Resumo de Estudo

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<p>Introduo ao DT O trab e a formao histrica do DTO trabalho em s existe desde os primrdios, quando na estrutura familiar se determinava as atividades de subsistncia em razo do parentesco, sendo liderados pelo pater famlias. A multiplicao do grupo descortinou aos olhos humanos aspectos de poder e riqueza que logo foram transformados em meios de vida da sociedade. Assim, a sociedade passou a se dividir em pessoas que trabalhavam por conta prpria e pessoas que trabalhavam por conta alheia. Em razo do desgaste fsico, o trabalho era reservado para classes subalternas na sociedade, motivo pelo qual durante muito tempo foi considerada com pouco valor social. Apenas passando a ser valorizado quando serviu como instrumento para a liberdade e independncia para os escravos e servos. O DT, porm, surge apenas a partir do sc XVII, em resposta a degradao/ violao dos direitos humanos 1 causados pela Rev . Industrial e Capitalismo. Portanto, um ramo do direito relativamente novo comparado aos demais. Fatos que culminaram no DT. Ideologia iniciada no sc XVII, o liberalismo, sistema poltico-econmico baseado na defesa da liberdade individual, nos campos econmico, poltico, religioso e intelectual, contra as ingerncias 2 e atitudes coercitivas do poder estatal, bem como igualdade formal perante a lei. Esse pensamento deu respaldo para a Rev. Francesa, Industrial e base o capitalismo retirarem o poder que, at ento, estava com o E. (Nobreza e Igreja) para d-lo aos indivduos/ burguesia, nova classe de proprietrios do $(capital) /dos meios de produo. Com essa mudana de poder, a classe que antes era de escravos e servos se transformou numa nova classe de pessoas livres, a classe dos proletariados, os quais deixavam de ser vendidos para se venderem.</p> <p>Esses 3 fatores acabaram por gerar um cenrio no qual o E. tinha pouqussimo poder e cabia aos indivduos regularem suas relaes jurdicas privadas, em razo de serem livres e iguais entre si. Nessa poca o principal instrumento jurdico era o contrato, o qual tinha amplos poderes para estabelecer os direitos e deveres na sociedade. E por uma relao jurdica privada, foi nesse meio que surgiu o contrato individual do trabalho, o qual tratava com igualdade formal proletariado e do patro estabelecendo seus direitos e deveres. Os avanos trazidos por esses movimentos so imensurveis, porm, no se pode negar suas contradies. Pois considerava apenas a igualdade e liberdade formal dos indivduos, o que permitiu que os hipossuficientes fossem massacrados pela classe dominante. Foi ento, para solucionar esse mal que surgiu o DT, conjunto de princpios, regras e instituies com o fim de regulamentar a relao jurdica privada do trabalho e atividades semelhantes.</p> <p>1</p> <p>Rev. uma palavra que teve seu significado inicial alterado politicamente no decorrer do tempo. Ela foi concebida para significar o respeito dos astros as leis universais implcitas. Assim, qdo se dizia revoluo se referia ao ato de retornar as coisas ao seu percurso natural respeitando as leis universais do universo. Com o tempo essa palavra passou a significar a conquista de novos valores. 2 Podemos citar como princpios bsicos do liberalismo: - Defesa da propriedade privada; - Liberdade econmica (livre mercado); - Mnima participao do Estado nos assuntos econmicos da nao (governo limitado); - Igualdade perante a lei (estado de direito);</p> <p>Para tanto foi necessrio que os trabalhadores se reunissem/organizassem em grupos com o intuito de defenderem-se das foras patronais. Surgia a conscientizao coletiva como fruto da autoproteo dos trabalhadores. Assim a partir das Rev.s da burguesia nascia a revoluo dos proletariados, intimamente ligados a ideologias socialistas, de fundo comunista, as quais tinham como mximo expoente Karl Marx. Outro fato importante a atuao da igreja, a qual editou a encclica Rerum Movarum para proclamar a harmonia entre o capital e o trabalho em virtude da sua necessidade de manter e aumentar seu poder na sociedade. Assim, pode-se dizer que o DT tem as seguintes fases: Formao, a partir as primeiras normas trabalhistas de 1802 a 1848. Efervescncia, a partir do Manifesto Comunista de Karl Marx (1848) at a Encclica Rerum Novarum (1891). Consolidao, a partir da Enc. Rerum Novarum at o tratado de Versailles, em 1919. Aperfeioamento, a partir do Tratado de Versailles at o boom do constitucionalismo social.</p> <p>Destaca-se a 1 Guerra Mundial teve fundamental importncia no sentido de demostrar aos trabalhdores sua igualdade enquanto grupo social Denominao Quanto a denominao vemos que o objeto que hoje tratado como DT, foi considerado at o sc XIX como parte das disciplinas de Economia e Pol Social. A partir do sculo XIX, com a interveno estatal e o incio da criao das normas trabalhistas passou a ser chamado de legislao industrial ou operria, apesar de no ser um sistema orgnico de leis. Posteriormente, conforme foi aumentando o nmero de normas trab passou a surgir um grande nmero de estudos sobre o tema, justificando o estabelecimento de conceitos gerais e especficos, bem como princpios de trabalho diferentes daqueles usados em outros ramos de direito. Assim passou a ser chamado de Direito industrial/ Operrio e depois D. Corporativo. Porm, como o objeto no se limitava aos industririos ou operrios, nem se relacionava com a organizao estatal de corporao, esses nomes logo foram substitudos por Direito Social ou do Trabalho. Esses dois ltimos prevaleceram e apesar de a CF usar o nome de D Social, por esse ser muito amplo, a doutrina majoritariamente aceita a denominao D Trabalho. Definio o ramo do direito formado pelo conjunto de regras, princpios e instituies que regulam a prestao do trabalho subordinado e outras relaes semelhantes, nos mbitos individuais e coletivos. Com o advento da E/C45 a definio de DT passou a englobar, alm do Trab subordinado/ Rel emprego, o trabalho autnomo/ rel semelhantes. Objeto Conforme dito no item da definio, o objeto do DT a relao de trabalho subordinado e outras relaes semelhantes. Objetivo/ Funo</p> <p>O DT tem como funo a regulao com fins sociais da atividade privada do labor. Em outras palavras, regular a autonomia da vontade privada de modo a estabelecer padres mnimos de direito e promover a melhoria da condio social dos trabalhadores. Alm, de estimular a igualdade material entre os sujeitos do CT resolvendo conflitos entre o capital e o trabalho.</p> <p>Assim, percebe-se que o DT tem 3 funes: regulamentar, tutelar e civilizar.Art. 7 So direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alm de outros que visem melhoria de sua condio social: Art. 1 A Repblica Federativa do Brasil, formada pela unio indissolvel dos Estados e Municpios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrtico de Direito e tem como fundamentos: III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;</p> <p>No se deve confundir com a funo da Justia do Trabalho, a qual tem o mesmo objetivo de todo o poder judicirio. Autonomia a qualidade de ter princpios, regras, teorias e condutas metodolgicas prprias. A esse respeito o DT cumpre todos os requisitos, pois tem ampla estrutura de regras consolidadas e esparsas, capazes de dirimir grande parte dos conflitos de sua competncia (autonomia legislativa), bem como tambm objeto de muitos estudos (autonomia cientfica e doutrinria). Para completar cumpre dizer que para Alfredo Rocco, a autonomia cientfica de um ramo de direito se caracteriza por ser amplo a ponto de merecer um estudo prprio e particular, contenha doutrinas homogneas, ou seja, conceitos gerais, os quais devero ser diferentes de todos os outros conceitos de outros ramos, alm de mtodos prprios de reconhecimento de verdades. Natureza Jurdica Para Godinho, natureza jurdica = definio + classificao. Definio para ele, seria a busca dos elementos essenciais, e, classificao, a busca do posicionamento comparativo. Ou seja, a nat j busca a essncia de um objeto para depois compar-la com a essncia dos demais. As teorias criadas para delimitar critrios de classificaes dos ramos de direito questionam quem so: a) os 3 destinatrios da lei; b) a extenso dos interesses protegidos e c) relaes jurdicas da decorrentes. Com base nessas teorias os doutrinadores se posicionam de diferentes maneiras ensejando a criao de 5 teorias sobre a natureza jurdica do DT.</p> <p>3</p> <p>Assim, a teoria dos destinatrios observa o objetivo das normas jurdicas, concluindo que ser de direito pub o ramo que tem por finalidade o E. e direito priv o que tem por finalidade o particular. A teoria dos interesses protegidos defende que o D Pub trata da existncia e organizao dos entes pub e das normas que protegem seus interesses. E o direito priv cuida dos interesses privados.A teoria da nat dos sujeitos e de suas relaes jurdicas consequentes, considera o vnculo entre as partes e a amplitude de sua atuao. Assim, se as partes tem relativa igualdade privado, se h o ius imperri do E, ento d pb.</p> <p>1 corrente: Teoria do Direto Pblico o DIT composto de um conjunto de normas cogentes, imperativas ou de ordem pblica, com forte interveno estatal. 2 corrente (majoritria): Teoria do Direito Privado o DIT um ramo do Direito Privado Art. 444 CLT as partes possuem liberdade de contratao, respeitados os direitos trabalhistas mnimos princpio da autonomia da vontade privada. Ateno!!! Na prova adotar esse posicionamento!!! Art. 444 - As relaes contratuais de trabalho podem ser objeto de livre estipulao das partes interessadas em tudo quanto no contravenha s disposies de proteo ao trabalho, aos contratos coletivos que lhes sejam aplicveis e s decises das autoridades competentes.</p> <p>3 corrente: Teoria do Direito Misto o DIT permeado tanto por normas de Direito Pblico quanto de Direito Privado. 4 corrente: Teoria do Direito Unitrio o DIT representa a juno do Direito Pblico com o Direito Privado. 5 corrente: Teoria do Direito Social o DIT tem por escopo a proteo do trabalhador hipossuficiente, ou seja, a parte socialmente mais fraca.</p> <p>Hermenutica o ramo da filosofia que cuida da compreenso e interpretao humana sobre textos escritos. No caso do direito, muitas das vezes o intrprete jurdico valer-se de meios e ferramentas de compreenso para poder entender e aplicar o direito. Nesse sentido a hermenutica jurdica se divide em 3 mbitos: Interpretao: busca absorver os significados das palavras do texto legal. Quanto ao modelo de interpretao pode ser? o Modelo hermenutico clssico (Savigny) Revela a interpretao gramatical, lgico-sistemtica, histria, sociolgica e teleolgica. o Modelo hermenutico tpico-problemtico (Theodor Viehweg) Faz o caminho contrrio: problema -&gt; sistema legal. o Modelo hermenutico concretizador (Konrad Hesse) o Modelo hermenutico normativo estruturante (Friedrich Muller) Quanto ao sujeito que as interpreta pode ser: o Interpretao autntica: quando o prprio criador do texto esclarece uma possvel dvida do interprete, mostrando o caminho a ser seguido. o Interpretao doutrinria: interpretao realizada pela doutrina o Interpretao jurisprudencial: interpretao realizada pelos juzos. Integrao Diante da ausncia de norma sobre determinado caso concreto, o Estado pode valer-se de 3 sistemas: o Integrativo, o qual exige, em nome do princpio da inafastabilidade de jurisdio, que o juiz oferea a tutela jurisdicional, independentemente da existncia ou no de norma especfica para o caso concreto. o Suspensivo, o qual permite que o juiz suspenda o processo at que seja criada a norma especfica para ser aplicada ao caso concreto.</p> <p>o</p> <p>Non liquet, o qual permite que o juiz extinga o processo sem julgamento por falta de norma para ser aplicada ao caso concreto.</p> <p>No Br, vemos que se aplica a teoria da integrao pois, conforme os art. 4 da LINBD e 126 do CPC o juiz nunca poder deixar de oferecer a tutela jurisdicional. Art. 4 LINDB. Quando a lei for omissa, o juiz decidir o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princpios gerais de direito. Art. 126 CPC. O juiz no se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No julgamento da lide caber-lhe- aplicar as normas legais; no as havendo, recorrer analogia, aos costumes e aos princpios gerais de direito. (Redao dada pela Lei n 5.925, de 1973) Da mesma forma a CLT estabeleceArt. 8 - As autoridades administrativas e a Justia do Trabalho, na falta de disposies legais ou contratuais, decidiro, conforme o caso, pela jurisprudncia, por analogia, por equidade e outros princpios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse 4 de classe ou particular prevalea sobre o interesse pblico. Pargrafo nico - O direito comum ser fonte subsidiria do direito do trabalho, naquilo em que no for incompatvel com os princpios fundamentais deste. (Princpio da indisponibilidade do interesse pblico)</p> <p>Assim, observa-se que no sistema legal ptrio nunca se poder deixar um caso concreto sem a tutela jurdica do Estado.</p> <p>Mtodos de integraoo</p> <p>Autointegrao busca-se colmatar as lacunas com normas do prprio sistema jurdicoptrio, como analogia e jurisprudncia.</p> <p>o</p> <p>Heterintegrao busca-se colmatar as lacunas com normas existentes fora do ordenamento jurdico ptrio, so elas usos e costumes, PGD, direito comparado e equidade.</p> <p>Instrumentos/ferramentas de integraoo o o o o</p> <p>Jurisprudncia Analogia Equidade Princpios gerais de Direito Princpios Especficos de Direito</p> <p>4</p> <p>Macete para decorar a ordem do Art. 8 CLT JAE PP UCO DICO J urisrudncia A nalogia E quidade P rincpios gerais do Direito P rincpios especficos do DIT U SOS CO stumes DI reito CO mparado</p> <p>o o</p> <p>Usos e costumes Direito comparado</p> <p>LacunasComo dito o sistema de integrao cuida de colmatar lacunas legislativas, em razo de 2 fatos: o 1 No Brasil rege o princpio da inafastabilidade de jurisdio o 2 impossvel ter um ordenamento legal preparado para solucionar toda e qualquer situao. Porm, necessrio dizer que se trata de lacunas reais (vazios nas ordenamento estrangeiro ou a um ordenamento ideal/ Iuri condendo).</p> <p>leis em vigor no</p> <p>ordenamento ptrio/ Iuri condito), no ideolgicas (ausncia de leis em relao ao</p> <p> Eficcia/aplicao do DTA aplicao do DT no tempo e espao refere-se a eficcia do D segundo o mbito ou tempo de sua incidncia/ vigncia. No se olvidando da aplicao pessoal do DT. o A quem se aplica o DT? (APLICAO PESSOAL) Com base no conceito de DT, podemos dizer que o DT se aplica a todo empregado (rural, urbano ou domstico) e exercentes de trabalho temporrio, avulso e autnomo. No se aplicando aos exercentes de atividade em sentido estrito e servidores pblicos estatutrios. Em que territrio se aplica o DT? (APLICAO ESPACIAL) A regra , segundo art. 22 CF, as normas de DT somente podem ser criadas pela Unio e se aplicam obrigatoriamente em todo territrio nacional. Porm, tal artigo menciona uma exceo: Lei complementar poder autorizar os Estados a legislar sobre questes especficas de DT, como o caso da LC 103/00 que autoriza o...</p>