repÚblica populista ou democrÁtica

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REPÚBLICA POPULISTA OU DEMOCRÁTICA. 1946 - 1964. GOVERNO DUTRA 1946-1950. PLURIPARTIDARISMO PCB (esquerda) - líder: Luiz Carlos Prestes UDN (direita) - grandes latifundiários, empresários internacionais - PowerPoint PPT Presentation

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  • REPBLICA POPULISTA OU DEMOCRTICA

    1946 - 1964

  • GOVERNO DUTRA1946-1950

  • PLURIPARTIDARISMO

    PCB (esquerda) - lder: Luiz Carlos Prestes

    UDN (direita) - grandes latifundirios, empresrios internacionais

    PSD (moderados de direita) - moderados, pequenos proprietrios, elite, so patres. Partido de maior projeo na poltica nacional

    PTB (direita): proletrios, funcionrios. Lder: Getlio Vargas

    PTB + PSD X UDN

    convocao da Assemblia Nacional Constituinte.

  • CONSTITUIO DE 1946 - promulgadarestaurao da democracia;

    participao dos comunistas (Prestes);

    eleies para todos cargos;

    manteve os avanos sociais (voto feminino, leis trabalhistas);

    trs poderes: Executivo, Legislativo e Judicirio;

    Executivo cassar mandados e fechar partidos;

    voto universal, secreto e obrigatrio par maiores de 18 anos;

    autonomia para os Estados.

  • BRASIL NA POLTICA MUNDIAL

    incio da bipolarizao do mundo no Ps-Guerra: URSS X EUA;

    Brasil - entreguismo no nacionalismo:

    estreitou laos com os EUA: alinhou-se s democracias liberais capitalistas do Ocidente;

    alinhou-se contra a Unio Sovitica (decretou a ilegalidade do PCB).

    poltica de importaes;

    entrada das multinacionais no Brasil (exemplo: Standard Oil, hoje, ESSO);

  • ECONOMIA

    Estado no deveria intervir na economia: liberalismo econmico

    Plano SALTE (Sade, Alimentao, Transporte e Energia -1947) - tmido intervencionismo: desenvolver infra-estrutura para receber multinacionais

    pavimentao da rodovia Rio de Janeiro - So Paulo;abertura da rodovia Rio de Janeiro - Bahia;entrada de capital estrangeiro.

    O SALTE foi um fracasso, no conseguiu alcanar as suas metas;

  • GOVERNO VARGAS1951-1954

  • NACIONALISMO E INTERVENCIONISMO

    restringiu importaes;limitou investimentos estrangeiros;criou o BNDE (1952) para incentivar a indstria;criou a Petrobrs (1953): "O Petrleo nosso".

    PATERNALISMO

    props reajuste de 100% no salrio mnimo;nomeou ministro do Trabalho o petebista Joo Goulart - 1953.

  • OPOSIES:

    Empresrios ligados s empresas multinacionais;

    Antigetulistas tradicionais e alguns oficiais das Foras Armadas;

    Carlos Lacerda, jornalista udenista, acusou GV de tramar golpe para estabelecer Repblica Sindicalista e, assim, favorecer infiltrao comunista. Carlos Lacerda sofreu atentado e as investigaes levaram ao chefe da guarda pessoal de Getlio Vargas como mandante do crime.

    As oposies se articularam, principalmente dentro das Foras Armadas, exigindo a renncia de Vargas.

    Pressionado, sem apoio e diante da possibilidade de um golpe, GV suicidou-se - 24/08/1954.

  • GOVERNO CAF FILHO1954 - 1955

  • ASSUNTO CENTRAL: eleies presidenciais em 1955candidatura de Juscelino Kubitschek (PSD) - governador de Minas Gerais e representante de uma nova gerao de polticos;

    candidatura de Joo Goulart (PTB): enfrentou violenta oposio de setores mais conservadores;

    PSD e PTB estabeleceram uma aliana: Juscelino candidato a presidente e Jango a vice.

    UDN lanou Juarez Tvora, militar ligado a velhas lutas tenentistas, agora ligado ESG;

    Adhemar de Barros ambicionava a presidncia desde o acordo firmado com Vargas.

    Resultado das eleies: Juscelino, com 36% dos votos; Juarez Tvora, 30%; Ademar, 26%.Votos para presidente e vice eram separados: 3,5 milhes de eleitores optaram por Jango e 3 milhes, por Juscelino.

  • GOLPE PARA IMPEDIR POSSECarlos Lacerda, grande articulador e propagandista da campanha de Juarez Tvora, no aceitava o resultado da eleies e pregava golpe militar para que o pas no fosse entregue a "comunistas" e "corruptos", por ele identificados com a chapa Juscelino-Jango.

    Caf Filho, alegando ataque cardaco, afastou-se do cargo. Assumia o presidente da Cmara dos Deputados, Carlos Luz, que, embora fosse do PSD, se opunha a Juscelino e aproximava-se da UDN e dos golpistas. General Lott, ministro da Guerra e comandante do Exrcito, havia se pronunciado diversas vezes em favor do respeito legalidade e em defesa da posse dos candidatos eleitos.

    Carlos Luz forou o pedido de demisso do general Lott.

    General Lott derrubou o governo golpista de Carlos Luz: assumiu o poder, afastou Carlos Luz da presidncia e impediu o retorno de Caf Filho, subitamente curado do mal cardaco.

    Presidncia foi entregue ao presidente do Senado, Nereu Ramos, que governou at a pose de Juscelino.

  • GOVERNO JUSCELINO KUBITSCHEK1956 - 1961

  • ECONOMIA: nacionalismo desenvolvimentistaPlano de Metas - energia, transportes, indstria, educao e alimentao

    fbricas de caminhes, tratores, automveis, produtos farmacuticos, cigarros;construo de usinas hidreltricas; pavimentao de milhares de quilmetros de estradas.

    Construo de Braslia: nova capital inaugurada em 21/04/1960.

    Resultados:

    crise financeira;inflao crescente;principais ramos da indstria sob controle do capital estrangeiro;aumento da dependncia econmica em relao aos EUA: dvida externa de 2 bilhes de dlares em 1955 passara para 2,7 bilhes em fins de 1960.PIB cresceu em mdia 7% ao ano; produo industrial cresceu 80% (100% na indstria do ao; 125% na indstria mecnica; 380% em eletricidade e comunicaes e 600% nos transportes).

  • ELEIES DE 1960

    PSD e PTB repetiram a aliana vitoriosa em 1955: General Lott, candidato presidncia, e Jango, a vice.

    PSP lanou a candidatura de Ademar de Barros.

    UDN apoio o ento governador de So Paulo, Jnio Quadros, poltico independente, com vnculos partidrios inconstantes.

    Lei eleitoral permitia que votos para presidente e para vice fossem separados:Jnio Quadros, com 48% dos votos, representando quase 6 milhes de eleitores, ou seja a maior votao absoluta que um poltico havia conseguido no Brasil at ento; Lott (32%); Ademar (20%). Jango conseguiu mais votos para vice-presidente que qualquer outro candidato.

  • GOVERNO JNIO QUADROS1961

  • POLTICA INTERNA E SITUAO FINANCEIRA:

    discurso sem contedo, alegou estar comprometido com o desenvolvimento para superar o quadro dependente do subdesenvolvimento com maior dinamizao capitalista.

    concentrou-se em assuntos menores (proibio de brigas de galo, uso de lana-perfume e utilizao de biqunis nas praias) - mascarar sua falta de projetos com medidas polmicas.

    chocava-se com o Congresso: difcil relacionamento com o Legislativo.

    inflao crescente e recesso.

    salrios congelados.

    dvida externa escapando ao controle - renegociao da dvida sob as bnos do FMI.

    corte nos gastos do governo - retirou subsdio importao de trigo e petrleo - aumento do preo do po e dos combustveis.

  • POLTICA EXTERNA INDEPENDENTEreatou relaes diplomticas com pases socialistas para:ampliar mercados;aproximar-se dos grupos nacionalistas ou de esquerda;demonstrar o no-alinhamento automtico do Brasil com o bloco liderado pelos EUA.

    enviou o vice-presidente Joo Goulart em misso oficial China Comunista.condenou a agressiva poltica norte-americana em relao Cuba.convidou o lder revolucionrio de Cuba, Ernesto "Che" Guevara, para visita ao Brasil.

    RENNCIA - aps sete meses de governoforas terrveis" estariam se levantando contra ele

    possvel significado da renncia: plano de Jnio para reforar o seu prprio poder.Congresso Nacional aceitou imediatamente o pedido de renncia.

  • GOVERNO JOO GOULART1961-1964

  • POSSE DE JANGO

    Joo Goulart visitava a China quando Jnio renunciou - deputado Ranieri Mazzilli - presidente interino.

    Foras Armadas vetaram a posse de Joo Goulart, alegando motivos de "segurana nacional".

    Ministros e polticos da UDN tentaram impedir sua posse.

    Leonel Brizola, governador do RS, cunhado de Goulart e seu provvel herdeiro poltico, lanou a Voz da Legalidade.

  • ATO ADICIONAL E PARLAMENTARISMO

    Joo Goulart assumiria aps a aprovao de um Ato Adicional Constituio de 1946 que instaurasse o regime parlamentar no pas. Aprovao ocorreu em 02/09/1961; em 07/09/1961, Jango assumia.

    continuao de Parlamentarismo dependeria de um plebiscito a ser realizado mais tarde (marcado para 1965).

    sistema parlamentarista provocou intenso descontentamento.

    presses fizeram Congresso Nacional antecipar plebiscito para 06/01/1963.

    9.457.448 brasileiros decidiram pelo sistema presidencialista.

    presidencialismo de volta - difcil situao econmica.

  • ECONOMIAPlano Trienal: desenvolvimento econmico e socialbuscar melhor distribuio das riquezasencampar as refinarias particulares de petrleoreduzir a dvida externa brasileiradiminuir a inflao, mantendo o crescimento econmicoReformas de basereforma agrriaReforma urbana (habitacional)reforma tributria (fiscal)reforma financeira (bancria)Reforma eleitoralreforma educacional

    Governo estabeleceu medidas para conter remessa (envio) de lucros das empresas estrangeiras para o exteriorJoo Goulart aproximou-se de movimento popularesOposio organizou em 19/03/1964 passeata em So Paulo - "Marcha da Famlia com Deus pela Liberdade"

  • GOLPE MILITAR DE 1964

    31/03/1964: generais de Minas Gerais rebelaram-se contra o governo; atitude foi seguida pelo marechal Castelo Branco, chefe do estado-maior do Exrcito, e pelos governadores de Minas Gerais, da Guanabara e de So Paulo.

    golpe rpido e bem sucedido: Jango foi deposto, abandonou Braslia, seguiu para o RS, de onde rumou ao exlio no Uruguai.

    Congresso declarava vaga a presidncia, dando posse provisria ao presidente da Cmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, e, em seguida, ao marechal Castelo Branco, iniciando o perodo do Regime Militar (os anos de chumbo).

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