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31

FACULDADES DE CINCIAS SOCIAIS E APLICADAS DE DIAMANTINO

UNED UNIO DE ENSINO SUPERIOR DE DIAMANTINO

CURSO DE DIREITO

RENAN SILVAA ADOO NA COMARCA DE DIAMANTINO - MTDiamantino - MT

2013RENAN SILVA

A ADOO NA COMARCA DE DIAMANTINO - MTMonografia apresentada ao Curso de Direito das Faculdades de Cincias Sociais e Aplicadas de Diamantino, como requisito para obteno do ttulo de Bacharel em Direito.

Orientador: Professor Prsio Oliveira LandimDiamantino - MT

2013FOLHA DE APROVAO

RENAN SILVAA ADOO NA COMARCA DE DIAMANTINO

Monografia apresentada ao Curso de Direito das Faculdades de Cincias Sociais e Aplicadas de Diamantino, como requisito para obteno do ttulo de Bacharel em Direito.

Aprovado em 2013.BANCA EXAMINADORA

Prof. Orientador: Prsio Oliveira LandimUNED/Diamantino

Prof.

UNED/Diamantino

Diamantino MT

2013

A minha famlia que acreditou em mim e por estar sempre ao meu lado. Em especial a minha me. Aos meus colegas da turma que estiveram comigo nesta caminhada.

Dedico a todos que direta ou indiretamente contriburam para a execuo deste trabalho. Ao meu orientador Prsio Oliveira Landim.

O rio s alcana seu destino porque aprendeu a contornar os obstculos.

Mao TsSUMRIO

1. INTRODUO................................................................................................10

2. BREVE LINEAMENTO HISTRICO DA ADOO........................................11

2.1 A adoo a luz do Cdigo Civil de 1916.......................................................11

2.2 O Cdigo civil de 1916 e a extino da adoo civil.....................................11

2.3 O novo Cdigo Civil - (Lei n 10.406, de 10/01/2002)...................................12

2.4 Conceitos e abordagens acerca da adoo..................................................12

2.5 Famlia substituta..........................................................................................14

2.6 Adoo no estatuto da criana e do adolescente.........................................15

2.7 A funo social da adoo............................................................................17

2.8 Procedimentos da adoo.............................................................................19

2.9 Adoo e seus conceitos..............................................................................20

2.10 Tipos de adoo..........................................................................................22

2.10.1 Adoo simples........................................................................................28

2.10.2 Adoo plena...........................................................................................29

2.11 Famlia substituta........................................................................................29

3. LCUS DA PESQUISA...................................................................................

3.1 Material e mtodos........................................................................................

3.2 rea de Estudo..............................................................................................

4. ANLISE DOS DADOS COLETADOS...........................................................

CONSIDERAES FINAIS................................................................................

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS....................................................................

RESUMO

A adoo uma fico jurdica que cria o parentesco civil. um ato jurdico bilateral que gera laos de paternidade e filiao entre pessoas para as quais tal relao inexiste naturalmente. Desta forma, alguns autores tm definido a adoo como um instituto que d ao filho adotivo status idntico ao do filho legtimo. A adoo como o ato civil pelo qual algum aceita um estranho, na qualidade de filho. Desta forma no parece perfeita a definio, porque o vocbulo aceita, no reflete bem o comportamento do adotante. Na adoo uma forma artificial de filiao que visa igualar a filiao natural, portanto, ser conhecida como filiao civil, assim sendo, no resulta de uma relao biolgica, mas sim de um impulso de vontade, logo que o sistema do Cdigo Civil de 1916, ou de sentena judicial, no atual sistema do Estatuto da Criana e do Adolescente (Lei n 8.069/90), bem como no corrente Cdigo. Palavras Chave: Adoo. Cdigo Civil. Famlia Substituta.ABSTRACT

Adoption is a legal fiction that creates kinship civil. It is a legal act that generates bilateral ties paternity and filiation between people for whom such a relationship does not exist naturally. Thus, some authors have defined adoption as an institute which gives the foster child status identical to the legitimate son. Adopting as the civil act by which someone accepts a stranger, as a child. Thus it does not seem perfect setting because the word accept, does not reflect well the behavior of the adopter. The adoption is an artificial form of membership which aims to match the natural filiation, therefore, be known as civil affiliation, therefore, not the result of a biological relationship, but a boost of will, as soon as the system of the Civil Code of 1916, or in judicial decisions, the current system of the Statute of Children and Adolescents (Law No. 8.069/90), and in the current code.

Words - Key: Adoption. Civil Code . Substitute Family .1. INTRODUO

O presente estudo abordar a adoo na Comarca de Diamantino - MT alm de compreender a conceituao de adoo como um ato jurdico, qual uma pessoa aceita a outra como parte da famlia se tornando-o como filho (a), sem haver qualquer tipo de parentesco consangneo ou a fim. A adoo como o ato civil pelo qual algum aceita um estranho na qualidade de filho. Assim, o referido conceito no foi inserido no Cdigo que regulava a matria nos seus artigos 368 a378 (Cap. V, Ttulo IV, Livro I "Do Direito de Famlia"), ao aplicar o instituto da adoo o Cdigo, de incio, f-lo com srias barreiras, pois apenas permitia aos maiores de 50 anos, sendo, o pai ou me civil, mais velho que o filho 18 anos, pelo menos.

Analisa que, a adoo moderna , portanto, um ato ou negcio jurdico que cria relaes de paternidade e filiao entre duas pessoas. O ato da adoo faz com que uma pessoa passe a gozar do estado de filho de outra pessoa, independentemente do vnculo biolgico.2. OBJETIVOS

2.1 Geral

Descrever atravs de um estudo de caso a adoo na Comarca de Diamantino MT.2.2 Especficos Analisar quais os procedimentos jurdicos acerca da adoo;

Compreender o que adoo;

Demonstrar atravs de um estudo de caso como acontece a adoo na Comarca de Diamantino.

3. BREVE LINEAMENTO HISTRICO DA ADOO

O direito atravs do Cdigo Civil de 1916 estabeleceu nos seus rol de artigos, a adoo nos respectivos artigos 368 e 378, mas limitava o direito sucessrio do adotado, que mais tarde sofrera mudanas com a Constituio Federal de 1988.

PEREZ (2006, p.71), no Brasil, a adoo data do nosso Direito pr-codificado, quando no Imprio vigoravam as Ordenaes Portuguesas. Com a promulgao do Cdigo Civil de 1916, a adoo foi contemplada, com base no Direito Romano, salvo quanto passagem do adotado famlia do adotante, pois mantinham-se os vnculos com a famlia biolgica. Em conseqncia, permaneciam os direitos e deveres que resultam do parentesco natural, exceto o ptrio poder que passa para o pai adotivo. O Cdigo Civil de 1916 disciplinou o instituto da adoo nos arts. 368 a 378, definindo-o como um ato jurdico estabelecedor de laos de filiao legal, a partir da manifestao de vontade. No obstante, a lei civil discriminava os filhos adotivos, impondo-lhes limitaes no direito sucessrio, que foram banidas pela Constituio de 1988, por fora do princpio da igualdade entre os filhos, que os equiparou para todos os fins.

3.1 A adoo a luz do Cdigo Civil de 1916

Vale salientar que imprescindvel que sempre voltemos ao passado, pois entende-se que a histria mestra, principalmente em relao ao Cdigo de 1916, que auxilia na resoluo de problemas nos dias atuais.

Alude VENOSA (2004, p. 332), continuaram em vigor esses dispositivos para as adoes no reguladas pelo Estatuto da Criana e do Adolescente. A adoo do Cdigo Civil antigo continuou aplicvel para quem tivesse mais de 18 anos. O art. 377, atinente a direitos sucessrios, fora revogado pela Carta Constitucional de 1988 (art. 227, 62) que igualou todos os direitos de filiao, independentemente de sua natureza. Como percebemos, foi rara a utilidade do instituto da adoo para os maiores de idade no passado. Analise-se, portanto, o contedo da adoo civil, estatuda no provecto Cdigo, com a advertncia ora feita. VENOSA (2004, p. 332):

Outro ponto que merece ateno prvia era a possibilidade prevista no Cdigo de 1916 de adoo do nascituro, conforme expressa disposio no art. 372. Parte da doutrina entendia que essa possibilidade fora revogada no somente em razo da nova ordem constitucional, que determina que a adoo deve ser assistida pelo Poder Pblico, na forma da lei, que estabelecer casos e condies de sua efetivao por parte de estrangeiros (art. 227, 5), como tambm pelo fato de o Estatuto da Criana e do Adolescente discriminar uma srie de exigncias estritas para adoo de menores, a qual somente se perfaz por deciso judicialA definio de adoo como um ato civil de algum que aceita um estranho na qualidade de filho, um pouco quanto contraponto, pois vai contra ao que o adotante quer na sua maioria o adotante quem busca o caminho da adoo.

Como alude SIQUEIRA (2004, p. 40):

O autor do projeto do Cdigo Civil, Clvis Bevilacqua, define a adoo como o ato civil pelo qual algum aceita um estranho na qualidade de filho. Este conceito no foi inserido no Cdigo que regulava a matria