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  • 1 Sistema de Lubrificao

    Principal Finalidade: Reduzir o atrito entre as peas que trabalham com

    movimento relativo, o que conseguido mediante o estabelecimento de um fluxo

    contnuo de lubrificante entre as mesmas;

    Outras funes: Resfriamento, Vedao, Limpeza, Amortecimento de choque e

    Proteo contra ataques qumicos.

    1.2 Componentes de um Sistema de Lubrificao

    Crter ou poceto - serve de depsito para o OL;

    Bombas - garantem um fluxo de leo contnuo e sob presso ao sistema;

    Ralo - Localizado na aspirao da bomba, retm as partculas maiores;

    Vlvulas de segurana - Localizadas na descarga da bomba, protege o sistema

    contra um excesso de presso;

    Filtros - retm as partculas menores contidas no OL;

    Filtro magntico - retm as partculas de materiais ferrosos, provenientes de

    desgastes;

    Vlvulas reguladoras de presso - regula as vrias presses requeridas para os

    diversos pontos a lubrificar;

    Resfriador de OL - local onde o OL transfere calor retirado do motor; pode ser

    a gua ou ar;

    Vlvulas reguladoras de temperatura - prove um rpido aquecimento do leo

    lubrificante durante a partida e controla a temperatura durante o funcionamento

    (controla a vazo para o resfriador);

    Pressostato - prove segurana em funo da presso limite de OL;

    Filtro centrfugo - retm impurezas slidas do OL. ;

    Vlvulas de segurana dos filtros de OL - asseguram a manuteno do fluxo

    de lubrificante, em caso da obstruo do filtro, evitando que o leo deixe de

    circular no motor;

    1.3 Tipos de Lubrificao

    1.3.1 Lubrificao Hidrosttica

    O objetivo da lubrificao hidrosttica formar um filme de lubrificante entre as partes

    em frico. Possibilita:

  • Um alto grau de rigidez e amortecimento;

    Vida ilimitada do rolamento;

    Total eliminao do efeito agarra-desliza;

    Nenhum desgaste da superfcie deslizante;

    Alto grau de estabilidade trmica;

    Alto grau de segurana contra impactos;

    Absoluta preciso de posicionamento;

    Altssimo grau de preciso de usinagem;

    1.3.2 Lubrificao Hidrodinmica

    A lubrificao hidrodinmica d-se aps o arranque e durante a continuidade do

    movimento. Ela ter de garantir que no ocorra contato metal-metal. A lubrificao

    hidrodinmica poder ser utilizada em diversas aplicaes, tais como: Motores de

    automvel, como por exemplo, nos apoios da cambota;

    Rodas de carruagens e locomotivas;

    Motores de aeronutica;

    Bombas submersveis, estas tm de estar muito bem isoladas devido

    humidade;

    Guias de deslizamento;

    Caixas de velocidades e redutores;

    1.4 Tipos de Movimentos encontrados nos motores

    a) Contato deslizante:

    Rotativo: mancais de sustentao, eixo de cames, mecanismo de vlvulas, etc.;

    Oscilatrio: Pinos de mbolos, mancais de balancins, etc.;

    Alternativo: mbolos, molas de seguimento, hastes de vlvulas, etc.

    b) Contato de engrazamento:

    Parafuso sem fim;

    Engrenagens helicoidais;

    c) Contato de rolamento:

    Mancais de esfera;

    Roletes;

    De agulhas.

  • 1.5 Propriedades dos Lubrificantes

    A escolha do leo de viscosidade adequada depende:

    Do tipo do motor;

    Da sua carga;

    Da velocidade;

    Da temperatura;

    As propriedades dos lubrificantes dependem:

    Do leo cru do qual eles derivam;

    Do tipo e grau de refinao;

    Dos aditivos empregados.

    1.5.1 Especificaes dos lubrificantes

    Ponto de fluidez

    Temperatura na qual um leo no se escoa, quando seu recipiente adernado em

    determinadas condies. Temperatura abaixo da qual o leo no escoa em sistemas de

    lubrificao.

    Ponto de fulgor

    Temperatura na qual o leo aquecido desprende vapores em quantidade suficiente para

    formar a mistura combustvel com ar, que em contato com uma chama, desprende uma

    chama rpida.

    Ponto de inflamao

    Temperatura na qual o leo se mantm em combusto depois de inflamado.

    ndice de viscosidade

    uma medida de variao da viscosidade de um leo com a temperatura referida a dois

    leos que tenham a mesma viscosidade a 98,9 C. Os leos de alto ndice de viscosidade

    so preferveis para uma boa lubrificao do motor.

  • Resduo de carbono

    determinado inflamando uma amostra de 10 gramas de lubrificante em um rigoroso

    controle, e medindo-se o peso do resduo restante da combusto.

    Cor

    Medida em laboratrio; permite verificar as condies do leo lubrificante, atravs de

    tabelas.

    Demulsibilidade

    Consegue separar-se da gua rapidamente.

    Emulsibilidade

    Caracteriza-se pela mistura com a gua sem perder suas caractersticas.

    Obs.: os OL dos motores no possuem nenhuma destas caractersticas.

    1.5.2 Aditivos

    Os aditivos podem ser caracterizados como agentes:

    Anticorrosivos e antioxidantes;

    Detergentes;

    Antiespumantes;

    Para aumentar a oleosidade e resistncia de pelcula;

    Para baixar o ponto de fluidez.

    1.6 Tipos de leos

    Minerais: Obtidos da destilao do petrleo

    Graxos: Origem vegetal ou animal (so produtos qumicos instveis)

    Compostos: composto por leos minerais e graxos

    Sintticos: criados em laboratrio por processo de polimerizao. (ex: fluidos

    Hidrulicos. Deve-se utilizar borrachas especiais)

    Graxas: Mistura de um lquido lubrificante com um agente espessante (sabo)

  • 1.7 Processos de Lubrificao

    Lubrificao por salpico e bomba de circulao

    leo borrifado nas partes mveis.

    Lubrificao por salpico e presso

    Bomba envia leo sob presso para aos mancais de sustentao dos eixos de manivelas

    e de cames, e canalizaes nos ps das conectoras.

    Lubrificao forada

    A Bomba fornece leo sob presso a todos os mancais atravs de canaletes internos. Os

    canaletes feitos nas conectoras conduzem o leo dos mancais das conectoras at os

    pinos dos mbolos. As paredes de cilindros, mbolos, e molas de seguimentos so

    lubrificadas pelos salpicos do leo que saltam dos pinos de mbolos e dos mancais

    principais e dos das conectoras.

    Lubrificao por Gravidade

    Possui um tanque a uma determinada altura, possui um lubrificador mecnico com cerca

    de 8 a 10 redes, ou canaletas, que lubrifica as camisas por uma espcie de orifcio nas

    camisas. O leo cai em um espao amortecedor que vai para um tanque de borra, no

    sendo reaproveitado. Parte desse leo queimado.

    Obs: Critrios adotados para a Troca de leo - Horas de funcionamento,

    Quilometragem, Viscosidade, Oil Test Kit (MTU tem Kit prprio para seus motores);

  • 2 Sistema de Admisso e Descarga de Gases

    Sistema de admisso projetado para permitir a introduo da carga de ar necessria

    queima equilibrada nos cilindros.

    ( mistura A/C) - imprescindvel que o ar esteja limpo.O carregamento do cilindro

    afetado pela temperatura e presso do ar.

    MD SUPERCARREGADO - aquele que recebe uma carga de ar adicional sem que

    sua cilindrada seja alterada;

    TURBO COMPRESSOR - formado por uma turbina e um compressor denominado

    turbocompressor, no qual o rotor da turbina acionado pelos gases de descarga do

    motor e esta por sua vez aciona o rotor do compressor montado no mesmo eixo.

    O compressor aspira o ar da atmosfera e o comprime para o interior do cilindro.

    Entre o turbocompressor e o coletor de admisso de ar do motor, pode ser instalado um

    resfriador (inter-cooler) que tem a funo de resfriar o ar aquecido, devido ao trabalho

    de compresso, aumentando assim o peso de ar admitido no cilindro.

    Sistema de admisso de ar do motor diesel de 2 tempos - quer seja supercarregado ou

    no, as partes componentes do sistema de admisso de ar dos motores de dois tempos

    so praticamente as mesmas:

    Filtro;

    Bomba de ar de lavagem;

    Coletor de ar de lavagem;

    Janelas de admisso;

    Com a finalidade de aumentar o peso do ar admitido, melhorando as condies de

    carregamento dos cilindros, podemos encontrar outros tipos de peas como:

    turbocompressor e resfriador de ar.

  • Sistema de admisso de ar do motor diesel de 4 tempos NO supercarregado

    geralmente os componentes deste sistema so:

    Filtro;

    Coletor de admisso de ar;

    Vlvulas de admisso.

    Sistema de admisso de ar do motor diesel de 4 tempos Supercarregado geralmente

    os componentes deste sistema so:

    Filtro;

    Turbocompressor (acompanhado ou no de resfriador de ar);

    Coletor de admisso de ar;

    Vlvulas de admisso.

    Caminho do ar de admisso nos Motores supercarregados

    Vlvulas de fechamento rpido: Permitem a parada do motor em situaes de

    emergncias. Eletricamente ou manualmente.

    Peas dos sistemas de ar

    1 - Filtro De Ar

    Tem como finalidade principal permitir que o ar atinja o interior dos cilindros na

    melhores condies de limpeza e secundaria de atuar como silencioso, uma vez que a

    flutuao de presso no coletor de admisso produz vibraes com a conseqente

    formao de rudos.

    Obs: As vibraes so atenuadas: pelo desenho da tomada de ar - pelo desenho do

    recipiente que envolve o filtro

    Tipos de filtro

    a) Filtro seco - normalmente seu elemento filtrante um papel, tratado com resinas

    especiais, disposto em forma de anel e, dobrado de modo sanfonado. Este

    elemento filtrante deve