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Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 27 de maio à 02 de junho de 2002

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  • 2 27 de maio a 2 de junho de 2002

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba

    As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Superviso de Edio: Celi Camargo (celi.camargo@uniube.br) Secretrio de redao: Andr Azevedo (andre.azevedo@uniube.br) Diretor do Curso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima (edpl@uol.com.br) Coordenadora da habilitao em Jornalismo: Alzira Borges da Silva (alzira.silva@uniube.br) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: rika Galvo Hinkle (erika.hinkle@uniube.br) Professores Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela (norah.vela@uniube.br),Vicente Higino de Moura (vicente.moura@uniube.br) e Edmundo Herclito (heraclit@triang.com.br) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Suporte de Informtica: CludioMaia Leopoldo (claudio.leopoldo@uniube.br) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Jornal da Manh Fale conosco: Universidade de Uberaba - Comunicao Social - Bloco L - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8952 http:/www.revelacaoonline.uniube.br

    Refletindo sobre o que eu liSomos todos escravos

    Parabns grande moo que teve acoragem de posar de uma forma toespecial e importante. Sei que enfrentoucrticas mas no se deixou ser colhidopelo preconceito e foi luta de cabeaerguida. Continue sendo este exemplo,pois na realidade, ns negros quandorecebemos um destes convites, ou seja,uma destas oportunidades, ficamos comvergonha, com medo e preferimossilenciar. Sentimento este que talvezsomos escravos dele e no sabemos ou nonos deixamos enxergar isto como umaescravido em nossas vidas.

    Vemos todos os dias brancos, amarelos,vermelhos, escravizados pelos vcios dasdrogas, at mesmo do tabagismo que tocomum entre ns. Escravizados pelo poder,pela corrupo e subornos; pelo egosmo, apossessividade; a violncia do parceiro quebate e ela se cala porque o amor fala mais

    Fernando Machado4 perodo de Jornalismo

    Rubens Barrichelo nunca foi conside-rado um grande piloto da frmula 1. Pelocontrrio, o piloto da Ferrari sempre foi muitocriticado e at ridicularizado. No um gran-de dolo. Nunca conquistou o ttulo da F1, ese h alguma unanimidade a seu respeito, no nada elogiosa. Sua reputao acabou de ruirquando freiou para que seu companheiro deequipe o ultrapassasse, deixando assim deganhar a corrida. Rubinho deu vexame. Mas,j pensou se ele pudesse voltar atrs e fazertudo de novo, mas dessa vez certinho? Im-possvel? Talvez no.

    Oscar Schimidt sempre foi consideradoum grande jogador de basquete. o maiorcestinha da histria das Olimpadas. Sem-pre foi muito admirado. O mo-santa unanimidade. J conquistou diversos ttu-los e sua reputao uma fortaleza. MasOscar, tal qual Rubinho, deu vexame. Elehavia marcado sua despedida das quadraspara o jogo de tera-feira passada, 21, con-tra o COC/Ribeiro Preto. O Flamengo,time do astro, estava em desvantagem napartida e teve um jogador expulso. Oscarno aceitou e, com toda prepotncia de do-lo que , foi xingar o rbitro. Resultado:tambm foi expulso. Continuou sem acei-tar e fez o Flamengo retirar o time de qua-dra. Foram embora cuspindo cobras, lagar-tos e salamandras contra o rbitro que ha-

    via acabado de cumprir com honestidade asua tarefa. Puniu dois jogadoresindisciplinados.

    O que Oscar fez? Simples: adiou a des-pedida, anulou o jogo. Com lgrimas nosolhos disse que no vai ser desse jeito a suaretirada. No quer que seu filho, sua esposae os brasileiros guardem uma lembrana novitoriosa da sua aposentadoria. A saga doheri sofre atribulaes, mas no se desvia.

    O que Oscar fez? O que Rubinho nopde fazer. Voltou no tempo, como seRubinho voltasse a corrida. Como se a vidade um dolo, guardada em fitas de vdeo,pudesse ser rebobinada.

    A vida e a carreira de grandes heris,feitas em vdeo, podem ser editadas na vidareal. Michael Jordan, o maior jogador debasquete de todos os tempos (uau!), j seaposentou duas vezes, e depois retornous quadras. At beisebol profissional Jordanconseguiu jogar graas a seu nome. Depoisvoltou ao basquete. O retorno e a despedi-da do heri devem ser triunfais. O retornoprecisa ser imponente. A despedida, quan-do o heri parte para atingir a sabedoria fi-nal, precisa ser vitoriosa. Nem que para issoseja necessrio voltar a fita, apagar algu-mas coisas, trocar outras de lugar, editarenfim. Michael Jordan e Oscar Schimidtsero aplaudidos tantas vezes quanto ocor-rerem suas partidas e chegadas. No casode Jordan e Oscar foi virtual. Mas no deRubinho, imoral.

    To longe,to pertoTo longe,to perto

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    Caro Andr Azevedo

    Li e reli sua matria - Histria haviasido condenada ao esquecimento Re-velao 207 13/19 05/2002 cujo con-tedo deixa longe, muito longe o que setem publicado sobre coisas de Uberaba.

    H que se comprovar ainda muitos da-dos mas, at os dias de hoje o terreno (Pa.Rui Barbosa com a Rua Santo Antnio)sempre despertou-me a ateno sobre ainrcia de seus proprietrios. OsrioAdriano da Silva (o patriarca) que conhe-ci, sempre adquiria seus bens em locaisprivilegiados dado sua grande viso co-mercial apesar da sua pouca cultura. DeUberaba a Belo Horizonte, So Jos doRio Preto e So Paulo conheo imveisseus. Dos meus 53 anos, pelo menos 46lembro-me de nada existir sobre aquelelote. intrigante ver o metro quadradomais caro de Uberaba sem qualqueredificao ao longo dos tempos.

    Possivelmente voc desagradou mui-ta gente ao virar o tapete e mostrar coisasguardadas com a vassoura. Temos jorna-listas e jornalistas. O seu estilo j o marcacomo profissional sagaz, investigativo esem paixes. V em frente. Nossa terrapossui preciosidades do gnero que nenhu-

    ma cidade tem. Sei de algumas.Seja polmico, nem que seja consigo

    mesmo, caso contrrio no provar o que veiofazer aqui... Mrio Palmrio. Ouvi daque-le mestre tal frase. Sempre lastreado na ver-dade, tenho suscitado polmicas com minhasescritas, que no chegam a atingir-me.

    O acervo de dados que voc publicouserve para teses e mais teses. Que os nos-sos rgos, instituies de ensino, pes-quisadores e at curiosos possamaproveit-los.

    Parabns. At breve.

    Eng. Joo Eurpedes Sabino

    alto; pelo desrespeito ao prximo e atmesmo pela falta de oportunidade por sernegro. E voc, j presenciou algum dessesfatos?

    Brgida, zeladora da Universidadede Uberaba / Tcnica deDesenvolvimento de Comunidades

  • 3327 de maio a 2 de junho de 2002

    Claudinei Honrio7 perodo de JornalismoCcera Gonalves5perodo de Jornalismo

    Crianas, idosos, jovens, estudantes ouno, mestres ou leigos reunidos no mesmoobjetivo: promover uma interao entre omundo universitrio e a populao,mostrando as vrias atividadesdesenvolvidas pelos cursos de graduaoda universidade. Assim pode ser descritoo Domingo no Campus, que abriu noltimo dia 19, a XIII Semana deSeminrios promovida pela Universidadede Uberaba.

    Palestras, testes na rea de sade,brincadeiras, msicas, esportes radicaiscomo rapel e muitas outras atividadesforam desenvolvidas. As crianaspuderam dar um mergulho no mundo daimaginao onde a criatividade rolou soltanas brincadeiras realizadas pelos alunosde Terapia Ocupacional, Psicologia ePedagogia. A colagem e a pintura atraiuos pequenos artistas que se entreteramtambm com os alunos vestidos depalhao e de Emlia, a boneca do Stio doPica-pau Amarelo.

    J para os adultos, o trabalho quechamou a ateno foi a produo artesanalatravs do tear indgena. De acordo com a

    professora, mestre em Pedagogia Especial,Maria Paula, este tipo de artesanato eramuito usado e feito pelos ndios, emespecial, quando suas esposas iam dar a luz.Eles se mantinham ocupados e ao mesmotempo concentrados, isso, alm de fazerbem sade era uma forma de colocar oestresse para fora explica.

    O tear indgena hoje usado pararelaxar, traba-lhando tambm ac o o r d e n a omotora de crian-as, jovens eadultos. Esse tipode terapia timopara concentraoe para estimular a criatividade das crianasuma vez que so usadas muitas cores disse.O curso de Terapia Ocupacional, montouuma oficina de arte para produo de peasem argila. A argila usada paradesenvolver a criatividade das crianas eadultos. Atravs dos desenhos podemosanalisar a histria de cada pessoa. muito

    utilizada no tratamento de deficientesfsicos. No uma atividade por atividadee sim uma forma de anlise e apren-dizagem explica.

    Sade em diaO Domingo no Campus ofereceu

    tambm a oportunidade para os adultoschecarem a sua sade, atravs dos testes de

    medio de glicosee presso arterial.Os resultados eramimediatos e segui-dos de orientaodos alunos deBiomedicina. Oprofessor do curso

    de Biomedicina, Marcelo Fernandes, falouque aps ser feito o exame com o medidorde glicose, o paciente deve ser encaminhadopara um laboratrio e em seguida fazer umexame de glicose semi- automatizada.

    Para agitar e colocar prova, aresistncia fsica dos presentes, os alunosde Educao Fsica, Larissa, Alessandro,

    Comunidade passadomingo no CampusEvento marcou o incio da XIII Semana de Seminrios da Universidade de Uberaba

    Luciana, Willian Andr e Lelo, coordenadopelo professor Otvio Neto, deram um showde Body Jamp e Body Combat, deixando opessoal literalmente de boca aberta com suasperformances.

    ShowO encerramento da programao do

    Domingo no Campus ficou por conta daorquestra Filarmnica do colgio JosFerreira. Os 63 msicos deixaram opblico emocionado, cantando e tocandograndes clssicos da msica popularbrasileira. Mas o auge da programao foio concerto do pianista Arthur MoreiraLima.

    O pianista comeou