RESOLUÇÃO SEE Nº 2836, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015

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*RESOLUO SEE N 2.836, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2015. Estabelece normas para a organizao do Quadro de Pessoal das Escolas Estaduais e a designao para o exerccio de funo pblica na Rede Estadual de Educao Bsica no ano de 2016 e d outras providncias. A SECRETRIA DE ESTADO DE EDUCAO DE MINAS GERAIS, no uso de suas atribuies, considerando a necessidade de definir procedimentos de controle permanente dos recursos humanos disponveis para assegurar o atendimento da demanda existente, a expanso do ensino, o funcionamento regular da escola e tendo em vista a legislao vigente, RESOLVE: CAPTULO IDISPOSIES PRELIMINARESArt. 1 - Compete ao Diretor da Superintendncia Regional de Ensino-SRE, ao Analista Educacional/Inspetor Escolar - ANE/IE e ao Diretor ou Coordenador de Escola Estadual, em responsabilidade solidria, cumprir e fazer cumprir as disposies desta Resoluo e Instrues Complementares. Art. 2 - Compete ao ANE/Inspetor Escolar conferir a autenticidade e a exatido da documentao da escola, referendando-a antes de seu encaminhamento SRE. Art. 3 - Compete ao Diretor ou Coordenador de Escola Estadual organizar o Quadro de Pessoal com base no disposto nesta Resoluo, em seus Anexos e em Instrues Complementares. 1 - Compete escola - diretoria, especialistas e corpo docente - estabelecer critrios complementares para atribuio de turmas, aulas, funes e turnos aos servidores efetivos e estabilizados, observados o disposto nesta Resoluo e a convenincia pedaggica, tais como, dentre outros: I - Formao no Pacto Nacional pela Alfabetizao na Idade Certa - PNAIC; II - Formao no Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Mdio - PNEM; III - Formao em Curso de aperfeioamento ou atualizao em deficincia intelectual ou deficincia intelectual associada outra deficincia ou transtornos globais do desenvolvimento; IV - Critrios estabelecidos em Orientao complementar. 2 - Aps aprovao pelo Colegiado da Escola, registro em ata e validao pela SRE, os critrios complementares definidos sero amplamente divulgados na comunidade escolar, antes da atribuio estabelecida no pargrafo 1. 3 - Na escola onde h servidor em Ajustamento Funcional o Diretor ou Coordenador de Escola Estadual dever: I - definir, juntamente com o servidor, as atividades que este dever exercer, observando o cumprimento da carga horria completa de seu respectivo cargo, as necessidades da escola, as restries constantes do laudo mdico oficial, o grau de escolaridade e a experincia do servidor; II - encaminhar SRE, no prazo mximo de 30 (trinta) dias, a contar da data do recebimento do laudo, o nome do servidor em Ajustamento Funcional lotado na escola, com indicao das atividades a serem desenvolvidas por ele; III - registrar e acompanhar o desempenho do servidor nas atividades propostas, mantendo atualizados os registros no Processo Funcional e informar SRE qualquer mudana ocorrida; IV - emitir declarao contendo informao sobre as atividades que o servidor exerceu durante o perodo de Ajustamento Funcional, bem como sobre a avaliao de seu desempenho, que ser anexada ao processo que acompanhar o servidor quando do seu retorno para nova percia mdica. 4 - O Especialista em Educao Bsica EEB e o Professor de Educao Bsica PEB, em Ajustamento Funcional, cumpriro a carga horria completa de seus respectivos cargos podendo exercer atividades na Secretaria da Escola ou na Biblioteca Escolar, observando-se o quantitativo para tais funes definido no Anexo III desta Resoluo. 5 - O Professor em situao de Ajustamento Funcional que atuar na Biblioteca Escolar exercer atividades de apoio a seu funcionamento, no substituir os professores para o uso da biblioteca, sendo admitido um por turno. 6 - No sendo possvel o aproveitamento do servidor em Ajustamento Funcional na prpria escola, compete SRE processar seu remanejamento para outra escola da mesma localidade, aplicando-se os critrios dispostos no pragrafo 1 do artigo 14. 7 - Na hiptese de o professor em Ajustamento Funcional ser detentor de cargo com jornada inferior a 24 horas, a escola poder aproveitar 02 (dois) servidores nessa situao para assumir a vaga de Assistente Tcnico de Educao Bsica ATB. Art. 4 - A Educao Fsica componente curricular obrigatrio da Educao Bsica, sendo facultativo ao aluno nas situaes estabelecidas na Lei Federal n 10.793, de 1 de dezembro de 2003. 1 - O professor efetivo e estabilizado habilitado no componente curricular Educao Fsica somente poder atuar nos anos iniciais do Ensino Fundamental se no houver aulas disponveis nos anos finais e no Ensino Mdio. 2 - Nos anos iniciais do Ensino Fundamental o componente curricular de Educao Fsica ser ministrado pelo professor habilitado neste componente curricular, de acordo com a Lei Estadual n 17.942/2008 e, na ausncia desse profissional, as aulas sero ministradas pelo prprio Regente de Turma. Art. 5 - A chefia imediata do servidor detentor de outro cargo efetivo, emprego ou funo pblica ou que receba proventos, dever instruir o processo de acmulo a ser encaminhado pela SRE para anlise da Diretoria Central de Gesto dos Direitos do Servidor/DCGDS-SEPLAG, conforme previsto no Decreto n 45.841, de 26 de dezembro de 2011, no prazo de at cinco dias teis do seu protocolo. CAPTULO IIORGANIZAO DO QUADRO DE ESCOLASEO I DA CARGA HORRIA OBRIGATRIA Art. 6 - Conforme dispe a Lei n 20.592, de 28 de dezembro de 2012, a carga horria semanal de trabalho correspondente a um cargo de Professor de Educao Bsica com jornada de 24 (vinte e quatro) horas compreende: I 16 (dezesseis) horas semanais destinadas docncia; II 8 (oito) horas semanais destinadas a atividades extraclasses, observada a seguinte distribuio: a) 4 (quatro) horas semanais em local de livre escolha do professor; b) 4 (quatro) horas semanais na prpria escola ou em local definido pela direo da escola, sendo at duas horas semanais dedicadas a reunies.Art. 7 - O Professor de Educao Bsica cumprir a carga horria, de acordo com cada funo exercida, conforme tabela do ANEXO II. Art. 8 - O Especialista em Educao Bsica - EEB/Orientador Educacional ou EEB/Supervisor Pedaggico cumprir 24 (vinte e quatro) horas semanais. Aquele sujeito carga horria de 40 (quarenta) horas ocupar duas vagas e cumprir sua jornada em dois turnos de 4 (quatro) horas que coincidir, obrigatoriamente, com os turnos de funcionamento da escola no podendo ser computado o intervalo entre os turnos. Art. 9 - O Assistente Tcnico de Educao Bsica ATB e o Auxiliar de Servios de Educao Bsica ASB dever cumprir a carga horria semanal de 30 (trinta) horas. SEO II DA ATRIBUIO DE TURMAS, AULAS E FUNES Art. 10 - As turmas, aulas e funes sero atribudas aos servidores detentores de cargo efetivo e de funo pblica decorrente de estabilidade, observando-se o cargo, a titulao, a data da ltima lotao na escola e os critrios complementares.1 - Ocorrendo empate na aplicao do disposto no caput deste artigo, ser dada preferncia, sucessivamente, ao servidor com: I maior tempo de servio na escola; II maior tempo de servio na Rede Estadual de Ensino; III idade maior.2 - O tempo a ser computado para efeito do disposto no inciso I do pargrafo anterior o tempo de servio na escola aps assumir exerccio em decorrncia de nomeao, estabilidade nos termos do artigo 19 do ADCT - CF/88, remoo ou mudana de lotao. Art. 11 - A atribuio de aulas entre os professores deve ser feita no limite da carga horria obrigatria de cada cargo, observando-se, sucessivamente: I o componente curricular do cargo; II outro componente curricular constante da titulao do cargo; III outro componente curricular para o qual o professor possua habilitao especfica. 1 - Para atribuio de aulas, ser levada em considerao, sempre que possvel, a declarao de preferncia do professor detentor de cargo cuja titulao inclua mais de um componente curricular. 2 - As aulas no assumidas por professor que no atender ao disposto nos incisos I, II e III sero disponibilizadas, sucessivamente, para: a) professor habilitado de outra escola da localidade, que esteja em situao de excedncia total ou parcial; b) professor habilitado da prpria escola, em regime de ampliao de carga horria;c) professor habilitado da prpria escola, em regime de extenso de carga horria. d) designao de candidato habilitado, observando-se a ordem de prioridade estabelecida nos incisos I a V do art. 32 desta Resoluo. 3 - Para assegurar o atendimento aos alunos, a direo da escola poder atribuir as aulas como extenso de carga horria, conforme previsto na alnea c do 2, e comunicar o fato SRE, que providenciar o remanejamento de professor habilitado de outra escola da localidade, hiptese em que ocorrer a dispensa das aulas de extenso anteriormente assumidas. Art. 12 - Na hiptese de inexistir professor habilitado para assumir as aulas conforme disposto no 2 do art. 11, as aulas ainda disponveis sero atribudas aos professores da escola, no limite da carga horria obrigatria, observando-se os critrios para classificao estabelecidos no Anexo III da Resoluo SEE 2686/14.Pargrafo nico - Compete direo da escola, juntamente com o ANE/Inspetor Escolar, analisar a documentao do professor para definir se o mesmo atende s condies previstas no Anexo III da Resoluo SEE 2686/14. Art. 13 - Se o professor excedente da escola no preencher as condies previstas no Anexo III da Resoluo SEE 2686/14 as aulas sero disponibilizadas, sucessivamente, para: I atribuio como extenso de carga horria, em carter excepcional, a outro professor da prpria escola, que atenda ao estabelecido no artigo anterior; II designao de professor que atenda, no mnimo, ao estabelecido no artigo anterior. Pargrafo nico Na hiptese de inexistncia de professor habilitado ou autorizado a lecionar para assumir a vaga ainda disponvel, a direo da escola, aps prvia autorizao da SEE, atribuir as aulas em carter absolutamente transitrio, sendo que a vaga permanecer divulgada at o comparecimento de candidato que atenda s disposies desta Resoluo. . 14 - O professor a quem no for atribuda, na escola de lotao, regncia de turma ou de aulas, funo de

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