resex - reserva extrativista

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA - UFSM / CESNORS DISCIPLINA DE MANEJO DE REAS SILVESTRES PROFESSOR RAFAELO BALBINOT

Aramis Hemieleski Flores Cleiton Pegoraro Piaia Daniel Melz Maikon Andr Herpich Maria Eliana de Souza Viera Suelen Camargo CadonFrederico Westphalen, RS, Brasil, 2011

INTRODUOA Lei 9.985, de 18 de julho de 2000, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservao da Natureza SNUC, estabelece critrios e normas para a criao, implantao e gesto das unidades de conservao.o N

RESEXAs reservas extrativistas foram propostas como uma soluo para os problemas sociais criados com a decadncia dos seringais acreanos e a expulso de seringueiros. As RESEX permitem institucionalizar a ocupao de populaes (como os seringueiros) que vivem da extrao de recursos naturais, entre os quais se inclui a caa.

Unidade de conservao:Espao territorial e seus recursos ambientais, incluindo as guas jurisdicionais, com caractersticas naturais relevantes, legalmente institudo pelo Poder Pblico, com objetivos de conservao e limites definidos, sob regime especial de administrao, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteo;

As unidades de conservao integrantes do SNUC dividemse em dois grupos, com caractersticas especficas: *Unidades de Proteo Integral *Unidades de Uso Sustentvel

Unidades de ConservaoI - Unidades de Proteo Integral: no podem ser habitadas pelo homem, sendo permitido apenas seu uso indireto (pesquisa cientfica e turismo ecolgico). II - Unidades de Uso Sustentvel: podem ser habitadas pelo homem, permitindo uso direto de seus recursos, de forma sustentvel.

Unidades de proteo integralEstao ecolgica; Reserva biolgica; Parque Nacional; Monumento natural; Refgio da vida silvestre.

Unidades de uso sustentvel rea de proteo ambiental; rea de relevante interesse ecolgico; Floresta nacional; RESERVA EXTRATIVISTA; Reserva de fauna; Reserva de desenvolvimento sustentvel; Reserva particular do patrimnio

Extrativismo:Sistema de explorao baseado na coleta e extrao, de modo sustentvel, de recursos naturais renovveis.

Lei 9985 de 2000Art. 18. A Reserva Extrativista uma rea utilizada por populaes extrativistas tradicionais, cuja subsistncia baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistncia e na criao de animais de pequeno porte, e tem como objetivos bsicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populaes, e assegurar o uso sustentvel dos recursos naturais da unidade.

Lei 9985 de 2000 1o A Reserva Extrativista de domnio pblico, com uso concedido s populaes extrativistas tradicionais, sendo que as reas particulares includas em seus limites devem ser desapropriadas, de acordo com o que dispe a lei.

Lei 9985 de 2000 2o A Reserva Extrativista ser gerida por um Conselho Deliberativo, presidido pelo rgo responsvel por sua administrao e constitudo por representantes de rgos pblicos, de organizaes da sociedade civil e das populaes tradicionais residentes na rea, conforme se dispuser em regulamento e no ato de criao da unidade.

Lei 9985 de 2000 3o A visitao pblica permitida, desde que compatvel com os interesses locais e de acordo com o disposto no Plano de Manejo da rea.

Lei 9985 de 2000 4o A pesquisa cientfica permitida e incentivada, sujeitando-se prvia autorizao do rgo responsvel pela administrao da unidade, s condies e restries por este estabelecidas e s normas previstas em regulamento. O rgo responsvel pela administrao da unidade o Instituto Chico Mendes.

Lei 9985 de 2000 5o O Plano de Manejo da unidade ser aprovado pelo seu Conselho Deliberativo.

Lei 9985 de 2000

6o So proibidas a explorao de recursos minerais e a caa amadorstica ou profissional.

Lei 9985 de 2000 7o A explorao comercial de recursos madeireiros s ser admitida em bases sustentveis e em situaes especiais e complementares s demais atividades desenvolvidas na Reserva Extrativista, conforme o disposto em regulamento e no Plano de Manejo da unidade.

Recursos secundrios e outrosPode ser praticado o extrativismo de sementes, frutos, ltex, leos, resinas, cips, peixes, ou ento praticar agricultura de subsistncia, criar pequenos animais, implantao de sistemas agro-florestais ou criao de peixes, de abelhas, etc.

Explorao demasiadaA banalizao da explorao de madeira em reservas extrativistas viola as normas do Sistema Nacional de Unidades de Conservao, acarretando tanto a alterao do modo de vida tradicional como danos biodiversidade, ou seja, atingindo justamente os dois bens jurdicos tutelados.

Delineiam-se, assim, cinco princpios orientadores das reservas extrativistas: * publicidade, * tradicionalidade, * sustentabilidade qualificada e, com relao ao uso de madeira, * excepcionalidade * complementaridade(ou subsidiariedade).

Estes princpios so essenciais para a manuteno do contrato de concesso real de uso previsto no art. 4 do Decreto 99.987/1990, pois o 2 do referido artigo prev a existncia de clusula de resciso quando houver quaisquer danos ao meio ambiente.

Responsabilizao penalQualquer explorao de recursos naturais em reservas extrativistas fora dos parmetros traados no SNUC constitui dano unidade de conservao, caracterizando o tipo penal do art. 40 da Lei 9.605/1998.

RESEX ATUALMENTENo existem nmeros exatos quanto a quantidade de Reservas Extrativistas esto legalmente em funcionamento no Brasil, os dados encontrados em sites do governo como IBAMA e ICMbio so diferentes e desatualizados. Em pesquisa constatamos que existem aproximadamente 45 Resex.

RESEX com Plano de ManejoApenas 4 RESEX atualmente esto funcionando com plano de manejo:

MODALIDADESExistem duas modalidades de Reservas Extrativistas: da Amaznia Marinhas

RESEX DA AMAZNIAAs RESEX definidas como DA AMAZNIA so encontradas em maioria no Norte do Brasil. So classificadas por se encontrarem no BIOMA AMAZNIA que ocupa 40% do territrio nacional. O estado que mais possui Resex o Par com 19 Resex. A maior a VERDE PARA SEMPRE no Par. A mais antiga a CHICO MENDES no Acre.

RESEX DA AMAZNIAA Resex Chico Mendes a mais antiga do Brasil, com uma rea de 931.062 ha, com uma populao estimada em 9.000 habitantes. Ao total so 1.500 famlias distribudas em 48 seringais.

RESEX DA AMAZNIA

Reserva Extrativista Chico Mendes

RESEX DA AMAZNIAEstudos observam que a RECM possui apenas 1% de rea com ao antrpica, distribudos de forma heterognea, enquanto que seu entorno possui 16,73% de rea com ao antrpica.

BIOMA AMAZNIA

Reservas Extrativistas ACRE Resex Alto Juru Resex Alto Tarauac Resex Chico Mendes Resex do Cazumb-Iracema Resex Riozinho da Liberdade AMAZONAS Resex Arapixi Resex Auati-Paran Resex Baixo Juru Resex do Lago do Capan Grande Resex do Guariba Resex do Rio Juta Resex do Mdio Purs Resex Rio Itux Resex Mdio Juru Resex Unini AMAP Resex Rio Cajari

rea (ha) 538.000 162.000 932.000 750.794 225.000 220.635 147.548 188.000 304.146 150.485 275.532 604.209 776.940 253.226 325.253 501.000

RESEX DO CAJAR - AMAP

RESEX DO CAJAR - AMAP

MARANHO Resex Ciriaco Resex da Mata Grande Resex de Cururupu Resex Quilombo do Frechal MATO GROSSO Resex Guariba/Roosevelt GOIAS RESEX Lago do Cedro PAR Resex Arica-Pruan Resex Gurup-Melgao Resex Caet-Taperau Resex Ara-Peroba Resex Chocoar-Mato Grosso Resex Ipa-Anilzinho Resex Me Grande de Curu Resex Mapu

rea (ha) 7.523 9.000 185.042 9.542 383.915 17.337 83.445 145.297 46.322 11.480 2.785 55.816 37.062 94.563

Resex Maracan Resex Marinha de Ara-Peroba Resex Marinha de Caet-Taperau Resex Marinha de Gurupi-Piri Resex Marinha de Soure Resex Marinha de Tracuateua Resex Riozinho do Anfrsio Resex So Joo da Ponta Resex Tapajs Arapiuns Resex Terra Grande-Pracuba Resex Verde para Sempre RONDNIA Resex Barreiro das Antas Resex do Rio do Cautrio Resex do Rio Ouro Preto Resex Lago do Cuni TOCANTIS Resex do Extremo Norte do Tocantins

30.018,88 11.479,95 42.068,86 74.081,81 27.463,58 27.153,67 736.340,20 3.203,24 647.610,74 194.695 1.300.000,00 106.248,47 73.817,00 204.583,00 55.850,00 9.280,00

rea (ha)

Resex Tapajs- Par

RESEX JURU - ACRE

Reserva Extrativista MarinhaAt 1988 os recursos pesqueiros eram considerados res nullius ou coisas de ningum no Brasil. Com o advento da Constituio Federal em 1988, os recursos pesqueiros do mar territorial, plataforma continental e zona econmica exclusiva passaram a ser considerados bens da Unio.

Reserva Extrativista MarinhaEm razo deste fato, recursos pesqueiros so considerados bens comuns de livre acesso, o que colabora ainda mais para a excluso das populaes diretamente deles dependente j que historicamente as polticas pblicas direcionadas a pesca atenderam as demandas da pesca industrial e desconsideraram a dimenso humana da atividade pesqueira.

Reserva Extrativista MarinhaAs Reservas Extrativistas Marinhas delimitam espaos onde os recursos so explorados de forma comunitria por pescadores artesanais organizados, reconhece o direito consuetudinrio desses grupos sobre territrios marinhos (onde se incluem territrios fronteirios entre terra e mar como mangues e esturios), e exclui os no comunitrios do aproveitamento dos recursos do mar nas reas delimitadas.

Reserva Extrativista MarinhaAtualmente existem 8 Reservas Extrativistas Marinhas criadas no Brasil e vinte e oito reas em estudo para criao, estas reservas beneficiam aproximadamente 30 mil famlias.

MARINHO COSTEIRO

ALGOAS Resex da Lagoa do Jequi BAHIA Resex da Baa do Iguape Resex do Corumbau CEAR Resex do Batoque PIAU Resex do Delta do Parnaba RIO DE JANEIRO Resex do Arraial do Cabo SANTA CATARINA Resex do Pirajuba SO PAULO Resex do Mandira

10.203,90 8.117,00 90.000,00 601 27.000,00 57.000,00 1.444,00 1.178,90

Resex Marinha do Pirajuba - SC

Resex Marinha do Corumbau - Bahia

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