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Relatrio de Estgio Mestrado Integrado em Medicina

ESTGIO NO INSTITUTO NACIONAL DE EMERGNCIA MDICA Carlos Miguel Pereira da Silva Tinoco

Orientador Dr. Humberto Machado Co-Orientador Dr. Lus Meira

Porto 2010

2

Resumo

A unidade curricular de Dissertao/Tese de Mestrado possibilita a primeira oportunidade real

do estudante ter liberdade para planear e delinear um projecto numa rea do seu interesse.

Considerei fundamental na minha escolha existir uma componente prtica marcada. Assim,

optei pela realizao de um relatrio de estgio. Para o desenvolvimento dessa tarefa, a

escolha do INEM surgiu devido ao fascnio pessoal pela rea de Medicina de Urgncia

principalmente na sua vertente pr-hospitalar.

Objectivamente, o estgio foi delineado para a integrao do centro de deciso primria, o

CODU Delegao Regional Norte e tambm para o acompanhamento de meios de socorro

INEM. Esta distribuio teve como objectivo descrever a essncia por trs da rentabilizao

dos meios tcnicos e humanos do INEM e tambm o desenvolvimento de alguns

conhecimentos e competncias prticas na rea da assistncia pr-hospitalar. Para tal, definiu-

se a realizao de um total de 90 horas de estgio. Seis turnos de 6 horas na VMER S. Joo,

dois turnos de 12 horas na ambulncia SIV de Santo Tirso, trs turnos de 6 horas na

ambulncia SBV Porto I e dois turnos de 6h no CODU Delegao Regional Norte.

No perodo de acompanhamento dos meios de socorro (78 horas), h a registar um total de 32

activaes, 22 devido a doena mdica/sbita e 10 devido a trauma. Neste perodo faleceram 3

vtimas.

Relativamente aos turnos no CODU, foram acompanhadas 94 chamadas nas diversas fases do

seu processamento. Destas, 57 devido a doena mdica/sbita e 37 devido a situaes de

trauma.

A vivncia durante o estgio foi bastante diferente da rotina diria como aluno. Assim, a

realizao deste projecto foi sem dvida uma experincia marcante e uma mais-valia na minha

formao, no s pelo desenvolvimento de uma viso mais abrangente da assistncia mdica

em Portugal, mas tambm atravs das capacidades e conhecimentos adquiridos.

3

ndice Geral

Introduo

Motivaes pessoais 4

O INEM 4

Objectivos Gerais 4

Material e mtodo 5

Resultados 5

Discusso 21

Concluses 23

Bibliografia 25

Lista de abreviaturas 26

Anexos 28

4

Introduo

Motivaes pessoais

A unidade curricular de Dissertao/Tese de Mestrado permite o desenvolvimento de um

trabalho numa rea em que cada aluno se sente prximo. Desta forma possibilita a primeira

oportunidade real de o estudante ter liberdade para planear e delinear um projecto numa rea

em que provavelmente ter algum interesse futuro.

Do meu ponto de vista, encarei esta oportunidade para poder realizar algo que tornasse mais

rica a minha formao pessoal e profissional, para contactar com uma rea em que pretendo

desenvolver a minha actividade profissional futura e acima de tudo desenvolver um projecto

com uma componente prtica bastante presente. Tornou-se, ento, bvia a escolha da

realizao de um relatrio de estgio.

A escolha que fiz na rea de Medicina de Urgncia deve-se ao contacto com vrios

profissionais mdicos desta rea que realizam emergncia pr-hospitalar. No mesmo sentido,

tenho interesse em seguir profissionalmente a rea da Anestesiologia, que se encontra, de

certa forma, de mos dadas com a emergncia pr-hospitalar. De facto o funcionamento da

assistncia pr-hospitalar sempre me fascinou uma vez que lida com vrios tipos de cenrios,

alguns por vezes extremos, implica uma actuao prtica, rpida e objectiva e envolve

coordenao entre vrios servios e profissionais. Assim, a minha escolha serve para me

colocar no local de actuao e saber quais os meus sentimentos e reaces s diferentes

situaes encontradas. De certa forma uma auto-avaliao das minhas capacidades actuais

neste tipo de realidade.

O INEM

O INEM um instituto pblico dirigido por um conselho directivo, logo dependente do

Ministrio da Sade. Em Portugal Continental coordena o funcionamento de um SIEM, de

forma a garantir aos sinistrados ou vtimas de doena sbita a pronta e correcta prestao de

cuidados de sade.

O SIEM engloba um conjunto de entidades PSP, GNR, Bombeiros, CVP, INEM, Hospitais e

Centros de Sade que cooperam na assistncia pr-hospitalar. O funcionamento deste

sistema comea quando algum liga 112. O atendimento das chamadas cabe PSP e GNR,

nas centrais de emergncia. Se a ocorrncia for relacionada com a rea da sade, a mesma

encaminhada para os CODU que accionam um meio de emergncia.

Objectivos Gerais

A estrutura de estgio foi pensada para possibilitar a integrao de um centro operacional do

INEM, o CODU Delegao Regional Norte e tambm acompanhar alguns meios de socorro:

5

VMER, ambulncias SIV e ambulncias SBV. Esta delineao permitir entender a dinmica

da triagem realizada pelos profissionais do CODU aps uma chamada para o 112 e

acompanhar como so seleccionados e rentabilizados para cada caso os recursos humanos e

tcnicos disponveis.

Relativamente aos meios de socorro os objectivos so desenvolver conhecimentos e

competncias prticas na rea da emergncia pr-hospitalar atravs da integrao de uma

equipa de profissionais de sade na avaliao primria e estabilizao das vtimas,

familiarizao com protocolos de actuao e conhecimento do tipo de material utilizado.

Por fim, sero descritas as actividades realizadas, os conhecimentos e aprendizagem

adquiridos, bem como as vivncias e emoes experimentadas.

Material e mtodos

A populao abrangida pelo CODU Delegao Regional Norte cobre os distritos de Braga,

Bragana, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e a metade norte dos distritos de Aveiro e Viseu,

com uma populao residente total de cerca de 3.748.730. Afectas a esta delegao esto 14

VMER, 15 ambulncias SIV, 20 ambulncias SBV, uma ambulncia de Recm-Nascidos, 2

Helicpteros e ainda um motociclo de emergncia.

Assim, aps contacto com o INEM foram delineados os meios para realizao do estgio, os

locais e carga horria correspondente. Foi ento definida a realizao de um total de 90 horas

distribudas da seguinte forma: seis turnos de 6h na VMER S. Joo, dois turnos de 12h na

ambulncia SIV de Santo Tirso, trs turnos de 6h na ambulncias SBV Porto I e dois turnos

de 6h no CODU Delegao Regional Norte. Sempre que possvel os turnos foram definidos

quer em diferentes dias da semana quer em horrios variados. Para a escolha desta

distribuio foi fundamental o nmero mdio de activaes dirias, bem como a proximidade

geogrfica dos meios quer minha faculdade quer minha residncia.

Em anexo feito um breve resumo das funes e caractersticas do CODU (Anexo I) bem

como dos meios de socorro acompanhados (Anexo II).

O INEM possui outros meios de socorro, que no foram disponibilizados para a realizao do

estgio, tais como, motas de emergncia mdica, helicpteros, o CODU-Mar, ambulncias de

transporte de recm-nascidos e o CIAV centro de informao antivenenos.

Resultados

Em seguida so descritas as actividades realizadas. Para cada situao feito um breve

resumo onde se descreve:

A razo da activao do meio de socorro;

O tempo decorrido nas vrias fases de actuao;

6

A situao clnica da vtima;

Os antecedentes patolgicos e farmacolgicos;

A actuao dos profissionais;

A evoluo do quadro clnico;

Aps a descrio das activaes de cada turno, farei uma breve apreciao acerca da

aprendizagem adquirida bem como as vivncias e emoes experimentadas.

Relativamente aos estgios no CODU, ser realizado uma breve considerao acerca da

organizao e funcionamento aps recepo de uma chamada, um resumo das suas

caractersticas e tambm a prioridade atribuda.

1 Turno VMER S. Joo 26/03/2010, 14h-20h. (Anexo III)

Masculino 89 anos. Hipoglicemia.

Activao 15h16.

chegada s 15h25, no local encontravam-se os BV de Gondomar. A vtima encontrava-se

inconsciente com abertura espontnea dos olhos mas sem resposta verbal. Os bombeiros no

tiveram sucesso na tentativa de administrar papa glicosada.

Glasgow 6 (4+1+1); FC 100 bpm; FR 16 cpm; Sat. O2 90%; TA 124/65 mmHg;

glicemia 40 mg/dL; pele suada e pupilas sem alteraes. ECG ritmo sinusal.

Antecedentes de DM tipo II, HTA, patologia prosttica (algaliao crnica). Medicao crnica

Glibenclamida, Valsartan + Hidroclorotiazida e Omeprazol.

Actuao colocao de acesso venoso; administrao EV de 2 ampolas de glicose 30% (20

ml + 20 ml); oxigenoterapia (15 L/min.); 500ml soro glicosado a 10% em perfuso.

Aps as 2 ampolas de glicose hipertnica teve uma evoluo para Glasgow 14 (4+4+6), Sat. O2

97%, glicemia 147 mg/dL. Apresenta-se agressivo com discurso lentificado. Sem dfices

motores.

Sada local s 15h45 e transporte para o SU do Hospital S. Joo, chegada s 15h50.

Sistema de triagem de M

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