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  • 28 2014 Abril Ed. 11

    Patrcia CamargoCoach Pessoal especialista em Coaching Afetivo

    Melhorando a qualidade nos relacionamentos para solteiros, casados e separados

    Voc faz suas escolhas e suas escolhas fazem voc Steve Beckman

    www.coachafetiva.com.brpatricia.camargo@coachafetiva.com.br

    28

    Quando tomei conhecimento do que

    duas premissas bsicas do Proces-so de Coaching: o fato de haver uma ao, uma tarefa a ser feita como re-sultado da sesso e principalmen-te o fato desta ao ser dada pelo cliente. Partindo disso, compreendi que todo cliente tem as respostas dentro de si, que o que rico no pro-cesso de Coaching exatamente isso : as respostas esto dentro de ns.

    Nascemos, crescemos, fazemos pla-nos, alimentamos sonhos, e no decor-rer desta caminhada, convivemos com pessoas e experincias que nos vo moldando. Aprendemos valores, de-senvolvemos outros, espelhamos al-guns comportamentos, rejeitamos ou-

    tros, e assim vamos seguindo, fazendo nosso caminho.Colhemos alegrias, tristezas, frus-traes e experincias que nos fazem mais fortes, mais conhece-dores deste universo encantador que somos ns. Como rico perce-bermos nossas crenas limitantes! Verdades que nos foram ditas e que acreditamos por anos, de repente se desvanecem simplesmente por-que descobrimos o nosso potencial, perdemos os medos, as travas, at a vergonha de arriscar e eventual-mente errar por um motivo muito simples: experimentar, testar, ino-var, procurar conhecer e desenvol-ver novas alternativas, trilhando novos caminhos, descobrindo assim a fora que temos em ns.

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    Uma boa sesso de Coaching feita de perguntas poderosas. Perguntas que so algumas vezes perturbadoras, pois nos mostram como nos limitamos e nos impedimos de sonhar. Outras perguntas podem ser inquietantes, simplesmente por-que tocam na ferida, naquilo que no queremos ver em ns, em ca-ractersticas no muito positivas que temos, em alguns comporta-mentos que reprovamos nos ou-tros mas que ainda nos pegamos agindo da mesma forma. Mas as perguntas se mostram

    -mos novas portas, alamos

    alternativas que a princpio nos soam como impossveis ou impensveis. Sempre digo aos meus clientes que a partir de uma ao, sempre colhemos um resultado. Se temos sempre as mesmas aes, os mesmos comportamentos, as mesmas atitudes, colheremos sempre a mesma coisa. Mas se mudamos alguma coisa em nosso com-portamento, certamente colhe-remos resultados diferentes, e muitas vezes surpreendentes.

    muito comum no incio, as tarefa serem relegadas a se-gundo plano pelos clientes, no serem valorizadas pelo que de fato so: oportunidade de esco-lhas, de novas atitudes, de co-lhermos resultados diferentes

    em nossa casa, nosso trabalho, com pessoas de nosso convvio.Com o decorrer do processo de Coaching, com novas sesses

    clientes percebem os ganhos de se fazer uma tarefa em prin-cpio por obrigao, pois reco-nhecem os ganhos na execuo daquilo que a princpio no se parecia natural.

    Temos um conhecimento ati-vo, referente a tudo o que nos cerca e que nos importante principalmente em determi-nado momento. Por exemplo, aprendi que uma caneta uma caneta desde a infncia. Fui crescendo, adquirindo novas experincias, mas ainda sei que uma caneta uma caneta. Este conhecimento ento est con-solidado em mim. Em outra situao, vou numa loja e sou atendida por um ven-

    Pedro, se precisar de mim, es-

    momento em que eu estiver na loja, vou solicitar ao Pedro novos modelos ou novas cores e tamanhos para a roupa que me agradou. Enquanto estou ali, me lembro que o vende-dor se chama Pedro, e por isso, este conhecimento ativo para mim. Se fui bem atendida e de-sejo voltar naquela loja, o nome

    -lidado para mim, pois quando

  • 30 2014 Abril Ed. 11

    eu voltar quela loja, desejo ser atendida por ele. Mas se o aten-dimento nem foi to bom, ou se no encontrei na loja a roupa que eu gostaria, em uma sema-na no lembrarei mais do nome do Pedro. Aquele conhecimen-to era ativo para mim enquanto eu estava na loja, ao no neces-sitar mais daquela informao, o conhecimento no se trans-formou em consolidado.

    E o que so nossos valores? So conhecimentos consoli-dados que introjetamos, pois

    algo para ns. Por exemplo,

    chamava Ceclia, e lembro do nome dela at hoje porque ela foi marcante para mim. Mais de trinta anos se passaram, mas ainda me lembro do nome e do rosto dela. Eu introjetei isto, ela virou valor para mim.O mesmo acontece com nossos comportamentos: se admiro uma pessoa simptica, se te-nho uma experincia boa sendo simptica, introjeto este valor e sou uma pessoa simptica tam-bm. Da mesma forma, se admi-

    vezes mesquinha com dinheiro, introjeto este valor em mim e

    -mica tambm.

    No processo de Coaching, es-tamos em contato com nossas crenas e valores o tempo todo. E atravs das famosas pergun-tas poderosas, nos questio-namos sobre estas crenas e estes valores em nosso dia a dia. Frequentemente nos de-paramos com crenas e valo-res que no desejamos mais, e a entram as tarefas, que nos ajudam a nos livrarmos de de-terminadas crenas e valores e nos permitem introjetar novas crenas e valores.

    Mas ento a mudana se efeti-va desta forma? Simples assim? Simples assim, mas no fcil. Estamos falando de anos e anos de comportamentos, crenas e valores assimilados por ns. E o mais interessante que de acordo com nossa caminhada, com as experincias que vamos colhendo, mais temos a oportu-nidade de melhorarmos e nos moldarmos de acordo com nos-

    ... ampliar a viso no seria

  • 312014 Abril Ed. 11

    sa nova viso de vida.Mas sempre melhoramos? Me-lhoramos se quisermos, se iden-

    para ns. De fato muitas pesso-as nascem e morrem do mesmo

    -

    despertou para a mudana, no reconheceu que valeria a pena mudar para colher novos resul-tados em sua vida.

    E o que nos permite mudar ? Bem, de uma forma simplista, as experincia que passamos nos machucam, nos enrique-

    a partir da interpretao destas experincias, podemos optar por buscarmos novas maneiras de ver a vida. A mudana em ns est intimamente ligada ao nosso grau de conscincia.

    que no buscam a mudana e nem ao menos aceitam a idia de que ela necessria para uma vida melhor. So geralmen-te pessoas que esperam muito do outro, que depositam suas expectativas em pessoas que devem agir como eles prprios, de acordo com o que eles jul-gam ser importante. Para estas pessoas, a frustrao no conv-vio com seus pares certa, pois o que exigem do outro muito

    ser como eles prprios por um motivo muito simples : nin-gum igual a ningum.

    Mas existe tambm o outro lado da questo : pessoas super

    bem a tudo e a todos. Pessoas de fcil convvio que podem es-tar deixando a vida passar, as oportunidades passarem, sim-plesmente porque no sabem

    -bm uma arte, pois todos tm desejos, anseios, necessidades e, se deixamos tudo para o ou-

    e nossos sonhos? Se no sabe-mos dizer no, no estamos com as rdeas de nossa prpria vida, delegamos ao outro o que importante para ns mesmos. Se queremos ser pessoas me-lhores, se temos conscincia do que podemos jogar fora e do queremos adquirir ou manter, e se temos as rdeas de nossa vida, cabe a ns seguirmos nos-sa caminhada na expectativa de que muitos obstculos existi-ro, alguns em que no temos controle, mas a escolha de como venc-los feita por ns. As respostas esto dentro de ns at que possamos perce-ber que a cada dia somos mais fortes somos mais fortes por-que nos conhecemos melhor.

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