resumão direito civil (saraiva)

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  • 5/10/2018 Resumo Direito Civil (Saraiva)

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  • 5/10/2018 Resumo Direito Civil (Saraiva)

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    partidos politicos (Lei 10.825/03); organizacoes religiosas (Lei 10.825/03); associacoes - sem fins economicos; sociedades - corn finalidade economica: simplesou empresar ias (0 queas diferencia e 0 seu objeto).Observaciio: empresa publica e sociedade de eco-nomia mista sujeitam-se ao regime das empresasprivadas (art. 173, 1" , CFl.b) Inicio da existencia legal Pessoa Juridica de Direito PUblico- Fatos histori-cos, criacao constitucional, lei especial e tratados. Pessoa Juridica de Direito Privado - a que Iheda origem e a vontade humana que se materia-liza no ato de constituicao (conlrato ou estatu-to social), que deve ,ser levado a registro.c) Domicilio (art. 75) - E a sua sede juridica. Uniao- Distrito Federal; Estados - suas capitais;Municipio - lugar da administracao municipal. Demais pessoas juridicas - lugar onde funcio-nam suas diretorias e administracoes ou 0 lugaronde elegerem no contrato (foro de eleicao).d) Termino - Dissolucao deliberada de seus mem-bros, deterrninacao da lei, decurso de prazo,falta de pluraJidade de socios, decisao judicial.e) Grupos despersonalizados - Sociedades deJato uu irregulares, massa falida, espolio, etc.f) Responsabilidade Direito Publico - Regra: responsabilidadeobjetiva (art. 37, 6, CF). Direito Privado - Regra: responsabilidade sub-

    jetiva.Desconsideracao da personalidade juridica(disregard of the legal entity)Vincula e atinge bens particulares dos administra-dores e socios da pessoa juridica, visando a impedirabusos, desvios de finalidade e fraudes (art. 50). ajuiz pode determinar que 0patrimonio dos socios res-ponda pelas dividas da pessoa juridica. E urna excecaoit regra de que a pessoa juridica responde pelos atospraticados em seu nome, com seu patrirnonio.

    OSJETO DO DIREITO - BENSArts. 79 a 103 do Codigo Civil

    Coneeito de bensSao as coisas (materiais ou imateriais) enquantoeconomicamente valoraveis, satisfazendo a necessida-de humana.Classifieac;:ao legalBens considerados em si mesmos (arts. 79 a 91)a) Imoveis - Nao podem ser removidos ou transporta-dos de urn Ingar para autro sem sua destruicao.Moveis - Podem ser transportados de um lugarpara outro, por forca propria (semoventes) ou estra-nha, sem alteracao de sua substancia,b) Infungiveis - Nao podem ser substituidos por outrosdo mesmo genera, qualidade e quantidade (ex.: irno-veis, quadro de pintor famoso). Fungiveis - Podemser substituidos por outros do mesmo genero, quali-dade e quantidade (ex.: urna saca de cafe).c) Inconsumiveis- Proporcionam reiteradas usos, permi-tindo que se retire toda a sua utilidade, sem atingir suaintegridade (ex.: casal. Consumlveis - Sao bens rno-veis cujo uso importa na destruicao imediata da propria

    coisa (ex.: alimentos). Admitem apenas urn uso.d) Divisiveis - Podem ser part idos em porcoes reais edistintas, formando cada qual urn todo perfeito (ex.:urna saca de arroz). Indivisiveis - Nao podem serpartidos em porcoes, pois deixariam de formar urntodo perfeito (ex.: urn boil.e) Singulares - Sao os que, embora reunidos, se con-sideram de per si, independentemente dos demais.Coletivos (ou universais) - Sao as coisas que seencerram agregadas em urn todo (ex.: bibliotcca,espolio, massa falida).Bens reciprocamente considerados (arts. 92 a 97)a) Principais - Existem por si, independentemente deoutros.b) Acessorios (regra: acessorio segue 0 principal) -Sua existencia pressupoe a de urn principal. Especies: frutos, produtos, rendimentos e benfei-torias. Estas se c1assificam em: necessarias (con-servacao do bern - ex.: conserto do telhado dacasal , uteis (facilitam ou aurnentam 0 usn do bern- ex.: garagem) e voluptuarias (embelezarnento,deleite ou recreio - ex.: pintura artistic a, piscina).Bens eonsidcrados em rcla~80ao titular do dominio (arts. 98 a 103)a) Particulares.

    b)Res nullius - Coisas de ninguern (peixes nu Iundodo mar, coisas abandonadas, etc.).c) Publicus - Uso cornum do povo (rios, mares, estra-das, ruas, etc.); uso especial (hospitais e escolaspublicas, secretarias, ministerios, etc.) e dominicais(patrimonio disponi vel das pessoas de DireitoPublico: terras devolutas e terrenos de marinha).Observaciio: os bens publicos de uso comum do povoe os de uso especial sao inalienaveis enquanto con-servarem sua qualificacao; os bens publicos domi-nicais podem ser alienados, observadas as exigen-cias da lei. as bens publicos nao estao sujeitos ausucapiao,Coisas fora do comercloa) Insuscetiveis de apropriaeao - Uso inexaurivel(ar, luz solar, etc.).b)Personalissimas (vida, honra, liberdade, etc.).c) Legalmente inalienaveis - Bens de familia (arts.1.711 a 1.722, CC, e Lei 8.009/90) e bens gravadoscom clausula de inalienabilidade (art. 1.911, CC).

    FATOS JURiD ICOSArls. 104 a 232 do Codigo Civil

    ConceitosFato comum - A,80 hurnana ou fato da naturezasem repercussao no Direito.Fato juridico - Acontecirnento ao qual 0 Direitoatribui efeitos (aquisicao, resguardo, transformacao,modificacao e extincao das relacoes juridicas),

    Classificac;:ao dos fatos juridieosFato juridico natural (sentido estr ito)1. Ordtnarie - Ocorre normalmente, sem interferen-cias: morte, maioridade, prescricao e decadencia.2. Extraordinartn - Inevitabilidade, irnprevisibilida-de do evento e ausencia de culpa pelo ocorrido(caso fortuito ou forca maior).Prescri ao Deeadencia

    E a perda do direito depretensao (aciio), peJainercia do seu titular.E a perda dopropriodireito.

    1. Extingue a preten-sao (a~ao).

    1. Extingue 0 direito, atin-gindo, indiretamente, aa~ao.

    2. Prazo estabelecidoapenas pela lei . 2.Prazo estabelecido pelalei ou vontade das partes.3. Nao pode ser decla-rada de oficio pelojuiz nas a~6es patri-moniais; deve ser ar-giiida pelas partes.

    3. Na decadencia decorren-te de prazo legal, 0 juizdeve declara-Ia de oficio,independentemente deargiii~ao.4.A parte pode naoalega-Ia. E renun-ciavel ap6s a consu-macae.

    4.A decadencia decorrentede prazo legal nolo podeser renunciada pelas par-tes, nem antes nem depoisde consumada.5.Nao corre contra de-

    terminadas pessoas.5.Corre contra todos, como

    regra.6.Pode ser suspensa,interrompida ou im-pedida pelas causasprevistas na lei.

    6. Nao admite suspensao ouinterrupcao. 56 pode serobstada sua consumacaopelo exercicio efetivo dodireito ou da a~ao.7. Prazo geral de 10anos (art. 205). Pra-zos especiais de 1,2, 3, 4 e 5 anos (art.206).

    7. Nao ha regra geral paraos prazos. Podem ser dedias, meses e anos, pre-vistos em dispositivosesparsos pelo C6digo.

    Elementos do negocio jurfdieoElementos essenciais1.Gerais

    a) Capacidade do agente Falta de capacidade: absolnta - ate nulo; rela-t iva - ato anulavel ,b) Objeto (licito, possivel, determinado ou deter-minavel) Defeito no objeto - ato nulo.e) Consentimento (manifes tacao de vontade) - Podeser expresso ou tacito (desde que na o se exija formaexpressa), a silencio pode irnponar em anuencia, seas circunstancias e os usos 0 autorizarem e nao fornecessaria a declaracao de vontade expressa. Nasdcclaracocs de vontade se atendera mais a intencaonelas consubstanciada do queao sentido literal da lin-guagem, devendo ser interpretado conforrne a boa-fe. Defeitos: ausencia de consentimento, erro,dolo, coacao, lesao, estado de perigo, simula-

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    Teorias da responsabilidadeObjetiva1.Conduta (e 0 fato lesivo)a) A.,ao - conduta positiva - E a reg~a.b) Omlssao - conduta negativa - E necessarioque existam 0 dever juridico de praticar determi-nado ato, a prova de que a conduta nao foi prati-cada e a demonst racao de que, caso a condutafosse praticada, 0 dana seria evitado,2. Danoa) Dano moral - Em sentido proprio, rcfcrc-se aoabalo dos sentimentos de urna pessoa, provocan-do-lhe dor, tristeza, desgosto, depressao, etc.; emsentido irnproprio ou amplo, abrange a lesao detodos e quaisquer bens ou interesses pessoais(exceto economicos), como a liberdade, 0 nome, afamilia, a houra, a integridade fisica, etc. No danamoral na o se pede urn preco para a dor, mas urnmeio para atenuar, em parte, as consequencias doprejuizo. Art. 5', X, Constituicao Federal de 1988:

    "sao inviolaveis a int imidade, a vida privada, ahonra e a imagem das pessoas, assegurado udireito a indenizacdo pelo dana material ou moraldecorrente da sua violacdo ", 0 Codigo Civil naotraz criterios para a quantificacao da indenizacaopor dana moral . Deve 0 magistrado fixa-la anali-

    2. Fraude contra credores - Pratica rnaliciosa de atosquc dcsfalcam 0patrimonio do devedor, com 0 fim decoloca-lo a salvo de uma execucao por dividas emdetrimento dos direitos de credores (arts. 158 a 165). Enecessario que haja 0 ato prejudicial ao credor, por tor-nar 0 devedor insolvente, e a intencao de prejudicar.lneflcecia do neg6cio jurfdico

    Nulidade Anulabilidade1.Interesse da coletivida-de, materia de ordempublica: eficacia erga

    omnes.

    1.Interesse do prejudica-do, materia de ordemprivada; eficada ape-nas para quem alegou.2.Arguida por qualquerinteressado ou peloMinisterio Publico.

    2.Alegada somente peloprejudicado.

    3.Nao pode ser supridapelo juiz, que pode re-conhece-la de oficio.3, Pode ser sanada pelojuiz, que na o pode re-conhece-la de oficio.

    4. Nao se convalesce pelodecurso do_tempo. 4. Pode se convalescerpelo decurso do tempo.5. Emregra na o prescreve(excecoes: quando a leipermitir, neg6cios defundo patrimonial, etc.).

    5. Prescreve em prazosmais ou menos exfguosou em prazos decaden-dais.6.Heita ex nunc (deagora em diante). Adedaracao de anula-bilidade na o retroage.Anulado 0 ato, os efei-tos operam a partir dadecisao.

    6.Efeito ex tunc (desdeaquele momenta). Adeclaracao de nulidaderetroage a data da ce-lebracao do neg6cionulo.Ato nulo praticado por absolutamente incapaz, sem a devidarepresentacao; objeto ilicito ou impossiv