Revista ARTE DE PIÁ, n° 1

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<p> 1. ARTE DE neste nmero ARRASA!!! PI + Biblioteca Criana PerformerPI nmero 1 abril 2012 2. Redescobrir os caminhos do brincar e, por consequncia, os da criao artstica prazerosa e espontnea o que tem acontecido conosco neste perodo de vivncias dentro do Programa de Iniciao Artstica. Para comemorar o primeiro ano e meio j de atuao dos 4 cavaleiros coloridos do aps-colapso (equipe do CEU 3 Pontes) trazemos a tona mais esta publicao singela com registros, comentrios e referncias de nosso trabalho no extremo leste da cidade de So Paulo. Extremo no s geogrfico: extremos so os sonhos, a criatividade, a vivacidade, a ludicidade, a amizade, etc.ndice 1 ano no 3 Pontes...........3 ARRASA!!!......................4 Americ PI....................5 BiblioAtividades............6 Notcias............................7 PI na rede mundial.....8 Carta de Princpios........9 Que diacho isso de Criana Performer?......10ARTE DE PI artedepia@gmail.com www.artedepia.blogspot.com (descarregue a revista e outros itens gratuitamente na pgina)Sejam bem vindos a ARTE DE PI! 3. ARTE DE PI1 an o no 3 Pon tes Chegamos em terras do Romano no meio de um turbilho de sentimentos e sensaes. Agosto de 2010. Potica a flor da pele, olhos desconfiados em direo s figuras diversas que adentravam as ruas movimentadas e populares do bairro, alguns comentrios desagradveis que logo foram convertidos em calorosos cumprimentos mas sobretudo uma generosidade e um acolhimento raros aqui nessa cidade de So Paulo. Bom, na verdade j estamos quase em Itaqua... Quem tem o privilgio de conhecer essa perifa perigosa, certamente tem muitas histrias para contar, cantar, pintar e danar. NS temos um monto. Querem conheclas? A gesto diz que no brincadeira no gramado pular muro do outro lado bicicleta no portoEm ARTE a gente diz com carinho, tudo PODE com respeito, PODE, PODE comunidade feliz3 4. ARTE DE PI Confesso que at dava um pouco de medo escutar os gritos e manifestaes de ARRASA!!! no princpio. Logo, porm, entendi que era a representao de uma coletividade autntica que aos poucos estava se formando entre os jovens, inclusive por conta de nossos prprios discursos artsticos alguns corporais, comportamentais, outros silenciosos e at inconscientes durante os encontros e aes. Durante nossas convivncias, que extrapolaram as relaes apenas de professor aluno, mestre aprendiz. Discursos de autoestima, de descoberta comunitria + individual, de reconhecimento e de valorizao das razes e do potencial criador que cada um j tem. Originrio na famosa turma de 11 a 13 anos de Dana do Professor Guilherme o terror para alguns! o termo logo se espalhou e foi se tornando um smbolo do prprio PI do 3 Pontes. A cada nova atividade realizada, a cada nova ideia que surgia, a cada nova sensao vivenciada, ficava evidente que tod@s queramos arrasar...ARRASA!!!4ARRASA!!! tambm nosso programa mensal em vdeo e faremos uma matria especial sobre ele no prximo nmero. 5. arrasa1 ar.ra.sa1 sf (de arrasar) Ao de arrasar (medidas).ARTE DE PIarrasa2 ar.ra.sa2 adj m+f (de arrasar) Gluto, guloso; insacivel. arrasar ar.ra.sar (a1+raso+ar2) vtd e vpr 1 Tornar(-se) raso: Arrasar as matas. Arrasam-se os campos. vtd 2 Demolir, derrubar (uma construo). vtd 3 Arruinar, estragar: Arrasou a sade. vtd 4 Abater: Arrasar uma ditadura. Arrasar vaidades, pretenses. vtd e vpr 5 Encher(se) at as bordas: Jovialmente, arrasou os copos dos companheiros. Arrasaram-se de lgrimas os olhos de muitos espectadores. vtd 6 Descompor, humilhar com injrias e palavras violentas: Joo Batista arrasava os falsos religiosos. vtd 7 Fazer perder os bens, a paz de esprito, a coragem: Negcios malsucedidos o arrasaram. vpr 8 Acabar: Com uma guerra atmica arrasar-se- o mundo. vtd e vint 9 gr Agradar, impressionar, destacar-se: Usando apenas um biquni minsculo, a garota arrasou a praia inteira. fonte de busca: www.michaelis.uol.com.brBom, espero que possamos ento continuar ARRASANDO, utilizando os melhores sentidos e sentimentos possveis, e que as relaes e (re)aes proporcionadas pelo PI sejam de extrema validade para tod@s que esto se arriscando nessa experincia.Am eric PI 3 meses de rduos trabalhos com uma equipe tcnica extremamente comprometida, foram necessrios para a produo das 2 partes que compem esta obra audiovisual que muito nos orgulha. Americ PI um dos bons resultados que temos gerado nos processos que instauramos: uma mera brincadeira que inspira uma ideia, que costurada por uma experincia anterior, que encampada por um desejo pessoal e coletivo, que mobiliza a maioria a vivenciar na pele sem o receio de errar. No caso do filme, meio animao, meio teatro, meio tudo, pudemos utilizar todas as linguagens que nos acompanham nessa instigante jornada: confeco de bonecos, cenrios, textos, movimentos, sons, etc. Grandes momentos, grandes artistas envolvidos. Vale a pena ver e rever, observando os detalhes. Na pgina do PI e tambm em www.vimeo.com/24274968 (7'36''), a parte 1, e em www.vimeo.com/25537537 a parte 2 (11'50'').5 6. ARTE DE PIBiblioAtividades, muitas! Parceiros mais fiis desde que aportamos no Romano no segundo semestre de 2010, a BiblioEquipe tem nos mostrado / ensinado tantas outras possibilidades para um espao que poderia ser e muitas vezes um amontoado desinteressante de livros. Com muita inteligncia, ousadia e trabalho, eles esto ressignificando esse tradicional ambiente cultural. s perguntar ao pblico que frequenta o local...Os primeiros contatos foram com o time composto por Vilma, Cssia, Marcos e Madeline. Atualmente segue esta ltima adorvel e engraada figura e est Claudia. Com el@s, foram e so uma poro de memorveis saraus, contaes, improvisaes, discusses, reunies, encontros com autores, entrevistas, bagunas, bibliolfora, oficinas, comes e bebes, etc. Que continuemos aliados!!! E que venha a AREIA!!!6 7. notciasARTE DE PIPIs daqui y de all Uma das caractersticas que mais reprsenta o PI o movimento. Seja entre 4 paredes, seja nas reas de cada comunidade, seja pelo mundo. Numa andana dessas pelo planeta, esbarramos com outros PIs latinos. Tantas semelhanas e tantas diferenas. Um documentrio curto que fizemos e que est em fase final de produo revelar um pouco dessa conexo surpreendente.Nossas frias... Em agosto de 2011, logo no retorno das frias de meio de ano, tivemos o desejo de compartilhar nossas aventuras. Nossas imagens mentais e os sentimentos assimilados se materializaram sobre papis e se transformaram na publicao Nossos desenhos e histrias de frias, o primeiro livro de PI por ns lanado. Disponvel para baixar em nossa pgina.Visitas aos outros PIs Ainda no oficial mas j demos incio s visitas / intercmbios de PI com outros equipamentos. Por enquanto apenas alguns AEs se locomovendo. Em agosto passado estivemos nas Bibliotecas Monteiro Lobato, Marcos Rey e Hans Christian Andersen. E durante o mesmo semestre, tivemos fantticos momentos no Guarapiranga + Cantos do Amanhecer e no Caminhos do Mar.7 8. ARTE DE PIPI na rede mundial de computadores (WWW) Como fizemos em vrios espaos do nosso CEU, no podamos deixar de ocupar mais esse que se apresentava to aberto e disponvel. Alm de existirmos fisicamente, agora tambm somos entidades virtuais conectadas com toda a multiplicidade planetria!!! Estamos buscando sempre prticas que sejam atraentes e agradveis para ns e para @s participantes do programa. Indiscutvel a presena das novas tecnologias na rotina das crianas mesmo sendo elas consideradas carentes.8Nada mais justo que incluir ento nesse processo dinmico o computador, suas inumeras possibilidades e oportunidades, e outras mquinas que j esto acessveis. Por ora, s os adultos esto cuidando / alimentando os contedos da pgina do PI. Apesar de no acompanhar o ritmo de aes realizadas no conseguimos postar nem a metade do que j experimentamos em nossos encontros desejamos brevemente reverter esse quadro. A prxima etapa levar @s prpri@s PIs para dar forma, cor e outros olhares para esse canal de comunicao. E sabemos que isso far uma diferena brutal na proposta. Ento, ao acesso: www.artedepia.blogspot.com (a pgina) artedepia@gmail.com (o correio eletrnico) www.artedepia.podomatic.com (a rdio virtual) Canal de PI (para buscas de vdeo no youtube) 9. ARTE DE PICarta de Princpios A carta de princpios do PIA fruto do pensamento coletivo da equipe de 2010. Ela norteia e estimula a atuao e a conduta das equipes dentro do Programa, nas suas relaes com a criana, pais, parceiros, artistaseducadores e comunidade. Este documento a consolidao de uma primeira etapa de discusso e ser revisto aps uma ampla discusso de seus itens. PrincpiosLudicidade: a brincadeira como uma forma legtima de se relacionar, de ser e estar no mundo, na sua espontaneidade e significao. Reconhecer a baguna, alegria, o jogo e a fantasia como aspectos deste princpio. Iniciao: o despertar e a descoberta da criana, de si e do mundo, promovidas pela experincia artstica e seus desafios de expresso, posicionando-se.Processo criativo: os acontecimentos criativos como parte de um processo, dentro de um espao e de um tempo, acolhendo a sensibilidade, e em constante movimento. Tempo do experimentar: o cuidado com o tempo da criana, fazer-se presente para que a experincia do criar seja plena em possibilidades, sob o signo da liberdade propiciado pela arte. Ritmo do encontro: perceber os ritmos e olhar para os ritos de passagem, o reencontro com o amigo e com o espao comum.Pertencimento: o acesso a cultura e ao espao pblico. O entendimento do direito a fruio dos bens simblicos e da participao ativa da comunidade interessada. Dilogo: a escuta e a inter-relao entre pessoas e idias, e as linguagens artsticas contempladas pelo Programa.9 10. ARTE DE PI Pegue um punhado de crianas (com apenas uma tambm j suficiente), d um pouco de carinho, ateno, respeito. Mexa(-se), agite(se), estimule(-se) por alguns minutos. Reserve. Prepare separadamente, se possvel, um ambiente no qual elas possam expressar, interagir e construir livremente suas ludicidades mais internas. Nada complexo, apenas objetos cotidianos, tecidos, um pouco de tinta, etc. Pitadas de criatividade e desafios podem ser acrescentadas a gosto e com frequncia.Que diacho isso deCRIANAPERFORMER?10Misture tudo e leve para uma aquecida sala do PI. Mas tambm pode ser para o aconchego do gramado, para o calor humano da Biblioteca ou para o prprio ptio aberto em dias ensolarados. Est pronto nosso alimento para a vida: a infncia que brinca, a criatura que cria, @ pequen@ que inspira. Ou, para quem preferir, a criana performer. Muito mais que ensinar algo, talvez nossa funo / misso como AEs artistaseducadores seja acreditar nas produes culturais dos PIs e utilizar nosso limitado poder para dosar / equilibrar os ingredientes dessa receita orgnica da iniciao artstica. Como bons cozinheir@s... Vale tambm ler os textos bacanas de nossa querida Marina Marcondes agachamento Machado, que tem referenciado alguns de nossos debates sobre o tema, e conhecer outros pensamentos seus em www.agachamento.com.</p>