revisão de história geral - da pré-história ao século xix

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texto proibido sobre o mundo antigo 3

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1 ANO REVISO

HISTRIA GERAL DA PR-HISTRIA AO SCULO XIX I. REVISO DE CONTEDO

A Pr-Histria

1. CONCEITO:- o perodo que vai do surgimento do homem at a inveno da escrita. este conceito no leva em considerao que a pr-histria no acabou nessa poca (4.000a.C) para todos os povos e que, ainda hoje, existem povos vivendo na pr-histria. Ele vlido apenas para a regio do Oriente Mdio (ou Oriente Prximo).- o perodo em que se observa o surgimento do Homem e sua evoluo biolgica e cultural.- uma fase na evoluo de todos os povos.

2. CRTICA AO TERMO PR-HISTRIA:- O termo pr-histria transmite a falsa impresso de que houve um perodo em que mesmo existindo homens no houve histria.- leva em considerao como marco para o incio da Histria a inveno da escrita e no a atuao do Homem como ser histrico.

3. A ORIGEM DO HOMEM: Evolucionismo:- Charles Darwin: seleo natural e primata (pongdeos e homindeos)

4. A PERIODIZAO DA PR-HISTRIA:+ baseada numa viso evolucionista do processo histrico. Paleoltico. Mesoltico. Neoltico. Idade dos Metais.

5. OS ANCESTRAIS DO HOMEM:- Australopithecus.- Homo Habilis.- Pithecanthropus erectus (homem de Java).- Homo pekinensis (homem de Pequim).- Arcantropinos.- Homo Neanderthalensis.- Homo heidelbergensis.- Homo de Grimalde.- Homo de Cro-Magnon.

6. PALEOLTICO: Idade da Pedra Lascada+ regime de comunidade primitiva- atividades econmicas: caa, pesca e coleta de frutos, razes e ovos. - instrumentos rudimentares feitos de ossos, madeiras ou lascas de pedra (slex): raspadores, furadores.- nomandismo.- bandos.- domesticao (controle) do fogo.- habitao: cavernas, copa de rvores ou choas feitas de galhos.- propriedade coletiva das terras, guas e bosques.- igualdade social.- ocupao da frica Europa, da sia Amrica e Austrlia.- inveno do arco e da flecha.- pintura rupestre.- sepultamento dos corpos.- magia.- mesoltico: incio da formao de aldeias e da sedentarizao, alm do incio da agricultura.

7. NEOLTICO: Idade da Pedra Polida+ Revoluo Neoltica ou Agrcola* Agricultura: cultivo de plantas.* Pecuria: criao (domesticao) de animais.- importncia da mulher.- aldeias.- sedentarizao.- aumento da populao.- cermica.- tecelagem.- metalurgia.* Idade dos Metais: dissoluo das comunidades neolticas- cobre, bronze e ferro.- produo de excedente.- aumento da populao.- armas.- desigualdade social.- propriedade privada.- Estado.- escrita.- Civilizao: sociedades baseadas no regime de servido coletiva, de Estado absoluto (sociedades asiticas: Egito e Mesopotmia); e sociedades escravistas (Grcia e Roma).

Egito Antigo

1. AS INFLUNCIAS DO MEIO FSICO-GEOGRFICO: Localizao: no nordeste da frica, regio seca e rida (desrtica) Crescente Frtil.Segurana: cercada por desertos e mares, a regio estava naturalmente protegida de invases.Rio Nilo: irrigao (obras hidrulicas) e fertilizao (hmus) facilidade da atividade agropecuria como meio de sobrevivncia.Herdoto: O Egito uma ddiva do Nilo somente os fatores naturais no explicam o desenvolvimento da civilizao egpcia. s condies da natureza, devemos acrescentar o valor do trabalho humano.

O PERODO PR-DINSTICO (5000-3200 C.):Perodo de povoamento e formao do Egito.Nomos: pequenas comunidades agrcolas (cidades-estados) independentes, nas quais se iniciou a dissoluo da propriedade coletiva, com o surgimento no interior de cada um, de uma espcie de aristocracia, proprietria das melhores terras. A necessidade de construo das obras hidrulicas (barragens, diques e canais de irrigao) e de controle da populao levou a formao de dois reinos: o Reino do Alto Egito (sul) e o Reino do Baixo Egito (norte) 3500 C.Em 3200 C., Mens, governante do Alto Egito, promove a unificao poltica dos dois reinos, tornando-se rei de todo o Egito centralizao poltica e criao do Estado (zelar pelo bem comum: justificativa) egpcio.

O PERODO DINSTICO:3.1. O ANTIGO IMPRIO (3200-2300 C.):Capitais: Tinis, depois Mnfis.Agricultura de regadio.Construo de obras hidrulicas.Monarquia Absoluta Teocrtica.Construo das grandes pirmides (tmulos): Quops, Qufren e Miquerinos demonstram o conhecimento arquitetnico e a fora da f dos egpcios.Perodo feudal egpcio: instabilidade poltica e social lutas entre os nomarcas, revoltas sociais e desorganizao da produo.

3.2. O MDIO IMPRIO EGPCIO (2000-1580 C.):Restabelecimento do poder do fara e da unidade do imprio.Capital: Tebas.Invaso dos hicsos (1750 C.): povos de origem asitica usavam cavalos, carros de guerra e a metalurgia do ferro.Ocupao dos hebreus: chegaram ao Egito fugindo das secas, da fome e das guerras na Palestina. Chegaram a participar da administrao hicsa (Jos chegou a ser vice-rei).

3.3. O NOVO IMPRIO EGPCIO (1580-525 C.):A dominao hicsa desenvolveu sentimentos de unio, nacionalismo e militarismo entre os hebreus.Os hicsos so expulsos do Egito em 1580 .C. Amsis I.Os hebreus so dominados e escravizados pelos egpcios.Os hebreus conseguem sair do Egito, sob o comando de Moiss, no chamado xodo.Capitais: Tebas, depois Akhetaton.Tutms III expandiu o imprio: subjugou os srios e fencios. Amenfis IV (Amen-hotep) promoveu uma revoluo teolgica, substituindo o politesmo pelo monotesmo (crena no deus Aton) com o objetivo de diminuir o poder dos sacerdotes de Amon-Ra. Amenfis mudou seu nome para Akhenaton e transferiu a capital para Akhetaton.Amenfis foi deposto pelos sacerdotes e substitudo por Tutankhamon, que restituiu o culto politesta. O tmulo de Tutankhamon foi descoberto intacto em 1922 d.C.Ramss II continuou as conquistas e o expansionismo militar: hititas.Declnio da civilizao egpcia e domnio assrio (Assurbanipal), em 662 C.

3.4. O RENASCIMENTO SATA (655-525 .C.):Perodo de restabelecimento do poder do fara atravs de Psamtico I, que expulsou os assrios e promoveu um florescimento econmico e cultural.Capital: Sais.O fara Necao financiou o navegador fencio Hamon numa viagem que contornou toda a costa africana (mar Vermelho, Oceano ndico, sul da frica, Oceano Atlntico, mar Mediterrneo e Egito).Em 525 C., o Egito conquistado pelos persas (Cambises) na Batalha de Pelusa e transformado em provncia do imprio persa.Outras dominaes: gregos, macednios, romanos, rabes, turcos, e ingleses.

POLTICA:Monarquia Absoluta Teocrtica.Constantes conflitos entre o poder central e os poderes locais.Estreita relao entre poder poltico e religio.

ECONOMIA:Agricultura de regadio.Economia sob controle do Estado.O comrcio e o artesanato se destinavam a suprir com artigos de luxo os palcios e os templos.Modo de Produo Asitico: Servido Coletiva.O Estado era proprietrio das terras.O Estado apropriava-se do excedente da produo, recrutava trabalhadores para as construes pblicas e cobrava impostos.

SOCIEDADE:Desigual, estratificada e hierarquizada: cristalizao das camadas sociais, tendo-se formado uma poderosa burocracia estatal (administrativa e religiosa) que tornou seus cargos hereditrios: rgida diviso social.Os camponeses (fels) eram os responsveis pela produo e pelas construes.A classe sacerdotal era a mais poderosa em virtude do papel da religio.

RELIGIO:Politesta: Amon-Ra, Osris, sis, Set, Hrus, Anbis, pis.Deuses antropomrficos, zoomrficos e antropozoomrficos.Deuses locais.Crena na imortalidade da alma e no retorno desta ao corpo.Mumificao.A lenda de Osris, que descreve a morte e a ressurreio desta divindade, reflete alm da crena religiosa, a dependncia do povo egpcio, no campo scio-econmico, com relao s cheias e vazantes do rio Nilo.Tmulos: mastabas, pirmides e hipogeus.Orientadora das instituies e da arte, alm de embasamento social e cultural.

CULTURA:Influenciada pela religio.Escritas: Hieroglfica (decifrada por Champollion, que utilizou uma pedra Pedra de Roseta encontrada pelas tropas napolenicas), demtica e hiertica facilitar a contabilidade dos templos.Artes: Arquitetura (templos Karnac e Luxor -, palcios e pirmides), Escultura (Escriba Sentado) e Pintura (perfil).Cincias: Astronomia (calendrio), Medicina (doenas do estmago, corao, fraturas, intervenes cirrgicas no crnio), Matemtica (lgebra e geometria).Literatura: Livro dos Mortos, Hino ao Sol. Sua religiosidade e tradicionalismo explicam a estabilidade e a permanncia dos mesmos valores sociais, morais e culturais por muitos sculos.

A Mesopotmia

AS INFLUNCIAS DO MEIO FSICO-GEOGRFICO:Crescente Frtil.Rios Tigre e Eufrates: obras hidrulicas e fertilidade enchentes e invases.

POVOAMENTO DA MESOPOTMIA (terra entre rios):Sumrios.Acdios.Amoritas.Hitititas e Cassitas.Assrios.Caldeus.

SUMRIOS:Base cultural da Mesopotmia: cidade-estado, metalurgia, roda, escrita (cuneiforme).Cidades-estados: Ur, Uruk, Lagash, NippurPatesi: sumo-sacerdote e chefe militar.Mitos: a criao do mundo por Marduk, a confeco do homem com barro e a verso de um dilvio universal.

OS ACDIOS:Cidades: Agad, Sippar, Babilnia.Sargo I: dominou o centro e o sul da Mesopotmia: imprio.Assimilaram a cultura sumeriana.

OS AMORITAS:1 Imprio Babilnico.Capital: Babilnia (centro econmico e cultural).Hamurbi: Cdigo de Hamurbi 1 cdigo de leis escritas da Histria, baseado na Lei de Talio (olho por olho, dente por dente)

OS ASSRIOS:Violncia e crueldade.Terror como instrumento de dominao.Sargo II: conquista o reino de Israel.Militarismo organizado e cruel: o primeiro exrcito organizado do mundo, com recrutamento obrigatrio e que se tornou uma fora permanente aps o reinado de Tiglatfalasar III (tomou a cidade de Babilnia).Capitais: Assur, depois Nnive (Senaqueribe).Assurbanipal: conquistou o Egito e criou a Biblioteca de Nnive (reuniu um amplo acervo cultural de toda a regio, formada por dezenas de milhares de blocos de argila).

OS CALDEUS:2 Imprio Babilnico.Nabucodonosor: conquistas militares (o reino de Jud Cativeiro da Babilnia) e obras arquitetnicas (os Jardins Suspensos da Babilnia e a Torre de Babel).

POLTICA:Monarquia Absoluta Teocrtica.

ECONOMIA:Modo de Produo Asit