resenha de estudos espiritas 11

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    RESENHA spritasDE ESTUDOSEmaro2016NO. 11

    ESPIRITISMO ESTUDADOsemeando conhecimento iluminativo descortinando novos horizontes s criaturas humanasestimulando a prtica incondicional do bemenaltecendo Jesus

    especialmente ao principiante esprita

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    Crenasas

    Conforme Robert Dilts, as crenas representam uma das estruturas mais importantes do comportamento. So as regras pelas quais vivemos!

    No se trata daquilo que simplesmente dizemos acreditar, mas aquilo sobre o qual agimos.

    Quando realmente acreditamos em algo, nos comportamos de maneira congruente com essa

    que nossas crenas se mostraram corretas, naquele momento.

    Portanto, as crenas so generalizaes que fazemos a nosso respeito, acerca de outras pessoas e do mundo ao nosso redor. Elas so os princpios que orientam nossas aes e efetivamente formam nosso mundo social.

    O homem aquilo que ele acredita, conforme Anton Tchecov.

    A crena essa convico que anima o homem e o arrasta para outros objetivos. H a crena em si mesmo, numa obra material qualquer, a crena poltica, a crena na ptria etc. Para o artista, o poeta, o pensador, a crena o sentimento de ideal, a viso desse foco sublime, iluminado pela mo divina nos pncaros eternos, para guiar a Humanidade na direo do belo e do verdadeiro.

    No sentido comum a crena em algo constitui a f. Normalmente inata, manifesta-se pelo seu carter natural em aceitar as coisas e realidades conforme se apresentam, sem mais amplas indagaes, constituindo particular e especial manifestao do ser.

    Ningum est isento da sua realidade, porquanto parte integrante de cada vida.

    Naturalmente procede da ancestralidade do prprio homem, resultado de experincias objetivas ou no, que se lhe implantaram no inconsciente e cada vez mais se fixa pelo processo automtico em que se fundamenta.

    Embora tenhamos crenas essenciais que so muito arraigadas e importantes para ns, tambm podemos ser flexveis naquilo que escolhemos acreditar em determinadas reas de nossa vida. As crenas no so fixas e imutveis. Por isso, a pergunta que devemos fazer sobre qualquer crena : Ela til e adequada para mim? Nos faz bem? Faz bem aos que esto ao nosso derredor? Contribui para a construo de um mundo melhor?

    crena. So os nossos melhores palpites frente realidade e formam nossos modelos mentais - os princpios pessoais pelos quais o mundo parece funcionar, com base em nossa experincia e nossos pontos de vista.

    Crenas no so fatos, embora muitas vezes as confundamos com fatos. Geralmente, pensamos nas crenas como tudo ou nada e achamos

    que as coisas nas quais acreditamos so sempre verdadeiras. Entretanto, um minuto de reflexo o suficiente para percebermos que, no decorrer de nossa vida, modificamos muitas das nossas crenas. Por exemplo, improvvel que voc ainda acredite em Papai Noel.

    Quem j no se pegou dizendo: eu avisei? Essa uma frase que traz satisfao porque significa

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    No sbio quem sabe muitas coisas e sim quem sabe coisas teis, segundo squilo

    O fato comprovado de que as crenas tm uma forte tendncia a se tornar realidade o que lhe d poder. Se voc mudar uma s crena, tambm modificar muito do seu comportamento. Crenas agem como profecias autorrealizveis. Mas, se voc mudar apenas um dos aspectos do seu comportamento, provavelmente no estar mudando crenas.

    Quando falamos de comportamento, falamos de atitudes, de hbitos.

    Apenas para efeito de raciocnio, consideremos que faamos uso (comportamento) regular de determinado alimento ou substncia, por entender que ele nos faz bem (crena). Num dado momento, somos convencidos que esse alimento ou substncia est nos causando graves problemas de sade. Com o devido esforo, mudamos ou refazemos nossa crena de at ento, e, por conseguinte, passamos a nos abster daquele alimento ou substncia.

    Naturalmente, tanto quanto a nova crena vai se consolidando, vai se caracterizando um novo comportamento correspondente, de modo tranquilo e paulatino.

    Crenas tm que produzir ao se forem significar alguma coisa; porquanto crenas so princpios de ao, no so ideais vazios. Para ser proveitosa, a crena tem de ser ativa; no deve entorpecer-se.

    Exemplo conhecido pela Histria quando Saulo de Tarso dirigia-se a Damasco, a fim de impor dura reprimenda ao movimento cristo nascente, conforme estava autorizado pelo Sindrio. s portas de Damasco, ele se depara com a notvel viso de Jesus, em Esprito, que lhe pergunta: Saulo, por que me persegue?

    Numa converso instantnea de crena, deixa de ser o perseguidor e passa a ser seguidor de

    Jesus, perguntando, naquela ocasio, por sua vez, ao Meigo Rabi: Senhor, que deseja que eu faa?

    certo que, mudando-se efetivamente certa crena, muda-se comportamento decorrente. consequncia natural e espontneo.

    Porm, certo tambm que, se apenas adotamos determinado e momentneo comportamento, pela circunstncia, pela convenincia, pela necessidade, sem a correspondente mudana na crena que promovia o dito comportamento, oportunamente, em dada ocasio, prevalecer a crena no mudada, fazendo com que, mais dia menos dia, retomemos comportamento anterior.

    o caso dos regimes alimentares, das tentativas de deixar de fumar e outras prticas, iniciados e no concludos. H hbitos to intensos e arraigadas, que a resistncia a mudanas grande. Quem j no ouviu contar que h pessoas sob regime alimentar que assaltam a prpria geladeira na calada da noite, ou se escondem para fumar? Ou seja, em casos assim, a pessoa foi informada que precisa de mudanas comportamentais, mas ela ainda no se convenceu disso (no adotou a nova crena).

    So ensinos de Emmanuel 1, Esprito:

    A rvore da f viva no cresce no corao, miraculosamente.

    Qual acontece na vida comum, o Criador d tudo, mas no prescinde do esforo da criatura.

    A conquista da crena edificante no servio de menor esforo.

    No caso da crena ou f religiosa, a regra a mesma.

    O fato de saber sobre certa religio, o fato de frequentar templos religiosos, no significa que tenha se estabelecido a crena a respeito. E, enquanto isso no se d, o novo comportamento 1 Vinha de luz. Emmanuel, Cap. 40. Francisco Cndido Xavier

    decorrente no chega. A reforma ntima prevista no acontece. E no acontece pelo fato de que valores existenciais at ento continuam os mesmos. Os ensinos novos recebidos, ainda no alcanaram entendimento a ponto de despertarem necessidades pessoais de reformular pensamentos, valores e atitudes. Ainda no ter havido suficiente estmulo para mudanas, uma vez que o ensino novo no foi bem entendido, no se fez conhecimento adquirido em intensidade suficiente para alterar crenas antigas.

    Na medida da compreenso, o conhecimento vai deixando o nvel do consciente para penetrar paulatinamente em direo do subconsciente, em trabalho contnuo de reformulaes e ou substituies, de desidentificaes com certos paradigmas, e, por fim, se instalar no inconsciente, territrio do j pensado, do j sabido e do j assimilado, onde se movimentam e de onde eclodem nossos hbitos, os quais externamos em aes no cotidiano, como estado de esprito.

    O que ali j est armazenado (ou que vai se armazenar), que vai alterado pelo esforo da persistncia de uma vontade determinante, naturalmente procede da ancestralidade do prprio homem, resultado de experincias objetivas ou no, que se lhe implantaram no inconsciente e cada vez mais se fixa pelo processo automtico em que se fundamenta.

    do finalismo de Deus, que o de melhor nos dominar o ser logo mais no futuro, que no est to prximo, mas tambm no est to distante, de modo que um dia repetiremos com o Apstolo Paulo 2: Eu vivo, mas j no sou eu que vivo, pois Cristo que vive em mim.

    E j podemos perceber a perfeita integrao e transcendncia, mesmo que palidamente, da profunda afirmao de Jesus 3: Eu e o Pai somos um.

    2 Glatas 2:20 3 Joo 10:30

    E tambm nos permite entendimento da assertiva de Jesus: Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor entrar no Reino dos Cus, mas sim, aquele que pratica a vontade de meu Pai, que est nos cus. 4

    So as nossas crenas que ordenam os nossos valores de vida. E as crenas so adquiridas, conquistadas, e so mutveis. Aceitas e adotadas por ns.

    Steve Beckman disse, com muita propriedade: Voc faz suas escolhas, e suas escolhas fazem voc.

    Resta-nos rever nossas crenas sobre a vida, como um todo, e sobre a vida e nossa relao com Deus, em particular.

    Precisamos bem compreender o sentido existencial. As razes da vida. E buscar ter objetivos bem definidos sobre a vida e o viver.

    Se voc quiser ser feliz, determine um objetivo e comande seus pensamentos, liberte suas energias e inspire suas esperanas, recomenda citao de Andrew Carnegie.

    Leiamos o que nos diz Allan Kardec 5:

    Diz-se vulgarmente que a f no se prescreve, donde resulta alegar muita gente que no lhe cabe a culpa de no ter f. Sem dvida, a f no se prescreve, nem, o que ainda mais certo, se impe.

    No; ela se adquire e ningum h que esteja impedido de possu-la, mesmo entre os mais refratrios.

    Falamos das verdades espirituais bsicas e no de tal ou qual crena particular. No f que compete procur-los; a eles que cumpre ir-lhe, ao encontro e, se a buscarem sinceramente, no deixaro de ach-la.4 Mateus 7 : 215 O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. XIX, item 7

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    Tende, pois, como certo que os que dizem: Nada de melhor desejamos do que crer, mas no o podemos, apenas de lbios o dizem e no do ntimo, porquanto, ao dizerem isso, tapam os ouvidos. As provas, no entanto, chovem-lhes ao derredor; por que fogem de observ-las? Da parte de uns, h descaso; da de outros, o temor de serem forados a mudar de hbitos; da parte da maioria, h o orgulho, negando-se a reconhecer a existncia de uma fora superior, porque teria de curvar-se diante dela.

    Ergamo-no