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  • Bioma ameaadoA caatinga, um dos biomas mais ricos do pas em flora e fauna, est sob forte

    ameaa, alterada pela ao humana. Na lista das cidades que mais tm degradado, o Rio Grande do Norte aparece com Mossor e Touros.

    Mossor (RN), domingo, 27 de maio de 2012 No 514

    Comente!

    /photos/jornaldefatorn@defato_rn /jornaldefatorn

    ciano magenta amarelo preto

  • Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de maio de 2012

    ao leitor

    Edio C&S Assessoria de Comunicao Editor-geral Wil liam Rob son Edi to ra Izaira Talita Dia gra ma o Rick Waekmann Projeto Grfico Augusto Paiva Im pres so Gr fi ca De Fa to Re vi so Gilcileno Amorim e Stella Smia Fotos Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Marcelo Bento In fo gr fi cos Neto Silva

    Re da o, pu bli ci da de e cor res pon dn cia

    Av. Rio Bran co, 2203 Mos so r (RN)Fo nes: (0xx84) 3323-8900/8909Si te: www.de fa to.com/do min goE-mail: re da cao@de fa to.com

    Do MiN go uma pu bli ca o se ma nal do Jor nal de Fa to. No po de ser ven di da se pa ra da men te.

    Odrama da seca revela outra situao preocupante: a degradao do bioma caatinga. Uma das riquezas da regio Nordeste, a caatinga tem sido alterada por diversos fatores provocados pelo homem, a cada ano que passa. Uma pesquisa divulgada em 2010 pelo Ministrio do Meio Ambiente colocou Mossor como um dos 20 municpios que mais contriburam com a degradao da caatinga. Para especialistas, este um assunto preocupante, mas que tem repercutido pouco na mdia.

    Em outra reportagem, a Gerncia de Cultura anuncia todas as atividades que acontecero no decorrer do Mossor Cidade Junina deste ano. Alguns eventos como o Pingo da MeiDia e Sorrindo no So Joo continuam da mesma forma, mas outros, como a Cidadela, foram ampliados. Na reporta-gem, a programao completa do evento. Na seo de en-trevista, uma conversa com o mdium esprita Marcel Ma-riano, que fala sobre a importncia da famlia na doutrina esprita e como essa estrutura pode ser resgatada pelos in-divduos.

    Na coluna Adoro Comer, do publicitrio Davi Moura, mais dicas importantes de como aproveitar bem a gastronomia local e se deliciar com alguns pratos ofertados em Mossor. No perca mais esta leitura da sua revista DOMINGO

    Esdras MarchezanChefe de Reportagem

    editorial

    pede socorroA caatinga

    Com

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    Voc conhece os benefcios do suco de uva?

    Nutrio

    A coluna mais deliciosa que voc j leu!

    O que vem de interessante na edio deste ano do Mossor Cidade Junina

    A caatinga, um bioma rico e degradado

    Rafael Demtrius esclarece sobre qual o momento certo de pedir demisso

    Estreia

    Evento

    Meio ambiente

    Coluna

    p4

    p14

    p6

    p8

    p 12

    2

    p10

  • 3Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de maio de 2012

    )( Envie sugestes e crticas para oe-mail: nicodemos@defato.comCom o barulho do carro da pro-paganda eleitoral que parou na frente do bar, Ele despertou do cochilo pesado, bbado. Olhou o copo quase cheio de cerveja em cima da me-sa, sem vontade. No entrava mais, en-joado.

    L fora a meninada em redor do car-ro de som tocando msicas de campa-nha, a danar numa alegria tonta e ba-rulhenta. Ele lembrou dos tempos de menino, quando danava ao som da ban-da de msica nos leiles da festa em honra da padroeira da cidade. Os olhos lhe marejaram, vermelhos da irritao do lcool.

    De repente o carro se foi dali, deixan-do na rua um silncio perfurado pelos ecos daquele barulho de sons e vozes em conjunto. Tornou a olhar o copo de cerveja, a mesma indisposio enjoada... Mas o entornou de uma vez, numa ca-reta de repugnncia amarga.

    Pe-se a pensar na vida. A dele. O passado ainda bem aos olhos.

    Movido pelas circunstncias da vida, questes de foro ntimo, procurara no alcoolismo um meio de suportar a vida que lhe fora to adversa, desde a infn-cia, tornando-se objeto da humilhao da cidade, pouco parecido com pano de enxugar cho. .

    E no era a vida que desejava para si, nem a ela poderia, por mais que fin-gisse o contrrio, intimamente acostu-mar-se. Contrariava-lhe a mentalidade, isto , era-lhe uma contraposio for-mao do esprito.

    Falcatrueiros de todo jeito, frauda-dores de aposentadorias, criminosos de peculato e adjacncias, degenerados sociais encobertos pelo prestgio da po-sio e do dinheiro, enfim o rebotalho moral de terno e gravata faziam-lhe go-zao, algumas vezes mal disfarada, outras de forma direta, e grosseira.

    Ele sofria isso, demais, no seu l den-tro, ainda mais pela certeza interior de haver-se dado bebida sem ter inclina-o nenhuma... simplesmente, e ape-

    CARNIA RAPINA

    JOS NICODEMOS*

    conto

    nas, tangido pela violncia das embosca-das da vida. Torta, pareceu-lhe, no entan-to, a melhor via de esquecimento. No que foi incapaz de refletir.

    Ele sofria isso, demais, no seu l dentro, ainda mais pela certeza interior de haver-se dado bebida sem ter inclinao nenhuma...

    A verdade que a bebida, que de or-dinrio deforma a personalidade, e arru-na o carter, nunca o tornou insensvel, como o mais comum, s humilhaes, palavras e gestos, daquela massa apo-drecida por dentro, e que posta num monturo faria ndoa, lembrando o verso de A caridade e a justia.

    No tirava da cabea, porm, o pro-psito de recuperar-se, mas ia deixando para mais adiante, afinal j havia se ex-posto aos perdigotos dos patifes. Mas, de repente parou para refletir no irrefletido momento a que se entregara bebida como forma de esquecimento das adver-sidades da vida, e no pde reconhecer-se, ou antes, ver razes nessa atitude desastrada..

    Com grande arrependimento do pas-so em falso, mas voluntrio, ergueu a cabea.

    Cruel maldio: aos olhos do rebota-lho mental continua Ele um bbado, um alcolatra de inclinao mrbida, tal-vez... Mas no guarda queixas nem res-sentimentos pesa-lhe a conscincia de haver dado carnia rapina...

  • 4 Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de maio de 2012

    entrevista

    Marcel Mariano baiano, licenciado em Histria e bacharel em Direito, assessor jurdico da Va-ra da Infncia e da Juventude de Salvador (BA). Lecionou durante 10 anos na Academia da Po-lcia Militar do Estado da Bahia dando aula de Estatuto da Criana e do Adolescente para o corpo de oficiais. Realiza palestras tcnicas jurdicas para diversos organismos na Bahia e em outros estados para trabalhar a qualificao dos profis-sionais que lidam com a infncia e com a juventude. Ele est em Mossor desde ontem pelo 12 ano consecutivo como pa-lestrante da Semana Esprita de Mossor iniciada ontem para realizar o seminrio com a temtica Constelao Familiar.

    MARCEL MARIANO

    Por Izara Thalita - izathalita@gmail.com | Twitter: @izairathalita

    Resgate do valor da famlia e doutrina esprita

  • 5Jornal de Fato | DOMINGO, 27 de maio de 2012

    entrevista

    DOMINGO Voc tem um trabalho reconhecido como assessor jurdico da Vara da Infncia e da Juventude em Salvador (BA). Dentro dos problemas que voc observa h uma relao dire-ta entre os crimes contra a infncia e a falta de uma famlia estruturada?

    MARCEL MARIANO Sem sombra de dvidas. Invariavelmente por detrs de cada criana/adolescente explorado ou violado existe uma famlia que per-deu o rumo e por isso no teve mais controle sobre os filhos. Pais alcolatras, mes na viciao do crack ou mergul-hadas por mos inescrupulosos na pros-tituio deram origem a uma fuga dos filhos de dentro de casa para as ruas, buscando salvaguarda de maus-tratos e alimento para sobrevier. E ali encon-trou outro ambiente deteriorado, o que criou um crculo vicioso, onde a criana e o adolescente ficam encurralados: se voltarem para casa, passam fome e privao de direitos, e se ficarem nas ruas contaminam-se com a podrido social. O trabalho da 1 Vara da Infncia e Juventude socorrer esse imenso mar de problemas, ofertando algum controle legal, represso aos crimes e possibili-dade de reinsero na famlia de origem, mesmo que esteja trincada nas suas peas fundamentais.

    O CONCEITO de famlia tambm vem mudando conforme a prpria so-ciedade. H uma crise de valores na estrutura familiar ou esses valores es-to mudando para melhor?

    EXISTE uma crise tica na socie-dade. Ela envolve homens e mulheres, que esto submetidos a novos papis sociais, papis esses desafiadores. A mulher foi para o mercado de trabalho e no deixou ningum na retaguarda que cuidasse dos filhos. Estes foram deixados aos cuidados das babs, das empregadas domsticas, da televiso e ora da internet. O genitor sempre esteve no mercado de trabalho como simples mantenedor material da famlia, sem um maior envolvimento na educao da prole. E hoje somos constrangidos a uma amarga colheita desses frutos, herana de uma plantao infeliz que fizemos ao fazer essas escolhas. Preciso resgatar o real valor da famlia, que reside na unidade de seus membros constituti-vos. Mas vejo com otimismo o futuro da famlia, gravitando para dias mais en-solarados.

    COMO se deu a sua insero nos estudos e na doutrina esprita?

    TORNEI-ME esprita muito jovem, com 16 anos de idade, levado por mos amigas para equacionar problemas de

    mediunidade, que me aturdiam desde a mais tenra infncia. Ali encontrei re-spostas s minhas indagaes e soluo para meus conflitos interiores, assinal-ados por distrbios na rea da mediuni-dade e compromissos com minha prpria reabilitao diante das leis de Deus, leis essas que defraudei um dia em existn-cia transata. At hoje, 31 anos depois, encontro-me vinculado ao labor espri-ta sem soluo de continuidade. Dentro do Movimento Esprita baiano, profiro palestras h 31 anos consecutivos, sem soluo de continuidade, j tendo visi-tado igualmente sete pases (EUA e seis pases europeus), se