Relatório Sociocultural da ESPM

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<ul><li> 1. A ESPM e aresponsabilidadesocioambiental 6Responsabilidade socialcomo misso 12Percurso daconscincia ambiental 2010 42 </li> <li> 2. O conhecimento alimenta a ESPM 50 Fome de cultura 68 Dilogo com o mercado90 </li> <li> 3. A ESPM e aresponsabilidadesocioambiental </li> <li> 4. D esde a aprovao do projeto de Rodolfo Lima Martensen, por Assis Chateaubriand, em 27 de outubro de 1951, a formao de profissionais ticos e responsveis socialmente vem orientando a estratgia da instituio. A ento chamada Escola de Propaganda do Museu de Arte de So Paulo (Masp) surgiu como uma associao sem fins lucrativos, fruto da unio de um grupo de profissionais que passaram a lecionar apso expediente. O momento era de efervescncia na rea da propaganda no Brasil e, portanto,havia necessidade de jovens publicitrios bem treinados. A Escola comeou a suprir essalacuna, preparando os primeiros recrutas com formao terica completa do Pas. Na verdade, a Escola iniciou suas atividades como contribuio de toda umaclasse a um projeto definitivamente til sociedade. Assim foi, durante 20 anos de 1951a 1971 , o perodo em que Rodolfo Lima Martensen dirigiu a Escola, rodeado por outrosprofissionais de igual estatura. Esses fundadores nos legaram, acima de tudo, valores. No princpio da dcada de 1970, assumiu a presidncia da instituio outrogrande nome do nosso panteo: Otto Scherb. O novo gestor recebeu a Escola aindabem pequena e resolveu inovar, de acordo com as necessidades do momento. Com esseempenho, conseguiu aprovar o nosso primeiro curso no MEC o de Comunicao Socialcom habilitao em Publicidade e Propaganda. A Escola transformou-se em faculdade, foipara outro local e passou a oferecer a formao universitria de quatro anos. 7 </li> <li> 5. relatrio sociocultural De l para c, muita coisa mudou. A ESPM(Escola Superior de Propaganda e Marketing) cresceu,ampliou a grade de cursos de graduao e ps-graduao,o nmero de alunos, professores e unidades, expandindoas atividades em So Paulo, Rio de Janeiro e Sul.Tudo isso sem perder as razes no mercado e reagir ssuas solicitaes, aos seus estmulos. Assim transcorreram os 25 anos da gesto deFrancisco Gracioso (1981-2007), hoje nosso conselheiro,que empresta o nome ao campus da Rua Dr. lvaroAlvim, e os dois anos da administrao de Luiz Celso dePiratininga breves, mas profcuos. Nessa trajetria, a ESPM precisou amadurecersua misso e seus valores para atender com qualidades demandas da sociedade, mas conservando o espritoda Escola. Afinal, somos uma sociedade sem finslucrativos, que aplica na melhoria da prpria instituio em mais instalaes, equipamentos, recursos humanos,treinamento de professores, etc. tudo o que arrecada. De muitas formas essa postura beneficia osalunos, que participam do princpio do equilbrio, decontribuio para a comunidade qual pertencemos.Mais do que falar em responsabilidade social, ns apraticamos como na antiga imagem de que orao8 </li> <li> 6. ESPM 2010 gesto. No basta a teoria, tem de haver a prtica.E a ESPM, pelas diversas aes empreendidas, vemse firmando como uma boa praticante. Mais que isso:busca fazer com que seus 11 mil alunos levem essaforma de agir no mundo para toda a vida. A ESPM sempre se preocupou com a formaoholstica do aluno, mas hoje em dia isso conta maisainda na vida profissional. Essa capacidade de enxergaro necessrio no futuro , sem dvida, componente danossa frmula de sucesso. No basta estar sintonizadocom as necessidades do mercado, preciso ficar sempreum passo alm. Por isso, a Escola est dedicandotanta ateno globalizao, internacionalizaoe ao intercmbio. Essas caractersticas tendem a seintensificar no decorrer da dcada. O Brasil vai se tornar,cada vez mais, parte do mundo. Isso exige capacidadede competio global. E nossos alunos esto sendopreparados para atuar como cidados do mundo,valorizando a tica nas relaes e o desenvolvimentosustentvel da humanidade. J. Roberto Whitaker Penteado Diretor-presidente 9 </li> <li> 7. relatrio sociocultural Por um mundo melhor O primeiro Relatrio Sociocultural da ESPM foi publicado quando a Escola completava 55 anos. Agora, s vsperas do 60 aniversrio, vejo, com alegria, que avanamos bastante na priorizao da responsabilidade social como estratgia da instituio. Isso pode ser comprovado, nas pginas deste relatrio, em vrios setores da nossa atividade. Nos currculos dos nossos cursos, por exemplo. O prprio mercado vem exigindo profissionais preparados nessa rea, capazes de conduzir suas empresas para contribuir no desenvolvimento sustentvel. Um jovem com essa formao , hoje, uma espcie de objeto de desejo das organizaes srias, atuando em um ambiente global, amplamente regulamentado e competitivo. Tambm nas aes praticadas pela Escola, em So Paulo, Rio de Janeiro e Sul, com destaque parceria com a Citi Foundation, entrando no seu segundo ano.10 </li> <li> 8. ESPM 2010Elas ocorrem na sala de aula e fora dela, ematividades que fazem a diferena para ONGse comunidades de baixo IDH. Por meio delas,os alunos absorvem uma experincia quepermanecer ao longo de suas vidas profissionale pessoal. O relatrio tambm mostra asmuitas iniciativas no campo cultural. Esta uma rea de grande investimento da ESPM,porque comunicao e cultura se alimentamreciprocamente. Para uma instituio de ensinosuperior de excelncia comprovada no mbitoda comunicao, obrigao colaborar nessesentido. Finalmente, abordado outro focoimportante de nossas aes: a gerao deconhecimento, por meio de pesquisas e produoacadmica, primeira necessidade para que aESPM mantenha sua posio de liderana namisso de formar profissionais ticos e inovadores. Armando Ferrentini Presidente do Conselho Deliberativo 11 </li> <li> 9. Responsabilidade social14 como misso </li> <li> 10. C omo costuma ressaltar o diretor-presidente da ESPM, professor J. Roberto Whitaker Penteado, a ESPM nasceu de uma ao de responsabilidade social. Em 1951, quando Pietro Maria Bardi, fundador do Museu de Arte de So Paulo Assis Chateaubriand (Masp), sugeriu ao publicitrio e jornalista Napoleo de Carvalho que convidasse o escritor e tambm publicitrio Rodolfo Lima Martensen para estruturar um curso na rea algo inexistenteat ento no Pas , o compromisso era com a formao dos publicitrios da poca. Essa mentalidade inspirou a Escola de Propaganda do Museu de Arte de SoPaulo, ao reunir grandes profissionais do mercado para dar sua contribuio de maneiravoluntria iniciativa e nada era cobrado dos interessados em frequentar as aulas. Comum passado como esse, no surpresa que o presente da ESPM seja igualmente marcadopor um compromisso com a palavra de ordem dos novos tempos: sustentabilidade.Conceito sob o qual esto inseridos os quatro aspectos da responsabilidade social:ambiental, social, cultural e econmico. Como fruto dessa trajetria, a ESPM Social atua no mbito de iniciativas,programas e projetos da Escola, com a filosofia de trazer ao meio acadmico de suastrs unidades So Paulo, Rio de Janeiro e Sul a discusso e a prtica da atitudesustentvel. 13 </li> <li> 11. relatrio sociocultural Onde tudo comeou: So Paulo Na unidade paulista, a ESPM Social apareceu, informalmente, no fim dos anos 1990, por uma ao articulada de um grupo de alunos. Mobilizados pelas temticas abordadas em sala de aula pelo professor Ismael Rocha Jr., hoje diretor de Extenso e Operaes da Escola, os jovens buscavam colocar em prtica a teoria com a qual estavam tomando contato. A ESPM no demorou a perceber o potencial da iniciativa e, em 2001, formalizou a ao, com a criao da ESPM Social, a ser gerida por alunos e sob a coordenadoria de um professor. A partir da, ocorreu um processo de amadurecimento pelo qual a entidade foi se consolidando, explica o atual coordenador da Social, professor Carlos Frederico Lcio. A institucionalizao dessas questes, por meio da ESPM Social, revela, na verdade, essa preocupao constante da Escola com discusses como tica, responsabilidade social, sustentabilidade e meio ambiente. Naquele ano, a ESPM Social formou parcerias institucionais com o programa Universidade Solidria (UniSol), concebido e liderado pela ex-primeira-dama, Ruth Cardoso. O ano 2002 marcou a primeira ida a campo, com destino a Maragogi (AL) e Belm de Maria (PE). desse mesmo ano o incio da consultoria para ONGs, que j envolveu cerca de 550 alunos em mais de 70 trabalhos. Em 2003, a Social concebeu e implementou o projeto Arimaman, de apoio s comunidades do Ariri, Maruj e Mandira, no litoral sul de So Paulo. A parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Estado de So Paulo, Universidade Federal de So Paulo (Unifesp)/Escola Paulista de Medicina, Fundao Itesp (Instituto de Terras do Estado de So Paulo) e Prefeitura de Cananeia ganhou o 8 Prmio UniSol/Banco Real. Outro destaque da atuao de 2006, quando foi realizada a produo do vdeo para o relatrio socioambiental da Unilever. A iniciativa conseguiu articular as trs unidades da ESPM (So Paulo, Rio de Janeiro e Sul). A estrutura organizacional da ESPM Social de So Paulo composta por diferentes frentes de trabalho, cada qual com suas equipes. Juntas, elas do conta de um amplo leque de atuaes 14 </li> <li> 12. ESPM 2010de consultorias de marketing pro bono para organizaes do terceiro setor a trabalhos em comunidades combaixo ndice de Desenvolvimento Humano (IDH), passando por eventos internos, aes externas, projetosespeciais e a realizao do Prmio Renato Castelo Branco de Responsabilidade Social na Propaganda. Aotodo, a entidade conta hoje com o trabalho voluntrio de 60 alunos, dos cinco cursos de graduao da Escola: Projeto Arimaman - Mandira/2003 </li> <li> 13. relatrio sociocultural Administrao, Comunicao Social com habilitao em Publicidade e Propaganda, Comunicao Social com habilitao em Jornalismo, Design e Relaes Internacionais. A ESPM lana mo de trabalhos externos feitos com alunos ligados ESPM Social nas ONGs e comunidades em geral para despertar neles a conscincia de responsabilidade social, esclarece o coordenador. Marketing no terceiro setor O trabalho para instituies do terceiro setor usa o instrumental de marketing tratado em sala de aula para diagnosticar os problemas de estrutura e gesto em organizaes no governamentais (ONGs) e tambm identificar pontos fortes e oportunidades que o ambiente lhes oferece , a fim de buscar melhores formas de desempenho. No caso de uma empresa, voc faz essa anlise com objetivos claramente mercadolgicos, revela Carlos Lcio. Ou seja, o reposicionamento da companhia, dos seus produtos, de sua marca, a conquista de novos mercados, enfim, o crescimento. Mas, no caso de um trabalho com o terceiro setor, no faz muito sentido falar em mercado. Por isso, as equipes de consultores se detm em elaborar planos de marketing e comunicao com a finalidade de propor alternativas viveis para pontos como visibilidade, captao de recursos e relacionamento com o pblico beneficiado. Nesse sentido, o principal problema das ONGs conseguir financiamento, informa o coordenador da Social. Isso inclui elementos para ajudar na captao, quais os parceiros possveis, se iniciativa privada ou Estado, etc. Era esse o maior desafio enfrentado pela Associao dos Pais Banespianos de Excepcionais (Apabex), um dos clientes da Social. A organizao sempre teve um16 </li> <li> 14. ESPM 2010enfoque na qualidade do atendimento e na gesto interna das atividades. Havia, no entanto, carncia de umtrabalho sistematizado voltado para a imagem e captao de recursos. Hoje existe uma equipe encarregada da parte de relaes institucionais, mas a Apabex ainda procura mais profissionalizao na rea de marketing e comunicao, alm de uma metodologia para ser implantada ao longo do tempo. Desde a criao, a ESPM Social atendeu 77 instituies. No incio, a capacidade era limitada, trs ONGs por semestre. A partir do primeiro semestre de 2009, no entanto, como resultado de uma parceria com a Citi Foundation, fundao ligada ao Citibank, essa produo saltou para 20 organizaes beneficiadas por semestre, graas aos recursos financeiros aplicados pela instituio na Social da...</li></ul>