer em 1h de turismo a p em cada cidade-sede?

    78 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 79

    Municpios

    comentrios dos prprios moradores. Mais informaes podem ser adquiri-das na Secretaria de Turismo de Forta-leza (Setfor) e pelos e-mails: gersongli-nhares@yahoo.com.br; fortalezaape@yahoo.com.br, ou ainda pelo Facebook: Turismo a P.

    Caminhando por Iracema

    Aps uma viagem pela cultura brasileira, a tranquilidade de outros pontos de Fortaleza tem seu espao ga-rantido na agenda do turista. Durante o dia, a pedida o calado da Praia de

    Iracema, nome da personagem de Jos de Alencar. L, possvel ver as guas da praia, o movimento das jangadas dos pescadores e saborear um peixinho frito e outros frutos do mar em um dos mui-tos restaurantes opes no faltam.

    Na Rua dos Tabajaras, beira mar, esto os cardpios mais tradicionais. Para quem busca preos populares, a rea na entrada da Ponte dos Ingleses oferece vrias barracas vendendo igua-rias menos calricas para o bolso. Co-nhecida como um dos mais tradicionais pontos tursticos de Fortaleza, a Ponte dos Ingleses, do incio do sculo 20,

    tambm um bom local para curtir o pr-do-sol.

    Homenageando o jangadeiro Francisco Jos do Nascimento, pelo seu engajamento na luta pala libertao dos escravos, em 1881, o Centro Drago do Mar de Arte e Cultura, tambm em Iracema, tem como palavras de ordem: movimento e cultura. Cafs, cinemas, museus, teatro, livraria, local para expo-sies e um planetrio so algumas das atraes do espao que um verdadei-ro cone na cidade e que sempre conta com programaes artsticas para os moradores e para os visitantes.

    A Praia de

    Iracema

    localizada n

    o centro

    da orla de F

    ortaleza e

    famosa por

    retratar a b

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    Estados & Municpios - Dezembro 2011 79

  • 80 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    Automveis

    Desenvolvido especialmente para o mercado brasi-leiro, o Hyundai HB ser produzido na fbrica da monta-dora coreana que est sendo construda em Piracicaba, no interior de So Paulo.

    O Dodge Du-rango promete agitar o segmento de utilit-rio esportivo de porte mdio-grande. Equi-pado com o conheci-do motor Pentastar 3.6 V6 de 286 cavalos e cmbio automtico de cinco velocidades.

    O modelo foi reestilizado em 2010 para conquistar no-vos mercados.A grade frontal inspirada nas picapes RAM d um que de agressivida-de. No painel, telas de navegao/rdio sen-sveis ao toque.

    Moderno e arrojado, o modelo ter motor flex 1.0 e 1.6, com opes de cmbio manual ou automtico, e vai brigar no disputado mercado de populares. Tambm ter uma verso Aventureiro ou Crossover para desafiar o VW Cross Fox.

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 81

    Automveis

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    www.lcelocadora.com.brO Kia ptima chega ao Brasil em

    2012 com um design completamente renovado. O antigo Magentes vem para brigar no segmento Sedan Luxo com concorrentes de peso como Hynday Sonata, Ford Fusion e Chevrolet Mali-bu, entre outros.

    A verso brasileira utilizar motor 2.4 litros de 178 cavalos de potncia e o Theta II, de 178 cavalos. Seu slogan bastante atrativo: moderno, robusto e esportivo.

    O Chevrolet Sonic deve desem-barcar no Brasil em abril de 2012. O novo compacto da GM, que substitui-r o veterano Astra, uma aposta da marca diante da crescente tendncia do consumidor por carros mais compactos.

    Com visual agressivo, mar-cante grade frontal e painel digital com um certo toque futurista, o modelo ser equipado com motor 1.6 Ecotec de 115 cavalos a ver-so americana tem um motor 1.8 de 135 cv -. Sua misso no Brasil ser enfrentar, grade a grade, o ar-quirrival Ford New Fiesta.

  • 82 Estados & Municpios - Dezembro 2011

    D o primeiro passo

    No tenha medo de ser o pri-meiro a dar um passo em direo ao correto, ao ne-cessrio, quilo que precisava ter sido feito h algum tempo, mas que at agora no se consolidou. No tenha medo de ser ridicularizado, pois muitos que passam por isso tornam-se grandes para muitos outros e, principalmente, para si mesmos.

    Em tempos de grande barulho, seja o primeiro a propor o silncio, este que caminho para reflexo do prprio passo. No hesite em ser o primeiro a propor ajustes mais ade-quados ao contexto que se esteja vi-vendo. Ser o primeiro no significa que voc seja o nico, mas aquele que no toma os contornos de uma situ-ao desconfortante. O primeiro o mais corajoso, o mais ousado, o mais procurado para agir quando al-guma situao assim pede.

    Em momentos de afastamento, seja o primeiro a buscar a aproximao de pes-soas, de vidas que almejam, ainda que no ntimo, estarem juntas novamente.

    ERIKA DE SOUZA BUENO ARTIGOerika.bueno@fk1.com.br

    Ser o primeiro a dar um basta numa situao inadequada ser nobre, tanto quanto nobre aquele que o primeiro a sair em defesa daquele que dela precisa.

    Seja o primeiro a no usar pala-vras de baixo calo para extravasar o dio, mas o primeiro a buscar alternati-vas mais viveis e mais teis para a solu-o de algum problema. Seja o primeiro a exteriorizar elogios verdadeiros a al-gum que ainda no sabe que tem em voc um admirador.

    Permita-se ser o primeiro a lutar pela paz na famlia e a defender a Pa-lavra de Deus em quaisquer contextos. Seja o primeiro a entender que no h paz sem Ele.

    Torne-se o primeiro a montar um quebra-cabea que, para muitos, in-decifrvel, pois desconhecem o poder de unir peas aparentemente alheias. Entenda-se sempre como o primeiro a no atirar pedras em quem est na con-tramo na estrada da vida. O primeiro pode, aparentemente, sofrer mais, mas certamente ter grandes e satisfatrios retornos de suas boas aes.O primeiro

    Erika de Souza Bueno Coordenadora-Pedaggica do Planeta Educao e Editora do Portal Planeta Educao

    (www.planetaeducacao.com.br). Professora de Lngua Portuguesa e

    Espanhol pela Universidade Metodista de So Paulo. Articulista sobre assuntos de lngua portuguesa, educao e famlia.

    ser seguido pelo segundo numa escala interminvel de pessoas que aprende-ram a lutar, juntas, para a conquista do bem-estar de outros.

    Seja o primeiro a protestar contra os males apregoados pela grande mdia, pela violncia supervalorizada, pelo declnio moral da famlia e de toda a sociedade.

    Torne-se, de fato, o primeiro a fazer caminhos retos para os ps, de modo que at mesmo aquele que ainda no sabe andar consiga passear por eles. Seja o primeiro a entender-se como es-pelho para a criana, a cumprir com as orientaes dadas a ela.

    Enfim, seja o primeiro, mas lute para que no seja, em nenhuma cir-cunstncia, o ltimo a buscar a paz, o amor e a felicidade.

  • E no caso de chuvas intensas?

    Nunca atravesse ruas alagadas ou com enxurradas, mesmo estando de carro, moto ou bicicleta, pois a fora da gua pode arrastar voc;

    Se voc mora perto de crregos e rios, acompanhe o nvel de subida das guas, mesmo noite;

    Deixe o rdio ligado na estao local. O acompanhamento das notcias pode salvar a sua vida;

    Evite o contato com as guas em caso de enchentes. Elas podem estar contaminadas pelos esgotos e poluio das ruas e transmitir doenas;

    Aparelhos eltricos, quando molhados (ou midos), tornam-se perigosos. melhor desligar a energia;

    Fique atento inclinao anormal de rvores e postes e s cachoeiras de lama descendo das encostas. Estes so sinais de que a qualquer momento podero ocorrer deslizamentos de terra na encosta.

    Em caso de inundaes, desabamentos e soterramentos, seja rpido:

    Nos casos de maior gravidade (havendo muita infiltrao, algum barulho estra-nho, rachaduras nas paredes, etc.), saia imediatamente de sua residncia;

    Quem mora s margens de rios, crregos e prximo encostas deve sair de casa; As guas da enchente so pesadas e violentas. Mesmo que voc saiba nadar,

    no se arrisque.

    Providncias que voc deve tomar antes das chuvas:

    No jogue lixo ou entulho nas ruas e encostas; Mantenha limpos os ralos, esgotos, galerias, valas, etc.; Voc, que mora em rea de risco, entre em contato com

    a Defesa Civil do seu municpio.

    No vero, a chuva sempre cai.Casas, muros, paredes e encostas

    tambm podem cair.

    Ministrio daIntegrao Nacional

    Ministrio daCincia e Tecnologia

    Para mais esclarecimentos,

    procure a Defesa Civil do seu municpio.

    An_MI_RevEstMunic_210x280.indd 1 23/12/2011 17:50:29