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RESPONSABILIDADE

CIVIL

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DIOGO DE CALASANS MELO ANDRADE. Graduado e ps-graduado em Direito Civil pela UNIT. Mestre em Direito pela UFS. Doutorando em direito pela Mackenzie. Professor universitrio. Professor em Cursos Preparatrios para as Carreiras Jurdicas em Sergipe. Professor convidado em cursos de ps-graduao em Direito Civil. Autor de vrios artigos jurdicos e co-autor de diversos livros e autor do livro Princpio da Funo Social da Propriedade Urbana, editora Letras Jurdicas. Palestrante em cursos, congressos e especializaes.

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2. DA RESPONSABILIDADE CIVIL 2.1 - Idias gerais sobre responsabilidade civil: Conceito: uma obrigao derivada um dever

jurdico sucessivo de assumir as conseqncias jurdicas de um fato, conseqncias essas que podem variar (reparao dos danos e/ou punio pessoal do agente lesionante) de acordo com os interesses lesados. (Pablo Stolze).

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Diferena entre obrigao e responsabilidade: Tipos: Natureza jurdica: sancionadora. Funes: a) compensatria, b) punitiva, c) scio-

educativa. Prazos: Art. 206. Prescreve: 3o Em trs anos: V - a pretenso de reparao civil;

Art. 2.028. Sero os da lei anterior os prazos, quando reduzidos por este Cdigo, e se, na data de sua entrada em vigor, j houver transcorrido mais da metade do tempo estabelecido na lei revogada.

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2.2 Responsabilidade subjetiva e objetiva: Responsabilidade Subjetiva: Culpa Civil: Ato ilcito: Art. 186. Aquele que, por ao ou omisso voluntria, negligncia ou imprudncia, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilcito.

Elementos da culpa: a) voluntariedade do comportamento do agente; b) previsibilidade do prejuzo causado e c) violao de um dever de cuidado.

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Formas pela qual a culpa se manifesta: Teoria da gravidade da culpa: Art. 944. A indenizao mede-se pela extenso do dano. Pargrafo nico. Se houver excessiva desproporo entre

a gravidade da culpa e o dano, poder o juiz reduzir, eqitativamente, a indenizao.

Causas Concorrentes ou culpa concorrente Art. 945. Se a vtima tiver concorrido culposamente para o

evento danoso, a sua indenizao ser fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. *

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2.3 Responsabilidade objetiva. Risco: Abuso do Direito Art. 187. Tambm comete ato ilcito o titular de um direito que, ao exerc-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econmico ou social, pela boa-f ou pelos bons costumes.

Teoria do Risco (Art. 927, pargrafo nico, do CC) inovao.

Art. 927. Aquele que, por ato ilcito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repar-lo.

Pargrafo nico. Haver obrigao de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

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Teoria do Risco (Art. 927, pargrafo nico, do CC) inovao. Exemplos de responsabilidade objetiva: a) das estradas de ferro (primeira); b) danos causados ao meio ambiente; c) seguro obrigatrio (DPVAT STJ 257); d) do Estado; e) do CDC, f) Dano Nuclear (art. 21, VVII da CF), g) decorrente do Cdigo de Minas, h) Dano decorrente do C B Aeronutica.

Exemplos e excees

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2 . 4 P r e s s u p o s t o s d a r e s p o n s a b i l i d a d e extracontratual: a) conduta, b) nexo e c) dano

Dano: Requisitos do Dano: a) violao a um interesse jurdico patrimonial ou

extrapatrimonial de uma pessoa fsica ou jurdica - Smula 227 do STJ: a pessoa jurdica pode sofrer dano moral.

b) certeza do dano; c) subsistncia do dano.

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Espcies de Dano: a) Patrimonial, Material ou Perdas e Danos Art. 402. Salvo as excees expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao credor abrangem, a lm do que ele efet ivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.

Perda da Chance: Conceito: Exemplos STJ Clculo: *

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Texto: A responsabilidade civil decorrente da perda de uma chance (disponvel no site www.diogocalasans.com)

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b) Extrapatrimonial: Moral: Natureza jurdica: Prova: in re ipsa (STJ) Direto e indireto: Mero aborrecimento e dano moral: Legitimidade de terceiro para pleitear o dano

moral: Critrios para a fixao do Dano Moral (STJ)

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Art. 5, V e X da CF: dano moral e material. Art. 186 do CC Smulas 37 do STJ (cumulao de

pedidos dano moral e material) Correo monetria: Smula 362 do STJ Juros: Smula 54 do STJ Possibilidade de reviso (STJ )*

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Dano esttico: Smula 387 Art. 949. No caso de leso ou outra ofensa sade, o ofensor indenizar o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes at ao fim da convalescena, alm de algum outro prejuzo que o ofendido prove haver sofrido.

c) Dano Reflexo ou em Ricochete (Art. 948 do CC).

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Nexo de Causalidade: Conceito de causa Art. 403. Ainda que a inexecuo resulte de dolo do

devedor, as perdas e danos s incluem os prejuzos efetivos e os lucros cessantes por efeito dela direto e imediato, sem prejuzo do disposto na lei processual.

Teoria da causalidade direta ou imediata ou causa adequada ou teoria da interrupo do nexo causal. a adotada pelo Cdigo Civil. (STJ)

Concausas:

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TEXTO SOBRE DANOS MORAIS E DIREITOS DA PERSONALIDADE DE PAULO LOBO

DISPONVEL NO SITE WWW.JUS.COM.BR

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http://www.jus.com.br/

2.5 - Responsabilidade civil decorrente de: Das pessoas jurdicas de direito pblico e de

direito privado. Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresrios individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulao.

Dano moral coletivo - STJ

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Por ato de terceiro ou responsabilidade civil indireta ou por fato de outrem

Art. 932. So tambm responsveis pela reparao civil: I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua

autoridade e em sua companhia; Art. 928. O incapaz responde pelos prejuzos que causar,

se as pessoas por ele responsveis no tiverem obrigao de faz-lo ou no dispuserem de meios suficientes.

Pargrafo nico. A indenizao prevista neste artigo, que dever ser eqitativa, no ter lugar se privar do necessrio o incapaz ou as pessoas que dele dependem.

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Continuao: II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se

acharem nas mesmas condies;III - o empregador ou comitente, por seus empregados,

serviais e prepostos, no exerccio do trabalho que lhes competir, ou em razo dele;

IV - os donos de hot is , hospedar ias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educao, pelos seus hspedes, moradores e educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, at a concorrente quantia.

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Responsabilidade Objetiva: Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que no haja culpa de sua parte, respondero pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

Direito de regresso: Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.

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Responsabilidade Solidria Art. 942. Os bens do responsvel pela ofensa ou violao do direito de outrem ficam sujeitos reparao do dano causado; e, se a ofensa tiver m a i s d e u m a u t o r, t o d o s r e s p o n d e r o solidariamente pela reparao.

Pargrafo nico. So solidariamente responsveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. 932. *

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Responsabilidade Civil e Responsabilidade Penal Art. 935. A responsabilidade civil independente da

criminal, no se podendo questionar mais sobre a existncia do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questes se acharem decididas no juzo criminal.

Pela guarda da coisa ou animal Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcir o

dano por este causado, se no provar culpa da vtima ou fora maior. Possuidor?

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Pela runa de edifcio ou construo. Art. 937. O dono de edifcio ou construo responde pelos danos que resultarem de sua runa, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta.

Ao de Dano Infecto

Pelas coisas cadas de edifcios Art. 938. Aquele que habitar prdio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente das coisas que dele carem ou forem lanadas em lugar indevido.

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Transmisso das obrigaes: Art. 943. O direito de exigir reparao e a obrigao de prest-la transmitem-se com a herana. *

2.6. Outros Casos: 1) Dano proveniente de veculo furtado ou roubado: 2) Furto ou roubo nas dependncias do condomnio:

Smula 260 do STJ: 3) Dano causado por veculo locado (Smula 492 do

STF):

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4) Veculo emprestado: (STJ) 5) Depois de alienado o veculo sem que fosse

transferido o documento no DETRAN, existe danos a terceiros (Smula 132 do STJ)

6) Dano Moral no Direito de Famlia: a) Abandono Paterno (STJ), b) Rompimento Injustificado de Noivado (TJ/SP), c) Recusa Injustificada do Reconhecimento de Paternidade (Art. 231 do CC e Smula 301 do STJ), d) Infidelidade e no Adultrio: (TJ-SP e DF) e do adultrio contra a amante (TJ de Gois).

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7) Dano decorrente do processo lento (art. 5, LXXVIII Princpio da razovel durao do processo)

8) Dano moral e material de decorrente da morte de filho menor: cabe