revista betel n°02

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Associação Betel Evangelismo e Missões. - A Pregação do Evangelho do nosso Senhor Jesus Cristo.O Mistério do Evangelho - Eliseo ApablazzaA Minha História na Cruz - Glenio Fonseca ParanaguáO Escândalo da Cruz - Tomaz GermanovixCristo, Plenitude de Deus - Humberto X. RodriguesA Igreja - O Corpo de Cristo - Jader Charles MalafaiaA Cruz é uma Coisa Radical - A. W. TozerCristo, Nossa Vida - T. Austin-SparksA Ofensa da Cruz - F. J. HuegelNo Coração de Deus - Parte I - Watchman NeeCristo no Antigo Testamento - Maurício G. G. CidHudson Taylor: Uma Vida na Mão de Deus - William E. Allenhttp://www.assbetel.com.br/

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Revista Betel

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Apresentaopropsito de Deus reunir sob a poderosa mo do nosso Senhor Jesus Cristo toda a Sua criao. ... De fazer convergir nele, na dispensao da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do cu, como as da terra. Efsios 1:10. E quanto nossa relao com Deus, estamos unidos a Cristo em verdadeira paz. A nossa orao para que Deus continue nos usando na divulgao destas mensagens para que, juntos, sejamos edicados no pleno conhecimento do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus. Conhec-Lo e faz-Lo conhecido o nosso alvo. Somos os amados lhos de Deus e o seu propsito ver-nos semelhantes ao seu Filho. Por isso, o nosso desejo que Cristo seja mais e mais revelado na vida de todos os Seus lhos. Meus lhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, at ser Cristo formado em vs. Glatas 4:919. Esta revista mais uma ferramenta que consagramos ao Senhor para que Ele seja gloricado. Humberto Xavier Rodrigues

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Revista Betel

SumrioApresentao, 1ESTUDO BBLICO

O Mistrio do Evangelho, 3Eliseo Apablazza

A Minha Histria na Cruz, 8Glenio Fonseca Paranagu

O Escndalo da Cruz, 14Tomaz Germanovix

Cristo, Plenitude de Deus, 17Humberto X. Rodrigues

A Igreja - O Corpo de Cristo, 22Jader Charles Malafaia

LEGADO

A Cruz uma Coisa Radical, 31A. W. Tozer

Cristo, Nossa Vida, 34T. Austin-Sparks

A Ofensa da Cruz, 36F. J. Huegel

RIQUEZA DA GRAA

No Corao de Deus - Parte I, 39Watchman Nee

Cristo no Antigo Testamento, 42Maurcio G. G. Cid

TESTEMUNHO

Hudson Taylor - Uma Vida na Mo de Deus, 45William E. Allen

Sobre a Associao Betel, 47Foto da capa: Studio Solution

Revista Betel

ESTUDO BBLICO

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O Mistrio do Evangelho

Eliseo Apablaza

Este conhecimento a revelao de um mistrio, um mistrio que estava escondido pelos sculos e eras, e que nesse momento foi dado a conhecer.

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egundo o apstolo Paulo na epstola aos Efsios, o evangelho um mistrio (Efsios 6:19) que esconde em si mesmo, por sua vez, outro duplo mistrio: o mistrio de Deus (Pai) e o mistrio de Cristo. Esta a grande boa nova para todos os homens, incrdulos ou crentes. Ambos mistrios foram preliminarmente revelados no episdio de Cesaria de Filipos (Mateus 16:1318), quando o Senhor pergunta aos seus discpulos quem dizem ser ele. Nesse momento, o Pai revelou a verdadeira natureza e ministrio de Je-

sus ao corao de Pedro, e em seguida Jesus revelou o mistrio da Igreja aos doze que estavam com ele. O Pai disse a Pedro que Jesus era o Cristo, o Filho de Deus vivo, e o Senhor Jesus disse aos discpulos que a Igreja seria uma realidade edicada sobre uma Rocha (Cristo), e que seria uma edicao de tal natureza que o inferno nada poderia contra ela. Este conhecimento a revelao de um mistrio, um mistrio que estava escondido pelos sculos e eras, e que nesse momento foi dado a conhecer. No foi dado a conhecer a todos os que habitualmente seguiam

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Revista Betel

Jesus, seno aos doze; tampouco foi declarado nos primeiros dias do seu ministrio, mas no nal, provavelmente uns seis meses antes da cruz. Esta revelao dupla a pedra angular da nossa preciosa f. um mistrio duplo que o Pai e o Filho tem revelado atravs da histria da Igreja, sobretudo neste tempo. O evangelho de Deus , pois, um mistrio que esconde outros dois. Este evangelho no s assunto de proclamao, mas de revelao. No basta que alguns homens o preguem, e que outros homens o ouam, mas que o Pai e o Filho o revelem. No se alcana mediante o estudo bblico (mesmo que o estudo bblico nos ajude a entend-lo logo que tenha sido revelado), nem mediante estudos teolgicos. um presente de Deus concedido s crianas (Mateus 11:25-27), aos que buscam a Deus com simplicidade de corao, porque assim agradou ao Pai. O Mistrio do Pai: Cristo Esta revelao dada a Pedro em Cesaria de Filipos quase tudo o que o Pai disse aos discpulos acerca de Jesus, e o que o Senhor disse aos doze nessa ocasio quase tudo o que disse sobre a Igreja. Os discpulos no estavam preparados para receber mais luz, pois o Esprito Santo

no tinha vindo. Quando ele viesse, ento, revelaria todas as coisas. Graas a Deus, o Esprito Santo j veio, e trouxe a revelao completa. E Deus chamou a um apstolo ao mais pequeno, quase um inexpressivo, como ele mesmo o disse para que lhe desse a conhecer. O apstolo Paulo, na epistola aos Efsios, d uma viso mais ampla sobre o duplo mistrio que envolve o mistrio do evangelho. O mistrio do Pai Cristo, e Paulo nos disse, pelo Esprito, que Cristo ser constitudo como Cabea de todas as coisas, tanto as que esto no cu como as que esto na Terra (Efsios 1:10). Aquele mesmo que o Pai revelou a Pedro como o Cristo, o Filho de Deus, aqui destacado como o centro de atrao e de reunio de todas as coisas do Universo. Isto , evidentemente, uma revelao maravilhosa. Paulo nos leva muito mais longe, a uma dimenso csmica que, antes dele, no se conhecia. Para conseguir este grande objetivo que Cristo seja o Cabea de tudoDeus colocou Cristo primeiramente como cabea da Igreja (Efsios 1:22). Cristo como a Cabea de todas as coisas um fato ainda futuro para ns; mas Cristo como a Cabea da Igreja um fato presente para ns. A carta de Paulo aos crentes em feso apresenta primeiro a meta nal (Ef-

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sios 1:10), e a continuao da realidade presente que far possvel num prazo prximo a realizao da meta nal (Efsios 1:22). Quando a Igreja se submete em tudo sua Cabea, ento todos os demais se lhe submetero. A obedincia de uns poucos possibilitar que todos os demais venham obedincia (2 Corntios 10:6). O Mistrio de Cristo: A Igreja A segunda revelao que Paulo apresenta a do mistrio de Cristo, a Igreja. O captulo 3 de Efsios, versculos de 4 a 6, nos diz que este mistrio foi dado a conhecer agora aos apstolos e profetas, pelo Esprito. O Senhor Jesus havia dito em Cesaria que a Igreja seria edicada sobre a Rocha, e aqui Paulo nos diz quem a constitui: A Igreja est formada tanto por judeus como por gentios; ambos foram feitos membros do mesmo corpo. Paulo nos fala aqui da Igreja como corpo. A comparao do corpo usada para representar a Igreja a mais perfeita e completa de todas as comparaes que h nas Escrituras para referir-se Igreja, tanto no Novo como no Antigo Testamento. H outras e muito belas, mas esta a maior. Paulo recebeu luz acerca dessa preciosa comparao muito cedo,

quando foi detido pelo Senhor no caminho para Damasco. Ele ouviu o que o Senhor lhe disse, segundo pareceu-lhe, umas estranhas palavras: Saulo, Saulo, por que me persegues?. Saulo no se considerava perseguidor direto do Senhor, pois, para ele, Jesus havia morrido fazia muitos anos. Mas aqui se lhe mostra uma realidade nova e maravilhosa: o Cristo, que lhe fala dos cus, o mesmo que os homens e mulheres aos quais ele persegue. Ele perseguia homens e mulheres, mas aqui era Jesus o perseguido. De modo que a comparao da Cabea e do corpo logo mostrada a Paulo. O que ocorre com ele nos anos posteriores de seu ministrio foi, de certo modo, um desenvolvimento daquela revelao primeira. E aqui, em Efsios, Paulo leva ao pice esta preciosa revelao, pois nos mostra este Homem Celestial em toda sua beleza. Este Homem Celestial um nico e novo homem (Efsios 2:15), que est assentado nos lugares celestiais (Efsios 2:6), que cresce at a medida de um varo perfeito (Efsios 4:13), que luta as batalhas de Deus com uma armadura completa (Efsios 6:14-17). Como podemos ver, a dupla revelao de Cesaria de Filipos desenvolvida por Paulo e, neste desenvolvimento, nos mostra uma nica realidade; ambas revelaes conver-

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gem em uma nica: Cristo e a Igreja, a seu Filho Unignito, que desejou o Novo Homem, o Homem Celestial. ter muitos lhos como ele. Ento, se props a reproduzir esses feitos, esse carter, essa formosura, nos muitos Outras Comparaes da Igreja lhos que viriam. (Romanos 8:29). Portanto, a Igreja em Efsios O atual trabalho do Pai e do mostrada tambm atravs de outras Esprito Santo conseguir que os comparaes: a da cidade, a da fam- muitos lhos de Deus sejam feitos lia e a do edifcio (Efsios 2:19-22). essa imagem. Para isso, o Pai nos Por meio de cada uma delas a revela- disciplina com amor, e o Esprito o da Igreja se completa ainda mais. Santo nos destri e nos reorganiza. A comparao da cidade nos faz Chegar um dia em que, pela graa recordar daquela preciosa profecia de Deus, todos ns nos pareceremos de Isaas 29:1,2: A Igreja uma cida- tanto com Cristo, que o Pai enconde forte que tem muros e muralhas. trar contentamento em todos ns, Ela tem uma salvao dupla para os tal como encontrou antes em nosso que vem ao seu abrigo: a salvao Senhor (Mateus 3:17). dos pecados (mediante o sangue de Por ltimo, a comparao do ediCristo) e a salvao deles mesmos fcio nos leva revelao inicial de (mediante a cruz de Cristo). As por- Cesaria. A Igreja um edifcio editas dessa cidade forte se abriram para cado sobre uma Rocha, de modo deixar entrar as pessoas justicadas que ainda que se levante contra ela pela f em Jesus Cristo e que seguem o inferno, como chuva, como rio ou Sua palavra e no negam Seu nome como vento (Mateus 7:25), no a (Apocalipse 2:8,10). derrubar. A pedra Cristo revelado A comparao da famlia nos fala ao corao e confessado com a boca, de um Pai (Deus), de um Filho Pri- tal como ocorreu com Pedro aquemognito ( Jesus Cristo) e de outros la vez. Os que so edicados sobre muitos lhos e irmos. A Igreja a esta Rocha so pedras vivas (1 Pedro famlia de Deus, a maior famlia 2:4-5), quebrantados ao serem colode toda a terra. Cada lho de Deus cados sobre ela (Mateus 21:44), isto e membro desta famlia tem irmos , quebrantados em suas fortalezas de muitas cores, raas e lnguas, to- naturais, para que neles que apenas dos el