revista carga pesada - edição 158

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Revista Carga Pesada - edição 158

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  • 4DIRETORA RESPONSVEL: Dilene Antonucci. EDIO: Dilene Antonucci (Mt2023), Chico Amaro e Nelson Bortolin. DIRETOR DE ARTE: Ary Jos Concatto. ATENDIMENTO AO CLIENTE: Mariana Antonucci e Carlos A. Correa. FOTOS: Milton Dria. REVISO: Jackson Liasch. CORRESPONDENTES: Ralfo Furtado (SP) e Luciano Pereira (MG). PROJETOS ESPECIAIS: Zeneide Teixeira. WEBMASTER: Faticulo Andreo Monteiro. Uma publicao da Ampla Editora Antonucci&Antonucci S/S Ltda. CNPJ 80.930.530/0001-78. Av. Maring, 813, sala 503, Londrina (PR). CEP 86060-000. Fone/fax (43) 3327-1622 - www.cargapesada.com.br E-mail: redacao@cargapesada.com.br - Circulao: Outubro / novembro de 2011 - Ano XXVII - Edio n 158

    Tiragem audita-

    Entre Ns

    Nesta edio

    CARTAS...................................... 6Vida curta, estrada longa

    FENATRANS caminhes com motores Euro 5..............14O Volvo VM em sua terceira gerao ...........16Cargo pode ter rastreador de fbrica ............18Scania ter caminho a etanol ..................20Lder da VW ter sistema EGR ..................22Mercedes agora tem Atron bicudo ...............24Ecoline ser a linha da Iveco ...................26Cummins aposta no sistema SCR ..............28

    NOTAS ...................................... 30International, OnixSat e P.B. Lopes

    MOTORISTAS........................... 32Capacitar o profissional: essa a questo

    MULHERES................................ 41Duas professoras de profissionais

    ENTRONCAMENTOS................... 42Ponta Grossa (PR) fabricar caminhes

    MINAS GERAIS.......................... 46Patrus, transportadora exemplar

    LUBRIFICANTES....................... 48CJ-4, o leo dos motores Euro 5

    PASSATEMPO..........................50

    No momento em que a indstria caminhonstica como diria o nosso mineiro reprter Luciano Alves Pereira se prepara para dar o maior salto tecnolgico conjunto da histria do Brasil, fica evidente o abismo que separa a capacidade tcnica dos equipa-mentos usados no transporte da capacidade tcnica dos recursos humanos para oper-los.

    disso que tratam as grandes reportagens desta edio. Os sofisticados motores que atendem s normas de emisses de ga-ses Euro 5/Proconve 7 no vm sozinhos. Como se ver na Fe-natran, muitos fabricantes aproveitaram para introduzir outros refinamentos em seus novos veculos. Teremos, a partir de janei-ro, caminhes mais caros, mas menos poluentes, mais geis, mais econmicos e possivelmente mais rentveis dependendo, em parte, do adequado uso que se fizer deles.

    Acontece que a acelerada evoluo da tecnologia no tem sido acompanhada da necessria capacitao dos profissionais presentes na operao do transporte, os motoristas, em especial. O problema no novo, mas parece estar se agravando isso que srio.

    E as causas do problema so vrias. Entre as mais evidentes, temos a nossa pouca estima pelos assuntos da educao, do aprendizado em geral. um fato da nossa cultura. antigo, e est disseminado pela sociedade: a prpria escola no ensina o prazer de aprender. De outro lado, temos a questo prtica da valorizao traduzida em dinheiro para levar para casa no fim do ms da profisso de motorista. O ganho fraco, diria um irmo da estrada. verdade: segundo o DIEESE, faz 10 anos que a massa de salrios no Brasil no cresce e quanto subiu o custo de vida nesse perodo?

    Que as empresas transportadoras passam por dificuldades, tambm sabemos. No fcil gerenciar negcios hoje em dia (em todos os setores). Mas, sem dvida, elas precisam urgentemente incluir este item entre as suas prioridades: a formao de novos motoristas e a atualizao de conhecimentos dos mais experientes, com a proporcional valorizao. Um desafio a mais, mas com exce-lente retorno.

    Muito a aprender

  • Cartas

    6

    Vida curta, estrada longaO ttulo acima uma maneira diferente de falar da preocupao demonstrada

    por nossos leitores que desejam a volta da aposentadoria especial aos 25 anos de trabalho para os caminhoneiros. Tem gente que acha que, sem ela, poucos motoristas conseguem se aposentar, porque vida de caminhoneiro no tem sido to comprida assim... So demais os perigos da estrada e eles tm feito muito corao de motorista parar antes do previsto. Por isso, seria

    justo que os motoristas profissionais pudessem se aposentar um pouco antes, para desfrutar um pouco da vida. Veja outras informaes e opinies

    dos nossos leitores sobre a vida na estrada.

    A culpa no nossaFico indignado com o altssimo preo do pedgio em estradas onde existem buracos e grandes remendos. Vejo que, na Rodovia dos Imigrantes, os caminhes no podem descer. No entanto, a Via Anchieta, que destinada aos cami-nhes, tambm recebe o trfego de veculos pequenos, o que deveria ser proibido. E se andamos na faixa da es-querda, os policiais multam. Proibiram caminhes durante o dia na Marginal de Pinheiros e imediaes, mas essa uma das regies mais congestiona-das de So Paulo. Ento, pergunto: a culpa dos caminhes? Agora, por ali, temos que andar noite ou por dentro dos bairros, sujeitos a ser vtimas de ladres. Todos os dias vejo notcias de roubos aos cofres pblicos, desvios de dinheiro, superfaturamento, e quem paga o pato somos ns, com pssimas estradas, hospitais, escolas etc.Mrcio Pereira Nunes Barueri (SP)Ningum se importaEu queria que vocs viessem para Rio

    ES

    TR

    AD

    AS

    Branco do Sul para ver a situao do asfalto para Itaperuu, na chegada da fbrica da Votorantim. Estamos quase sem condies de rodar, com muitos buracos e remendos malfeitos. Acredito que isto no receba manuteno h mais de cinco anos. As autoridades no se importam, mas ns, caminhoneiros, e mesmo os motoristas de automveis, estamos sofrendo com essa situao. Es-pero que, com esta divulgao, algum tome providncias.Vincius R. Romano Rio Branco do Sul (PR)

    Dizer pssima poucoGostaria de falar sobre as concession-rias CART (Auto Raposo Tavares) e Via

    Rondon. A primeira instalou oito praas de pedgio em apenas 300 km. Pedgios carssimos, em vista das condies da rodo-via. Eles s tapam os buracos e

    aparam a grama das laterais. Rodar de caminho pela faixa da direita horrvel! No caso da Via Rondon uma verdadeira palhaada ou roubo

    mesmo. A rodovia est em pssimas condies. E quando digo pssi-mas, estou economizando. No h razo para se cobrar pedgio ali. A

    cada dia as autoridades inventam uma novidade para ns, profissionais, a pre-texto de segurana ou meio ambiente, mas isso s gera impostos e corrupo. At quando?Sidnei Santana de Brito Presidente Epitcio (SP)

    Cobram, mas no melhoramEstou na estrada h 20 anos, dirigindo um caminho truck por So Paulo, Paran e Rio Grande do Sul e transpor-tando de tudo um pouco. Reclamo de algumas estradas pedagiadas que, des-de a implantao dos pedgios, no me-lhoraram. o que acontece no trecho de Miracatu (SP), prximo balana. E os remendos, ou so demais, ou so mal feitos. So sofrveis, tambm, as cabeceiras de pontes e viadutos, que se transformam em quebra-molas gigantes. Em muitas coisas os pedgios ficam devendo em vista da fortuna que recebem de ns.Barlan Teixeira Saraiva So Leopoldo (RS)Pequenos e grandes errosSou caminhoneiro desde 1983, e com o passar do tempo venho pegando experincia e enxergando os erros e os perigos das estradas. Tem muita coisa

  • 177

    TR

    S

    LA

    GO

    AS

    Vida curta, estrada longa

    que precisa mudar nas estradas e no comportamento dos motoristas, tanto de carros como de caminhes. Come-ando pelos pedgios: o Sem-parar tem que ser do lado esquerdo, onde os veculos correm mais ( j escapei duas vezes de acidentes por ser do lado di-reito). Outra coisa: as entradas e sadas dos postos de combustveis tm que ter uns 100 m de acostamento, para o veculo no ter que reduzir demais a velocidade em cima da pista ou sair direto para o posto. Hoje em dia, os outros motoristas no tm pacincia de esperar a manobra de quem vai fren-te, ultrapassam at pelo acostamento. E

    os pontos de nibus tm que ficar uns 10 metros para trs do acostamento, de forma que as pessoas que estejam esperando nibus no fiquem paradas no acostamento, colocando a vida em risco. Numa viagem para Santa Catarina pela BR-116, vi muitos escolares espe-rando no acostamento. Um perigo!Amarildo Batisto Curitiba (PR)

    As mudanas so rpidasParabns pela reporta-gem sobre Trs Lagoas (Entroncamentos - Edi-o 156). Realmente, as coisas esto mudando rpido por aqui. Tomara

    que o desenvolvimento s traga melho-rias para a populao local.Fernando Issao Shiraishi Trs Lagoas (MS)

  • 10

    www.cargapesada.com.br

    AC

    IDEN

    TES

    FRO

    NTEIR

    AS

    preciso conscientizarTenho 27 anos de idade e um Volkswagen 15.180. Minha rota So Paulo-Minas Gerais (Fiat Automveis). Penso que esta revista deveria fazer mais reporta-gens a respeito de acidentes para tentar conscientizar os motoristas, pois o nmero de acidentes envolvendo caminhes est aumentando a cada dia. Existem motoristas que no respeitam sua prpria vida e assim colocam em risco a vida dos outros. Tiago P. Costa Santa Luzia (MG)CARGA PESADA Pode reparar, Tiago: mesmo que no falemos o tempo todo sobre acidentes, muitas das nossas reportagens tratam de segurana do trnsito. Como, por exemplo, voc poder ver nesta mesma edio, na pg. 32, onde o assunto so os cursos

    Com Shift, a vida melhorEm julho comecei a trabalhar com o cmbio Shift. uma maravilha. Eu trabalhava num NH 12 (2003) e agora estou com um FH 460. De-pois de tanto tempo no trecho, eu ainda me surpreendi com o caminho automtico. A gente se cansa menos. Estou no trecho h 24 anos, j trabalhei com 1113, nibus, 1318, 112, 113, 142, FH importado, NL 10, EDC 360, Iveco 370, NH 12 380 e agora estou no FH 460 completo, inclusive com rodas de alumnio. A gente se sente bem com todos os outros motoristas elogiando o nosso capricho em cuidar de um cami-nho desses. realm