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  • revista amf - 3

    Editorial

    Zelina Caldeira - Presidente da AMFMais um ano se inicia e as ques-

    tes relativas aos cuidados da sade necessitam de prioridade. O desenvol-vimento da tecnologia, aprimoramen-to de mtodos diagnsticos e novos medicamentos possibilitaram a cura ou controle de algumas patologias. Por outro lado, doenas infecciosas, algu-mas evitveis atravs da vacinao, e outras, que esto relacionadas falta de higiene pessoal ou do ambiente, aglomerao, pobreza, entre outros fatores, se perpetuam ou tm aumen-tado sua incidncia nos ltimos anos.

    O Ministrio da Sade dispe de vrios programas de preveno dire-cionados ateno primria e, no en-tanto, os resultados fi cam muito aqum do desejado. Chegamos, no Brasil, a uma cobertura vacinal, acima de 95% para algumas doenas que fazem parte do Programa Nacional de Imunizao voltada para a vacinao infantil, em-bora no haja uma homogeneidade de cobertura entre as vacinas disponveis.

    A falta pontual de algumas vacinas na rede pblica, a difi culdade de aces-so e a desinformao tm contribudo para a queda na cobertura vacinal, oca-sionando o risco de indivduos suscet-veis se infectarem. Mesmo para doen-as em fase de eliminao ou controle, importante a manuteno de altas coberturas vacinais.

    Vive-se um momento de grande preocupao em relao febre ama-

    rela. Cabe ao setor de sade local esclarecer a populao e incentivar a vacinao e, tambm, no esquecer outras arboviroses presentes em nossa regio, isto Dengue, Chikungunya e Zika. Nos ltimos meses, tm se re-gistrado muitos casos de Chikungunya em Niteri e So Gonalo. A cam-panha de combate ao Aedes aegypti deve ser constante.

    No cenrio das doenas infecciosas sexualmente transmitidas, vale ressaltar o aumento signifi cativo da incidncia de sfi lis no Brasil e, concomitante, a escassez da penicilina benzatina, medi-camento efi caz para tratamento.

    Fala-se nas doenas emergentes, reermegentes e negligenciadas, tema importante em Sade Pblica e abor-dado nesta edio.

    Certamente, que a falta de investi-mentos em pesquisas, a defi cincia de estrutura dos servios de sade e as baixas condies scio-econmicas da populao favorecem a perpetuao dessas enfermidades, alm de difi cultar a realizao de aes para controle.

    E assim estamos... Sade univer-sal: para todos e em todos os lugares. Este o tema deste ano escolhido pela Organizao Mundial da Sade.

    Sigamos em frente! Que possamos continuar trabalhando e superando as difi culdades...

    Um melhor 2018!

    Prezadosleitores!

  • ndice

    Associao Mdica FluminenseAvenida Roberto Silveira, 123 - IcaraNiteri - RJ - CEP 24230-150Tel.: (21) 2710-1549

    Diretoria da Associao MdicaFluminenseGesto: 2017-2020Presidente Zelina Maria da Rocha CaldeiraVice PresidenteGilberto Garrido JuniorSecretrio GeralIlza Boeira Fellows1 SecretrioChristina T. Machado Bittar1 TesoureiroValeria Patrocnio T. Vaz2 TesoureiroJos Emdio Ribeiro EliasDiretor Cientfi coJos Trindade FilhoDiretor Scio CulturalPedro ngelo Bittencourt Diretor de PatrimnioAndre Luiz Carvalho Vicente

    Conselho DeliberativoMembros NatosAlcir Vicente Visela ChcarAlkamir Issa Aloysio Decnop MartinsBenito Petraglia Glauco BarbieriLuiz Jos C. de S. Lacerda NetoWaldenir de Bragana

    Membros EfetivosAna Cristina Peanha DantasAnadeje Maria da Silva AbunahmanAntonio Orlando RespeitaCarlos Alberto de Oliveira CordeiroClovis Abrahim CavalcantiEliane Bordalo Cathala EsberardEmanuel Decnop Martins JuniorHeraldo Jos VicterJackson Ferreira GalenoJorge Jos AbunahmanJos Gonzaga Rossi da SilvaMaria da Conceio Farias SternPaschoal Balthazar Baltar da SilvaPaulo Cesar Santos DiasRodrigo Schwartz Pegado

    Membros SuplentesCarlos Arthur Mendes GameiroCristiano Bandeira de MeloDilson ReisEdilson Ferreira FeresEnildo Ferreira FeresFernando Cesar Ranzeiro de BraganaJorge Carlos Mostacedo LascanoJos de Moura NascimentoLeonardo Jorge LageMario Roberto Moreira AssadMauro Romero Leal PassosMiguel Luiz LoureoPaulo Afonso Lourega de MenezesRenato de Souza BravoWellington Bruno Santos

    Conselho Fiscal / Membros EfetivosEduardo Duarte de OliveiraFritz Alfredo Sanchez CardenasValdenia Pereira de Souza

    Membros SuplentesKathya Elizabeth do Monte TeixeiraLuiz Fernando Jogaib MainierPaulo Fernando Rodrigues da Cal

    Assessora ParticipativaMaria Gomes

    Ano XV - n 74 - Jan/Fev/Mar- 2018Produzida por LL Divulgao EditoraCultural Ltda.Redao e PublicidadeRua Cel. Moreira Csar, 426 / 1401- Icara - Niteri - RJ Tel/Fax: 2714-8896 - www.lldivulga.com.bre-mail: lldivulga@gmail.comDiretor Executivo - Luthero de Azevedo SilvaDiretor de Marketing - Luiz Sergio Alves GalvoJornalista Responsvel: Walmyr PeixotoReg. Mtb RJ 19.183Projeto Grfico: Luiz Fernando MottaCoordenao: Ktia Regina Silva MonteiroGrfica: GrafmecFotos: Nelma LathamSuperviso de Circulao:LL Divulgao Editora Cultural LtdaTiragem: 5 mil exemplares

    Os artigos publicados nesta revista so de inteiraresponsabilidade de seus autores, no expressando,necessariamente, a opinio da LL Divulgao e da AMF.

    Pas rico pas sem corrupo e impunidade

    Expediente

    Matria de CapaDoenas emergentes, Reemergentes e Negligenciadas 06

    EventoFebre Amarela, o que voc precisa saber 08

    1 Clube do Reumatismo de Niteri debate doenas osteometablicas 12

    RegistroSINMED - Sindicato comea 2018 atuando em defesa da classe mdica, apesar das difi culdade enfrentadas 18

    Artigo Cientfi coSncope: como diagnosticar e tratar 22

    ArtigoVinhos doces: apenas para iniciantes? 24

    Perfi lDra. Thereza Christina Cypreste de Miranda 26

    InformeCLINOP tem fi lial em Icara com tecnologia de ponta 28

    AcamerjDiagnstico precoce dos tumores malignos 30

    AgendaEventos da AMF 33

    Porque sou scio da AMFDr. Antnio Carlos Accetta 34

    Livro em FocoEstradas 36

  • 6 - revista amf

    O termo EMERGENTE usado, tambm, quando uma doena atinge uma regio onde nunca havia

    se apresentado, ou era tida como erradicada.

    Matria de Capa

    Doenas emergentes, reemergentes e negligenciadas

    Inicio esta conversa convidando: vamos comemorar o Dia Mundial da Sade? A data de 7 de abril assinala 70 anos da criao da Organizao Mundial de Sade, em 1948. Em cada ano, a OMS aproveita a ocasio para fomentar a conscincia sobre alguns temas chave relacionados com a sade mundial. Neste sentido, organiza eventos a nvel internacional, regional e local para pro-mover o tema escolhido que em 2018 Sade para Todos.

    H perguntas formuladas frequente-mente a ns, mdicos e mdicas: Doutor, que viroses so essas que esto aparecen-do? E esses casos de conjuntivite, isso epidemia? A febre amarela est voltando? epidemia? E a Doena de Chagas, ainda existe?

    Necessitamos ter condies de infor-mar, em qualquer especialidade que exer-cemos, essas indagaes to comuns. So doenas das quais no se ouvia mais falar, que esto surgindo e assustando, que ti-nham desaparecido e esto retornando. E as antigas conhecidas continuam causando vtimas, e at aumentando sua incidncia. esta a situao que busco comentar, com

    uma viso geral e panormica.Dados epidemiolgicos, demogrfi cos

    e o impacto das doenas levam a distin-guir: DOENAS EMERGENTES, REE-MERGENTES E NEGLIGENCIADAS. So doenas infecciosas e parasitrias, conside-radas preocupantes em Sade Pblica.

    EMERGENTES So doenas cau-sadas por vrus ou bactrias nunca antes descritos, desconhecidos ou resultantes de mutao, cuja incidncia em humanos au-mentou durante as ltimas dcadas. Elas se espalharam recentemente e aparecem em determinadas reas geogrfi cas, provocan-do situao alarmante para as autoridades sanitrias. Apresentam grande morbiletali-dade. Podem ser provocadas por agentes que s atingiam os animais e agora afetam, tambm, os seres humanos as chamadas zoonoses.

    O termo EMERGENTE usado, tam-bm, quando uma doena atinge uma re-gio onde nunca havia se apresentado, ou era tida como erradicada. So exemplos: AIDs, arboviroses, dengue, encefalite es-pongiforme (doena da vaca louca), zika, chicungunha. Elas possuem como vetores

    os mosquitos Aedes aegypti e albopictus. E podem ocasionar a Sndrome de Guil-lain-Barr e microcefalia. Outras ainda so: hepatite C, febre hemorrgica, vrus bola, infl uenza.

    Por qu? Entre as causas apontadas est o turismo, em grandes concentraes Copa do Mundo, Olimpadas e a mi-graes de vrias regies do mundo onde essas doenas existem.

    Dr. Waldenir de Bragana Mdico Sanitarista, ex-Presidente da AMF, Fundador e Presidente da UNIVERTI, Presidente da Academia Fluminense de Letras

    Dia Mundial da Sade7 de abril - OMS 70 anos

    Desde 1948 servindo sade

  • revista amf - 7

    Reemergentes So doenas tidas como controladas ou consideradas erradicadas, que esto voltando. Exemplos: dengue, febre amarela, leishmaniose (calazar), clera, mal-ria. A tuberculose, que parecia ter desapare-cido, uma das maiores causas de morte no mundo. Em 2016 a OMS criou a campanha Unidos para Acabar com a Tuberculose, fazendo um chamado aos governos, socie-dade civil e ao setor privado para pr fi m doena por meio do trabalho coletivo. No Brasil, so 70 mil casos todos os anos.

    A febre amarela silvestre transmitida por mosquitos (Haemagogus e o Sabe-thes) que vivem nas matas e na beira dos rios. Quando a febre amarela comea a se apresentar nas cidades, a chamamos de fe-bre amarela urbana na ocasio em que ela passa a ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e albopictus.

    Negligenciadas No Brasil a Secreta