revela§£o 211

Download Revela§£o 211

Post on 09-Mar-2016

231 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 10 à16 de junho de 2002

TRANSCRIPT

  • Fonoaudiologia:curso nota A

    2 10 a 16 de junho de 2002

    Newton Lus Mamede

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba

    As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Superviso de Edio: Celi Camargo (celi.camargo@uniube.br) Projeto grfico: Andr Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) Diretor do Curso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) Coordenadora da habilitao em Jornalismo: Alzira Borges da Silva (alzira.silva@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: rika Galvo Hinkle (erika.hinkle@uniube.br) Professores Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br),Vicente Higino de Moura (vicente.moura@uniube.br) e Edmundo Herclito (heraclit@triang.com.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Suporte de Informtica: CludioMaia Leopoldo (claudio.leopoldo@uniube.br) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Jornal da Manh Fale conosco: Universidade de Uberaba - Comunicao Social - Bloco L - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8952 http:/www.revelacaoonline.uniube.br

    No meio escolar, incluindo ouniversitrio, comum a associao depoder ou autoridade com cultura ousabedoria. Ou a relao de causa e efeitoentre posio de poder ou de mando econhecimento ou erudio cultural. Essepoder ou sentimento de autoridade comea,j, na sala de aula, com a simples funo deprofessor, ou seja, de ministrar aulas. Omestre acha-se um polivalente cultural eemite conceitos e opinies sobre qualquerassunto ou tema, muitas vezes sem nenhumfundamento de verdade e de realidade. Maso fato de ser professor confere-lhe umaespcie de superioridade cultural em relaoaos alunos, e ele, ento, deita cultura eerudio. E, como fala com segurana, ouvido e seguido pelos discpulos, que vemnele um sbio. E quantas inverdadesocorrem nesses casos! At mesmo decontedo da prpria disciplina ministrada.Quantos conceitos falsos, quantasinformaes erradas, quantas heresias!

    A situao se agrava quando o professorassume qualquer cargo de chefia. Se fordiretor de escola de ensino fundamental emdio, ele encarna a funo e passaimediatamente por uma metamorfosecultural, acreditando que o poder lheimprime, automaticamente, o dom dasabedoria universal. E, ento, o diretorensina portugus aos demais professorese aos alunos, mesmo que seus conceitossejam violentas agresses ao vernculo,ridculas aberraes gramaticais. E se atreveat a corrigir frases certas escritas emcartazes ou avisos. Como o caso de umadiretora de escola pblica que reuniu osprofessores de portugus e deu-lhes um rpidoe rspido sermo, ordenando-lhes queretificassem os cartazes afixados nas paredes,retirando o acento circunflexo da palavra voc,pois essa palavra perdeu o acento... E noadiantaram os protestos dos verdadeirosconhecedores do assunto. A autoridade dadiretora autoensinou-lhe gramtica...

    Atualmente, a coisa se complica eacontece em universidades, em empresas de

    O podere o saber

    grande porte, em bancos, em repartiespblicas. Surge uma dvida e logo algumsugere que se consulte o chefe, ou o diretor.Ou o patro. Este, sim, acha-se um legtimoScrates... Isto , consultar o chefe significaeleg-lo um sbio. Ele, ento, para se impor,responde com segurana e todos acreditamnele, mesmo que tenha expelido umaasneira.

    H episdios folclricos, pitorescos,humorsticos sobre esse fenmeno. Asaberraes culturais praticadas porestudantes, em provas e redaes, edivulgadas por todos os meios,principalmente pela internet e pelosapresentadores de programas de televiso,podem muito bem rivalizar-se com ascometidas e praticadas por chefes, patres,diretores, magistrados, ou seja, por quemexerce qualquer forma de poder e de mando.Para citar apenas uma, lembro o gerente deum banco que ensinou a um subordinadoconsulente a pronncia de uma palavralatina. O manda-chuva no sabia nemportugus, mas arvorou-se em conhecedordo clssico e complexo idioma de Ovdio ede Horcio, de Ccero e de Sneca, epronunciou a palavra latina com umafontica inglesa... Trata-se de sonsabsolutamente distintos, mas o sbiofinancista inglesou o latim e ostentou seusaber emanado da autoridade que eleexercia.

    A solidez de conhecimento, a seguranade conceitos, a erudio cultural, o saberintelectual no decorrem de promoes eascenses momentneas e efmeras, mas derduo, longo e persistente exerccio dainteligncia na prtica diuturna de estudoexaustivo, de verdadeiro cultivo dointelecto. O poder e o saber so distintos eautnomos. E, claro, a autoridade do saber incomensuravelmente superior autoridade do poder. Einstein infinitamente superior a Hitler.

    Newton Lus Mamede Ombudsmanda Universidade de Uberaba

    Jneo Reis *

    Quando se trata da Fonoaudiologia,podemos dizer que um curso relativamentenovo no mbito nacional, porm com vastocampo de atuao. A Fonoaudiologia, talcomo outras profisses consideradasnobres, surgiu e consolidou-se a partir deuma enorme necessidade social ligadaprincipalmente s reas da sade e daeducao. Essas demandas no eramatendidas de forma especfica pelasprofisses mais tradicionais, como amedicina, por noestarem dentro doperfil de suas forma-es e atuaes. Em-bora as primeirasnotcias relatadas dasprticas fonoaudio-lgicas tenham sidorealizadas entre asdcadas de 20 e 40,eram fundamentadaspela medicina preventiva.

    A partir dessa importante necessidade,comea na dcada de 60 a surgir cursos paraformar profissionais com o objetivo de atuarno campo dos chamados Distrbios daComunicao. Eis que nasce oconhecimento fonoaudiolgico, e a partirdesse, o profissional to almejado, que tercomo objetivo atuar em pesquisas,preveno, avaliao e terapia, nas reas dalinguagem oral e escrita, voz, motricidadeoral e audio, bem como o apefeioamentodos padres de fala e voz.

    J na dcada de 80, mais precisamenteem 9 de dezembro de 1981, aprovada alei de n 6965, possibilitando aofonoaudilogo, legais direitos de atuaoneste mercado. Desde ento, e de maneiraformal, o fonoaudilogo tornou-seresponsvel pela sade da comunio, item

    que vem a ser uma caractersticadiferenciadora do ser humano.

    A Fonoaudiologia possui profundoembasamento terico-tecnico e cientfico,mantendo uma ntima relao com outrasreas de conhecimento, ampliando os seushorizontes atravs de uma interface comoutras cincias, tais como: Lingstica,Psicologia, Psicolingstica, Educao,Biologia, Fsica, Odontologia, Medicina,entre outros.

    Em pocas contemporneas, aFonoaudiologia uma carreira universitria

    plena, com gradua-o em nvel supe-rior, especializaes,mestrado, doutoradoe atualmente livre-docentes. Com suaalta produo aca-dmica-cientfica,que pode ser facil-mente medida peloenorme volume de

    monografias, teses, dissertaes, captulosde livros, livros e publicaes em revistasespecializadas nacionais e internacionais,tem constitudo um campo de saberespecfico.

    Na Universidade de Uberaba o curso deFonoaudiologia foi implantado em 1997, ereconhecido pelo MEC no ano de 2000,com o conceito A, tornando se referncianacional.

    A formao do fonoaudilogo naUniversidade de Uberaba contempla no so aspecto tcnico-cientfico, mas tambmo enfoque humanstico e social destaatuao, capacitando esse profissional aatuar sobre a realidade scio-economico ecultural da populao, enquanto promotorde sade.

    Aluno do 2 perodo de Fonoaudiologia

    A formao do fonoaudilogona Universidade de Uberabacontempla no s o aspectotcnico-cientfico, mas tam-bm o enfoque humanstico esocial desta atuao

    Profissionais cuidam dos Distrbios da Comunicao

  • 3310 a 16 de junho de 2002

    Jlio Csar Domingos2 perodo de Jornalismo

    Antnio Carlos Marques saiu de SoPaulo, Capital, aos seis anos de idade. Opaulistano veio com toda famlia paraUberaba onde mora at hoje. Filho decomerciantes, desde de muito cedo mostrouque no tinha jeito para a profisso do pai.Garoto de personalidade e apurado sensode pesquisa preferiu enveredar-se por outroscaminhos. Na adolescncia descobriu a suaverdadeira vocao atravs do mdico,dentista e historiador aposentado EdelvairTeixeira, que com suas histrias do folclorebrasileiro despertou a curiosidade do jovemque posteriormente se tornaria o Assessorde Cultura Popular da cidade de Uberaba ediretor da Fundao Cultural. AntnioCarlos no esconde o orgulho de trabalharcom o folclore e a cultura brasileira. Ao falardas origens das festas do nosso pas seexalta, mas se irrita com a descaracterizaodos nossos costumes e com a invaso defestas estrangeiras. O professor de literaturae redao, que tem no seu escritriobandeiras dos trs clubes do seu corao,Galo, Vasco e Santos, fala sobre ascaractersticas da festa junina.

    Revelao: Qual a origem da festajunina?

    Antnio Carlos Marques: Pelo que nssabemos ela de origem europia, maisprecisamente francesa. Foi trazida eradicada no sul do pasmantendo ascaractersticas euro-pias, e posteriormenteespalhou-se para outrasregies brasileiras. Emalgumas regies a festajunina recebia umaadaptao brasileira, como no norte enordeste; em outras como centro oeste eregio sul foram presevadas algumascaractersticas, principalmente nacoreografia. Alguns nomes que fazem amarcao da quadrilha, como anavan,anarri, so de origem francesa. A gentesabe tambm que na Frana eram comunsaqueles vestidos longos e rodadosque aindapredominam no Sul. J na nossa regio, aquino sudeste, aconteceu uma descarac-terizao a partir do personagem Jeca Tatu,criado por Monteiro Lobato para ser o

    garoto propaganda do Biotnico Fontoura,ento houve uma descaracterizao no

    figurino das quadrilhas.Aqui o pessoal usa, porexemplo, uma camisaxadrez, cala remendadaum sapato ou uma botinafurada