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Jornal-laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba )Uniube)

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  • Audiovisual Cpula promete movimentar 2010

    03

    HistriaMuseus mantm viva a memria da cidade

    06

    MsicaColecionador renemais de 50 mil obras

    13

    Ano XII N 356 Uberaba/MG Janeiro de 2010

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social da Universidade de Uberaba

    Especial Cultura

    Natureza e arte no roteiro alternativo de Uberaba

    Diversidade culturalenriquece vida

    universitriaNatureza e arte no roteiro

    alternativo de Uberaba

    Diversidade culturalenriquece vida

    universitria

  • Andria Carvalho 6 perodo de Jornalismo

    Tem dias que difcil ar-rumar dinheiro para sair. E na cidade de Uberaba todo mundo que comea a namorar engorda, porque lu-gares para ir s para comer. Sem dinheiro, sem carro, e com um pai bravo em casa, restam poucos, ou nenhum lugar para namorar. Demora-mos muito para achar um lugar ideal e, nessas andan-as, encontramos o nosso cantinho secreto. E foi difcil de achar; as mais escuras so perigosas e as mais claras, no

    tm clima. Num dia desses apareceu um rapaz que des-cia a rua em direo praa. Quando nos viu, mudou seu percurso e foi at ns. Ele se aproximou. Estava sujo, com aparncia estranha, parecia estar chapado.

    Era negro e nos apresen-tou uma carta que ele havia sado da priso. Meu namo-rado tambm negro, mas a carta parecia de alforria e ele pretendia nos amedron-tar. At ento no sabia ao certo se ele nos intimidava ou se era mesmo perigoso.

    Foi falando que queria era dinheiro, e o que era ob-

    vio: no tnhamos ou ento no estaramos ali. Ele es-tava muito drogado e queria comprar mais. Dizia que tinha matado um cara e que estava armado. Mas o que mais pare-cia era que tinha apanhado, por causa de alguma dvida. Parecia estar desorientado atrs de dinheiro. Eu estava abraada com meu namora-do e sentia uma batida forte e acelerada no peito dele.

    Minha bolsa estava no colo e num movimento rpi-do meu bem se levantou e tirou a carteira do bolso, na qual haviam s dois reais. O cara queria cinco reais e no

    tnhamos.Da ele diz:- Eu troco R$ 5 pelo meu

    revolver e colocou a mo para trs.

    Eu fiquei imvel e s reza-va para o anjo da guarda nos proteger. Afinal, no tinha mais o que fazer.

    Ento, vi ao lado do nosso banco uma caixa de sapato com um tnis. ostramos para ele. Foi o que o distraiu.

    Enquanto revirava a caixa, esfregava a nota de dois reais na boca sangrando.

    Pedi que ele levasse. De-pois de chutar a caixa e per-ceber que era mesmo um

    tnis, aproveitamos a distra-o e colocamos o capacete. Ele olhou o que havia dentro e gostou. Despedimos dele e fomos embora.

    At hoje me pergunto quem estava com mais medo: ele, ou ns ali naque-la praa escura?

    Acho que no saberei nunca. Mas de uma coisa eu sei: mesmo depois daquela noite, no outro dia, estva-mos l novamente. Afinal, nosso cantinho secreto e no samos espalhando por a.

    Nos dias atuais, achar a pracinha ideal um desafio.

    Praa da aventura ou do medo?

    Paulo Borges 7 perodo de Jornalismo

    Interessante como per-demos grandes oportuni-dade de estabelecer nos-sas qualidades, aquilo que nos beneficia dentro de um grupo, da sociedade. Em contraponto, algumas pes-soas tm o dom de se au-torebaixar.

    Um dia desses, numa mesinha de bar, assistindo ao inesquecvel 3 a 1 do Brasil sobre a Argentina, co-nheci algum que se encaixa quase perfeitamente no se-gundo exemplo. Uma moa bonita, inteligente e muito

    bem apresentvel. Estudante universitria e de famlia respeitvel.

    Pois bem. Naturalmente me interessei por ela. Queria conhec-la melhor e, quem sabe, outras coisas rolariam...

    Comeamos a conversar. E no que ela tinha um papo legal, interessante...

    No entanto, ela resolveu se autopromover. Tenho a lngua presa, disse ela.

    At ento, eu no havia percebido isso, pois estava interessado em conhec-la como pessoa e no suas defi-cincias de formao fsica.

    Todo mundo me zoa por causa disso, ela insistiu em continuar.

    Nossa! Eu nem havia per-cebido, eu disse, sendo bem sincero.

    Honestamente, eu digo a voc que no havia mesmo percebido que a moa tinha esse probleminha de dico.

    Voc notou como sou gordinha, questionou-me. No te acho gordinha, Voc est tima, respondi.

    Ah, mentira. Homem nenhum gosta de mulher gordinha, insistiu. Ao con-trrio do que vocs pensam, nem todos os homens do prioridade a essas coisas, disse e mudei de assunto: Por que voc resolveu fazer Agronomia?.

    Sou roceira! Sou bicho do

    mato! Gosto dessas coisas, afirmou a moa.

    Agora, pense comigo: en-to, se voc quer ser agrno-mo porque roceiro? E se eu quiser ser astrnomo, porque sou luntico? Se resolver estudar moda, porque sou gay?

    Esteriotipemos tudo, ento...

    E mais, para que esta moa resolveu exaltar o que ela acha que so os seus de-feitos? Onde est seu marke-ting pessoal?

    Podemos at pensar que ela j est dizendo tudo na lata, de uma vez, para que eu no tenha surpresas, mas acho que a ttica adotada

    no foi muito boa. Afinal, to-dos temos defeitos. Os mais sbios sabem que o melhor trabalhar nossas deficincias a fim de melhor-las e exaltar nossas qualidades, com o in-tuito de torn-las conhecidas por aqueles que nos cercam. Quando isso acontece, bem provvel que as pessoas ao nosso redor dem mais aten-o aos nossos pontos posi-tivos do que para os nega-tivos. Ela no pensou nisso. Despedimo-nos. Ao abra-la, que perfume gostoso eu senti.

    No me abraa muito. Meu perfume muito doce, encerrou ela com chave de ouro.

    O Antimarketing

    Expediente. Revelao: Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social da Universidade de Uberaba (Uniube) Reitor: Marcelo Palmrio Pr-reitora de En-sino Superior: Inara Barbosa Coordenador do curso de Comunicao Social: Andr Azevedo da Fonseca (MG 9912 JP) Professora orientadora: Indiara Ferreira (MG 6308 JP) Projeto grfico: Diogo Lapaiva (6 perodo/Jornalismo), Jr. Rodran (3 perodo/Publicidade e Propaganda), Bruno Nakamura (6 Perodo/Publicidade e Propaganda) Estagiria: Daiane Leal Gomes (8 perodo/Jornalismo) Capa: Lungas Ferreira Neto Equipe: Jlia Magalhes (2 perodo/Jornalismo) Re-viso: Mrcia Beatriz da Silva Impresso: Grfica Jornal da Manh Redao: Universidade de Uberaba Curso de Comunicao Social Sala L 18 Av. Nen Sabino, 1801 Uberaba/MG Telefone: (34) 3319 8953 E-mail: revela@uniube.br

    Revelao Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social da Universidade de Uberaba

  • Matheus Barros 5 perodo de Jornalismo

    As imagens reproduzi-das simultaneamente so um atrativo para quem v. Mas voc j se perguntou quem est por trs de uma produo? Quem capta a imagem? Quem dirige os atores? Quem dita o ritmo das filmagens? Essas ques-tes acabam esquecidas durante a exibio de um filme. O romance e a co-mdia aparecem com os personagens da trama, mas os 90% de transpirao na montagem povoam ape-nas a curiosidade de cin-filos. Maria Catarina rabe, conhecida como Kate, h quatro anos trabalha com audiovisual em Uberaba. Deixou os palcos depois que foi convidada

    para fazer a produ-

    o de um v-

    d e o

    para divulgar o trabalho de um grupo de teatro. Hoje, o audiovisual minha paixo. Busco incentivos, na forma de projetos, para que todos sejam beneficiados, tanto a comunidade quanto os pro-fissionais que atuam nessa rea. Esta paixo silenciosa pelo audiovisual cresce a cada dia pelas mos de gente de-dicada como Kate. Segundo os especialistas da rea, diversos projetos apa-recem nas instituies res-ponsveis pela cultura em Uberaba, mas ainda falta

    planejamento e conheci-mento tcnico de capta-

    o de recursos para que as obras se tornem reais.

    Pensando na divulgaoe organizao de eventos, ser fundada, em fevereiro de 2010, a Cpula de Au-diovisual de Uberaba - CAU. Junto Fundao Cultural, a CAU ir viabilizar eventos e promover o intercmbio de materiais e profissionais, ampliando a viso da popu-lao acerca do audiovisual de Uberaba, com mostras de produes locais e com premiaes envolvendo profissionais da rea. O publicitrio e cineasta Fe-lipo Carotenuto, formado na Academia Internacional

    de Cinema, explica que a principal dificuldade de se fazer uma pro-duo local a falta de incentivos cultura. muito difcil conseguir bons patrocnios para pequenos projetos. As pessoas no acreditam ou apiam produes independentes de baixo custo e pouca visibili-dade. Esse um retrato do Brasil! Mas essas pro-dues pequenas so importantes para revelar novos talentos.

    A CAU pretende atu-ar no s para viabilizar os projetos, mas para

    formar platias e ampliar a capacidade de crtica da comunidade. Projetos que levam o cinema at praas e pontos fixos nos bairros esto previstos. A ideia apresentar filmes de diver-sas vertentes, de clssicos a modernos, longas, curtas, documentrios brasileiros

    Kate, durante as filmagens

    do domentrio Cndido

    ou estrangeiros e de gran-de ou pequeno destaque na mdia.

    O curso de Comunica-o Social da Universidade de Uberaba tambm est desenvolvendo diversas iniciativas na rea do au-diovisual. Os projetos Co-munica.Doc e CineClube Uberaba promovem mos-tras de filmes e estimulam debates sobre cinema en-tre os universitrios. Alm disso, os documentrios produzidos pelos alunos esto sendo disponibili-zados na Internet. No h dvidas de que estamos em um momento muito promissor para o desen-volvimento do mercado de audiovisual no interior. Essa a hora de investir em formao e na elabo-rao de bons projetos, conclui o coordenador do curso de Comuncaao Social, Andr Azevedo da Fonseca.

    A nova carado audiovisual de Uberaba

    Vivaldo e Jnior se dedicam produo audiovisual voltada para o meio rural

    Foto

    s: M

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  • 04 especial cultura

    Acima do peso e na moda

    Danilo Cruvinel Gullit Pac