resumo de cirurgia

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A Disciplina Técnica Operatória é muito importante na formação de qualquer médico.

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A evoluo da tcnica cirrgica: Princpios de antissepsia e assepsiaTcnica cirrgica:. Tcnica cirrgica do grego tchne (arte ou cincia).Conjunto de regras, normas ou protocolos, usados para se atingir um objetivo.Envolve efetuar sempre aes semelhantes, ordenadas e reprodutveis que atingem o mesmo efeito.Requer o uso de ferramentas e conhecimentos variados, fsicos e intelectuais;Marcos no avano da cirurgia: Anestesia 1845; Morgan Infeco 1865; Infeco o graned problema- Semmelwais (estudantes nas salas de autopsias, priorizou a lavagem de mos). Bacterias e infeco: Pasteur. Lisper: aspergia ac fenlico- assepsia. Koch micro. Nauber: sala cirrgica, avental e gorros. Halsted: luva de borracha. 1900: base da tcnica assptica.Assepsia: o processo pelo qual se afasta e mantm afastados os microrganismos de um determinado objeto, ambiente ou campo operatrio. o conjunto das medidas que evitam a chegada dos germes a locais que no os contenha.Antissepsia: o processo de destruio de microrganismos em determinado objeto, ambiente ou campo operatrio, utilizando-se antisspticos, sinnimo de desinfeco;Esterilizao: o procedimento utilizado para a destruio de todas as formas de vida microbiana (bactrias, fungos, vrus e esporos) do arsenal mdico-cirrgico. Pode ser obtida por diferentes processos como: Fsico; Fsico-qumico; Simplesmente qumico. Ex: Autoclave.Desinfetante: agente qumico, germicida, usado sobre objetos inanimados para matar os organismos patognicos, mas no obrigatoriamente todos os outros. Usado para instrumentos ou outros equipamentos que no podem ser expostos ao calor (endoscopia), tratamento de superfcies (mveis, parede, soalho) e de excretas. So parcialmente inativados pela presena de muco, sangue, pus, protenas e outras substncias orgnicas. Antes de sua aplicao em equipamentos, ou superfcies necessrio limpeza adequada com gua e sabo, ou detergentes: Glutaraldedo a 2%, Hipoclorito de sdio a 2%, Fenis, Quaternrio de amnia;Antissptico: agente qumico que mata os microrganismos patognicos ou inibe o seu crescimento, quando em contato com os mesmos, e que pode ser empregado seguramente na pele e mucosas;O ideal:1. Amplo espectro de ao;2. Penetrar no material a ser desinfetado;3. No sofrer ao de matria orgnica;4. Dissolver facilmente em gua;5. Agir em baixa concentrao;6. No decompor quando expostos ao calor, luz ou em condies de armazenamento;7. Ter efeito residual por longo perodo;8. Ter ao germicida rpida;9. Baixo custo;10. No ter odor desagradvel;11. Baixo potencial alergnico;Mais comuns: PVPI (polivinilpirrolidona) Povidine degermante, Dermoiodine degermante, Povidine tintura, Dermoiodine tpico.Clorhexedina.A assepsia sempre o primeiro passo de um procedimento cirrgico.Processamento dos artigos e superfcies: Artigos crticos: os destinados penetrao atravs da pele e mucosas adjacentes, nos tecidos sub-epiteliais e no sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectado a estes sistemas. Os artigos crticos requerem esterilizao (intracate); Artigos semi-crticos: aqueles destinados ao contato com a pele no ntegra ou com mucosas ntegras. Os artigos semi-crticos requerem desinfeco de mdio ou de alto nvel, ou, ainda, esterilizao (endoscpio); Artigos no crticos: os destinados ao contato com a pele ntegra. Estes requerem limpeza ou desinfeco de baixo ou mdio nvel, dependendo do uso a que se destinam ou do ltimo uso realizado (estetoscpio, termmetro);Ambiente cirrgico: unidade hospitalar onde as cirurgias so realizadas. Sala cirrgica o local onde efetivamente se realizam as operaes cirrgicas. Compreendem: estrutura fsica -equipamentos e materiais, estrutura de pessoal- equipe cirrgica e servios auxiliares administrao de anestesia, enfermagem, laboratrio e banco de sangue.. Conjunto de conhecimentos que visam a diminuir as complicaes referentes ao ato cirrgico;. Englobam:- Paramentao e escovao das mos e antebraos;- Disposio da equipe cirrgica;- Conhecimento do instrumental cirrgico;Paramentao e escovao: Troca de roupas: objetivo no trazer contaminao externa desnecessria ao centro cirrgico. Evita contaminao grosseira. Flora da pele: Cocos gram positivos: S. aureus, S. epidermidis, Streptococcus sp., S. pyogenes, Bacilos gram positivos; Preparo da pele (cirurgio e paciente): deve sempre haver uma margem de segurana na preparao da pele. Antisspticos: Sabo, iodofricos, hidrocloreto de clorhexidina, lcool etlico ou isoproplico 70%. Escova com soluo de iodo. Escovao das mos e antebraos: fazer com polivinilpirrolidona +PVPI iodopovidone: tem efeito residual at 4 horas age contra Gram + e Gram -, pode ser usado em meio aquoso ou alcolico, no age contra esporos, tem potencial alergnico. A clorexedina tem efeito residual menor, tambm atua contra gram + e -, s eficaz em meio aquoso, no atua contra esporos, menos alergnica, no entanto mais caro. Uso de mscaras e gorros: gorro para portador de cabelos curtos e mscara envolvendo fossas nasais e boca.Touca para cabelos longos. Uso de Pr-ps para entrada na zona de proteo (zona limpa do centro cirrgico). Escovao de mos e antebraos: fundamental para toda a equipe cirrgica. Aes: remove a flora transitria e parte da flora permanente (medida de assepsia por ser profilatica da contaminao do campo cirrgico), a flora transitria est na regio mais exposta, pois as bactrias agregam-se as poeiras e gorduras da pele, sendo mais fceis a remoo. A permanente mais difcil de ser removida e se recompe mais facilmente. Sua reduo permanente. Unhas devem estar cortadas e limpas. Usar escovas e degermantes, iniciando e terminando no cotovelo (inclusive). Sequencia da escovao (distal para proximal):1. Pontas dos dedos e espaos subungueal;2. Palma da mo;3. Face palmas dos dedos;4. Dorso das mos;5. Face radial dos dedos;6. Face cubital dos dedos;7. Espaos interdigitais;8. Face anterior do punho;9. Face anterior do antebrao;10. Face dorsal do punho;11. Face dorsal do antebrao;12. Cotovelos;Dividir a escova para cada mo. Braos para cima, mos para cima. Deve durar aproximadamente 7 minutos, entremear gua corrente a nova aplicao de degermante, manter mos e antebraos para cima para direcionar o fluxo de gua de reas limpas para contaminadas, depois de usar a escova joga-la no lixo. Aps a escovao: Enxague das mos e antebraos, com eles erguidos. Usar uma compressa estril para cada brao, se no der usar metade para cada brao. Isso feito dentro do centro cirrgico. Paramentao: cirurgio aprende o avental esterilizado pelas dobraduras da gola e o estica (Face interna), calando-o posteriormente, pedir para algum amarrar -finalizao com a circulante,. Colocao de luvas: abrir o pacote (circulante), colocao luva direita (pegar pela face interna j apontando os dedos para a posio correta. Elas devem ficar acima da gola. Finalizar ajuste das luvas. Se um capote de 360: finaliza com recuperao da proteo dorsal;Disposio da equipe cirrgica habitual para cirurgias supra-umbilicais: cirurgio ao lado direito, auxiliar lado esquerdo e instrumentador tambm. Nas cirurgias infra-umbilicais a posio invertida.

Operaes operatrias fundamentaisAto operatrio: conjunto de manobras cruentas, manuais e instrumentais realizados por um cirurgio com finalidade diagnostica, teraputica ou esttica. As fundamentais: Direse: primeiro tempo. Abertura. Hemostasia: segundo tempo. Exerese: terceiro tempo, extrao. Sintese: quarto tempo. Reconstruo.DIRESE:Vem do grego, dividir, separar tecidos, planos anatmicos. Objetiva criar descontinuidade. Tipos: Puno: mais simples. Penetra os tecidos sem seccionar, feito por agulha e trocanter. Diviso: invaso que secciona os tecidos. Realizado com bisturi e tesoura. Divulso: afastamento dos tecidos sem seccionar. Realizado com tesoura de bordas longas, farabeuf, tesoura de bordas rombas, Kocher. Descolamento: separao romba dos tecidos atravs de um espao virtual. Vesicula e manobra de Kocher. Curetagem: realizado com instrumento em forma de colher com bordas cortantes. Dilatao: Colo de uretra, colo de tero. Feito com a vela de Edgar.Direse mecnica: bisturi, Tesoura, Serra, Ostetomo.Direse trmica: calor (bisturi eltrico). Aparelho de alta frequncia, ponta metlica (polo ativo), placa metlica flexvel (polo neutro). Na alta freqncia prevalece aluo- corte. Baixa frequncia: outro efeito, predomina calor, servindo para fazer coagulao.Direse da pele: deve ser feita uma via de acesso com inciso adequada. As cicatrizes ficam pouco visveis, para isso respeitar as linhas de tenso de Langer e Kassil. Inciso cutnea leva em conta a ao muscular in vivo. As linhas ideais para as incises ocorrem perpendicularmente ao dos msculos;Tcnicas de direse nos diferentes tecidos: Direse da pele: sempre feita com bisturi. Primeiro ficar 90 graus, desligar 45 graus e retirar 90 graus. Direse do tecido subcutneo: corte em toda espessura at a aponeurose, seguido de hemostasia. Inciso com bisturi. Direse da aponeurose: incisada at visualizao do msculo. Direse dos msculos: divulso utilizao de afastadores. Pode ser longitudinal ou transversa. Direse das serosas: seccionadas com ateno para evitar a leso de rgos. Primeiro pinar o peritnio parietal com Kelly e testar, ento abrir o peritnio. A entrada do ar, separa as demais estruturas. Direse do peritnio: pinar o peritnio com 2 pinas de Kocher. Pequena inciso na prega peritoneal. Introduo do indicador dentro da cavidade; Direse da pleura: atravs do espao intercostal. Deve ser pequena, feita com o bisturi. Pedir para que o anestesista desinsufle o pulmo.Normas para uma boa direse: fazer uma inciso proporcional a operao, exceto em emergncias que devem ser amplas. Usar a tcnica adequada, manter a mesma inciso para todos os planos. Evitar grandes disseces, pois h aumento da quantidade de sangue, o que aumenta a chance de infeco, formao de hematoma e retardo da cicatrizao. Em seguida hemostasia rigorosa, manipulao suave e precisa respeitando vasos, nervos e msculo. Evitar manobras bruscas: manual ou instrumental.

HEMOSTASIA. Hemo sangue, Stasia deter.Conjunto de manobr

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