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  • RELATRELATRIO ANUALRIO ANUAL20112011

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

  • E.1.)DADOS DE E.1.)DADOS DE ATENDIMENTOSATENDIMENTOS

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

  • Mapeamento da Violncia contra crianas e Adolescentes em Pelotas/2011

    O grfico ao lado aponta seis macro regies do Municpio, a saber:

    1.Fragata Gotuzo, Guabiroba, Simes Lopes, Vila Farroupilha.

    2.Areal Bom Jesus, Dunas, Obelisco, Jardim Europa e Humuarama.

    3.Trs Vendas Cohab Tablada, Santos Dumont, Arco Iris, Sanga Funda, Py Crespo, Santa Terezinha, Lindia, Jacob Brod, Santa Rita, Jardim das Tradies, Pestano, Getlio Vargas, Stio Floresta e Vila Princesa,

    4.Centro Loteamento Ceval

    5.Porto Balsa, Navegantes, So Gonalo, Ftima.

    6.Zona Rural - Balnerios, Colnia Z3, Monte Bonito, Colnia Santo Antnio, Colnia Santa Helena, Colnia So Francisco, Santa urea, Colnia Cristal, Colnia Osrio, Corrientes, Vila Nova, 7 Distrito, 9 Distrito.

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    17%

    19%

    14%10%

    9%

    31%

    Areal Fragata Centro

    Porto Zona Rural Trs Vendas

  • 980

    185

    323

    149

    00

    200

    400

    600

    800

    1000 Abuso SexualAbuso Fsico

    Abuso Psicolgico

    Negligncia

    Explorao Sexual

    20%

    9% 60%0%

    11%

    Abuso Sexual Abuso FsicoAbuso Psicolgico NeglignciaExplorao Sexual

    De janeiro dezembro de 2011 foram realizados 1637 atendimentos de vtimas de violncia, conforme especificado no grfico.

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    TIPO DE ABUSOS

  • Dez anos de atendimentos

    01493231859802011

    47518123310482010

    9795812512012009

    13832811710982008

    115912669922007

    0383815310432006

    335231183622005

    0114453058352004

    26255912755822003

    432401712562662002

    48615262001

    Explorao Sexual

    NeglignciaAbuso Psicolgico

    Abuso FsicoAbuso SexualAno

  • COMPARATIVO Abuso Sexual 2001 2011

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    26

    266

    582

    835

    362

    1043992

    1098

    1201

    1048980

    0

    200

    400

    600

    800

    1000

    1200

    1400

    2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

  • Dos 1637 atendimentos realizados, 1036 vtimas so do sexo feminino e 601 do sexo masculino.

    dado observar que em 2010 houve um aumento superior a 16% no nmero de vtimas encaminhadas do sexo masculino, 2011 quase reproduz esse percentual que nesse ano chegou a quase 15% , implicando num aumento sistemtico e gradual de notificaes em figuram meninos como vtimas.

    Masculino

    Feminino

    6011036

    100300500700900

    11001300

    1500

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    66% 34%

    1036 1013

    601 528

    0

    200

    400

    600

    800

    1000

    1200

    2011 2010

    Masculino

    Feminino

    GNERO 2011

    COMPARATIVO GNERO 2010/2011

  • GNERO/FAIXA ETGNERO/FAIXA ETRIARIA

    220

    693

    123 131

    454

    16

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    700

    Feminino Masculino

    0 5 anos 6 14 anos 15 18 anos

    A definio das faixas etrias foram estabelecidas pelo MDS. Cabe referir que entre 0 5 anos, esto includas,na verdade neste servio, crianas entre 2 6 anos.

    Historicamente a faixa compreendida entre 6 e 14 anos tem sido responsvel pelo maior nmero de atendimentos, tendo em 2011 havido um aumento superior a 15% desta em relao ao ano anterior.

    Nos ltimos trs anos o nmero de meninos em atendimento tem aumentado, em relao a 2010 esse nmero teve um crescimento de 3%. Se h dez anos a relao era a cada 10 crianas vitimizadas, trs eram meninos, hoje j possvel dizer que quatro a cada 10 so do sexo masculino.

    A vitimizao de meninas mantm-se de forma pulverizada entre todas as faixas, enquanto que os meninos esto mais concentrados nas duas primeiras, tendo havido em 2011 uma diminuio destes entre 15 e 18 anos.Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao

    Adolescente - NACA

  • Segundo a Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996 LDB- a educao escolar compe-se da educao bsica e superior (Artigo 21).

    Interessa a este relatrio a Educao Bsica, formada pela educao infantil, ensino fundamental e ensino mdio.

    Sobre a a Educao Infantil o Art. 29. prev desenvolvimento integral da criana atseis anos de idade.

    O Artigo 30 diz que: A educao infantil ser oferecida em:

    I - creches, ou entidades equivalentes, para crianas de at trs anos de idade;

    II - pr-escolas, para as crianas de quatro a seis anos de idade.

    Conforme o Art. 32. O ensino fundamental obrigatrio tem com durao de 9 (nove) anos, gratuito na escola pblica, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade.

    Quanto ao Ensino Mdio a Lei da LDB em seu Art. 35. refere que: a etapa final da educao bsica, com durao mnima de trs anos

  • Com base na Lei de Diretrizes e Bases LDB e em 2011 estabeleceu-se a primeira faixa etria como sendo de 0 5 anos, considerando que aos 6 anos a criana j deve estar em idade escolar. Assim, de zero cinco corresponde a idade pr-escolar.

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    234146

    813

    409

    35

    0

    200

    400

    600

    800

    1000

    Sem Escolaridade Educao Infantil 1 ao 4 ano

    5 ao 9 ano Ensino Mdio

    ESCOLARIDADE DAS VTIMAS E A LDB

    154

    132

    1847

    5 anos 4 anos 3 anos 2 anos

    Entretanto necessrio que se observe que:Se o total de crianas atendidas entre 0 e 5 anos

    (2 5) 351 e dessas 286 esto em idade de prescola, conforme o inciso II do artigo 29 da LDB, significa que ao menos 40 crianas em idade pr-escolar no esto matriculadas e frequentando escola de educao infantil.

    Se comparado a 2010 esse nmero reduziu bastante, uma vez que no ano anterior 148 crianas deveriam estar matriculadas em escolas de educao infantil, no entanto no estavam.

  • Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    GNERO/ETNIA775

    117 148

    444

    65 88

    0

    100

    200

    300

    400

    500

    600

    700

    800

    Feminino Masculino

    Branca Negra Parda

    Para fins metodolgicos considera-se violncia do tipo Intrafamiliar todos aqueles cujo vitimizador tem vnculo consangneo ou afetivo com a vtima, como padrasto e madrasta. Esto includos ainda neste grupo pai, me, avs, primos, irmos e tios.

    VNCULO COM O AGRESSOR

    OBS: Para definir a raa dos usurios, tem-se optado pela auto definio.

    1019

    305176

    0

    200

    400

    600

    800

    1000

    1200

    IntrafamiliarExtrafamiliar N I

    69%

    22%

    9%

    O perigo para a maior parte das crianas ainda mora verdadeiramente em casa(CAMINHA, 2000)

  • Considera-se extrafamiliar quando o vitimizador vizinho, amigo,

    professor, padrinho, colega de escola. Embora amigos, colegas, vizinhos...

    sejam categorizados como extrafamiliar, cumpre dizer que mantm uma relao de confiana com a vtima e sua famlia, no sendo no familiar

    criana ou adolescente.

    No Informado (NI) quando os vitimizadores so desconhecidos da vtima e/ou sua famlia ou ainda quando h uma suspeita de vitimizao a partir de um quadro sintomatolgico, sem que se identifique o possvel abusador.

    O que se observa como aponta uma srie de estudos, que na violncia contra crianas e adolescentes, em geral os perpetradores de violncia so conhecidos e bastante prximos da vtima.

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

  • At 2009 quando no se identificava o possvel vitimizador se usava a terminologia desconhecido o que pode dar uma falsa idia de que um determinado percentual possa ser um agressor desconhecido da vtima. O fato dele no ser identificado, no significa que seja desconhecido. Assim a partir de 2010 passou-se a utilizar a nomenclatura No informado (NI) que correspondeu a 12% dos casos atendidos em 2011.

    Muitas vezes as escolas, hospitais, UBS entre outros identificam sinais de vitimizao e notificam, entretanto no lhes possvel identificar quem o autor dos abusos, salvo uma manifestao clara da criana e/ou de sua famlia.

    Pode ser considerado desconhecido quando a criana ou o adolescente so vitimados por algum que so capazes de identificar, mas que no entanto no so seus conhecidos. Este tipo de situao comumente verificada em assaltos e estupros de mulheres adultas atacadas em geral longe de seus lares.

    27%

    12%2%3%

    4%1%

    8%

    3%

    9%

    3%

    16%

    12%

    Pai Mae Padrasto Madrasta

    Irmos Avs Tios Primos

    Vizinhos Amigos Outros NI

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    Outros referem-se a padrinhos, madrinhas, professores, colegas de escola

    VITIMIZADORES

  • 70%

    6%

    21% 3%

    CT JRIJ DPCA Promotoria

    A problemtica da violncia que vitima crianas e

    adolescentes , em geral, do tipo intrafamiliar e por

    esta razo ganha contornos de privado o que torna a

    interveno bastante difcil.

    Estima-se que as notificaes sejam muito maiores

    do que os dados apresentados por este servio que,

    demonstra apenas os casos atendidos. A falta de um

    sistema que unifique todas as notificaes feitas em

    Conselho Tutelar, DECA e Ministrio Pblico uma

    necessidade antiga, pois o mesmo caso muitas vezes

    atendido em mais de um destes rgos

    Fonte: Ncleo de Ateno Criana e ao Adolescente - NACA

    NOTIFICAO

    bastante provvel que um nmero cons