Remuneração e Salário

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<p>Princpios peculiares do processo do trabalho</p> <p>Remunerao e salrioSalrioSalrio o conjunto de parcelas contraprestativas pagas diretamente, em dinheiro ou em utilidades, pelo empregador ao empregado em decorrncia da relao de emprego (art. 457 da CLT).</p> <p>Alm da contraprestao fixa principal mensalmente paga (salrio bsico), o salrio abrange outras parcelas de carter contraprestativo, como as gratificaes, os adicionais, as comisses etc. ObservaesNem toda parcela paga pelo empregador ao empregado contraprestativa em razo da relao de emprego. Exemplo: indenizaes de despesas dirias de viagem, combustvel etc.</p> <p>O salrio no parcela contraprestativa necessariamente do trabalho prestado; ela contraprestativa da existncia do contrato. Exemplos: hipteses de interrupo do contrato, art. 4 (disposio da fora de trabalho) etc.</p> <p>O trabalho e o salrio devem ser proporcionais.</p> <p>RemuneraoR = SB + OVS + G</p> <p>Complexo salarial</p> <p>SB = Salrio-base: salrio de carteira, devido e pago diretamente pelo empregador ao empregado.</p> <p>OVS = Outras verbas salariais: conjunto de outras verbas contraprestativas devidas e pagas diretamente pelo empregador ao empregado, alm do salrio-base. Exemplos: gratificaes, adicionais.</p> <p>Complexo salarial: total de parcelas contraprestativas pagas diretamente pelo empregador ao empregado em virtude do contrato de emprego.</p> <p>G = Gorjetas: valor pago, direta ou indiretamente, de forma voluntria ou no, pelos clientes do empregador ao empregado. Compem a remunerao para todos os efeitos legais (art. 457, 3, da CLT).GorjetasEstimativa deve ser anotada na CTPS (art. 29, 1, da CLT).</p> <p>A mdia das gorjetas habitualmente recebidas deveria repercutir nas demais parcelas contratuais cabveis (13 salrio, frias + 1/3, adicionais calculados sobre o salrio contratual, repouso semanal remunerado, aviso prvio, FGTS + 40% etc.), mas o TST tem entendido de forma diferente: Smula n 354 do TST. </p> <p>As gorjetas repercutem apenas nas verbas cuja base de clculo , de acordo com a lei, a remunerao (FGTS, INSS, 13 salrio etc.).DenominaesDenominaes Imprprias: denominaes supostamente salariais que no guardam relao direta com a contraprestao, essencial ao salrio.</p> <p>Denominaes Prprias: denominaes que guardam uma relao com a contraprestao, condio essencial caracterizao de uma verba salarial:a) Grupo salrio mnimob) Grupo salrio isonmicoc) Grupo salrio condiod) Grupo diversos (outras denominaes)</p> <p>Denominaes imprpriasSalrio de contribuio: total da remunerao que compe a base de clculo para o INSS.</p> <p>Salrio de benefcio: valor do benefcio pago pelo INSS.</p> <p>Salrio-famlia: parcela paga ao trabalhador de baixa renda na proporo do nmero de dependentes menores de 14 anos ou invlidos, desde que matriculados no ensino fundamental e devidamente vacinados. pago pelo empregador , que desconta o valor do total das contribuies devidas ao INSS.</p> <p>Salrio-maternidade: valor pago mensalmente pelo INSS ou pelo prprio empregador mediante posterior compensao com os recolhimentos previdencirios segurada por ocasio do parto, inclusive o natimorto, aborto no criminoso, adoo ou guarda judicial para fins de adoo.Salrio-educao: contribuio social paga pelo empregador ao Estado para investimento em educao dos empregados.</p> <p>Salrio mnimo de referncia: era um indexador econmico, hoje abolido.</p> <p>Piso nacional de salrios: abolido pela Lei n 7.789/89, corresponde ao atual salrio mnimo.</p> <p>Salrio social: conjunto de prestaes genericamente pagas ao trabalhador enquanto sujeito da relao de emprego. Engloba a remunerao e tambm outras prestaes assumidas pelo Estado e pela comunidade (seguro-desemprego, benefcios e servios da Seguridade Social etc.)</p> <p>Denominaes prprias Grupo salrio mnimoSalrio mnimo: contraprestao mnima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador (art. 76 da CLT), independentemente das gorjetas. Tambm assegurado na hiptese de salrio por produo (artigo 78 da CLT). Proporcional: OJ n 358 da SDI-I do TST.</p> <p>Salrio normativo/convencional/piso salarial da categoria: parmetro salarial mais baixo que se pode pagar ao empregado de determinada categoria profissional (art. 511, 2, da CLT), conforme previso em instrumento coletivo.</p> <p>Salrio profissional: parmetro salarial mnimo de determinadas profisses legalmente especificadas (mdicos, engenheiros, dentistas etc.). uma modalidade de salrio-mnimo. Exemplos: Smulas n 143 e n 370 do TST.</p> <p>Salrio-base/salrio bsico/normal/principal: aquele anotado na CTPS, que nopode ser reduzido (salvo negociao coletiva). Denominaes prprias Grupo salrio isonmico Compreende as modalidades salariais devidas em razo da identidade ou equivalncia no exerccio de funes/servios no cenrio da relao de emprego:</p> <p>Salrio equitativo: implica a igualdade de remunerao entre o trabalhador temporrio (terceirizado) e os empregados da mesma categoria da empresa tomadora dos servios temporrios, nos termos do art. 12, a, da Lei n 6.019/74.</p> <p>Salrio-substituio: salrio contratual que devido ao empregado substituto, desde que em carter no meramente eventual. Art. 450 da CLT e Smula n 159 do TST.</p> <p>Salrio supletivo: salrio judicialmente fixado, na eventualidade de no haver sido estipulado o valor ou de no haver prova da estipulao. Art. 460 da CLT.</p> <p>Salrio isonmico: salrio devido ao trabalhador em decorrncia de equiparao salarial. Art. 461 da CLT e Smula n 6 do TST.</p> <p>Observaes equiparao salarialCorresponde ao patamar salarial devido ao empregado (paragonado) que recebe salrio inferior ao que pago a outro colega de trabalho (paradigma), desde que:</p> <p>trabalhem simultaneamente para o mesmo empregador, na mesma localidade (municpio ou mesma regio metropolitana);</p> <p>trabalhem com a mesma perfeio tcnica e produtividade;</p> <p>o tempo no exerccio da funo (no no emprego; independentemente do nome do cargo) no seja superior a dois anos;</p> <p>o empregador no tenha quadro organizado em carreira homologado pelo MTE; e</p> <p>o paradigma no seja trabalhador readaptado.Observaes equiparao salarial desnecessrio que o paradigma trabalhe com o paragonado at o fim do pacto.</p> <p>Mesmo que o paradigma saia da empresa posteriormente, o salrio do paragonado no poder ser reduzido.</p> <p>Mesmo que a discriminao tenha ocorrido h mais de 5 amos contados do ajuizamento da ao, a prescrio s vai atingir as parcelas exigveis antes dos 5 anos.</p> <p>O fato de o paradigma ter conseguido aumento do salrio pela via judicial no obsta a equiparao (exceto se decorrente de vantagem pessoal,de tese jurdica superada pela jurisprudncia de Corte Superior ou, na hiptese de equiparao salarial em cadeia, se no demonstrada a presena dos requisitos da equiparao em relao ao paradigma que deu origem pretenso, caso arguida a objeo pelo reclamado).</p> <p>O empregado que presta servios a vrias empresas do grupo tem direito equiparao com os empregados das demais empresas do grupo nas quais tenha trabalhado (se atendidos os demais requisitos).Equiparao salarial nus da provaFatos constitutivos do direito do autor (se negados pelo ru, o empregado deve provar)Fatos obstativos do direito do autor (se negados pelo ru, este deve provar)Identidade de funo entre paradigma e paragonado</p> <p>Mesmo empregador</p> <p>Trabalho na mesma localidadeDiferena de tempo superior a 2 anos no exerccio da funo</p> <p>Produtividade e perfeio tcnica diferentes</p> <p>Existncia de quadro de carreira homologado pelo TEM, com promoes alternadas por merecimento e antiguidade</p> <p>Paradigma readaptado</p> <p>Prestao no simultnea dos serviosDenominaes prprias grupo salrio-condioCompreende o conjunto de parcelas salariais pagas ao empregado em virtude do exerccio contratual em situaes especficas e de permanncia incerta ao longo do contrato.</p> <p>Abrange os adicionais, pagos como contraprestao a servios prestados em condio mais gravosa ao trabalhador (de insalubridade, de periculosidade, de transferncia, noturno e de horas extras) e as comisses.</p> <p>Observaes: os adicionais tm o objetivo de desestimular a exigncia de trabalho em condies mais gravosas e, apesar do carter retributivo, no se incorporam permanentemente ao salrio.Adicional de insalubridadeO trabalho em condies insalubres, acima dos limites de tolerncia estabelecidos pelo Ministrio do Trabalho, assegura ao trabalhador a percepo do adicional de insalubridade no importe de 10%, 20% ou 40%, se o grau de risco for classificado como mnimo, mdio ou mximo, calculado sobre o salrio mnimo (art. 192 da CLT).</p> <p>NR 15 aprovada pela Portaria 3.214/1978 do MTE.</p> <p>Se o trabalhador receber salrio profissional (por fora de lei) ou salrio normativo/piso salarial da categoria, sobre eles dever ser calculado o adicional de insalubridade Smula n 17 e suspenso da Smula n 228, ambas do TST.</p> <p>A intermitncia no afasta o direito ao adicional (Smula n 47 do TST).</p> <p>A eliminao da insalubridade por meio de EPI exclui o direito ao adicional (Smulas n 80 e n 289 do TST)A reclassificao ou a descaracterizao da insalubridade por ato da autoridade competente repercute na satisfao do adicional (Smula n 248 do TST).</p> <p>No processo, para a constatao da insalubridade necessria a realizao de percia tcnica (art. 195 da CLT). O juiz no est adstrito ao agente insalubre mencionado pelo autor na petio inicial (Smula n 293 do TST).</p> <p>O adicional de insalubridade compe a remunerao mensal e, por isso, gera reflexos em FGTS, 13 salrio, frias + 1/3 e aviso prvio (Smula n 139 do TST). Como sua base de clculo mensal e j remunera os dias de descanso, no reflete no repouso semanal remunerado e nos feriados (OJ n 103 da SDI-I do TST).</p> <p>Os agentes insalubres no se cumulam se houver exposio a vrios agentes, o trabalhador ter direito a um adicional, no grau que lhe resultar maior retribuio monetria.Adicional de periculosidadeTem direito ao adicional de periculosidade o empregado que coloca sua vida em risco devido exposio aos seguintes agentes periculosos: inflamveis e explosivos (art. 193 da CLT), material radioativo ionizante (art. 200, VI, da CLT) e energia eltrica (Lei n 7.369/85; Decreto 93.412/86).</p> <p>A exposio permanente e intermitente a agentes inflamveis e/ou explosivos d direito ao adicional; s no existe direito se o contato for eventual (fortuito ou, se habitual, por tempo extremamente reduzido) Smulas n 361 e 364 do TST.</p> <p>Dispensa de percia: frentista (Smula n 39 do TST) e pagamento espontneo pelo empregador (OJ n 406 da SDI-I do TST)</p> <p>O adicional de periculosidade deve ser pago no percentual de 30% calculado sobre:o salrio-base, para os trabalhadores em geral (art. 193, 1, da CLT);o complexo salarial (SB + OVS), para os eletricitrios (Smula n 191 do TST e OJ n 279 da SDI-I do TST).</p> <p>Compe a remunerao mensal para efeitos de reflexos, como o de insalubridade.</p> <p>No cumulativo com o adicional de insalubridade.Adicional noturnoO trabalho noturno prejudicial sade do trabalhador. A jornada noturna e o adicional variam:</p> <p>TrabalhadorIncioFimHora fictaAdicio-nalUrbano22h5h52min30s20%Rural Pecuria20h4h-25%Rural Agricultura21h5h-25% Note-se que o trabalhador rural no tem direito hora ficta, exclusiva do urbano (art. 73, 1, da CLT) as 7 horas noturnas trabalhadas pelo urbano equivalem a 8 horas:7 horas = 420 minutosSe 420 minutos correspondem, fictamente, a 8 horas, cada hora ficta tem 52,5 minutos = 52 minutos e 30 segundos (420/8=52,5)</p> <p>O retorno ao trabalho diurno implica a perda do direito ao adicional Smula n 265 do TST.</p> <p>O adicional noturno pago com habitualidade integra a remunerao para todos os efeitos Smula n 60, I, do TST.</p> <p>Cumprida integralmente a jornada noturna, a prorrogao da jornada deve ser paga com o adicional, mas no haver hora ficta quanto prorrogao Smula n 60, II, do TSTA base de clculo do adicional noturno o valor da hora diurna (OJ n 259 da SDI-I). Exemplo:</p> <p>Salrio de R$ 1.200,00 + 30% de periculosidade.R$ 1.200,00 + R$ 360,00 = R$ 1.560,00 (remunerao diurna).Para calcular o valor da hora normal, sabendo que a jornada de 44 horas por semana, divide-se a remunerao por 220 horas (44/6x30 = 220)R$ 1.560,00 220 = R$ 7,09 (1 hora diurna).Uma hora noturna (com adicional noturno) para o trabalhador urbano: R$ 7,09 x 20% = R$ 1,42.O valor de 1 hora noturna desse trabalhador de R$ 8,51.</p> <p>Casos especiais:Porturios OJ n 60 da SDI-I do TST.Jornda 12 x 36 OJ n 388 da SDI-I do TST.TIR OJ n 395 da SDI-I do TST.Petrleo Smula n 112 do TST.</p> <p>Adicional de horas extrasO adicional de horas extras visa retribuio do empregado pela extrapolao da carga horria contratual, que no pode exceder 8 horas dirias e 44 horas semanais (salvo negociao coletiva).</p> <p>Se ultrapassada a jornada contratual, devido o pagamento das horas extras acrescidas do adicional de 50% previsto no inciso XVI do art. 7 da CR/88 (salvo se houver percentual maior fixado em norma coletiva, contrato ou lei).</p> <p>Todas as parcelas salariais integram a base se clculo das horas extras salrio-base, gratificaes mensais, adicional de insalubridade/periculosidade/noturno (Smula n 264 do TST).</p> <p>Gera reflexos em FGTS, 13 salrio, frias +1/3, aviso prvio e repouso semanal remunerado.Adicional de transfernciaA transferncia ou remoo est regulamentada pelos arts. 469 e 470 da CLT (obs. localidade = municpio ou regio metropolitana).</p> <p>Quando a transferncia for para o exterior, o trabalhador precisa concordar.</p> <p>Transferncia pode ser relevante (quando implica mudana de domiclio/residncia do empregado) ou irrelevante (quando no implica mudana de domiclio/residncia do empregado).</p> <p>No caso de transferncia irrelevante, o empregador deve arcar com as despesas de transporte Smula n 29 do TST.</p> <p>Empregados estveis celetistas, servidores pblicos celetistas estveis, dirigentes sindicais, empregados detentores de garantias de emprego e menores de 18 anos no podem sofrer remoes relevantes.</p> <p>As transferncias so lcitas quando houver anuncia expressa do empregado ou quando se situarem dentro do jus variandi do empregador (autorizao legal).</p> <p>A transferncia sempre deve ser motivada na real necessidade de servio (Smula n 43 do TST) e pode ocorrer:Quando houver extino do estabelecimento em que trabalha o empregado;Quando o empregado exercer cargo de confiana;Quando existir, no contrato, clusula implcita ou explcita que autorize a transferncia;Quando for provisria, independentemente de anuncia, exerccio de cargo de confiana ou previso contratual.O adicional de transferncia de 25%, calculado sobre os salrios. Destaca-se:</p> <p>S deve ser pago quando a transferncia implicar mudana de domiclio/residncia do empregado e quando for provisria (OJ n 113 da SDI-I do TST).</p> <p>A transferncia por interesse extracontratual do empregado no d direito ao pagamento do adicional.</p> <p>Transferncias sucessivas no implicam pagamento cumulativo de adicional.</p> <p>Ser suprimido o adicional quando o trabalhador retornar ao local original.</p> <p>ComissesSo parcelas contraprestativas pagas pelo empregador ao empregado em decorrncia de uma produo alcanada pelo trabalhador no contexto do contrato, calculando-se, variavelmente, em contrapartida a essa produ...</p>