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  • www.ResumosConcursos.hpg.com.brResumo: Direito Administrativo por Prof Fernanda Marinela Souza Santos

    Resumo de Direito Administrativo

    Assunto:

    DIREITO ADMINISTRATIVO

    Autor:

    PROF FERNANDA MARINELA DE SOUZA SANTOS

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    DIREITO ADMINISTRATIVO

    SUMRIO

    FUNES DO ESTADO- Funo Administrativa PRINCPIOS- Gerais- Constitucionais PODERES DA ADMINISTRAO ATO ADMINISTRATIVO- Requisitos de Validade- Atributos do Ato Administrativo- Classificao- Para retirar o ato do ordenamento PROCESSO ADMINISTRATIVO- Procedimento- Princpios- Fases do Procedimento- Modalidades de Processo- Sindicncia RGOS PBLICOS- Classificao- Estrutura da Administrao AGNCIAS REGULADORAS AGNCIAS EXECUTIVAS ORGANIZAES SOCIAIS SERVIOS SOCIAIS AUTNOMOS SERVIO PBLICO CONCESSO, PERMISSO E AUTORIZAO DE SERVIO PBLICO- Concesso- Concesso precedida da execuo de obra- Poltica tarifria- Formas de extino

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    - Permisso- Autorizao LICITAO- Projetos prvios- Modalidades- Critrios para avaliao das propostas- Fases da concorrncia- Efeitos da adjudicao- Dispensa de licitao- Inexigibilidade CONTRATOS ADMINISTRATIVOS- Caractersticas- Teoria da Impreviso- Contratos de obras, servios e fornecimento- Formas de extino CONVNIO CONSRCIO BENS PBLICOS- Regime jurdico dos bens pblicos- Aquisio de bens pblicos PATRIMNIO PBLICO- Alienao de bens pblicos por particulares- Bens do patrimnio pblico RESPONSABILIDADE DO ESTADO- Evoluo- A responsabilidade objetiva- Relaes Jurdicas- Danos INTERVENO NA PROPRIEDADE- Desapropriao AGENTE PBLICO- Cargo pblico- Alteraes Emenda 19- Estabilidade- Acumulao- Aposentadoria- Sistema Remuneratrio

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    DIREITO ADMINISTRATIVO o ramo do direito que regula a funo administrativa do Estado, independentemente de ser ela exercida ou no pelo Poder Executivo.

    FUNES DO ESTADO- funo = quando algum exerce uma atividade representando interesses de terceiros.

    - A diviso dos poderes no gera absoluta diviso das funes, mas sim, distribuio de trs funes estatais precpuas.

    - Pode ser: a) tpica: funo para o qual o poder foi criado e b) atpica: funo estranha quela para o qual o poder foi criado.

    I) Funo legislativa: elaborao das leis (funo normativa)

    - caractersticas: produz normas gerais, no concretas e produz inovaes primrias no mundo jurdico.

    II) Funo Judiciria: aplicao coativa da lei.

    caractersticas: estabelece regras concretas (julga em concreto, no produz inovaes primrias, funo indireta (deve ser provocado) e propicia situao de intangibilidade jurdica (coisa julgada).

    III) Funo Administrativa: converso da lei em ato individual e concreto.

    caractersticas: estabelece regras concretas, no produz inovaes primrias, direta (no precisa ser solicitada e revisvel pelo Poder Judicirio.

    - Funo Administrativa - toda atividade desenvolvida pela Administrao representando os interesses da coletividade, esta funo decorre do fato do Brasil ser um repblica (= coisa pblica toda atividade desenvolvida tem que privilegiar a coisa pblica). - Em razo deste interesse pblico a Administrao ter posio privilegiada em face de terceiros que com ela se relacionam, ela tem prerrogativas e obrigaes que no so extensveis aos particulares (est em posio de superioridade ex.: atos da administrao so dotados de presuno validade, de auto-executoriedade (no precisa recorrer ao Jud.) , clusulas exorbitantes, desapropriao etc)

    PRINCPIOS so regras que surgem como parmetro para a interpretao das demais normas

    jurdicas. o art. 37 da CF traz os cinco (LIMPE) princpios mnimos que a Administrao (direta, indireta) devem obedecer, alm destes h inmeros outros.

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    - Princpios Gerais da Administrao: (- ambos se entrelaam)

    a) Supremacia do interesse pblico o princpio que determina privilgios jurdicos e um patamar de superioridade do interesse pblico sobre o particular; b) Indisponibilidade do interesse pblico limita a supremacia, o interesse pblico no pode ser livremente disposto pelo administrador que, necessariamente, deve atuar nos limites da lei. - Princpios constitucionais do Direito Administrativo:

    Vejamos alguns: a) legalidade: a base do Estado Democrtico de Direito e garante que todos os conflitos sero resolvidos pela lei (art. 5 II, art. 37, caput e sistema tributrio). Devemos distinguir a legalidade:

    I) para o direito privado neste caso as relaes so travadas por particulares visando seus prprios interesses eles podero fazer tudo aquilo que a no proibir, prestigia a autonomia da vontade (relao de no contradio com a lei).;

    II) para o direito pblico tendo em vista o interesse da coletividade que representa, a

    Administrao s pode fazer aquilo que a lei autoriza (relao de subordinao com a lei)

    - obs.:1) discricionariedade = a liberdade que o ordenamento jurdico confere ao Administrador para atuar em certas situaes de acordo com o juzo de convenincia e oportunidade, mas sempre dentro dos limites da lei (no cabe interveno judicial quanto ao mrito). 2) Arbitrariedade = a atuao fora dos limites impostos por lei. b) publicidade: a administrao deve informar a todos os seus atos, j que representa os nossos interesses. - No havendo publicidade o ato ter seus efeitos anulados.

    A publicidade de acordo com certos requisitos legais (no livre) A CF probe a publicidade que faa propaganda do administrador (como pessoa), a

    propaganda as obras necessria, sem vincula-las pessoa (no pode ter smbolos, imagens, expresses)

    Excees:

    I) art. 5, XXXIII garante o sigilo para segurana da sociedade e do Estado; II) art. 5, X - direito intimidade e III) art. 5 LX aes que devem correr em segredo de justia.

    - obs: se a informao for do seu interesse cabe MS e se for sobre voc cabe HD.

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    c) isonomia = igualdade tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida de suas desigualdades. (a dificuldade fixar quais so os parmetros).

    - Para avaliar se h ou no discriminao temos dois elementos: I) fator de discriminaoII) objetivo da norma

    - quando o fator de discriminao utilizado no caso concreto estiver de acordo com o objetivo da norma no se fere o princpio da igualdade (a discriminao validade) ex. concurso de salva vidas no edital exclui os deficientes fsicos, concurso da polcia militar funo administrativa a excluso dos deficientes proibida..

    - obs.:

    limite de idade em concurso tem decises em ambos os sentidos:a) contra: TRF entende que no se justifica a limitao, fundamento: art. 3, IV e art. 7,

    XXX, da CF. A CE art. 115, XXVII, probe limites de idade em concurso pblico. b) a favor: art 37, I autoriza o ingresso em concurso pblico de pessoas brasileiras ou

    estrangeiras, ressalvados os limites estabelecidos em lei. Lei 8.112/90 permite o limite de idade.

    d) moralidade: prima pela probidade dentro da Administrao como uma das diretrizes a ser seguida.

    A CF considera as hipteses de imoralidade = improbidade como crime, portanto, ato ilegal e est sujeito ao controle judicial.

    - Lei da Improbidade Lei 8.429/92 a lei trouxe hipteses que a improbidade depende de prova e outras em que se presume.

    Presume-se ato de improbidade: I) venda de bem pblico abaixo do valor de mercadoII) compra de bens acima do valor de mercado (superfaturamento)

    - o instrumento para o controle da moralidade a Ao Popular art. 5, LXXIII - Conseqncias: art. 37, 4 - podem incidir sem prejuzo da ao penal cabvel.

    I) perda da funo;II) suspenso dos direitos polticos;III) declarao de indisponibilidade dos bens;IV) obrigao de ressarcimento dos prejuzos causados ao errio.

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    e) eficincia: (EC 19 j existia mas no com esta roupagem): visa:I) racionalizar a mquina administrativa;II) aperfeioamento na prestao do servio pblico

    atuar com eficincia atuar de modo adequado frente aos meios que possui e aos resultados obtidos (meio e resultados eficientes)

    PODERES DA ADMINISTRAO

    Os poderes surgem como instrumentos atravs dos quais o poder pblico vai perseguir seu interesse coletivo.

    - Caractersticas: a) um dever, obrigatrio;b) irrenuncivel;c) cabe responsabilizao que pode ser: I) quando o administrador se utiliza dos

    poderes alm dos limites permitidos por lei (ao) ou II) quando ele no utiliza dos poderes quando deveria ter se utilizado (omisso). Legislao: Lei 4898/65 Abuso de Poder e Lei 8429/92 Improbidade Administrativa.

    d) deve obedecer aos limites das regras de competncia, sob pena de inconstitucionalidade.

    - Abuso de Poder o fenmeno que se verifica sempre que uma autoridade ou um agente pblico embora competente para a prtica de um ato ultrapasse os limites das suas atribuies ou se desvie das finalidades anteriormente previstas.

    - Duas situaes (modalidades):

    a) ultrapassa seus limites = excesso de poderb) desvia a finalidade anteriormente prevista = de

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