Revista Estados & Municipios

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Ediao 220 - Dezembro 2011

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  • Saiba mais o que o GDF est fazendo para mudar nossas cidades: www.gdf.df.gov.br

    O DF EST MUDANDO.PARA MELHOR.

    O ano est acabando e as aes do GDF continuam a todo vapor.

    A bicicleta ganha espao no trnsito do DF. No Sudoeste, avanam as obras da nova ciclovia, para aliviar o trnsito local e oferecer mais uma opo de transporte para quem mora ou trabalha por l. Em todo o DF, sero 270 quilmetros de novas pistas exclusivas para bicicletas.

    ALTERNATivAS PARA UM TRANSPORTE SAUDvEL.

    O SAMU do DF lanou as primeiras bikelncias do pas. Elas permitem o atendimento rpido de emergncia em locais onde o acesso restrito para veculos comuns, como no Parque da Cidade. O GDF planeja oferecer mais bikelncias para serem usadas em outros locais em todas as cidades do DF.

    A SAUDE TAMBEM vAi DE BiCiCLETA.

    A Ouvidoria-geral do Distrito Federal lanou o nmero

    0800 644 9060, que servir como canal de denncias

    especfico para receber e dar encaminhamento a denncias

    sobre irregularidades em licitaes e contratos.

    CANAL DE DENUNCiAS SOBRE LiCiTACOES E

    CONTRATOS.

    An PorUmNovoDF_430x290veic16dezF.indd 1 16.12.11 18:22:59

  • Saiba mais o que o GDF est fazendo para mudar nossas cidades: www.gdf.df.gov.br

    O DF EST MUDANDO.PARA MELHOR.

    O ano est acabando e as aes do GDF continuam a todo vapor.

    A bicicleta ganha espao no trnsito do DF. No Sudoeste, avanam as obras da nova ciclovia, para aliviar o trnsito local e oferecer mais uma opo de transporte para quem mora ou trabalha por l. Em todo o DF, sero 270 quilmetros de novas pistas exclusivas para bicicletas.

    ALTERNATivAS PARA UM TRANSPORTE SAUDvEL.

    O SAMU do DF lanou as primeiras bikelncias do pas. Elas permitem o atendimento rpido de emergncia em locais onde o acesso restrito para veculos comuns, como no Parque da Cidade. O GDF planeja oferecer mais bikelncias para serem usadas em outros locais em todas as cidades do DF.

    A SAUDE TAMBEM vAi DE BiCiCLETA.

    A Ouvidoria-geral do Distrito Federal lanou o nmero

    0800 644 9060, que servir como canal de denncias

    especfico para receber e dar encaminhamento a denncias

    sobre irregularidades em licitaes e contratos.

    CANAL DE DENUNCiAS SOBRE LiCiTACOES E

    CONTRATOS.

    An PorUmNovoDF_430x290veic16dezF.indd 1 16.12.11 18:22:59

  • EditorialEditorialPesquisa divulgada pelo IBGE comprovou que as distores econmicas e sociais entre as cidades e regies brasileiras so to gritantes que, na pratica, o pas abriga vrios Brasis dentro do territrio nacional. Os nmeros so impressionantes e mostram como a distribuio de renda no Brasil ainda um sonho bem distante.

    Em 2009, a renda gerada por apenas cinco municpios correspondeu a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Somente a renda de So Paulo (12% do PIB nacional) equivale a quase o PIB gerado por toda a regio Nordeste (13,5%). Cerca de metade do PIB nacional est concentrado em 51 municpios brasileiros.

    Segundo o IBGE, isso mostra a grande concentrao da gerao de renda no pas, onde poucos municpios geram muita riqueza.

    Outra pesquisa, realizada pela CNI / Ibope, mostrou que o ndice de aprovao da presidenta Dilma Rousseff em seu primeiro ano de governo superou os registrados por seus antecessores, Luiz Incio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso.

    Grande parte desse sucesso popular est diretamente relacionado postura de tolerncia zero em corrupo adotada pela Presidenta da Repblica, que j afastou 6 ministros acusados de desvios ticos. Com a popularidade em alta, Dilma aposta que em 2012 a economia brasileira crescer 5% e com inflao rigorosamente controlada.

    O Editor

    Brasil em nmeros Editor GeralGuilherme Gomes - SJP-DF 1457Financeiro

    Antnio Carlos de Oliveira Gomes

    JurdicoEdson Pereira Neves

    Diretora ComercialCarla Alessandra dos Santos Ferreira

    ColaboradoresGerson Gonalves de Matos / Mauricio Cardoso

    Rangel Cavalcante / Renato Riella / Tayana Duarte

    DiagramaoAndr Augusto de Oliveira Dias

    SecretriaLeidimar Lima

    Agncias de NotciasBrasil, Senado, Cmara, Petrobras

    REPRESENTANTES COMERCIAIS

    Regio NorteMeio & Mdia Comunicao Ltda

    e-mail: meioemidia@meioemidia.comfernando@meioemidia.com / (11) 3964-0963

    Rio de Janeiro - Cortez, Consultoria, Assessoria e Representaesreginalima@ecodebate.com.br

    Tel.: (21) 2487-4128 / 8197-6313 / 9478-9991

    Bahia - ComtecnoJoo Carlos M. Passos

    joaocarlos@comtecno.com.brTel.: (71) 8124-8773 / 9329-0220

    Minas Gerais - Rodrigo AmaralTel.: (31) 8841-1515

    Nacional e InternacionalBento Neto Corra Lima / bento.correia@ig.com.br

    So Paulo - Eduardo Poiareseduardopoiares@uol.com.br

    Tel.: (16) 7814-8246 / ID 14*558654

    Foto de Capa Roberto Stuckert Filho

    Tiragem36 mil exemplares

    Endereo ComercialSRTVS - Q. 701 - Bl. O - Ed. Centro

    MultiEmpresarial - Sala 457 - CEP:70340-000 Braslia/DF - PABX: (61) 3034-8677

    www.estadosemunicipios.com.brcomercial@estadosemunicipios.com.br

    revista@estadosemunicipios.com.br

    As colunas e matrias assinadas no sero remuneradas

    e o texto de livre responsabilidade de seus autores

    Expediente

  • Governo quer alavancar crescimento econmico ................ 53Tocantins ter microcrdito federal ..................................... 54Reduo do ICMS contra a guerra fiscal ............................. 55

    56 | ENERGIAUsina de Belo Monte irreversvel ..................................... 56

    60 | HABITAOPorto velho tem novo perfil habitacional ............................ 60

    61 | TRANSPORTEFrota transporta portadores de necessidades especiais ........ 61

    62 | INFRAESTRUTURAGois bate meta de R$ 10 bilhes em investimentos .......... 62Caruaru (PE) recebe duas novas fbricas ............................ 63

    64 | EDUCAOGastos de prefeituras por alunos desigual ........................ 64Legislativo quer mais recursos para o Fundeb .................... 65Par utilizar celular no ensino pblico .............................. 66

    67 | MEIO AMBIENTEMinistrio da Pesca combate pesca predatria no Rio ........ 67

    68 | AGRICULTURAProdutos orgnicos fazem sucesso em Petrolina (PE) ........ 68Governo capixaba investe na agricultura familiar ............... 70

    76 | ESPECIALPetrobras busca aprimoramento no campo de Urucu .......... 76

    77 | TURISMOJoo Pessoa aguarda os turistas na temporada de vero ...... 77Fortaleza se prepara para a Copa do Mundo de 2014 ......... 78

    82 | ARTIGOD o primeiro passo - Erica de Souza Bueno ..................... 82

    Estados & Municpios - Dezembro 2011

    06 CAPA COLUNISTAS Pesquisa realizada pela CNI / Ibope mostra que pela primeira vez no Brasil um Presidente da Repblica teve ndice recorde de avaliao positiva em seu primeiro ano de governo. Dilma Rousseff obteve 56% de aprovao, contra 41% de Lula e 43% de Fernando Henrique Cardoso. A pesquisa tambm aponta que 72% dos intrevistados aprovam a forma de governar da presidenta

    Edio 220 Dezembro de 2011

    www.estadosemunicipios.com.br

    10 | POLTICAAcio Neves aposta na gesto pblica e meritocracia ......... 10Chalita descarta ministrio e mira prefeitura paulista ......... 12Deputado de Braslia cassado por abuso econmico ........ 13

    14 | NACIONALPesquisa mostra vrios Brasis dentro do Brasil .................... 14Entrevista com a prefeita Rilza Valentim ........................... 17Tratamento do lixo exige solues diferenciadas ................ 20

    24 | MUNICPIOSRio do Fogo (RN): um bom lugar para se viver .................. 24Projeto Hortas de Maring ganha prmio de tecnologia ..... 26Caratinga (MG) premiada pelo Banco do Brasil .............. 28O exemplo da agroindstria de Gacha do Norte (MT) ...... 30A volta do Moradia Legal em Alagoas ................................ 31Carnaubais (RN) aposta na gesto pblica ......................... 32Barueri (SP) destaque nacional de desenvolvimento ....... 33Oramento jovem participativo em Rio das Ostras ............. 34

    36 | SOCIALTrabalho infantil diminuiu. Trabalho escravo no .................. 36Governo amplia aes sociais nos municpios .................... 37

    38 | SADEPrefeituras cumpriro metas na sade pblica .................... 38Programa estimula diversificao na cultura do tabaco ...... 40

    44 | TRANSPARNCIAJovens so premiados pelo combate corrupo ................. 44Aperfeioando os mecanismos de controle .......................... 46

    47 | TECNOLOGIAMCT vai financiar segurana na produco do pr-sal ........... 47

    48 | ECONOMIAMinerao brasileira est saindo da crise ............................ 48Parauapebas(PA) aplica bem os royalties do petrleo ......... 51Royalties reforam arrecadao de Catalo (GO) .............. 52

    22 | DIRETO DE BRASLIA Renato Riella Impunidade no STF

    58 | MDIA Pedro Abelha Banda Larga 4G

    72 | CASOS & CAUSOS Rangel Cavalcante Censor censurado

  • 6 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    O que parecia praticamente impossvel, aconteceu. O n-dice de aprovao do primei-ro ano de governo da presidenta Dilma Rousseff ultrapassou os registrados pe-los ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luis Incio Lula da Silva. Foi a primeira vez no Brasil que um presi-dente foi to bem avaliado em seu pri-meiro ano de governo.

    A avaliao de timo ou bom da presidenta a melhor da srie his-trica de pesquisa realizada pela CNI/

    Ibope: Dilma encerra seu primeiro ano de mandato com 56% de aprovao, contra 41% de Lula e 43% de Fernando Henrique. No comeo do primeiro ano de mandato, avaliado em maro, Dilma tambm tinha 56%, contra 51% de Lula e 41% de Fernando Henrique.

    A pesquisa da CNI tambm cons-tatou que o percentual de aprovao da maneira de governar da presidenta Dil-ma Rousseff neste primeiro ano fren-te do comando do pas melhor que o registrado por seus antecessores. Em dezembro, 72% dos entrevistados apro-vam a forma de governar de Dilma. o maior percentual, se comparado ao dos

    dois mandatos de Lula (66% e 65%, res-pectivamente) e de FHC (57% e 26%, respectivamente).

    Apenas a confiana dos entrevis-tados no presidente Lula ao longo de dezembro do primeiro mandato (69%) foi maior que a na presidenta Dilma (68%). No segundo mandato, Lula viu essa confiana cair 9 pontos percentuais (60%). FHC detinha, em dezembro do primeiro mandato, a confiana de 58% dos eleitores entrevistados, e de 27% em dezembro do primeiro ano do se-gundo mandato.

    Em caf da manh com jornalistas, no Palcio do Planalto, que acabou se transformando em entrevista coletiva, a presidenta fez um balano de seu primei-ro ano de governo. Na pauta, reforma mi-nisterial, desempenho econmico, sua re-lao com a oposio, programas sociais e governabilidade, entre outros temas.

    Dilma Roussef mostra sua foraMauricio CardosoCapa

    6 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

  • Estados & Municpios - Dezembro 2011 7

    Tolerncia zero

    Grande parte desse sucesso po-pular est diretamente relacionado postura de tolerncia zero com a corrupo imposta pela presidenta da Repblica. Ao fazer um balano do seu primeiro ano no comando do pas, Dil-ma Rousseff reiterou que no pactua com qualquer prtica inadequada de corrupo. No tenho nenhum com-promisso com qualquer prtica inade-quada de corrupo dentro do governo. nenhum, zero. Tolerncia zero.

    A presidenta lamentou os mo-mentos de dificuldade que culmina-ram com a sada de alguns ministros, mas negou que as sucessivas quedas re-presentem desgaste imagem do gover-no. Foi um momento no de desgaste, mas de dificuldade. do ofcio da Pre-sidncia ter que tomar medidas como essas. Lamento, alguns ministros que saram, so pessoas que eu considero competentes

    Sobre a avalanche de denncias envolvendo outros integrantes de seu governo, Dilma afirmou que nenhuma presso do mundo ser capaz de fazer com que ela saia apedrejando as pes-

    soas sem a garantia do direito defesa. No se pode criar uma caa s bruxas. J se viu isso em outros pases. Nunca d certo, enfatizou a presidenta.

    Controle

    Apesar do compromisso de en-frentar a corrupo, Dilma admitiu que impossvel garantir que novos desvios no ocorrero algo que eu tenho s um controle relativo. Ela classificou as denncias de corrupo como grandes desafios para o governo, mas enfatizou que esses problemas polticos foram es-pecficos nas reas e no contaminaram sua gesto como um todo.

    Desde o incio do governo, seis ministros perderam seus cargos aps denncias de corrupo: Antonio Pa-locci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura), Orlando Sil-va (Esportes) e Carlos Lupi (Trabalho). Nelson Jobim (Defesa) saiu do ministrio aps declaraes polmicas.

    Desempenho econmico

    Dilma Rousseff aposta que a eco-nomia brasileira crescer 5% em 2012 e com inflao controlada. A razo de tanto otimismo tem uma explicao: Meu governo teve o cuidado de tomar medidas de precauo diante de uma conjuntura de crise que no estava mui-to claro como seria, ressaltou.

    Segundo a presidenta, seu otimis-mo est calado no volume e na capaci-dade de manobra dos recursos pblicos que o pas dispe para o enfrentamento da crise. Para ela, a economia brasileira desperta confiana no restante do mun-do, porque o pas aprendeu muito com a crise de 2009 e fez uma antecipao cautelosa em relao crise econmica dos pases europeus.

    Ela reiterou que as reservas de recursos do governo do condies de afirmar que, apesar da crise, o pas tem melhores condies de superar os pro-blemas internos na economia. As aes que tivemos do ponto de vista fiscal

    Dilma encerra seu primeiro ano de mandato com

    56% de aprovao, contra 41%

    de Lula e 43% de Fernando

    Henrique

    Capa

  • 8 Dezembro 2011 - Estados & Municpios

    que nos do hoje um bom flego, uma grande capacidade de manobra, disse a presidenta referindo-se s reservas in-ternacionais e ao resultado dos depsi-tos compulsrios dos bancos, que hoje chegam a R$ 450 bilhes, em poder do Banco Central

    Temos recursos prprios para enfrentar esse problema. Em outros pa-ses, quando a coisa aperta, tem que se recorrer ao Oramento. Ns temos re-servas, temos o compulsrio e tambm temos margem de manobra na poltica monetria, garantiu a presidenta.

    Dilma Rousseff tambm reafir-mou que o Brasil reforar sua poltica industrial. No somos mais daquela poca em que era vergonha ter poltica industrial, disse, acrescentando que o governo fez revises nos investimentos pblicos para melhorar seus resultados.

    O mercado financeiro e o prprio Banco Central no esto to confian-tes assim. O BC estima que economia brasileira deve crescer 3,40% em 2012. A Confederao Nacional da Indstria (CNI), entidade de representao do empresariado, estima que o crescimen-to do PIB em 2012 ser de 3%.

    Oposio

    Cumprindo o que prometera em seu discurso de posse, a presidenta Dilma Rousseff reiterou que mantm uma rela-o civilizada com a oposio e que teve muito prazer em conversar com Fer-nando Henrique Cardoso e de manter uma boa relao com os governadores.

    Acredito que preciso estender a mo civilizadamente para a oposio. Acredito muito na relao civilizada. No precisa ter a mesma posio, mas capacidade de entender. E se pode ter outras posies. E sempre me dispus a ter. E considero tambm muito boa a relao com os governadores dos parti-dos de oposio.

    Ela reconheceu o importante papel exercido pela oposio, mas res-saltou que quando se perde o com-promisso do bem c...