revista 05 - sbot-es - abr/mai/jun 2009

Download Revista 05 - SBOT-ES - abr/mai/jun 2009

Post on 06-Mar-2016

221 views

Category:

Documents

3 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edição número 05 da revista da SBOT-ES

TRANSCRIPT

  • Entrevista Carlos Alberto Fagundes

    A importncia da padronizao na abordagem inicial do politraumatizado.

    4 Matria especial LesesAmeaas no futebol, no surf, no tnis e em tantos outros esportes.

    10Carta do Presidente

    Artigo

    Raio X

    Vida Leve

    Dicas SBOT-ES

    SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA REGIONAL ESPRITO SANTO

    Informativo

    05 2009

    abr / mai / jun

    2

    3

    8

    12

    14

  • o ltimo dia 20 completamos

    um ano de vigncia da chama-

    da Lei da Alcoolemia Zero. Mo-

    mento mais do que oportuno para avaliar

    os efeitos da medida em todo o territrio

    nacional. Uma Audincia Pblica convoca-

    da h poucos dias pelos deputados Hugo

    Leal (PSC-RJ), relator e autor do projeto, e

    Jofran Frejat (PR-DF), deu incio ao proces-

    so de avaliao.

    Apesar de Leal j ter mencionado que

    os nmeros no so muito expressivos,

    vale fazer uma ressalva. Assim como o de-

    putado, ns da Sociedade Brasileira de Or-

    topedia e Traumatologia, Regional Espri-

    to Santo (SBOT-ES) acreditamos que a Lei

    Seca se mostrou positiva neste primeiro

    ano. As estatsticas da Polcia Rodoviria

    Federal confirmaram reduo no nmero

    de mortes nas estradas federais.

    Militar contra a combinao direo/

    lcool e alertar sobre seus riscos sempre

    foi uma de nossas bandeiras. Por isso mes-

    mo, no dia 10 de junho, a SBOT-ES, em par-

    ceria com a Nacional, promoveu mais uma

    campanha de conscientizao alertando

    Carta do Presidente

    Joo Carlos de Medeiros TeixeiraPresidente da SBOT-ES

    DiretoriaPresidente: Dr. Joo Carlos de Medeiros TeixeiraPrimeiro Vice-Presidente: Dr. Alceuleir Cardoso de SouzaSegundo Vice-Presidente: Dr. Adelmo Rezende F. da CostaPrimeiro Secretrio: Dr. Thanguy Gomes FrioSegundo Secretrio: Dr. Adelmo Rezende Ferreira da CostaPrimeiro Tesoureiro: Dr. Antnio Tamanini Segundo Tesoureiro: Dr. Paulo Henrique Paladini

    Conselho Fiscal Dr. Carlos Henrique O. de Carvalho Dr. Mssimo Nelson C. E Gurgel Dr. Flvio Vieira Somoes Dr. Ruy Rocha GusmanDr. Fbio Vassimon JorgeDr. Bianor Guasti Jnior

    DelegadosDr. Geraldo Lopes da SilveiraDr. Jorge Luiz KrigerDr. Roberta R. Silveira

    Comisso ExecutivaDr. Joo Carlos de Medeiros Teixeira

    Dr. Anderson De NadaiDr. Alceuleir Cardoso de SouzaDr. Adelmo Rezende F. da CostaDr. Marcelo Nogueira da Silva

    Comisso de Ensino e TreinamentoDr. Marcelo Nogueira da SilvaDr. Nelson EliasDr. Roberta R. SilveiraDr. Alceuleir Cardoso de SouzaDr. Marcelo Rezende da SilvaDr. Adriano de SouzaDr. Edmar S. da Silva JuniorDr. Jair Simmer FilhoDr. Eduardo Hosken Pombo

    Comisso de tica, Defesa Profissional e Honorrios MdicosDr. Hlio Barroso dos ReisDr. Emdio Perim JniorDr. Fernanda Silveira SilvaDr. Jos Eduardo Grandi Ribeiro Filho Dr. Sebastio A. M. de Macedo

    Comisso de Estatuto e RegimentoDr. Anderson De NadaiDr. Joo Carlos de M. TeixeiraDr. Alceuleir Cardoso de Souza

    Dr. Adelmo Rezende F. da Costa

    Comisso de Campanhas Pblicas e Aes SociaisDr. Jos Fernando Duarte

    Dr. Jos Carlos Xavier do Vale

    Dr. Jos Lorenzo Solino

    Dr. Rounilo Furlani Costa

    Dr. Francisley Gomes Barradas

    Comisso de PresidentesDr. Pedro Nelson Pretti

    Dr. Roberto Casotti Lora

    Dr. Jos Fernando Duarte

    Dr. Eduardo Antnio B. Uvo

    Dr. Geraldo Lopes da Silveira

    Dr. Hlio Barroso dos Reis

    Dr. Jorge Luiz Kriger

    Dr. Jos Lorenzo Solino

    Dr. Akel Nicolau Akel Jnior

    Dr. Clark M. Yazaki

    Dr. Anderson De Nadai

    Comisso de Publicao, Divulgao e MarketingDr. Anderson De Nadai

    Dr. Adelmo Rezende F. da Costa

    Dr. Jos Lorenzo Solino

    Dr. Edmar Simes da Silva Jnior

    Rua Abiail do Amaral Carneiro, 191, Ed. Arbica, Sala 607

    Enseada do Su. Vitria-ES. CEP 29055-220 | Telefone: 3325-3183

    www.sbotes.org.br | sbotes@sbotes.org.br

    Gesto 2009

    Jornalista reponsvelWallace Capucho

    MTB 1934/ES

    Redaojornalismo@balaiodesign.com.br

    Editor

    Wallace Capucho

    Reprter

    Marcos Alves

    Diretor de Arte

    Felipe Gama

    Diagramao e Arte

    Chayanne Martins

    Jonatas Secchis

    Reviso

    Marcos Alves

    Produo Grfica

    Chico Ribeiro

    ColaboradoresTexto

    Thiago Moreira Mattos

    Uma publicao

    Balaio Comunicao e Designwww.balaiodesign.com.br

    PublicidadeSBOT-ES

    (27) 3325-3183

    Impresso e acabamento

    Grafitusa. Esta revista foi impressa

    em papel couch fosco 150g/m

    Tiragem 4000 exemplares

    Periodicidade Trimestral

    Distribuio CP Distribuio e Lo-

    gstica

    As matrias e anncios publicit-

    rios, bem como todo o seu conte-

    do de texto e imagens, so aqui

    publicadas sob direito de liberda-

    de de expresso, sendo total e ex-

    clusiva responsabilidade de seus

    autores/anunciantes. expressa-

    mente proibida a reproduo in-

    tegral ou parcial desta publicao

    ou de qualquer um de seus com-

    ponentes (texto, imagens, etc.),

    sem a prvia e expressa autoriza-

    o da SBOT-ES.

    N motoristas e passageiros sobre o perigo de dirigir alcoolizado ou pegar carona com quem ingeriu lcool. Na orla da Praia de Camburi, em Vitria, distribumos cartilhas

    informativas e brindes.

    Tambm contribumos, junto com a Na-

    cional, para a realizao do I Frum Estadu-

    al do Trnsito e a II Jornada de Medicina de

    Trfego do Esprito Santo, promovido pela

    Associao Brasileira de Medicina de Trfe-

    go (Abramet) em parceria com a Associao

    Mdica do Esprito Santo (Ames). O evento

    que teve o apoio da SBOT-ES aconteceu

    entre os dias 2 e 4 de julho, em Vitria e

    debateu temas como acidentes de trnsito

    nas capitais brasileiras, campanhas educati-

    vas, o impacto econmico e social dos aci-

    dentes na sade pblica, entre outros.

    E nesse mesmo sentido pretendemos

    continuar. Seja com campanhas, fruns,

    jornadas ou outros meios, o que pudermos

    fazer para informar e orientar a sociedade

    certamente o faremos. Afinal, trabalha-

    mos sempre em defesa daquilo que nos-

    so bem mais valioso: a vida.

    A importncia de orientar

    2 Informativo SBOT-ES | 2 trimestre 2009

  • Artigo

    Dor patelofemoral em pacientes jovens

    Thiago Moreira Mattos | Ortopedista e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho

    U Uma das queixas mais comuns no consultrio do ortopedista a dor anterior em joelho de jovens. Muitas vezes o paciente relata o uso prvio de analgsicos e antiinflamatrios no esterides, com alvio

    apenas temporrio da sintomatologia. Em geral, h um

    histrico de desconforto especialmente nas atividades que

    envolvem a flexo mantida do joelho - o famoso sinal do

    cinema - ou a extenso ativa da articulao contra resis-

    tncia, que ocorre, por exemplo, no ato de subir escadas.

    Ao se realizar uma anamnese cuidadosa sempre conse-

    guimos detectar uma carga de trabalho que Scott Dye con-

    ceituou como supra-fisiolgica em seu clssico artigo sobre

    o envelope de funo, que nada mais do que a zona

    segura de atividades que uma articulao pode suportar

    sem que haja perturbao em sua homeostase tissular. Tal

    carga ser tanto menor quanto menos favorveis forem as

    condies intrnsecas do paciente, seja sobrepeso, hipotro-

    fia muscular, desalinhamentos do aparelho extensor, entre

    outros fatores.

    Ao passarmos para o exame fsico, nfase deve ser dada

    inspeo esttica e dinmica , onde poderemos surpreen-

    der desvios rotacionais do fmur e da tbia, alteraes na

    anatomia dos ps, alm de dor ao se estender os joelhos

    a partir da posio sentada ou agachada. Um paciente co-

    operativo pode ser de grande valia especialmente se for

    capaz de localizar em que grau de flexo do joelho ocorre

    o dolorimento. Isso nos d uma dica da localizao da pos-

    svel leso, seja na trclea, na faceta medial ou lateral da

    patela. Com o paciente em decbito avalia-se a flexibilida-

    de dos isquiotibiais, rotadores laterais do quadril, tensor da

    fscia lata, quadrceps e gmeos.

    Com a palpao descobrimos se h bscula patelar,

    detalhamos o local da dor e avaliamos se h plicas sino-

    viais sintomticas. Um exame fsico bemfeito associado a

    radiografias de boa qualidade nas trs incidncias bsicas

    so suficientes para que o ortopedista possa instituir um

    tratamento.

    Na grande maioria dos casos, o tratamento conservador

    preconizado. Sempre devem ser tratadas as alteraes ob-

    servadas no exame fsico. Exerccios de flexibilidade e ati-

    vidades aerbicas sem impacto como natao e a bicicleta

    com banco alto so os mais indicados.

    Contudo, especial ateno deve ser dada reduo da

    carga de trabalho dentro da zona de homeostase tissular, o

    que em hiptese alguma significa uma atitude sedentria.

    Da vem a importncia da educao do paciente sobre do

    que se trata o envelope de funo.

    3Informativo SBOT-ES | 2 trimestre 2009

  • Entrevista

    Carlos Alberto Fagundes

    a dcada de 70 o ortopedista

    norte-americano James Stim-

    mer sobrevoava, juntamente

    com sua famlia, o estado de Nebraska em

    seu pequeno avio, quando uma pane o

    obrigou a fazer um pouso forado em um

    milharal da regio. Na operao de resga-

    te, ele notou que o primeiro atendimen-

    to foi executado de forma mais correta

    no local do acidente do que no hospital.

    A partir desse drama pessoal, ficou c