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Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 18 à 24 de novembro de 2003

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  • Newton Lus Mamede

    2 18 a 24 de novembro 2003

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba (revelacao@uniube.br)

    Supervisora da Central de Produo: Alzira Borges Silva (alzira.silva@uniube.br) Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Projeto grfico: Andr Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) Diretor doCurso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) Coordenador da habilitao em Jornalismo: Raul Osrio Vargas (raul.vargas@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: Karla Borges (karla.borges@uniube.br) Professoras Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br), Neirimar deCastilho Ferreira (neiri.ferreira@uniube.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Analista de Sistemas: Tatiane Oliveira Alves (mac_l@uniube.br) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Grfica ImprimaFale conosco: Universidade de Uberaba - Curso de Comunicao Social - Jornal Revelao - Sala L 18 - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8953http:/www.revelacaoonline.uniube.br Escreva para o painel do leitor: paineldoleitor@uniube.br - As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    J se tornou um chavo ou frase feita oconceito de que a razo de ser de uma escola o aluno. Nada mais real para usar de outrochavo. Entendida como simples empresa quepresta servio a um cliente, ou, em amplitudetaxionmica, como instituio de educao, deformao moral, intelectual, cultural e cien-tfica de jovens, de pessoas, a escola visa aoaluno, gira em torno dele, tem-no como centroe rumo de todas as suas atenes e aes. Porisso, a escola uma instituio que surgiu parao aluno. Qualquer que seja o nvel de ensino ea categoria da escola. A universidade inclusive.

    A universidade! J refletimos, comfreqncia, a respeito da necessidade, da im-portncia e dosentido da uni-versidade nocontexto social,principalmentede sua partici-pao e atuaono progresso eno desenvolvi-mento da sociedade. E, nessa linha de pro-gresso e de avano, exige-se dela um per-manente esforo de atualizao e de moder-nidade, de constante adaptao s tendnciase s exigncias do momento histrico em queela vive. Principalmente se se considerar quea universidade escola de formao deprofissionais de nvel e de conduta cientfica.Por isso, a modernidade no ensino condiosine qua non para a sobrevivncia da uni-versidade. Modernidade que combata a crisepor que ela passa, tanto em mbito nacional,quanto mundial. A estagnao de conheci-mentos significa retrocesso e atraso, e a univer-sidade centro de estudos e de pesquisas queampliam, geram, produzem conhecimento.

    Nenhum esforo de remodelao, atua-lizao e modernizao da universidade,porm, tem sentido ou surte efeito se nocontar com a participao e a dedicao dosestudantes, dos universitrios. Isto , do alvo,do centro e do fim da universidade. Partici-pao ativa e dedicao responsvel em todosos atos que constituem a vida do estudante uni-

    versitrio: estudo, esprito cientfico, preparoterico e prtico para o exerccio profissional,e mais participao comunitria, atuao sociale poltica, formao de conscincia esclarecidasobre os problemas que a sociedade vive e quereclamam soluo.

    Nos estudos acadmicos, em sala de aula,nos chamados bancos de escola, o universi-trio se distingue pela superioridade e profun-didade dos contedos estudados. Essa distin-o amplia-se e avoluma-se medida que aaplicao de cada aluno se faz presente, de for-ma responsvel e com a conscincia de apren-der para a vida, e no para a escola. De apren-der para solidificar conhecimentos que iro

    fundamentar osprocedimentosde trabalho pro-fissional e deconstruo dasociedade. E node aprender ape-nas para a ob-teno de notas.

    Essa a postura ideal do estudante univer-sitrio. Mas ser que isso que acontece, defato, ao menos com a maioria de nossos estu-dantes? Com os estudantes de hoje? A condutaque ostentam revela, de fato, superioridadede estudos? Esto realmente se preparandocom seriedade e competncia para a vida deprofissionais de nvel superior? Com ver-dadeiro esprito cientfico, de estudos e depesquisas? O grau de conhecimento queadquirem e possuem compatvel com a srieou perodo que esto cursando na universi-dade? Ou um grau igual ou inferior ao nvelde curso mdio? Os estudantes universitriosde hoje estudam, mesmo?

    So questionamentos que se fazem e queincomodam, ou angustiam. O mau desempe-nho dos estudantes prejudica toda a insti-tuio universidade. Mas eles sero, indis-cutivelmente, os mais prejudicados. Agora eno futuro.

    Newton Lus Mamede Ombudsman daUniversidade de Uberaba

    O estudanteuniversitrio

    Nenhum esforo de remodelao,atualizao e modernizao da universidade,porm, tem sentido ou surte efeito se nocontar com a participao e a dedicaodos estudantes, dos universitrios

    Atualmente, uma grande preocupao dasempresas retribuir para em projetos sociais.

    At pouco tempo atrs, a expressoresponsabilidade social era desconhecida nasempresas por todo Brasil. Poucos empresriosse preocupavam em retribuir sociedade, emforma de benefcios sociais, aquilo quepertencia a ela: a terra que as empresas usampara extrair sua matria-prima. As enormescarncias e desigualdadessociais existentes em nossopas do responsabilidadesocial empresarial rele-vncia ainda maior.

    A sociedade brasileiraespera que as empresascumpram um novo papel no processo dedesenvolvimento: sejam agentes de uma novacultura, sejam atores de mudana social,sejam construtores de uma sociedade melhor.

    A TIM/Maxitel, por intermdio da Lei deIncentivo Cultura, que reduz o ICMS(Imposto de Circulao de Mercadorias eServios) das empresas, est investindo emum projeto que incentiva alunos de baixarenda buscarem novas formas de apren-dizagem: o Projeto TIM ArtEducAo. Em2003, terceiro ano do projeto em Uberaba, asatividades comearam no dia 11 de abril eterminaram no dia 11 de novembro, com amostra final, aberta toda comunidade,realizada no Teatro Experimental da cidade.

    Esse movimento de valorizao daresponsabilidade social empresarial ganhouum forte impulso na dcada de 90, atravs da

    ao de entidades no-governamentais,institutos de pesquisa e empresas sensi-bilizadas para a questo. As empresas pas-saram a interagir com a comunidade, uma vezque pensavam em apenas recolher tributos egerar empregos. A responsabilidade social nose restringe mais somente doao dedinheiro, mas tambm ao compartilhamentode recursos, oportunidades, conhecimento e

    acompanhamento dos in-vestimentos feitos socie-dade por parte dos colabo-radores das empresas. Hoje,esse tema se tornou rele-vncia nos principais cen-tros da economia global,

    discutido em vrias diretrizes das atividadesempresariais, com o intuito de promover oexerccio da cidadania, satisfazendo acomunidade onde essas empresas estoinseridas.

    Com isso, podemos concluir que noexistem grandes empresas sem grandesprojetos sociais. A empresa de pequeno,mdio ou grande porte deve se preocupar eminvestir em responsabilidade social, usandoa conscincia. Fazendo isso, esta empresaser bem-vista no mercado global. Essa umadica para aquelas empresas que procuramsempre expandir o seu mercado em busca deuma qualidade superior aos concorrentes. Adeciso de compra de um consumidor vaipesar muito na hora da escolha. O clienteprecisa ser conquistado. Nada melhor que serconquistado por uma empresa cidad.

    Responsabilidade

    Social

    No existem grandesempresas sem grandesprojetos sociais

    Responsabilidade

    Social

  • 3318 a 24 de novembro de 2003

    Fbio Lus da Costa3 perodo de Jornalismo

    Tortura, choques eltricos, algemas,confinamento, internao em manicmios eat mesmo lobotomia (operao no crebroque torna o indivduo uma espcie de morto-vivo). Estes eram os tratamentos utilizadosh alguns anos para inibir o comportamentodos portadores de transtornos mentais.

    Aps longo tempo de sofrimento, estarealidade comeou a ser modificada no Brasil,a partir da dcada de 70, quando surge oMovimento Nacional de Luta Anti Mani-comial. O movimento propunha a ReformaPsiquitrica, atravs de um ato de protestopara erradicar trata-mentos obsoletosque em nada auxi-liam na melhora eauxlio ao enfermomental.

    A partir destadcada, o movimento ganha vitalidade e visi-bilidade social, quando prope a desinstitu-cionalizao, no como sinnimo de desos-pitalizao, mas de transformao de saberese prticas em lidar com a loucura.

    Nessas consideraes esto embutidasnovas formas de relacionar em sade mental,abrindo o campo para outros profissionais, em

    destaque para osque lidam com aarte e o processocriativo, na buscade cuidados maisflexveis e estimu-lantes.

    As oficinas teraputicas de arte surgemcomo complementao do trabalho dereinsero social das pessoas em sofrimentopsquico. A arte como processo de estmulo criatividade permite aos usurios a expressoe comunicao de idias e emoes.

    Arte como remdioPartindo do princpio que a arte possibilita

    o aumento da auto-estima e a expansoemocional, diminuindo a ansiedade doportador de transtorno mentais, a FundaoGregrio Baremblitt resolveu apostar nesteprocesso.

    Tanto que, a instituio promove de 11 a22 de novembro uma mostra de arte naBiblioteca Municipal Bernardo Guimares,reunindo os trabalhos artsticos dos pacientesatendidos pela instituio.

    O trabalho de Oficina de Arte na fundao,iniciada neste ano, volta-se para o aten-dimento, principalmente, de pessoas porta-doras de transtornos mentais severos j queestas tm uma menor participao em outrasatividades que exigem habilidades motoras econcentrao.

    Elisa Carvalho, arte-educadora e uma dascoordenadoras do evento, diz qu