revela§£o 280

Download Revela§£o 280

Post on 26-Mar-2016

227 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Jornal-laboratório do curso de Comunição Social da Universidade de Uberaba

TRANSCRIPT

  • 9 a 15 de maro de 2004

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba(revelacao@uniube.br)Supervisora da Central de Produo: Alzira Borges Silva (alzira.silva@uniube.br) Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Projeto grfico: Andr Azevedo da Fonseca

    (andre.azevedo@uniube.br) Coordenador da habilitao em Jornalismo: Raul Osrio Vargas (raul.vargas@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: Karla Borges(karla.borges@uniube.br) Estagirio: Fbio Lus da Costa (fabio.costa@edu.uniube.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Analista de Sistemas: Tatiane Oliveira AlvesReitor: Marcelo Palmrio Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Grfica Jornal da Manh Fale conosco: Universidade de Uberaba - Curso de Comunicao Social - JornalRevelao Sala L18 - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8953 http:/www.revelacaoonline.uniube.br Escreva para o painel do leitor: paineldoleitor@uniube.br

    2

    No nicio do ms, o Grupo de Apoio Peda-ggico e Pesquisa (Gapp), da Uniube apresen-tou trabalho de comunicao cientfica na XVInternational Conference,Society For InformationTechnology & TeacherEducation (SITE), a 15 Confe-rncia Internacional da Socieda-de da Tecnologia da Informa-o e Formao de Professores,em Atlanta, EUA.

    A conferncia do SITE contou com 1500

    participantes de 54 pases. O GAPP foi repre-sentado pela professora Martha Prata Linhares

    que apresentou o trabalho"Spinning the Web ofContinuing Education:Challenges of Using Educationat Distance Technology inUniversity Level Courses" onde relatada parte da experinciado GAPP com formao de pro-

    fessores do Ensino Superior no ambiente deaprendizagem digital TelEduc.

    Pesquisadores da Uniubeapresentam trabalho nos EUARepresentante do Gapp falou sobreformao de professores do Ensino Superior

    Samantha Regina da Silva1 ano de jornalismo

    Me passaram uma tarefa fcil: fazer umperfil da professora de Histria ElianeMarquez. Ela acaba de ser homenageadapela Associao das Mulheres de Negciopor sua histria dedicada educao.Evidentemente, as fontes mais interessantesque poderiam compor um quebra-cabea desua personalidade so os seus alunos. Vamosa eles.

    Conversei com vrios estudantesdurante esta semana, pedindo que fizessemcrticas e elogios professora. Foium problemo.Ningum quisapontar os defei-tos. A percebi queno seria umatarefa to fcilassim. Perfil sem crticas no vale!

    Profundamente apaixonada pelo seutrabalho e por seus alunos, eltrica, inquieta,Eliane Marquez ela no se restringe a serapenas professora. Valter da Silva, aluno deHistria, diz com todas as letras: ela umae-d-u-c-a-d-o-r-a!

    bem provvel a grande maioria dosalunos de Histria concordem que as aulasde Eliane so particularmente dinmicas eextrovertidas. Valter diz que viaja em suasexplicaes. Lembra que, esfuziante,exigente com os trabalhos, Eliane pega nop de quem chega em sala-de-aula apenascom recortes de texto. O que ela quer sohiper-textos no no sentido da Internet,mas super-textos, trabalhos deslum-brantes que faam jus ao entusiasmo pelaHistria.

    Eliane comeou cedo. Foi na infnciaque a Histria, com ag maisculo,despertou e mudou profundamente sua vida

    (sobretudo os estudos sobre Uberaba eMinas Gerais). O primeiro passo acadmicoera evidente: Eliane formou-se em Histriapela Faculdade de Filosofia, Cincias eLetras So Toms de Aquino (Fista).

    Goiana de origem, Eliane passou 25anos na capital do seu estado, especia-lizando-se em Educao. Fez mestrado emHistria do Brasil pela Universidade Federalde Gois (UFG) e, entre dezenas de projetos

    simultneos, temem seu currculoum livro em par-ceria com MariaAntonieta BorgesLopes, chamado:Histria e His-trias um

    extenso trabalho de pesquisa sobre a ABCZ.O orgulho e a paixo pelo que faz so

    sentidos diariamente nas salas-de-aula. Esseflego a torna extremamente jovem emoderna. Atenciosa, compreensiva, Elianetem um dom de seduo capaz de fisgar aateno de qualquer pessoa que entra na suasala-de-aula. Generosa, est sempre prontapara ajudar independente do assunto ouda pessoa, diz Hilder Alves. Para Rafael deOliveira, h momentos em que ela secomporta como uma segunda me quechama a ateno, exige o cumprimento dastarefas, mas logo depois adula com palavrasde afeto: Voc sabe que eu te amo .

    Sobre os defeitos... bem, um alunodisse que ela muito exigente. Mas, con-venhamos, isso no defeito! No d paraser preguioso com esse furaco demulher!

    *colaborou: Andr Azevedo da Fonseca

    Atenciosa, compreensiva, Elianetem um dom de seduo capaz defisgar a ateno de qualquer pessoaque entra na sua sala-de-aula

    Eliane Marquez,essa pra vocEducadora foi homenageadapor sua histria dedicadaa educao

    Histria

    O ensaio fotogrfico publicado nestaedio especial traz uma oportunidade sin-gular para refletir a cidade que construmos.

    Quando estamos imersos no cotidiano,vivenciando dia-a-dia as pequenas mudan-as, nossos sentidos ficam desatentos, aco-modados, quaseanestesiados. Pre-sos s circunstn-cias do presente,desligados das re-ferncias do pas-sado, deixamos deperceber que a ci-dade histrica ou seja, que o que somoshoje resultado direto do que planejamosontem. Conseqentemente, devido a essacarncia, aceitamos as transformaes comose fossem naturais, inevitveis.

    O discurso da modernizao normal-mente usado para justificar todas as trans-formaes urbanas. Em um tributo aopositivismo, proprietrios destrem opatrimnio cultural dos moradores da cida-de em nome de um modelo de progressoque, como podemos perceber, no final dascontas favorecem poucos.

    Para percebero presente

    Mas sabemos que transformao no sig-nifica necessariamente evoluo. Como escre-veu Juvenal Arduni, o tempo cronolgiconem sempre corresponde ao tempo antropo-lgico. Da mesma forma em que como hojeconvivemos com pensamentos ultra-retrgra-

    dos, podemos en-contrar idias avan-adas no passado. Evice-versa. A hist-ria mostra, porexemplo, que j su-peramos muitasprticas abomin-

    veis e construmos uma sociedade em muitosaspectos melhor do que h algumas dcadas.

    Normalmente, temos mais facilidadepara perceber se as coisas so boas ou ruinsquando as colocamos em relao a outrascoisas. Assim, para compreender o que me-lhorou e o que piorou em nossa urbanida-de, preciso, antes de mais nada, ter acessos referncias histricas, ou seja, conhecera memria da cidade. na anlise do pas-sado que podemos ter uma referncia paraperceber com clareza o que estamos fazen-do com o nosso presente.

    Presos s circunstncias do presente,desligados das referncias dopassado, deixamos de perceberque a cidade histrica

    A conferncia doSITE contou com1500 participantesde 54 pases

  • 317 a 23 de fevereiro de 2004 3

    Luis Felipe Silva5 Perodo de Jornalismo

    Finalmente uma manh de sol emUberaba, depois de vrios dias de chuvaque, se no impedia, pelo menosdesencorajava a maioria dos pedestres a sairde casa.

    Meu destino a Rua Vigrio Silva, amais antiga da cidade, que tambm j foiconhecida como rua Grande ou Direita este ltimo de-vido ao fato de queela est direita dequem sai da Ca-tedral na Praa RuiBarbosa. Ela iniciaexatamente nestapraa, no mesmoda Coronel ManuelBorges, a rua Esquerda porm, claro,em sentido oposto. Curiosamente no existeuma casa com nmero um na rua VigrioSilva: sua numerao se inicia com onmero 5 o Restaurante da Praa,terminando no 2231, em uma residncia.

    Levo cerca de trinta minutos parapercorrer, a p, toda a rua no sentido de suanumerao. Neste trajeto pude perceber uma

    imensa transformao medida que vou medistanciando do centro da cidade. A rua quecomea na praa mais importante da cidade,termina em um enorme terreno baldio, ondes existe mato e algumas casinhas aps umaenorme depresso. As lojas, com coresberrantes e letreiros chamativos vodando lugar a pequenos barracos de tonsfoscos, que dividem espao com inmerosterrenos baldios. Ainda se fazem presentesalguns prdios imponentes, condomnios

    fechados, de se-gurana mxima,garantida por enor-mes muros de pro-teo, completa-dos com cercaseletrificadas. Tudopara garantir umacerta distncia

    daquele universo de pobreza.Os barracos ao contrrio, esto quase

    sempre de portas abertas, mas no soconvidativos para que algum entre, visto apobreza e o mal estado em que se encon-tram. Na verdade, elas parecem estar prestesa ruir a qualquer instante.

    Grande parte destes barracos tem comovizinhos apenas o mato que cresce nos

    terrenos baldios. Em boa parte dos casos omatagal chega a cobrir uma pessoa. Malpodemos imaginar o que pode existir ali!Pude ver duas vezes um mesmo gato preto,com uma perna machucada, entrando nomato para se esconder. Um pouco depois,uma galinha, que aparentemente tinhafugido de um galinheiro nos fundos de umdaqueles barraces, imitou o gato e sumiuno matagal.

    O comrcio da regio central, por suavez, quer sempre dei-xar bem claro o quepode ser encontradoem seus interiores.Msicas de natal,vitrines, letreiros,cartazes e folhetosnos do uma idia do que podemosconsumir. muito variado o cardpio doque pode ser encontrado: automveis eeletrodomsticos, cereais e alimentosdietticos, alm dos diversos tipos deservios prestados, como fotocopiadorase lojas de fotografias 3X4 reveladas emapenas uma hora. Difcil arranjar umlugar para estacionar, fato que explica aexistncia de vrios estacionamentos

    nesta parte da rua, cobrando em mdia R$1,50 por hora.

    No falta nada!Para o comerciante Jos Clementino

    Ribeiro nada falta na rua Vigrio Silva,principalmente clientes para a sorveteria queseu filho comprou a cerca de um ano, e queele costuma tomar conta. O movimentosempre grande, vejo uma infinidade derostos todos os dias, confessa, dizendo