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Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 12 à 18 de agosto de 2003

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  • Newton Lus Mamede

    2 12 a 18 de agosto de 2003

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba (revelacao@uniube.br)

    Supervisora da Central de Produo: Alzira Borges Silva (alzira.silva@uniube.br) Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Projeto grfico: Andr Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) Diretor doCurso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) Coordenador da habilitao em Jornalismo: Raul Osrio Vargas (raul.vargas@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: rika Galvo Hinkle (erika.hinkle@uniube.br) Professoras Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br), Neirimar deCastilho Ferreira (neiri.ferreira@uniube.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Suporte de Informtica: Cludio Maia Leopoldo (claudio.leopoldo@uniube.br) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Grfica ImprimaFale conosco: Universidade de Uberaba - Curso de Comunicao Social - Jornal Revelao - Sala L 18 - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8953http:/www.revelacaoonline.uniube.br Escreva para o painel do leitor: paineldoleitor@uniube.br - As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    O natural e inato desejo de saber impeliuo homem busca do conhecimento. Ouniversal conceito conhecer o homem e omundo j identifica a inteligncia humanadesde os primrdios da constituio ontolgicae antropolgica do Homo sapiens. Rudimentare obscura no incio, e organizada e lcida namaturidade racional, a busca do conhecimentosaltou do mito cincia, na construo daverdadeira sabedoria intelectual. E sabedoriaentendida em sentido amplo, ou infinito, nouniverso dos fatos e coisas que constituemobjeto do saber humano. Sabedoria quedesbancou o mito e instaurou a cincia.

    No atual estdio de civilizao e de culturaem que se encontra ahumanidade, cominequvoco avano dacincia e da aplicao deseus resultados, oespao destinado aoempirismo e, com maisrazo, ao mito deve serrestrito ou confinadoapenas s mentesdesprovidas de instruo escolar e de ilustraointelectual. O empirismo, a fundamentaoapenas no visvel ou na experincia imediata ediria, jamais pode ter lugar na explicao dosfenmenos de qualquer natureza. E o mito, essedeve restringir-se apenas aos estudosantropolgicos das culturas ditas primitivas ouno civilizadas. No h como conceber, hoje,qualquer explicao sobre o homem e o mundoque no seja resultado de pesquisa exaustiva ede profundidade cientfica que revele econstrua a verdade.

    A recente transio cronolgica de eras,de um sculo e de um milnio para outros,respectivamente, operou profundastransformaes nas mentes e conscincias, e,contraditoriamente, ainda acendeu e avivoureflexes e atitudes baseadas em falsosconceitos e suspeitas sabedorias queexpunham (e expem) explicaes sobre umasrie de fatos e fenmenos que instigam acuriosidade humana. O que causa estranheza,

    porm, o amplo e respeitado espao queessas explicaes ganham nos modernos eavanados meios de comunicao, dedivulgao de notcias. Explicaes absurdase irracionais, mas que teimam em se impor e,desastradamente, conquistam adeptos atdotados de cultura e de instruo universitria.Explicaes que confundem, que apregoame disseminam heresias, sofismas e ridculasinverdades. Isso, paradoxalmente, em plenaera moderna, de avanadssimo progressocientfico e tecnolgico, de sofisticadssimosrecursos da cincia aplicada.

    Foi dito, acima, que esse tipo de engodoatinge pessoas dotadas de instruo univer-

    sitria. Pois isso queinspira este pronuncia-mento. Como pode umindivduo com esse graude instruo, nos diasatuais, acreditar levia-namente, em vez decompreender racional-mente? O acreditar, emtermos cientficos,

    muito pouco, quase nulo, quando se tratade conhecimento baseado no trinmio verdade evidncia certeza, conhecimento que constituia base e a essncia dos estudos universitrios. Oque diferencia, distingue, identifica e personalizao conhecimento cientfico exatamente ofundamento na verdade, no ser tal como ele , eno como parece ser, conforme se diz emfilosofia. E esse conhecimento que deveprevalecer e imperar na universidade e naconscincia de quem cursou universidade.Conhecimento capaz de compreender e explicaro ser, a verdade do ser, e no de apenas supor ouinventar explicaes.

    O conhecimento adquirido e praticado nauniversidade deve ter coerncia cientfica,deve ser a garantia da cincia. E, com basenisso, um conhecimento que deve inspirar,necessariamente, seriedade e confiana.

    Newton Lus Mamede Ombudsman daUniversidade de Uberaba

    Empirismoe cincia

    Como pode um indivduocom esse grau de instruo,nos dias atuais, acreditarlevianamente, em vez decompreender racionalmente?

    Esta edio especial, no s porquesimboliza um segundo trabalho dessa novaequipe que a partir deste semestre com amesma dedicao denossos colegas, se propea continuar o trabalho deproduo de nosso jornal,mas tambm porque asoportunas datas comemo-rativas de agosto nospermitiram unir doisassuntos especiais em uma mesma edio.

    No s falaremos dos pais homenageadosno ltimo domingo, como teremos a graa decontar um pouco da histria da Me NossaSenhora da Abadia. Unir smbolosprimordiais na construo da famlia , parans, no s desencadear reflexes como

    tambm relembrar o quo importante valorizar a instituio base que vem seperdendo com o tempo.

    Falar de famlia aomesmo tempo que se falade f acreditar queproblemas graves como otrfico de drogas,mostrado pelo alunoFernando Machado,podem ser amenizados

    pelo amparo e carinho de uma lar. E ainda, quepolticos liderem o pas, propondo mudanas,com a mesma seriedade de um pai em sua casa.

    Que as reportagens publicadasrepresentem a viso dos jovens preocupadoscom a realidade social e empenhados noreconhecimento de valores.

    Datas comemorativas deagosto nos permitiram unirdois assuntos especiaisem uma mesma edio

    F e realidade social

    Da redao

    Quatro alunos e recm-formados emComunicao Social da Universidade deUberaba tiveram seus trabalhos classificadosna 10 Exposio da Pesquisa Experimentalem Comunicao (Expocom) da SociedadeBrasileira de Estudos Interdisciplinares daComunicao (Intercom).

    Os finalistas so os estudantes AndrAzevedo da Fonseca, com a histria emquadrinhos Edgar Alan; Daniela Teixeira,com o vdeo educativo Medo; os jornalistasrecm-formados Leonardo Boloni, com oensaio fotogrfico Seis Etnias; e RenataThomazzini, com o vdeo cientfico GadoTecnolgico.

    A Expocom um dos mais importantesprmios para estudantes de ComunicaoSocial do pas. Os alunos concorreram comcentenas de universitrios de faculdades de

    Comunicao de todo o Brasil. A premiaoser anunciada no dia 4 de setembro duranteo 26 Congresso da Intercom, que serrealizado na Pontifcia Universidade Catlicade Minas Gerais (PUC-MG), em BeloHorizonte.

    Estudantes so finalistasem prmio nacionalExpocom uma das mais importantes premiaespara alunos de Comunicao Social do pas

    Veja os indicadosAndr Azevedo da FonsecaHistria em quadrinhosEdgar Alan

    Daniela TeixeiraVdeo educativoMedo

    Leonardo BoloniEnsaio fotogrfico Seis Etnias

    Renata ThomazziniVdeo cientficoGado Tecnolgico

  • 3312 a 18 de agosto de 2003

    Fbio Lus da Costa3 perodo de Jornalismo

    Pai, eu cresci e no houve outro jeito,quero s recostar no teu peito

    Pra pedir pra voc ir l em casa e brincarde amor com meu filho

    No tapete da sala de estar

    Este o trecho da msica Pai Heri docantor Fbio Jnior. E, esta letra serve degancho para o contexto das prximas linhasque uma homenagemdo Jornal Revelaoaos pais.

    A figura de um paina vida de uma criana extremamente impor-tante. Os laos afetivos,os vnculos que acriana cria, enfim,todo o comportamentodireto e indireto, socaractersticas que os pais devem passar aosfilhos para que, ao longo da vida ela conquisteseu espao e tenha representatividade dianteda sociedade. Esses laos possibilitam que,ainda muito cedo, a criana ganheautoconfiana e crie sua prpria identidade.

    Assim como a maternidade, a paternidadena adolescncia provoca problemas sociais eemocionais, pois o jovem assume um papelque presumidamente, ainda no estpreparado. No momento quando aspreocupaes giram em torno de reflexessobre escolhas para ofuturo, tais como: pro-fisso, relaes amo-rosas, orientao se-xual, e at mesmo apro-veitando a fase da vidabomia, os pais pre-coces passam a buscarformas para assumir umfilho. E, tal responsabilidade acaba gerandoalgum conflito familiar.

    O primeiro dia dos pais para estes jovenstorna-se uma comemorao e umaexperincia gratificante. Como ser oprimeiro dia dos pais para estes homens quej receberam a notcia de que sero papaisou, que acabaram de ter um filho?

    Para Daniel Rezende de Andrade de

    A gratificante tarefade ser paiComo os jovens pais lidam com a responsabilidadede constituir uma famlia e, educar os filhos?

    apenas 22 anos a responsabilidade muitogrande. Ele pai de Pedro Henrique de cincomeses de vida, trabalha o dia todo e estuda noite. Portanto tem pouco tempo para visitaro filho, entretanto, sempre arruma um jeitinhode ficar com ele. Sou um pai recente,acompanhei toda a gravidez da minhanamorada e, sempre que posso vou ver meufilho, que mora com os pais dela, s vezes,at durmo por l, assim, passo mais tempocom ele. Daniel acrescenta ainda que umpai presente, e que, carinho, ateno e amor

    no faltam ao filho.J Paulo Fernando

    de 21 anos, tevealgumas dificuldadesno incio do processo.Seu filho Herbert, estcom trs meses de vida.Ele conta que ao saberda gravidez levou umgrande susto. Algumtempo depois que

    despertou um insight quando acabo