resumão de direito civil

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DIREITO CIVILPARTE GERAL 1. DAS PESSOAS Pessoa Natural - o ser humano considerado como sujeito de direitos e obrigaes (art. 2, CC). Para ser pessoa, basta que o homem exista. Personalidade todo homem tem, a aptido genrica para adquirir direitos e obrigaes. A personalidade civil do homem comea do nascimento com vida (prova a respirao docimasia hidrosttica de Galeno) e extingue-se somente com a morte real, que pode ser simultnea. Vejamos: a) morte real art. 10, a sua prova faz-se pelo atestado de bito ou pela justificao, em caso de catstrofe e no encontro do corpo (art. 88, da LRP) b) morte simultnea o caso da comorincia, art. 11. c) morte civil existia no direito romano e h um resqucio no art. 1599 do CC, trata do herdeiro afastado da herana por indignidade, s tem o fim de afast-lo da herana, conservando a sua personalidade para os demais fins. d) morte presumida o caso dos declarados ausentes, art. 10, 2 parte. Somente produz efeitos patrimoniais, permitindo a abertura da sucesso provisria e, depois, a definitiva. O ausente no declarado morto, nem sua mulher viva. Nascituro - o ser j concebido, que est para nascer. No tem personalidade, j que esta surge com o nascimento. O CC protege as expectativas de direito do nascituro, desde a concepo, que se confirmam se houver nascimento com vida, ou se desmentem, como se nunca tivessem existido, no caso contrrio - art. 4. O nascituro herdeiro, pode receber doaes e legados, pode ser adotado, reconhecido e legitimado, pode agir atravs de curador, pode figurar como sujeito ativo ou passivo de obrigaes mas, fica na dependncia do nascimento com vida (vide arts. 353, 357, p., 372, 458, 462, 1.169 e 1.718). Comorincia se dois ou mais indivduos falecerem na mesma ocasio, no se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu os outros, premir-se-o simultaneamente mortos (art.11), com isso no se estabelece sucesso entre eles. Capacidade a medida da personalidade (art. 2). Pode ser:

a) capacidade de direito (todos possuem) a aptido para a aquisio ou gozo de direitos e b) capacidade de fato (nem todos possuem) a aptido para exercer, por si s, os atos da vida civil, tambm chamada de ao. Quem tem as duas espcies de capacidade tem capacidade plena. Quem s tem a de direito tem capacidade limitada e necessita de outra pessoa que substitua ou complete a sua vontade., so por isso chamados incapazes. Legitimao a aptido para a prtica de determinados atos jurdicos (ex.: venda de ascendente a descendente, apesar de ter capacidade s ser legtimo de os demais descendentes consentirem art. 1132) Incapacidade a restrio legal ao exerccio de atos da vida civil (falta capacidade de fato). a) So absolutamente incapazes (art. 5): os menores de 16 anos, os loucos, surdosmudos que no puderem exprimir a sua vontade e os ausentes. Com relao a estes h proibio total do exerccio, por si s, do direito, exige representao sob pena de nulidade. Na representao o pai, tutor ou curador pratica o ato jurdico sozinho, em nome do incapaz. b) So relativamente incapazes (art. 6): os menores entre 16 e 21 anos, os prdigos e os silvcolas. Precisam ser assistidos sob pena de anulabilidade. Na assistncia o responsvel coloca-se ao lado do menor, auxiliando-o na prtica do ato jurdico. - Prdigo - o que esbanja a sua fortuna. Sua interdio limita-se esfera patrimonial art. 459. - As deficincias fsicas ou doenas no influem na capacidade civil, salvo se impedirem a manifestao ou transmisso da vontade. O surdo e o mudo podem manifestar-se por escrito, por sinais, por intrprete ou por procurador. Estes e os cegos s no podem intervir em atos que dependem diretamente dos sentidos que lhes faltam. Da mesma forma, a idade avanada, por si s, no causa de incapacidade. Cessao da Incapacidade cessa a incapacidade, em primeiro lugar, quando cessar a sua causa, seja a loucura, a menoridade (art. 9, no primeiro momento do dia em que o indivduo perfaz os 21 anos), etc e, em segundo lugar, pela emancipao. Emancipao aos 21 anos cessa a menoridade mas, a capacidade civil pode ser adquirida antes, atravs da emancipao. Pode se dar: a) voluntria: a concedida pelos pais (por ambos), se o menor tiver dezoito anos cumpridos art. 9, 1. b) judicial: concedida por sentena do juiz da infncia e juventude, ouvido o tutor, se houver - art. 9, CC e art. 148, p., "e", do ECA

c) legal: a que decorre de determinados fatos previstos na lei, como: pelo casamento, pelo exerccio de emprego pblico efetivo, pela colao de grau em curso superior, pelo estabelecimento civil ou comercial, com economia prpria. A emancipao irrevogvel e definitiva. Irrevogabilidade, entretanto, no se confunde com ineficcia do ato, nulidade e anulabilidade, que pode ser reconhecida. No retorna incapacidade civil quem se emancipou pelo exerccio do comrcio e depois faliu, nem o que se casou e depois ficou vivo ou se divorciou, nem no caso de casamento putativo anulado, se estava de boa f. Individualizao da pessoa natural a pessoa identifica-se no seio da sociedade pelo: a) Nome o sinal exterior (ou a designao) pelo qual a pessoa identifica-se no seio da famlia e da sociedade. Os criadores intelectuais muitas vezes identificam-se pelo pseudnimo. O nome um direito da personalidade, inalienvel e imprescritvel, essencial para o exerccio regular dos direitos e do cumprimento das obrigaes. Em regra, esta denominao designa o nome inteiro , mas tambm pode ser empregado para indicar isoladamente cada uma de suas partes. As terminologias so imprecisas: prenome ou nome prprio o nome individual, que pode ser simples ou composto; sobrenome, patronmico, cognome ou apelido de famlia o nome de famlia; e agnome so certos elementos distintivos secundrios, que se acrescentam ao nome completo, ex. filho, neto, sobrinho. Em princpio, o nome no pode ser modificado, especialmente, no que ser refere ao prenome e ao patronmico mas, certo que, em casos excepcionais e justificados, a lei e a jurisprudncia permitem a retificao ou alterao de qualquer dos elementos do nome. Admite-se modificao: 1) erro grfico evidente poder se processada no cartrio onde se encontrar o assentamento, mediante rito sumrio (LRP) 2) no primeiro ano aps a maioridade dispensa justificativa, desde que no prejudique apelidos de famlia, independe da via judicial, podendo ser feita a via administrativa junto ao oficial do Registro Civil. 3) nomes exticos ou ridculos em regra, eles sequer sero registrados mas, se forem podero ser alterados. 4) uso o uso prolongado e constante de um nome diverso do que figura o registro pode permitir a alterao deste, pois prenome imutvel aquele que foi posto em uso, embora no conste do registro.

5) incluso de alcunha ou apelido admite a alterao do nome. 6) homonmia motivo relevante e excepcional para alterao do nome, quando a homonmia causa problemas, soluciona o problema incluindo um prenome ou do patronmico materno. 7) incluso de sobrenome de ascendente um direito mesmo que o sobrenome no tenha sido usado por uma ou mais geraes. Admite-se tambm a incluso de sobrenome de madrasta. 8) traduo 9) concubinato a lei permite que a concubina adote o patronmico do companheiro, se houver concordncia deste, vida em comum por mais de cinco anos ou existncia de filhos da unio, que nenhum dos dois seja casados, existindo, porm, impossibilidade de casamento entre os dois por ser um separado judicialmente. Mesmo a divorciada que tenha mantido o nome do marido pode adquirir o do companheiro, mas somente at quando durar o concubinato ou at quando o companheiro no se opuser. O nome tambm pode ser alterado em razo do casamento, da adoo, na legitimao, no divrcio, na separao judicial, etc. A retificao do registro civil pode ser requerida tanto no domiclio do requerente como no local do assento. A alterao de nome de estrangeiro da competncia do Ministro da Justia. b) Estado - a soma das qualificaes da pessoa na sociedade, hbeis a produzir efeitos jurdicos. o modo particular de existir. So trs aspectos: estado individual: o modo de ser da pessoa, quanto idade, sexo, cor, altura, sade, etc. estado familiar: o que indica a sua situao na famlia, em relao ao matrimnio (solteiro, casado, etc) e ao parentesco (pai, filho, etc). estado poltico: a qualidade jurdica que advm da posio da pessoa na sociedade poltica: nacionais (natos e naturalizados) e estrangeiros. So trs as caractersticas essenciais: indivisibilidade (ningum pode ser ao mesmo tempo solteiro e casado), indisponibilidade ( fora do comrcio, inalienvel e irrenuncivel) e imprescritibilidade (no se perde nem se adquire o estado pela prescrio, integrante da personalidade, nasce com a pessoa). O estado uno e indivisvel e regulamentado por normas de ordem pblica. c) Domiclio a sede jurdica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito. o lugar onde a pessoa estabelece a sua residncia com nimo definitivo.

A residncia , portanto, um elemento do conceito de domiclio, o seu elemento objetivo. O elemento subjetivo o nimo definitivo. Pode ser: (arts. 31 a 42) voluntrio: subdividindo-se em comum (fixado livremente) ou especial (fixado com base no contrato: foro contratual ou de eleio). legal ou necessrio: o determinado pela lei, em razo da condio ou situao de certas pessoas.

A pessoa jurdica tem por domiclio a sede ou a filial, para os atos ali praticados. Pessoa jurdica a entidade a que a lei empresta personalidade, capacitando-a a ser sujeito de direitos e obrigaes. A sua principal caracterstica que atua na vida jurdica com personalidade diversa da dos indivduos que a compem (art. 20).

Requisitos: vontade humana criadora (inteno de criar uma entidade distinta de seus membros); observncia das condies legais (instrumento particular ou pblico, registro e autorizao do Governo); e liceidade dos seus objetivos (objetos ilcitos ou nocivos constituem causa de extino da pessoa jurdica art. 21 III, CC) Podem ser: I) quanto a nacionalidade: nacional e estrangeira