RELATÓRIO FINAL ESTÁGIO SUPERVISIONADO MARIA ?· Outra questão também tem preocupado família e…

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  • Ministrio da Educao

    UNIVERSIDADE TECNOLGICA FEDERAL DO PARAN

    DEPARTAMENTO DE EDUCAO

    Cmpus Curitiba

    RELATRIO FINAL

    ESTGIO SUPERVISIONADO

    MARIA APARECIDA MODESTO LIMA

    Curitiba 2013

  • MAPEAMENTO DE CAMPO ESCOLAR

    IDENTIFICAO DA INSTITUIO

    Colgio Estadual Gottlieb Mueller Ensino Fundamental e Mdio

    Rua Bom Jesus do Iguape, 3,333

    Boqueiro Curitiba Paran.

    Mantenedora: SEED/PR

    Nmeros de alunos : manh 72 (ensino mdio), 156 ( ensino fundamental).

    Tarde: 238 ( fundamental). Noite 72 ( ensino mdio e fundamental).

    Sala de recurso 13 manh e 9 a tarde.

    Projeto mais educao (121).

    Horrio de funcionamento

    Das 7:30 s 11:50

    Das 13:10 s 17:30

    Das 18:50 s 22:30

    Nmeros de funcionrios

    Direo 2

    Secretria 1

    Pedagogos 6

    Professores 54

    Administrativos 5

    Servios Gerais 6

  • Organograma da instituio:

    Fig. 01: Organograma do Colgio Estadual Gottlieb Mueller Ensino Fundamental e Mdio Fonte: PPP do Colgio

  • Fonte de recursos financeiros: Fundo rotatrio, verbas federais (PDDE) e

    Associao de Pais e Mestres e Funcionrios da escola (APMF).

    Metodologia para contratao de pessoal: QPM (concursados) e PSS

    (contratados)

    Metodologia para manuteno do prdio: Verbas de at 15.000,00 pelo

    fundo rotativo, verbas extras especficas para manuteno, verbas estaduais

    direcionadas diretamente do Estado.

    rgos colegiados:

    Associao de Pais e Mestres e Funcionrios da escola (APMF): uma

    comunidade que no se interessa, pouqussimos e raros so os que

    participam.

    Conselho Escolar: Est desativado.

    Grmio Estudantil: Desativado.

    Caracterizao da comunidade escolar

    Percebe-se na convivncia diria escolar um alto ndice de indisciplina.

    Muitas vezes o professor, no sabendo como agir diante de um problema

    enfrentado em sala de aula, prefere (at mesmo para proteger a prpria turma)

    pr o aluno para fora de sala. Ao invs do problema ser sanado, ele

    desencadeia outros tipos de problemas, como revolta por parte do aluno,

    frustrao do professor por no ter conseguido contornar a situao, muitas

    vezes ocorrendo por falta de preparo por parte do docente.

    Outra questo tambm tem preocupado famlia e educadores h algum

    tempo, a instituio escolar no tem despertado motivao e o interesse do

    educando; pois nosso aluno hoje tem acesso a vrias informaes por

    passarem horas em frente ao computador, em contato direto com estas.

    Durante muitos anos, foram os adultos que ensinavam as crianas a

    conhecerem tudo, e hoje muito comum ver os filhos ensinarem seus pais, ou

    outros adultos, a lidarem com as funes de uma TV, de um terminal bancrio,

  • por exemplo. Hoje eles decidem, opinam, mas, ao entrar para uma instituio

    escolar, devem conhecer os seus limites, impostos pelas prprias regras de

    boa convivncia. Na perspectiva da psicologia social, a motivao nasce das

    necessidades interiores e no de fatores externos. Considerando a motivao

    um processo, ntimo e pessoal, no h frmulas que ofeream solues fceis

    para motivar/despertar motivao em quem quer que seja.

    [...] a educao cabe aos pais e a escola [...] um aluno que apronta e fica impune infringe o direito dos outros alunos [...] se a escola exige o cumprimento de regras, mas o indisciplinado tem o apoio dos pais, acaba funcionando como um casal que no chega a um acordo quanto educao da criana. O filho vai tirar lucro da discordncia pais/escola da mesma forma que se aproveita das divergncias entre o pai e a sua me. (TIBA, 1996, p. 140-141).

    Outro ponto relevante a idade srie onde os interesses so

    divergentes. De acordo com o tpico 3.2 do PPP do Colgio, essa divergncia

    uma das causas que geram a evaso escolar. Diante deste fato, verificou-se

    junto secretaria da escola, que a repetncia no o grande vilo, na

    maioria das vezes, e sim o abandono nestas sries, ficando com isso

    comprometido o ensino-aprendizagem mais ainda, pois, muitos ingressam na

    5a srie com uma grande defasagem de pr-requisitos para a srie.

    Outro agravante o fato que o discente fica dois ou trs anos fora da

    escola e, quando, por exigncia do mercado de trabalho, retorna instituio a

    encontra da mesma forma que quando dela se evadiu. Ao defrontar com essa

    realidade, fica claro o desinteresse, desestimulando e causando um novo

    abandono, tornando assim um circulo vicioso.

    Neste vai e vem, alguns adolescentes retornam a esta instituio

    devido s medidas socioeducativas, onde j foi pego em pequenos furtos, mas,

    mesmo com a frequncia vigiada, o educando no cumpre o determinado pelo

    rgo que o enviou.

    Uma das causas deste fato, segundo a mesma pesquisa, a

    constatao de que a famlia no acompanha o processo ensino-

    aprendizagem, pois, v nesta apenas um cunho socialista que obriga a

  • frequentar a escola, mas, no v nesta o seu futuro, acarretando uma falta de

    interesse no ensino-aprendizagem. Como sabemos, o professor no possui

    tantas formaes acadmicas para solucionar tantos problemas.

    O papel que cabe ao professor, gerao aps gerao, contribuir na

    formao do ser humano em sua totalidade, embora os maus tratos

    administrativos tenham deturpado, com o passar dos anos, a imagem do

    professor e at o seu prprio prestgio dentro da sociedade, este jamais

    esqueceu que deve participar da construo do Projeto Poltico Pedaggico da

    Escola, elaborar e cumprir o Plano de Trabalho, zelar pela aprendizagem dos

    alunos, estabelecer estratgias de recuperao para aqueles de menor

    rendimento, ministrar os dias letivos e horas aula estabelecidas, participar

    integralmente dos perodos dedicados ao planejamento e aos cursos

    oferecidos pela mantenedora.

    O profissional mesmo que seja bem capacitado, jamais dar conta de

    tanta tarefa, sempre uma ficar descoberta, se ele for ao encontro das

    necessidades dos alunos em questes emocionais, onde h casos em que os

    educandos precisam de acompanhamento psicolgico e neurolgico e j se

    depara com outro agravante: para onde e quem encaminhar? Enviar para o

    Conselho Tutelar? Mas, no foi de l que o menor veio? Chamar a famlia? Se

    nem esta sabe onde reside e com quem reside este adolescente? Para o

    (FICA)? Sabendo que raramente haver retorno? Caso o pedagogo deixe de

    atender esta parte, e socorra a parte pedaggica como ficar?

    O professor pedagogo deve ser o articulador do fazer pedaggico da e

    na escola. Deve garantir uma coerncia de uma unidade de concepo entre

    as reas de conhecimento, respeitando as suas especificidades. Cabe ao

    pedagogo fazer conhecer por toda a equipe da escola os princpios e

    finalidades da educao definidos no Projeto Poltico Pedaggico. Acompanhar

    de acordo com as necessidades os alunos com dificuldades de ensino-

    aprendizagem, planejar e avaliar aes que possibilitem um melhor

    aprendizado, estimulando a participao de todos.

    Por que tanto descaso com a educao? Ser que a escola est

    preparada para administrar todos os conflitos e proporcionar um ambiente que

    vise despertar toda a potencialidade dos que l convivem?

  • Tudo isso tem prejudicado a finalidade de educar, afinal, ensinar exige

    certa rigorosidade metdica, pesquisa, respeito aos saberes do educando,

    criatividade, esttica, identidade e tempo.

    O aprendizado se efetiva com respeito, dedicao, apreenso da

    realidade, tolerncia, convico de que a mudana possvel, curiosidade,

    competncia profissional e comprometimento.

    A escola deve combater:

    a perversa lgica da seletividade da classificao, da excluso e da

    discriminao;

    o controle e a supremacia da nota que produz um educando dcil,

    aplicado, silencioso e passivo.

    Perseguir:

    a prtica educativa democrtica fundamentada nas possibilidades

    histrico-sociais do educando;

    a construo coletiva de uma concepo de educao intimamente

    vinculada ao conceito de aprendizagem, entendendo ritmos e conceitos sociais

    diferentes;

    a valorizao do que o aluno realmente aprendeu, desafiando a

    superar seus limites e a reconhecer como sujeito questionador, ousado, criativo

    e crtico, respeitoso de si mesmo e do outro, responsabilidade individual e

    social com a justia e com a liberdade enquanto agentes de transformao

    social;

    reconhecer e construir com autonomia uma prtica educativa que

    dialogue com autores, teorias e conceitos para promover as rupturas

    necessrias prtica docentes e a gesto democrtica da escola.

    Situao sociocultural da comunidade escolar

    A maioria de pais desta escola tem entre 25 e 50 anos, seu nvel de

    escolaridade ensino mdio, sendo que a porcentagem maior de escolaridade

  • em relao s mes. Outro dado significativo que um tero dos alunos

    entrevistados reside somente com as mes e o restante dividido entre pais,

    tios, avs, irmos e outros.

    Quanto aos dados socioeconmicos, conforme pesquisa realizada pelo

    colgio percebe-se que quase a metade dos entrevistados moram em casas

    alugadas ou cedidas e o restante em casa prpria em sua maioria o nmero de

    cmodos no ultrapassam cinco, incluindo nestes, banheiro e rea de servios,

    etc. Residindo neste, um nmero acima de cinco membros familiares, os quais,

    na maioria das vezes, apenas dois destes trabalham, ganhando em mdia de

    dois a cinco salrios mnimos.

    A construo do Projeto Poltico- Pedaggico da escola

    Alguns membros da comunidade, como o diretor, pedagogos e

    professores se renem e discutem sobre o melhor para auxiliar a comunidade e

    promover o progresso entre a populao de acordo com suas necessidades.

    A comunidade no participando dessa deciso, pode trazer prejuzo, visto

    que somente ela pode trazer quais as dificuldades encontradas nessa

    populao, e ela pode ajudar a escola a promover novos rumos em benefcio

    do problema que pode ser somente dessa comunidade, e assim construir junto

    escola uma ponte que pode ajudar no desenvolvimento dessa comunidade.

    A avaliao da instituio referente aprendizagem (alunos) e avaliao

    institucional

    Avaliao da aprendizagem

    O sistema de avaliao trimestral para o ensino fundamental (6 ao 9

    ano) e Mdio do Ensino Regular. A avaliao diagnstica e cumulativa

    (somativa e processual). As avaliaes de cada disciplina sero no mnimo

    duas e mais a recuperao de todo o contedo de 100% da nota. No final de

  • cada trimestre a escola promove um sbado de reviso e recuperao de

    estudos.

    Avaliao institucional O PPP avaliado uma vez por ano. Os professores so avaliados antes do conselho de classe, geralmente os pedagogos vo at a sala de aula e perguntam aos alunos sobre o professor de cada disciplina sem a presena do professor, como ele atua no dia a dia e atravs das cmeras instaladas nas salas de aula.

    Os setores so avaliados com opinies dos usurios em formas de urnas,

    onde eles escrevem e depositam suas opinies em uma urna. Viso da escola a partir da observao de sua rotina.

    A escola de porte relativamente pequeno, tem uma quantidade menor de

    alunos, que a quantidade suportvel para a sua estrutura. H evaso escolar, e

    uma quantidade bastante considervel de transferncia. A escola bem

    conservada e possui uma boa estrutura. A assiduidade dos funcionrios

    relativamente boa. A rotina de trabalho semelhante a de outras escolas do

    Estado, onde so cumpridas as regras dos dias letivos e das diretrizes

    curriculares, porm os alunos em sua maioria pouco se interessam pelo

    aprendizado, passa-se a impresso que o mais importante para eles a

    diverso, a sociabilidade e o diploma da concluso de curso.

    Fundamentos tericos aprendidos nas aulas que esto relacionados com

    a atividade desenvolvida na instituio

    A evoluo das inovaes tecnolgicas est provocando alteraes nas

    relaes sociais indicando mudanas no paradigma social. Este fato relaciona-

    se diretamente com ensino escolar que hoje oferecido, provocando

    incertezas no aluno porque exige transformaes das relaes sociais, que

    apontam para o conhecimento como o impulsionador do novo. A educao

    como ferramenta de socializao e de progresso humano, sempre em

    constante processo de atualizao devido as grandes exigncias do mundo

    globalizado, objeto de estudo para a psicologia comportamental e anlise dos

  • mecanismos de aprendizagem, direcionando instituies de ensino e

    encaminhando professores e profissionais em educao dando rumo para as

    aes pedaggicas.

    Atualmente, cada vez mais as competncias e habilidades so

    requeridas pelo mercado de trabalho, onde a criatividade, a autonomia e a

    capacidade de solucionar problemas tm destaque muito importante. Em

    funo disso, o ensino escolar voltado para o desenvolvimento das

    capacidades de pesquisar, buscar, analisar, selecionar e apreender

    informaes, de criar e formular estratgias de resoluo para problemas, em

    vez de utilizar tcnicas de memorizao.

    Assim, de acordo com as propostas dos Parmetros Curriculares

    Nacionais, conceitos, habilidades e valores so elementos que fazem parte do

    contedo escolar, devendo ser considerados em conjunto na elaborao de

    projetos pedaggicos e planos de trabalho em sala de aula. Dessa forma, o

    processo de ensino-aprendizagem deve incluir no planejamento um trabalho

    consolidado, voltado ao desenvolvimento de atitudes, com atividades prticas

    dando significado ao conhecimento escolar, permitindo uma relao biunvoca

    entre as ideias cientficas e as ideias do aluno. O desenvolvimento humano

    passa pela necessidade da anlise geral do contexto social, econmico e

    cultural no qual est inserido, sendo que a ao humana estando na direo do

    saber construdo pela aplicao concreta e pela prpria essncia da vida, leva

    o aluno ao estgio da evoluo de suas aptides cognitivas.

    Neste contexto, a educao tem um papel fundamental e seus atores

    (professores e educadores) podem contribuir de forma significativa, pois tm a

    competncia de organizarem novas metodologias que priorizem a criao de

    estratgias, a argumentao e favoream a criatividade, a iniciativa pessoal, o

    trabalho coletivo e o estmulo apropriao do conhecimento, atravs do

    desenvolvimento da segurana na prpria capacidade. O movimento reflexo

    iniciado nos EUA por John Dewey e trazido ao Brasil por Ansio Teixeira,

    influenciou vrios professores e autores, como exemplo o autor Luiz Carlos

    Pais, autor do livro Didtica da Matemtica, no qual v no aluno um potencial a

    ser desenvolvido e centraliza nele todo o processo educativo em prol da

    aprendizagem, valorizando as experincias realizadas por ele.

  • A aprendizagem do ser humano est ligada compreenso, isto ,

    atribuio e apreenso de significado; aprender o significado de um objeto ou

    acontecimento pressupe identificar suas relaes com outros objetos e

    acontecimentos. Assim, o tratamento dos contedos em compartimentos

    estanques e numa rgida sucesso linear, d lugar a uma abordagem em que

    as conexes sejam favorecidas e destacadas, favorecendo ao aluno o

    reconhecimento no contedo cientfico e matemtico, das questes de

    relevncia social.

    Durante a aprendizagem, ao iniciar o contato com um conceito inovador,

    pode ocorrer no educando uma revoluo interna entre o equilbrio aparente do

    velho conhecimento e o saber que se encontra em fase de elaborao. Essa

    observao de grande interesse para a didtica e a formulao de novas

    estratgias de ensino para a aprendizagem escolar, que acaba contando com

    fortes rupturas com o saber cotidiano, caracterizando a ocorrncia de uma

    revoluo interna, o que leva o aluno vivenciar a passagem do seu mundo

    particular a sabedoria de um quadro mais vasto de ideias. O conhecimento

    matemtico historicamente construdo e, portanto, est em permanente

    evoluo. Assim o ensino da Matemtica incorpora esta perspectiva,

    possibilitando ao aluno reconhecer as contribuies que ela oferece para

    compreender as informaes, analis-las e posicionar-se criticamente diante

    delas (PAIS, 2002).

    Na viso de Pimenta (1997, p. 21) o Estgio Supervisionado relaciona-

    se as atividades que os alunos devero realizar durante o seu curso de

    formao, junto ao futuro campo de trabalho". No to distante de tal opinio,

    Piconez (2000, p. 16) afirma que "os estgios so vinculados ao componente

    curricular Prtica de Ensino cujo objetivo o preparo do licenciamento para o

    exerccio do magistrio em determinada rea de ensino ou disciplina de 1 e 2

    graus".

    Atualmente, de fato, temos testemunhado as difceis condies

    sistemticas nas quais os graduandos so submetidos. Ou seja, temos cada

    vez mais, visto professores despreparados em sala de aulas, e ao que tudo

    indica (mediante ao contexto), tais conseqncias tratam-se do reflexo da m

    formao acadmica dos mesmos; o que de fato resulta na dicotmica e

  • antagnica "poluio pedaggica", que impulsiona a nossa Educao para

    meros "ares", no conhecido contexto das contradies, assim como nos afirma

    Paulo Freire:

    saber que devo respeito autonomia, dignidade e identidade do educando e, na prtica, procurar a coerncia com este saber, me leva inapelavelmente criao de algumas virtudes ou qualidades sem as quais aquele saber vira inautntico, palavreado vazio e inoperante (2007, p. 62).

    Nesse pressuposto, vemos que o Estgio Supervisionado no possui a

    valorizao da qual requer o processo, pois tal treinamento deveria ser o local

    adequado para a aquisio de experincias (a prtica), e de fato sabemos que

    este momento propicia tais conhecimentos para o graduando; porm, o que de

    fato ocorre que as polticas pblicas, assim como os responsveis pela

    elaborao da sistemtica grade curricular, buscam o proposital distanciamento

    entre o que a proposto nos cursos, e aquilo que circunstancialmente

    presenciado na realidade. Sendo assim, tem sido "clssico" o quesito de que o

    ensino um, e a prtica absurdamente oposta ao que se conhece.

    Aparentemente contrrio questo, Menga Ldke (1996. In: CANDAU, 1997,

    p. 118) evidencia que:

    a importncia de assinalar a formao inicial, simplesmente, como o nome diz, enquanto preparao apenas inicial. Ela no deveria ser sobrecarregada com uma carga que no lhe compatvel e para a qual no est aparelhada.

    No entanto, Ldke refere-se que a uma demasiada preocupao das IES

    (Instituies de Ensino Superior) em transporem contedos sistemticos ao

    processo de formao acadmica; enquanto tais graduandos encontraram um

    contexto de atuao profissional oposto ao que ele observou na condio de

    acadmico. Em paralelo a tal temtica, temos a confirmao de Azevedo (apud

    PICONEZ, idem, p. 17) que o processo experimental (Estgio) na realidade

    "uma teoria colocada no comeo dos cursos e uma prtica colocada no final

    deles sob a forma de Estgio Supervisionado constituem a maior evidncia da

    dicotomia existente entre teoria e prtica". Isto , vemos na graduao temas

    (teorias) que no condizem com a realidade apresentada em sala de aula

    (prtica). O que propicia o surgimento de profissionais despreparados e

  • ineficientes quanto aos necessrios meios de atuaes contextuais (aes

    procedimentais).

    CONCLUSO:

    Destacamos que a prtica do Estgio Supervisionado essencial para a

    aquisio da prtica profissional, porm no tem sido esta viso de seus

    idealizadores (Instituies) quanto a investimentos e reformulaes nas

    confirmaes de melhorias. Assim, vemos que necessria a urgente

    reformulao sistemtica de tal procedimento, para que venhamos ter uma

    Educao sustentvel e distante das incertezas do cotidiano docente, capaz de

    atuar "cirurgicamente" nas falhas do processo educacional; propiciando uma

    melhor forma de interpretar a realidade social, por meio de uma possvel e

    notvel influncia da Educao, na consolidao do combate ao antagonismo

    provocado pela dicotomia existente entre teoria e prtica.

    Desse modo, observamos esta etapa, com a certeza de que a Educao

    s poder ser reformulada (a fim de atingir notveis melhorias), quando o nvel

    de ateno referente ao processo de Estgio Supervisionado, for considerado

    padro a se investir e se seguir, evidentemente, sob os pressupostos do olhar

    crtico em reflexo ao contexto e os seus mecanismos constituintes.

    As dificuldades que eu encontrei, em primeiro lugar foram as minhas

    prprias foras, que estavam poucas depois de ministrar dez aulas corridas.

    Ento eu tambm sinto essa mesma dificuldade nos professores do perodo

    noturno, no que eles tenham falta de vontade de ministrar os contedos aos

    seus alunos, mas devido as sobrecargas que lhes so impostas durante o dia

    todo, eles no tm mais condies fsicas e mentais de suportar mais um

    perodo, mas por causa dos baixos salrios da categoria submtem-se a isso. E

    os alunos do perodo noturno nessa escola tambm trabalham o dia todo isso

    mina tambm as suas foras, e o aprender torna-se quase que uma tortura que

    tem que ser vencida a qualque custo, mesmo que seja para levar o mnimo

    possvel do conhecimento e claro o to sonhado diploma que a empresa

    exige para que eles faam cursos especficos para atuar nelas. Minhas dvidas

    foi como conseguir vencer todos esses fatores que insurgiram contra mim, e

  • como reverter isso a meu favor para conseguir ensinar e tornas significativa e

    estimulante o contedo que eu tinha para ministrar durante as minhas aulas

    nessa turma. Porm foi com enorme satisfao que notei a participao em

    massa dos alunos e a vontade deles em vencer tambm as suas dificuldades e

    conseguir superar as barreiras imposta pela vida. E tambm fui muito feliz em

    encontrar uma professora to atenciosa e to humilde em me receber e em

    ajudar no que ela podia com uma boa vontade incrvel, e de uma bondade

    incalculvel.

    PLANO DE AULA

    Colgio: Estadual Gottlieb Mueller, Escola de Ensino Fundamental e

    Mdio

    Aluno/Estagirio: Maria Aparecida Modesto Lima

    Disciplina: Matemtica

    Tempo estimado quatro aulas de 50 minutos

    Ano/srie: 3 srie Ensino Mdio (Noturno)

    Data: 06/11/2013

    Prof. Regente: Elena Dos Santos Machado

    Objetivos:

    Compreender os conceitos de estatstica, em especial leitura e interpretao de

    grficos;

    Desenvolver competncias para criar uma viso global sobre o tema

    estatstica.

    Contedos

    Estatstica;

    Leitura e interpretao de grficos.

  • Procedimentos Metodolgicos

    Aulas expositivas tericas.

    Explicaes com exemplos de grficos no cotidiano.

    Uso do laboratrio de informtica como instrumento de pesquisas e informao

    para aperfeioar e fixar o aprendizado

    Introduo

    Discutir a inteno de votos apresentado nas eleies para prefeito em Curitiba

    em 2012.

    Aproveitar a oportunidade para discutir a estatstica com os alunos.

    Desenvolvimento e estratgia.

    Esta sequncia didtica est organizada sob diferentes aspectos. Na primeira

    parte, h uma introduo terica sobre estatstica e leitura e interpretao de

    grficos, planejada por meio de pesquisas sobre o tema. Na segunda, parte a

    professora retoma o contedo e esclarece as dvidas da turma. E por fim

    prope uma avaliao no valor de um ponto.

    Recursos Utilizados

    Mapa Mundi, pees, figuras grficas em formas de setores e barras.

    Para ilustrar e explicar a noo de populao ou universo estatstico, ser

    usado o mapa mundi. Para explicar e ilustrar o conceito de amostra do universo

    estatstico ser utilizado os pees do tabuleiro de xadrez.

    Ser utilizado grficos de setores e barras confeccionados com folha de isopor

    e E V A, para explicar alguns tipos de grficos e ilustrar com suas imagens.

    Ser utilizado um material impresso pesquisado na internet de uma reportagem

    de pesquisa sobre as intenes de votos dos candidatos a prefeito em Curitiba

    em 2012.

  • Critrios e Instrumentos de avaliao:

    O aluno ser avaliado por meio de um trabalho escrito onde o mesmo far uma

    pesquisa sobre o seu dia a dia,devendo organizar uma tabela com os dados e

    representar atravs de um grfico os resultados obtidos.

    Referncias utilizadas:

    Bibliografia utilizada para o desenvolvimento das aulas

    Matemtica Completa 2 edio Editora FTD,2005

    Jos Ruy Giovanni e Jos Roberto Bonjorno.

    Pesquisas na Internet.

    http://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/conteudo.phtml?id=1277445&tit=Dat

    afolha-divulga-pesquisa-sobre-disputa-pela-Prefeitura-de-Curitiba

    Reflexo sobre o trabalho realizado:

    O nmero de alunos no perodo noturno bastante reduzido, os alunos

    demora para entrar na sala de aula aps o incio das aulas, o uso de celulares

    durante as aulas atrapalham o aprendizado, h uma falta de interesse por parte

    de alguns alunos, e o nmero de aulas ofertados para o alunos do ensino

    mdio na disciplina insuficiente para o contedo necessrio que se deve

    ministrar.

    Pela participao demonstrada pelos alunos eu pude perceber o

    interesse deles pelo contedo que eu desenvolvi, todo o contedo programado

    foi desenvolvido. O retorno que eu tive sobre a aprendizagem dos alunos foi

    muito satisfatria, senti com grande satisfao nos exerccios quando mesmo

    tendo acabado a aula os alunos continuavam fazendo os exerccios sem se

    importar at com a presena do diretor que estava passando alguns recados.

    No dia da avaliao tambm foi fantstico, a maioria havia feito a pesquisa

    em suas casas e os que faltaram aula anterior procurou fazer tambm a

    avaliao com muita boa vontade, demonstrando interesse. Do meu ponto de

    http://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/conteudo.phtml?id=1277445&tit=Datafolha-divulga-pesquisa-sobre-disputa-pela-Prefeitura-de-Curitibahttp://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/conteudo.phtml?id=1277445&tit=Datafolha-divulga-pesquisa-sobre-disputa-pela-Prefeitura-de-Curitiba

  • vista eles demonstraram entendimento do contedo, primeiro por uma ajuda

    divina, no preparo da aula, depois que era algo que estava inserido diretamente

    no seu cotidiano.

    Anexos das tarefas realizadas:

  • Estas avaliaes relacionam amostras da populao sobre sua preferncia por

    3 tipos de refrigerantes.

  • Atividade: Preencher na tabela a frequncia relativa e a partir dela, calcular a varivel estatstica (Xi) e a frequncia absoluta (Fa).

    Tabela Para Clculo da frequncia Absoluta (Fa), da varivel estatstica (Xi) e preencher a frequncia relativa(Fr).

    Nome dos candidatos n dos candidatos Quantidade de votos

    Varivel estatstica

    Xi Fa Fr

    Ratinho Jr.

    Luciano Ducci

    Gustavo Fruet

    Rafael Greca

    Alzimara Bacellar

    Avanilson Araujo

    Bruno Meirinho

    Carlos Moraes

  • Foto 01: material utilizado na aula, para melhor compreenso do contedo ministrado

    Foto 02: Estagiria Maria Aparecida explicando o contedo, com o uso de materiais de apoio.

  • REFERNCIAS

    AZEVEDO, L. M. F. O Estgio Supervisionado: uma anlise crtica. p. 24. apud PICONEZ, Stela C. Berhtolo. A prtica de ensino e o Estgio Supervisionado. 5 ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 15 -74.

    CRUZ, Carla & RIBEIRO, Uir. Metodologia cientifica: teoria e prtica. 2 ed.

    Rio de Janeiro: Axcel Books do Brasil, 2004.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. 36 ed. So Paulo: Paz e Terra,

    2007. 148 p.

    LUDKE, Menga. Formao inicial e construo da identidade profissional de professores de 1 Grau. In CANDAU, Vera Maria. Magistrio: Construo Cotidiana. Petrpolis, RJ: Vozes, 1997. p. 110 125.

    PAIS, Luiz Carlos. Didtica da Matemtica 2ed. Belo Horizonte: Autntica,

    2002.

    PICONEZ, Stela C. Berhtolo. A prtica de ensino e o Estgio Supervisionado. 5 ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 15 -74.

    PIMENTA, Selma Garrido. O estgio na formao de professores: unidade

    teoria e prtica. 3 ed. So Paulo: Cortez, 1997. p. 21 80.

  • ANEXOS

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