resumƒo de direito processual do trabalho

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RESUMO DE DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.AULA 1CONCEITO - CARLOS HENRIQUE BEZERRA LEITE, pode ser conceituado a partir de uma nova ordem constitucional a partir da ec/45/2006, o ramo da cincia jurdica, constituda pelo conjunto de normas prprias que tem o objetivo de promover a pacificao justa dos conflitos individuais, coletivos e difusos decorrentes direta e indiretamente das relaes de emprego e de trabalho, bem como regular os rgos que compem a justia do trabalho.1932 JUNTAS DE CONCILIAO E JULGAMENTO. Competncia para dirimir os conflitos trabalhistas, sem poderes para execuo das decises, que era realizado ela justia comum. EM 1999, com a ec n 24/1999, ela foi extinta, JUZES CLASSISTAS (representantes leigos dos empregadores e trabalhadores e togados formado em direito, bacharel e concursado). COMISSO MISTA DE CONCILIAO, rgo administrativo que visava somente um acordo, mas no tinha competncia para julgamento de dissdios coletivos. Depois de 1943. CONSELHO NACIONAL DO TRABALHO funcionava como um tribunal arbitral, a competncia para dirimir conflitos coletivos proferindo sentenas irrecorrveis de ultimo grau de jurisdio, nos dissdios individuais. 1943 virou Tribunal Superior do Trabalho. TST.CONSELHOS REGIONAIS DO TRABALHO - TRT1943 alteraes CLT 1 de maio de 1943, antes de entrar a nova constituio de 1946, intergrou a Justia do Trabalho definitivamente ao poder judicirio. Organizou a carreira do Juiz do Trabalho.Nesta poca a mulher casada era semi-capaz, a mulher tinha um captulo especfico de proteo mulher, assim como as crianas. A mulher tambm precisava de autorizao do marido, ou seja, ela perdia a capacidade ao casar, retroagia.AUTONOMIA DIREITO PROCESSUAL CIVIL X DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO ( autnomo com princpios prprios)PRINCPIOS GERAIS DO PROCESSO DO TRABALHO. PROCESSO O CONJUNTO DE ATOS.1. PRINCIPIO DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIO ART 5 XXXV DA CF (UBIQUIDADE, INDECLINABILIDADE, ACESSO INDIVIDUAL E COLETIVO A JUSTIA). XXXV - a lei no excluir da apreciao do Poder Judiciria leso ou ameaa a direito. Princpio usado pelo STF em lei de comisses de conciliao prvia, deciso, no precisa ir comisso, podendo ir direto ao judicirio. No submeter-se CCP.2. PRINCIPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL ART 5 CFLIV - ningum ser privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;3. PRINCPIO DO CONTRADITORIO ART 5 CF (AMPLA DEFESA)LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral assegurada o contraditrio e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; muito cuidado, pois o direito do trabalho lida com verba alimentar, por isso a celeridade do processo, h diversas formas de tentar fazer com que o processo ande rpido com segurana jurdica.4. PRINCPIO DA MOTIVAO NAS DECISES ART 93 IX CF.IX - todos os julgamentos dos rgos do Poder Judicirio sero pblicos, e fundamentadas todas as decises, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presena, em determinados atos, s prprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservao do direito intimidade do interessado no sigilo no prejudique o interesse pblico informao; (Redao dada pela Emenda Constitucional n 45, de 2004)Princpio da tutela jurisdicionalQuando a deciso do juiz tiver obscuridade ou for omissa, cabem embargos de declarao para que o juiz manisfeste-se quanto obscuridade ou omisso sob pena de nulidade.5. PRINCPIO DISPOSITIVO OU DA DEMANDA ( DA INRCIA DA JURISDIO ) ART 2 DO CPCArt. 2o Nenhum juiz prestar a tutela jurisdicional seno quando a parte ou o interessado a requerer, nos casos e forma legais.EXCEO ART 878 CLT (EXECUO DE OFCIO), sem precisar da manifestao da vontade, SEM SER PROVOCADO. (PRINCPIO INQUISITIVO OU PRINCPIO DO IMPULSO OFICIAL, ART 262 CPC).6. (PRINCPIO INQUISITIVO OU PRINCPIO DO IMPULSO OFICIAL, ART 262 CPC E 765 CLT).O PROCESSO SE INICIA PELO IMPULSO OFICIAL DAS PARTES, NESTE CASO O PRINCO FUNCIONA COMO UMA EXCEO SENDO PROVOCADO DE OFCIO PELO JUIZ.Art. 262. CPC O processo civil comea por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial.Art. 765 CLT- Os juzos e Tribunais do Trabalho tero ampla liberdade na direo do processo e velaro pelo andamento rpido das causas, podendo determinar qualquer diligncia necessria ao esclarecimento delas.7. PRINCPIO DA INSTRUMENTALIDADE 154 E 244 CPC (PRESTAO JURISDICIONAL S PODE SER DADA PELO ESTADO PARA DIRIMIR CONFLITOS)Art. 154 - Os atos e termos processuais no dependem de forma determinada seno quando a lei expressamente a exigir, reputando-se vlidos os que, realizados de outro modo, lhe preencham a finalidade essencial. 2 Todos os atos e termos do processo podem ser produzidos, transmitidos, armazenados e assinados por meio eletrnico, na forma da lei.Art. 244 - Quando a lei prescrever determinada forma, sem cominao de nulidade, o juiz considerar vlido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcanar a finalidade.8. PRINCPIO DA PRECLUSO ART 245 E 473 CPC E ART 795 CLTVisa caminha para frente, sem retorno a etapas ou momentos processuais j ultrapassados, precluso consiste na perda da faculdade de praticar o ato processual pela transposio de um momento prprio, dever arguir na hora.Art. 245 CPC- A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber parte falar nos autos, sob pena de precluso.Pargrafo nico - No se aplica esta disposio s nulidades que o juiz deva decretar de ofcio, nem prevalece precluso, provando a parte legtimo impedimento.Art. 473 CPC defeso parte discutir, no curso do processo, as questes j decididas, a cujo respeito se operou a precluso.Art. 795 CLT. As nulidades no sero declaradas seno mediante provocao das partes, as quais devero argu-las primeira vez em que tiverem de falar em audincia ou nos autos. 1 Dever, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetncia de foro. Nesse caso, sero considerados nulos os atos decisrios.obs.dji.grau.4: Conflito de Jurisdio 2 O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinar, na mesma ocasio, que se faa remessa do processo, com urgncia, autoridade competente, fundamentando sua deciso.

PRECLUSO CONSUMATIVAAto que j foi produzido (comum na fase recursal), juiz prolata a sentena, a parte recorre se esquecer de colocar algo, nopoder recorrer novamente por ato consumado.

PRECLUSO por ato incompatvelJuiz determina sentena a pagar um valor de 2000, aps pagar, cumprir a deciso no h do que se falar em recurso por este ato, j que o pagamento conclui-se que voc anuiu, uma contradio por ato j praticado, ou seja, se no concordava no deveria pagar.

9. PRINCPIO DA ECONOMIA PROCESSUALConsiste em obter da prestao jurisdicional o mximi de resultado com o mnimo de esforo.

10. PRINCPIO DA ORALIDADE ART 840 2 DA CLT, 847 CLT E 850 CLT.Art. 840 - A reclamao poder ser escrita ou verbal. 1 - Sendo escrita, a reclamao dever conter a designao do Presidente da Junta, ou do juiz de direito a quem for dirigida, a qualificao do reclamante e do reclamado, uma breve exposio dos fatos de que resulte o dissdio, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. 2 - Se verbal, a reclamao ser reduzida a termo, em 2 (duas) vias datadas e assinadas pelo escrivo ou secretrio, observado, no que couber, o disposto no pargrafo anterior.Art. 847 - No havendo acordo, o reclamado ter 20 vinte minutos para aduzir sua defesa, aps a leitura da reclamao, quando esta no for dispensada por ambas as partes. (Redao dada pela Lei n 9.022, de 5.4.1995) Art. 850 - Terminada a instruo, podero as partes aduzir razes finais, em prazo no excedente de 10 (dez) minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovar a proposta de conciliao, e no se realizando esta, ser proferida a deciso. (MEMORIAIS CPC- RAZES FINAIS) ORALIDADE E INFORMALIDADE. Pargrafo nico - O Presidente da Junta, aps propor a soluo do dissdio, tomar os votos dos vogais e, havendo divergncia entre estes, poder desempatar ou proferir deciso que melhor atenda ao cumprimento da lei e ao justo equilbrio entre os votos divergentes e ao interesse social.11. PRINCPIO DA CONCILIAOSempre com a tentativa de conciliao, mesmo antes da sentena, esta tentativa (inerente) obrigatria, o juiz sempre vai tentar conciliar o acordo, pois pode ser proposta em qualquer momento inclusive depois de transitado em julgado na fase de execuo, a justia do acordo. Art. 764 - Os dissdios individuais ou coletivos submetidos apreciao da Justia do Trabalho sero sempre sujeitos conciliao. 1 - Para os efeitos deste artigo, os juzes e Tribunais do Trabalho empregaro sempre os seus bons ofcios e persuaso no sentido de uma soluo conciliatria dos conflitos. 2 - No havendo acordo, o juzo conciliatrio converter-se- obrigatoriamente em arbitral, proferindo deciso na forma prescrita neste Ttulo. 3 - lcito s partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juzo conciliatrio.12. PRINCPIO DA SIMPLICIDADE. (celeridade)No h o mesmo rigor tcnico tpico do processo civil, jus postulandi, empregado e empregadores (possuem capacidade postulatria, ou seja, podem ajuizar a ao sem advogado), no entanto no se recomenda devido ser um processo trabalhoso, pois o juiz fica vinculado ao pedido, observa-se que muitos por no conhecerem no fazem o pedido incompleto.Processo = a realizao do direito material. 13. PRINCPIO DA EXTRAPETIO OU ULTRAPETIO 496 CLT, 293 CLT.Exceo regra de o juiz estar vinculado ao pedido, considera-se que os juros e a correo monetria so um pedido implcito, considera-se inserido no pedido, mesmo sem ter feito pedido, na execuo j corrige.Exemplos...Art. 293 - Os pedidos so interpretados restritivamente, compreendendo-se, entretanto, no principal os juros legais. Art. 496 - Quando a reintegrao do empregado estvel for desaconselhvel, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissdio, especialmente quando for o empregador pessoa fsica, o tribunal do trabalho poder converter aquela obrigao em indenizao devida nos termos do artigo segu