resumo sobre varias aves

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A FORMAO DO PLANTELJoo F. Basile da Silva

Quando o criador principiante se depara com o grande mundo da canaricultura domstica, sua primeira reao de espanto e surpresa. A maioria no imagina que por traz daquele canrio que viu numa exposio, ou mesmo cantando na varanda de alguma casa, exista um mundo to rico em cores, cincia e beleza. O descobrimento disso gera no criador iniciante, o desejo de entrar de cabea nesse grande mundo, o que pode fazer com que decises precipitadas e erradas sejam tomadas. Os passos que transformaro o principiante num criador de sucesso devem ser dados com cautela, e o ingrediente necessrio e indispensvel nessa fase a informao. A formao do plantel um desses primeiros passos e significa mais do que apenas se perguntar: Que cores devo criar? O criador principiante deve, inicialmente ter informaes, ou ao menos noes de como adquirir pssaros em condies de criar, sanitariamente falando, e que lhes daro a satisfao que espera obter do novo hobbie. O auxlio de um criador experiente interessante nessa fase. O principiante deve saber que um pssaro sadio apresenta caractersticas que devem ser avaliadas como plumagem, estado das patas, olhos, respirao, etc. Um pssaro sadio tem a plumagem brilhante, limpa e aderente (com algumas excees em raas de porte). As patas tambm devem ser limpas, sem escamaes ou ulceraes. As unhas devem estar perfeitas. O abdmen tambm deve ser examinado (a famosa assoprada) e deve se apresentar liso, brilhante, sem manchas ou veias aparentes, e com leve acmulo de gordura. Nos machos, o espigo (local que abriga os rgos sexuais) deve estar proeminente, nas fmeas o abdome deve ser plano e liso. Os olhos tambm devem ser examinados e devem ser brilhantes, sem apresentar lacrimejamento ou mesmo falta de penas ao seu redor, indicativo seguro em caso positivo que o pssaro no est em perfeitas condies de sade. A respirao do pssaro tambm um fator importante, e deve ser

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compassada sem chiados ou espirros. O comportamento geral do pssaro tambm deve ser avaliado. Um pssaro sadio movimenta-se constantemente, emite piados e os machos cantam. Um pssaro quieto, aptico e embolado (com as penas arrepiadas) um indicativo seguro de que o mesmo est doente, e, portanto sem condies de criar. A muda de penas deve estar completa e terminada, pois existem molstias e disfunes que provocam muda de pena crnica, e um pssaro em muda no cria. Para que essa avaliao seja bem feita, os pssaros devem ser adquiridos numa poca em que a muda normal de penas esteja completada, ou seja, nos meses de maio a agosto. Os pssaros a serem adquiridos, devem ser preferencialmente filhotes do ano. A aquisio de pssaros adultos tarefa para criadores mais experientes. A aquisio de pssaros em perfeitas condies de sade condio necessria para que uma criao tenha sucesso. Alm das informaes acima, o criador iniciante deve procurar se filiar a um clube ornitolgico mais prximo, e obter junto aos seus dirigentes mais informaes a esse respeito. A F.O.B. e OBJO atravs de seu site www.fob.org.br tambm fornece informaes importantes sobre esse e outros assuntos. Sabedor disso, o principiante dever escolher as cores ou raas que deve criar, e para isso so necessrias novas informaes. O manejo de criao uma experincia que se adquire com o tempo. Com isso, o iniciante deve procurar comear com pssaros menos exigentes nesse aspecto. Manejo nesse caso significa no apenas a conduo da criao em si (acasalamento, postura, alimentao), mas tambm o manejo gentico (acasalamentos visando melhores resultados) sabe-se que existem cores e raas de porte que apresentam dificuldades que s podem ser contornadas por criadores com bastante experincia. Ningum aconselharia um novato a comear com Frisado Parisiense

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ou com acetinados com fator, s para citar dois exemplos. O iniciante deve estar ciente que o primeiro ano deve ser de aprendizado, principalmente em relao ao citado manejo. Para isso existem cores e raas de porte com caractersticas mais adequadas ao criador que comea. Entre os canrios de cor, temos a linha clara clssica sem fator (srie litocrmicos clssicos sem fator) e mesmo a linha escura clssica sem fator (verdes, azuis, gatas e isabelinos). So sries normalmente proliferas e de manejo gentico simplificado. (Sugerimos apenas os canrios sem fator vermelho, uma vez que o manejo dos corantes um passo que, acreditamos, deva ser dado posteriormente). Entre os canrios de porte podemos citar os fife fancy, raa espanhola e outras raas de porte pequenas, indicadas pelos mesmos motivos citados acima. Finalizando, caso o objetivo do criador principiante seja se desenvolver tecnicamente e participar de concursos, deve tambm visitar criadores com experincia e que participam dos campeonatos, com o objetivo de aprender a dirigir sua criao na direo da cor ou raa que mais lhe agrada.REVISTA BRASIL ORNITOLGICO N 58, Pgina 13

NOVO INQUILINOAntonio Carlos Lemos

H meses estou enrolando para escrever estas poucas palavras sobre essas maravilhosas aves que nos visitam a todo o momento. Estes acontecimentos merecem registro. Em meados de setembro do ano passado, percebemos bastante terra no piso do nosso quiosque, logo abaixo de um vaso de orqudeas. Durante alguns dias, aps a limpeza, esta sujeira aparecia novamente. A princpio no entendemos o que estava ocorrendo, mesmo porque no havia nada sobre o vaso alm do talo da orqudea, chegamos a pensar que a pomba amargosinha estava tentando fazer seu ninho novamente. S tivemos certeza de que estava acontecendo quando vimos o ninho totalmente pronto dentro do vaso que fica pendurado no madeiramento do quiosque. Um ninho diferente do anterior, da amargosinha. Este era mais profundo e bem acabado se comparado aos poucos gravetos do ninho da pombinha. Era o ninho do sabi que cantarolava o dia

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todo em nosso quintal. Que maravilha! O primeiro pensamento que veio a mente foi o comentrio que provavelmente irei escutar novamente do meu colega Osvaldo Brasileiro l de Poos: - carlito! Outro passarinho fez ninho l na sua casa? Agora ta provado que voc mora no meio do mato mesmo, tudo quanto passarinho faz ninho l s! Pois senhor Osvaldo, mas alm desse casal de sabis, tambm est chocando, no coqueiro, uma pomba do ar como a chamamos por aqui, pena que ela um pouco arisca e no deixa chegar muito perto para fotografar, e tambm outra amargosinha que j fotografei o nico filhote, j grandinho. Mas o nosso encantamento pelo sabi que fez o ninho no vaso que fica no lado oposto do antigo ninho da amargosinha, bem no baixo, ao alcance das mos. Foi um bom perodo sem churrasco, pois, ficamos receosos em acender as luzes e espantar a fmea. Um dia fizemos um churrasco no jantar, era poca de besouros, no deu outra, lotou de besouro voando nas lmpadas e a fmea saiu do ninho. E agora? Vai abandonar? Ih, fizemos besteira! Que nada, ela saiu do ninho piando alto, foi para debaixo da lmpada e comeou a comer os besouros que caiam no cho. Andou pela grama, sempre piando e em poucos minutos voltou para o ninho, nem se importando com o cheiro da fumaa ou com as pessoas que ali estavam a menos de 2 metros do seu ninho. Na verdade s ficavam bravos quando amos, durante o dia, fotografar o ninho e os seus filhotes. Davam rasantes e piavam bem alto. Eram dois filhotes enormes desde o nascimento, muito fortes, de colorao amarelo queimado. Cresceram bem rpido e de repente j saram do ninho. Ficaram andando pela grama durante vrios dias aprendendo a voar. Os pais sempre junto, tratando-os a todo o

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momento. Que dedicao! Um belo dia desapareceram e s voltamos a ver o casal vrios dias depois, chocando novamente, agora bem no alto, no p de amora que fica em frente ao criadouro dos canrios. Tudo se repetiu, mais dois filhotes, as andanas pelo quintal e o que melhor, repetindo seu maravilhoso canto. A propsito, o casal de soldadinhos chocou novamente, mas, na rvore da rua, em frente de casa. Espero poder registrar novamente outros acontecimentos como este.REVISTA BRASIL ORNITOLGICO N 58, Pginas 28 e 29

REVELANDO AS ARTIMANHAS DA CRIAOJos Olvio de Almeida

Conceituado criador de pssaros deixa os segredos de lado e expe suas tcnicas e habilidades no tratamento dos azules. Ele apesar da pouca idade, j se tornou uma referncia na criao de azules. Essa fama se deve ao fato de se dedicar criao de pssaros desde os tempos de criana. Jos Olvio de Almeida, hoje tem uma modesta, como ele mesmo define, criao de azules, trinca-ferros e coleiras Papa Capim. Crio pssaros desde os seis anos de idade, comecei como a maioria dos garotos, com um coleiro Papa Capim, mas sempre tive muita admirao por azules, declara Jos. O criador diz que so muitas as dificuldades para se reproduzir tais pssaros, mas ele acredita que por meio do compartilhamento de informaes e com um pouco de fora de vontade, por parte dos passarinheiros interessados, os objetivos sero alcanados, e como resultado esses criadores obtero uma criao bem sucedida e de qualidade. Jos comenta que muitos passarinheiros que se iniciam

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na criao de azules no alcanam sucesso por no terem muita experincia e ainda serem considerados amadores, mas ele mesmo ressalta que essas dificuldades podem ser superadas por meio do contato com criadores que j tm maior vivncia e tato com essa espcie de pssaros. A escolha das matrizes De acordo com Jos um dos maiores erros na criao de azules acontece porque alguns criadores acham que o sucesso em seu plantel est garantido por possuir um macho fogoso ou uma fmea que pede gala a todo o momento. A presena de aves com essas caractersticas so muito comuns nos plantis. Mas esses pssaros representam somente um sinal de que o comeo de um possvel sucesso est prximo. Sempre que nos deparamos com alguma matria sobre criao de azules, quase certo que os autores faam descries sobre a escolha de matrizes de boa procedncia, diz Jos. O criador alerta os passarinheiros p