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Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 14 à 20 de outubro de 2003

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  • 2 14 a 20 de outubro de 2003

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba (revelacao@uniube.br)

    Supervisora da Central de Produo: Alzira Borges Silva (alzira.silva@uniube.br) Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Projeto grfico: Andr Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) Diretor doCurso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) Coordenador da habilitao em Jornalismo: Raul Osrio Vargas (raul.vargas@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: Karla Borges (karla.borges@uniube.br) Professoras Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br), Neirimar deCastilho Ferreira (neiri.ferreira@uniube.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Analista de Sistemas: Cludio Maia Leopoldo (claudio.leopoldo@uniube.br) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Grfica ImprimaFale conosco: Universidade de Uberaba - Curso de Comunicao Social - Jornal Revelao - Sala L 18 - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8953http:/www.revelacaoonline.uniube.br Escreva para o painel do leitor: paineldoleitor@uniube.br - As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    Da assessoria de imprensa

    A Terapia Ocupacional um campo deconhecimento e interveno em sade eeducao que rene tecnologias orientadaspara a emancipao e autonomia de pessoasque apresentam, por razes ligadas aproblemticas especficas (fsicas, sensoriais,mentais ou sociais), temporria ou defi-nitivamente, difi-culdades na inser-o social. O prin-cipal instrumentode interveno doterapeuta ocupa-cional a ativi-dade humana, emsuas diferentesmodalidades. A Terapia Ocupacional busca amelhoria na qualidade de vida de pessoasvtimas de condies biolgicas, psicolgicas,sociais e histricas que ameaam seu bem-estar e equilbrio

    O Terapeuta Ocupacional atua empromoo, preveno e reabilitao, comenfoque nas seguintes reas: Fsica(neurologia, ortopedia/traumatologia ereumatologia); Mental (deficincia mental esade mental/psiquiatria); Social (abuso

    Uma profissoem expanso

    Terapia Ocupacional

    infantil, violncia domstica, presidirios,marginalizados em geral) e Educao(educao popular, educao para cidadania,educao inclusiva, questes gerais ligadas aprendizagem).

    O profissional pode atuar em atividadesclnicas, educativas e de pesquisa em servioscomo postos de sade, ambulatrios, clnicasespecializadas, hospitais gerais, centros de

    reabilitao fsicae/ou mental, cre-ches, asilos, pre-sdios, centros co-munitrios, em-presas, domiclios,universidades.

    Apesar de seruma profisso jovem

    no Brasil, especialmente em Uberaba, a TerapiaOcupacional uma profisso que se encontra emfranca expanso, contando com expressivocampo de atuao e um nmero restrito deprofissionais da rea, fatores que favorecem aabsoro dos mesmos no mercado de trabalho.

    No dia 13 de outubro se comemora o diado Terapeuta Ocupacional. Parabns a todosos profissionais, alunos e docentes domunicpio e regio. (Direo do Curso deTerapia Ocupacional - UNIUBE)

    A Terapia Ocupacional busca amelhoria na qualidade de vida depessoas vtimas de condies queameaam seu bem-estar e equilbrio

    O Brasil tem conquistado mercadosinternacionais e abastecido inmeros pasescom produtos que saem das nossas lavouras.Estamos entre os cinco maiores produtoresmundiais de alimento e atualmente detemosa posio de principal exportador de caf,carne bovina e outros inmeros produtos.

    As nossas condies de produo soexecelentes, nosso clima e nosso solo sofavorveis produo de comida e, s nosomos a maior potncia produtiva porque aindaesbarramos nos subs-dios pagos aos pro-dutores de pases co-mo os Estados Unidose Austrlia.

    O governo, nessemometo, tem come-morado as contas doagronegcio brasileiro, que ms aps ms temfechado com supervit. Hoje, o campo asalvao da lavoura para a economia nacional.

    Mas enquanto abastecemos o mundo,milhares de brasileiros convivem diaria-mente com o maior de todos os problemassociais - a fome.

    Nosso mapa famlico to extenso queas pesquisas so contraditrias na contagemdo contigente dos excludos de comida.

    estapafrdio um pas como o Brasilconhecer o nmero de animais do rebanhobovino, que hoje de 170 milhes de cabease no ter uma uma base nmrica para secriar programas que efetivamente combatama fome nacional.

    A fome verdadeiramente invade oestmago de milhares de brasileiros e pior,todos os dias, uma quantidade enorme decomida, em condies de reaproveitamento,alimenta uma outra boca- a do lixo! Todo esseprocesso coloca o Brasil entre os pases que

    mais desperdiam alimento em todo o mundo.Na contramo, o atual governo sustenta a

    bandeira do Fome Zero, principal mote dascampanhas de Luiz Incio Lula da Silva paraalcanar a presidncia. O projeto foi lanadono inco do ano e criou uma comoo nacional.A proposta do presidente que at o final domandato ele consiga alimentar com trsrefeies dirias quem convive com a falta decomida.

    Hoje o Fome Zero j apresenta algunscasos de m distri-buio do que arrecadado, falsifi-cao dos cartes dealimentao e o maluso dos recursos emespcie. H quem noacredite na con-

    cretizao dos ideiais pr-comida. Enfim,alimentar nosssos fa-mintos tem sido umaluta rdua.

    Porm, se o governo peca em algunscritrios de gerenciamento do Fome Zero, asociedade civil organizada cria aes parafazer a comida chegar at quem necessite.

    Nesta edio, o Revelao aborda comoalgumas dessas aes tm ajudado milharesde famlias. A exemplo, o Vitasopa, umprojeto de reaproveitamento alimentar quetem matado a fome na regio metropolitanada capital mineira.

    Todos os programas podem minimizar afalta de alimento mas ainda no sosuficientes. necessrio que o governo revejaas leis de doaes, invista na capacitao dostrabalhadores e que princiapalmente, combataa fome de maneira correta. A fome no gerada pela falta de alimento mas sim pelocrculo vicioso da m distribuio de rendano Brasil.

    Fome e desperdcio

    Enquanto abastecemos o mundo,milhares de brasileiros convivemdiariamente com o maior de todosos problemas sociais - a fome

    Da assessoria de imprensa

    Pelo segundo ano consecutivo, o estudantede Jornalismo da Uniube, Andr Azevedo daFonseca, foi premiado em duas categorias noSET-Universitrio, um dos principais congressosde Comunicao do pas, realizado anualmentena Faculdade de Comunicao Social (Famecos)da Pontifcia Universidade Catlica do RioGrande do Sul (PUC-RS). A mostra competitivarecebe trabalhos de alunos de Jornalismo,Publicidade & Propaganda e Turismo dedezenas de faculdades de todo o Brasil.

    O texto Taxmetro do Prazer foi o

    vencedor na categoria Crnica; e A ltimavalsa de Roberto Furaco venceu nacategoria Artigo. Ambos os textos haviamsido j publicados no Revelao. No anopassado, neste mesmo congresso, oestudante tambm foi o vencedor dessasduas categorias.

    A lista de todos os vencedores estdisponvel no CyberFam, a revista virtual daFamecos: (http://cyberfam.pucrs.br). Quemquiser conferir os textos, basta acessar oportfolio on line do estudante, no site doRevelao (www.revelacaoonline.uniube.br/portfolio)

    Estudante de Jornalismo premiado em Porto Alegre

    Editorial

    Fome e desperdcio

    Editorial

  • 3314 a 20 de outubro de 2003

    Andr Azevedo da FonsecaAndr Azevedo da Fonseca4 perodo de Jornalismo

    Alcone uma ave fabulosa, que voa muito alto,normalmente sobre vastos oceanos. Segundo aantiga mitologia grega, o mar permanece serenoenquanto esses pssaros tecem seus ninhos nosrochedos. J o escritor Alcione Arajo, autor domonumental romance Nem mesmo todo o oceano(Record, 1998), tem o dom oposto de provocarturbulncias literrias e filosficas em outros mares.Nessa entrevista concedida ao Revelao, o autorde 12 peas teatrais (como H vagas para moas defino trato; Caravana da Iluso) e 13 roteiros decinema (como Ptria Amada; Policarpo Quaresma)flutua na Potica e na Antropologia, submerge emScrates e Homero, engolfa-se na arte e na culturade massa, mergulha na Histria da Educao enavega pelas ondas da literatura e do jornalismo. Oautor esteve em Uberaba na noite de 9 de outubropara participar do projeto Tim Estado de MinasGrandes Escritores, em parceria com os programasPr-ler e ArtEducao. A entrevista a seguir foigravada no saguo do Hotel Tamareiras, s 11h15da manh, na presena de Olga Frange,coordenadora do ArtEducao em Uberaba.

    Revelao: Com tanta coisa realacontecendo, por que ainda precisamosde inventar histrias para refletir sobrea condio humana?

    Alcione Arajo: Pergunta interessante,no sei se voc vai ter espao para isso. Sabe-se hoje que o homem no se satisfaz na moldurade sua existncia pessoal, de sua existnciaindividual. Ento ele precisa de histrias. Ashistrias foram e so contadas em muitoslugares e de diversas maneiras, inicialmentepela histria oral. Homero, por exemplo, foium poeta que criou no sculo 8 A.C., mas suaobra s foi escrita no sculo 6 A.C. Portanto,era literatura oral, at ento. Inclusive aautoralidade do Homero, na verdade, umacontribuio, porquena literatura oral voccontava a Ilada, porexemplo, e a as pessoasque ouviam e davamsua contribuio pessoalna hora que contavampra algum. E esseprocesso cumulativo, cada pessoa tem seusfiltros. Duzentos anos depois da morte deHomero, quando a Ilada foi publicada, ela tinhaa contribuio de todos os cantadores que arelataram. A obra publicada atribuda a Homeropor generosidade, por um reconhecimento tardio.Mas uma obra de criao coletiva, efetivamente.

    Hoje a Psicanlise me d essa informaode que atravs das narrativas de qualquerforma que sejam feitas eu consigo agregar,

    minha vida, vivncias