relatório de analises clinicas

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  • 8/8/2019 Relatório de analises clinicas

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    Os exames laboratoriais são realizados a partir da solicitação médica a fim de diagnosticar,

    monitorar ou acompanhar o tratamento de um paciente.

    Coleta de sangue venoso

    Objetivo 

    Uma boa coleta de sangue permite segurança no resultado do exame, todos os

    procedimentos devem ser realizados de forma a garantir a segurança do profissional, do paciente

    e da amostra.

    Desenvolvimento

    O paciente deve ser orientado a manter um jejum de 10 a 14 horas, antes da coleta. Ele

    fica livre somente para beber água, a coleta deve ser preferencialmente realizada na parte da

    manha e antes da pratica de exercícios físicos.

     A obtenção do sangue pode ser por punção venosa, arterial, ou punção de pele (capilar), a

    amostra também podem ser coletadas no dorso da mão, na veia femoral, veias jugulares, cordão

    umbilical e seio sagital superior.

    Normalmente usa-se a dobra do cotovelo ou a mão para a coleta.

    Procedimento 

      Verificar quais exames será realizado.

      Identificar os tubos com o nome do paciente.

      Retirar a agulha da embalagem estéril e acoplar a seringa estéril.

      Colocar o garrote ao redor do braço acima do cotovelo.

      Paciente abrir e fechar a mão várias vezes.

      Determinar a veia a ser puncionada.

      Desinfetar a pele com álcool 70%.

      Introduzir a agulha na pele e penetrar no interior da veia.

      Após a coleta, pedir para o paciente abrir a mão.

      Soltar o garrote.

      Retirar a agulha voltada para cima.

      Distribuir nos tubos – Inverter os que tiverem anticoagulantes.

    OBS: quando se quer obter o soro do paciente, usa-se tubo sem anticoagulante, e se

    deseja obter plasma, usa-se tubo com anticoagulante.

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    Conclusão 

    Com os dias de estágio na área de coleta, foi possível obter prática, aumentar confiança além de

    aprender as técnicas utilizadas, para que na hora da coleta eu possa transmitir ao paciente segurança e confiabilidade. 

    HEMATOLOGIA

    Do ponto de vista da sua constituição, o sangue é considerado como um sistema complexo

    e relativamente constante, constituído de elementos sólidos (células sanguíneas), substância

    líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (oxigênio e gás carbônico). Embora não seja

    necessário conhecer todos os detalhes sobre os procedimentos analíticos dos testes, é essencial

    conhecer o tipo de amostra necessária para cada tipo de análise.

    Tipo de Análise - Tipo de Amostra

    Bioquímica e Sorológica - Soro ou plasma

    Hematológica - Sangue total com EDTA

    Glicêmica - Plasma com fluoreto de sódio

    Coagulação - Plasma com citrato de sódio

    Tubos para coleta 

    Cada tipo de amostra deve ser coletada em um tubo específico para cada tipo de análise,

    sendo de extrema importância conhecê-los para a realização de uma coleta de material biológico. O

    material colhido em recipiente inadequado será rejeitado e descartado pelo laboratório pois não terá

    validade para a realização da análise. Todos os tubos deverão ser homogeneizados imediatamente

    após a coleta. Deve-se invertê-los de 5 a 8 vezes, suavemente. Tubos homogeneizados

    inadequadamente poderão conter pequenos coágulos sanguíneos que diminuirão a utilidade do tubo.

    Quando o paciente possui mais de um exame solicitado e estes exames necessitam de materiais

    diferentes que devem ser coletados em recipientes diferentes, deve-se obedecer uma sequência para

    coleta dos materiais para que não haja contaminação dos aditivos de um tubo para outro, o que

    ocasiona grandes alterações em alguns parâmetros analíticos. A sequência de coleta para tubos

    plásticos de coleta de sangue é tubo com citrato de sódio (tampa azul), tubo sem anticoagulante

    (tampa vermelha ou tampa amarela), tubo com heparina (tampa verde), tubo com EDTA (tampa

    roxa) e tubo com fluoreto de sódio (tampa cinza). Quando o paciente tiver apenas exames de

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    coagulação, deverá ser coletado primeiro um tubo de descarte. Isso é devido ao fato de o primeiro

    fluxo de sangue coletado conter os fatores de coagulação, principalmente a protrombina, o que altera

    os resultados.

    Análises de Coagulação 

    Quando se pretende fazer análise de coagulação, deverá ser colhida uma amostra de plasma

    (CITRATO DE SÓDIO). Esta será obtida através da coleta em tubo de citrato de tampa azul. Este tubo

    contém Citrato de Sódio, o sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente

    homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.

    Análises Bioquímicas e Sorológicas 

    Quando se pretende fazer análise bioquímica ou sorológica, deverá ser colhida uma amostra

    de soro. Esta será obtida através da coleta em tubo sem anticoagulante para que ocorra o processo de

    coagulação. Portanto, a coleta deve ser feita no tubo de tampa vermelha sem gel ou no tubo de tampa

    amarela com gel. Estes tubos contêm ativador de coágulo e deve-se, imediatamente após a coleta,

    homogeneizá-los por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise, manter em repouso na posição

    vertical por 30 minutos para retrair o coágulo e seguir a centrifugação a 3.000 rpm durante 10 minutos.

    Análises Bioquímicas 

    Quando se pretende fazer análise bioquímica, gasometria ou outros exames, deverá ser

    colhida uma amostra de plasma (HEPARINA). Está será obtida através da coleta em tubo de heparina

    de tampa verde. Este tubo contém Heparina, o sangue colhido com anticoagulante deve ser

    cuidadosamente homogeneizado por inversão de 8 a 10 vezes para evitar hemólise e a coagulação do

    sangue. 

    Análises Hematológicas 

    Quando se pretende fazer análise hematológica, deverá ser colhida uma amostra de sangue

    total (EDTA). Esta será obtida através da coleta em tubo de EDTA de tampa roxa. Este tubo contém

    anticoagulante específico para evitar a coagulação. O sangue colhido com anticoagulante deve ser

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    cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do

    sangue.

    Análises Glicêmicas 

    Quando se pretende fazer análise de glicemia, deverá ser colhida uma amostra de plasma

    (FLUORETO DE SÓDIO). Esta será obtida através da coleta em tubo de tampa cinza. Este tubo

    contém fluoreto de sódio com EDTA, o sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente

    homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue.

    Sistema ABO e fator Rh

    O tipo sanguíneo em humanos é condicionado por alelos múltiplos. São quatro os tipos de

    sangue: A, B, AB e O. Cada um destes tipos é caracterizado pela presença ou ausência

    de aglutinogênio, nas hemácias, e aglutinina, no plasma sanguíneo.

    Os aglutinogênios são substâncias encontradas na membrana plasmática das hemácias e que

    funcionam como antígenos quando introduzidos em indivíduos que não os possuam. Existem dois

    tipos de aglutinogênios: A e B.  As aglutininas são substâncias presentes no plasma sanguíneo e que funcionam como

    anticorpos que reagem com antígenos estranhos. Existem dois tipos de aglutininas: anti-A e anti-

    B. O contato entre um aglutinogênio e sua aglutinina correspondente provoca a aglutinação do

    sangue. Assim, indivíduos com sangue Tipo A não podem doar sangue para indivíduos do Tipo B,

    e vice-versa. Indivíduos do Tipo AB podem receber sangue de qualquer grupo. Já os do Tipo O

    podem doar para qualquer grupo.

    Tipo Sanguíneo Aglutinogênio (hemácias) Aglutinina (plasma)

     A A Anti-B

    B B Anti-A

     AB AB -----

    O ----- Anti-A e Anti-B

    Indivíduos com sangue Rh+ possuem o fator Rh em suas hemácias e apresentam

    aglutinação do sangue quando entram em contato com anticorpos anti-Rh. Aqueles que não

    possuem o fator Rh em suas hemácias são chamados Rh- e não apresentam reação de

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    aglutinação quando em contato com anticorpos anti-Rh. Quando um indivíduo Rh- recebe

    sangue Rh+, ele passa a produzir anticorpos anti-Rh.

     A eritroblastose fetal é uma doença que pode ocorrer quando mães Rh- geram filhos Rh+.

    Nestes casos, pequenos vasos da placenta se rompem e há passagem de sangue do filho para a mãe. Em resposta, o sangue da mãe passa a produzir anticorpos anti-Rh. Numa próxima

    gravidez, se o filho for Rh+, os anticorpos maternos irão atacar as hemácias do feto, provocando a

    doença.

    O cromossomo D é o responsável pela produção da maior parte do aglutinogênio

    conhecido como Rh, por isso o termo Rh pode ser substituído pelo fator D

    Determinação grupo ABO e Rh em lâmina

      Materiais

      Laminas

      Reagentes (anti-A, anti-B, anti-AB e anti-D)

      sangue