Regulamento do Orçamento Participativo do Município de ?· quais os projetos a incluir na proposta…

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<p>Regulamento do Oramento Participativo do Municpio de Aveiro </p> <p>A Cmara Municipal de Aveiro (CMA) reconhece os Oramentos Participativos (OPs) como um </p> <p>smbolo da importncia e do aprofundamento da participao dos cidados na sociedade </p> <p>democrtica. </p> <p>O carter inovador do processo requer a definio de um conjunto de princpios mnimos </p> <p>orientadores do seu funcionamento, que se pretende enquadrar, com efeitos jurdicos, neste </p> <p>documento. Estes propsitos legais servem, sobretudo, para ajudar a enquadrar a ao dos </p> <p>diferentes intervenientes, sejam eles eleitos autrquicos ou cidados. </p> <p>Considerando que: </p> <p> O fortalecimento da democracia ser proporcional participao dos cidados na </p> <p>gesto da vida pblica; </p> <p> A Constituio da Repblica Portuguesa, no seu captulo III, art. 48, estabelece que </p> <p>"todos os cidados tm o direito de tomar parte na vida poltica e na direo dos </p> <p>assuntos pblicos do pais, diretamente ou por intermdio de representantes livremente </p> <p>eleitos"; </p> <p> As camadas mais jovens, no tendo direito a eleio dos seus representantes, devem </p> <p>participar mais ativamente na tomada de decises e na gesto dos recursos pblicos; </p> <p> A transparncia no exerccio da gesto autrquica indispensvel para permitir aos </p> <p>cidados o controlo dos recursos financeiros e administrativos, assim como o </p> <p>conhecimento do enquadramento financeiro, tcnico, legal e estratgico, segundo o </p> <p>qual a Autarquia rege toda a sua atividade; </p> <p> desejvel que os recursos sejam distribudos criteriosamente de forma a garantir um </p> <p>equilbrio e uma sustentabilidade abrangente: </p> <p>Foi entendido como desejvel um maior envolvimento da populao na tomada de decises e </p> <p>na gesto de recursos. </p> <p>Este Regulamento tem como diplomas habilitantes os artigos 2. e 241. da CRP, a alnea a) </p> <p>do n. 2 do artigo 53., as alneas a) dos ns 6 e 7 do artigo 64., todos da Lei n. 169/99, de 18 </p> <p>de setembro, alterada pela Lei n. 5-A/2002, de 11 de janeiro e os artigos 116., 117. e 118., </p> <p>todos do Cdigo de Procedimento Administrativo. </p> <p>Na elaborao deste documento, foram ouvidas as Juntas de Freguesia do Concelho de Aveiro, </p> <p>tendo as sugestes apresentadas sido tomadas em considerao na redao final do presente </p> <p>regulamento. </p> <p>A Assembleia Municipal em sesso ordinria, realizada no dia ___ / ____ / 2012, ao abrigo da </p> <p>competncia conferida pelo artigo 53. n. 2, alnea a) da Lei n. 169/99 de 18 de setembro, </p> <p>alterada pela Lei n. 5-A/2002, de 11 de janeiro, sob proposta da Cmara, aprovou o seguinte </p> <p>Regulamento. </p> <p>Captulo I Disposies Gerais </p> <p>Artigo 1. </p> <p>Objeto </p> <p>1. O Oramento Participativo de Aveiro (OP Aveiro) uma iniciativa da CMA, com o objetivo de </p> <p>promover uma progressiva participao das instituies e dos cidados na discusso e </p> <p>elaborao do oramento pblico municipal. </p> <p>2. Pretende-se, deste modo, consolidar a ligao entre a autarquia os muncipes e, com isso, </p> <p>reforar os mecanismos de transparncia e de credibilidade da administrao, bem como, em </p> <p>consequncia, aperfeioar a qualidade da prpria democracia. </p> <p>Artigo 2. </p> <p>Princpios Gerais </p> <p>1. A adoo do OP em Aveiro inspira-se nos valores da democracia participativa, de acordo </p> <p>com o artigo 2. da Constituio da Repblica Portuguesa, que se entende como a criao e </p> <p>valorizao de formas e meios de interao entre os cidados e os representantes polticos, </p> <p>tendente a construir um processo deliberativo de larga base social. </p> <p>Artigo 3. </p> <p>Os objetivos </p> <p>1. O OP visa contribuir para o exerccio de uma interveno informada, ativa e responsvel dos </p> <p>cidados nos processos de governao local, garantindo a participao dos cidados e das </p> <p>organizaes da sociedade civil na deciso sobre a afetao de recursos pblicos s polticas </p> <p>pblicas municipais. </p> <p>2. Esta participao tem como objetivos: </p> <p>a. Incentivar o dilogo entre eleitos, tcnicos municipais, cidados e a sociedade civil, </p> <p>de forma organizada, na procura das melhores solues para os problemas, tendo </p> <p>em conta os recursos disponveis, promovendo uma democracia de proximidade; </p> <p>b. Contribuir para a educao cvica, permitindo aos cidados integrar as suas </p> <p>preocupaes pessoais com o bem comum, compreender a complexidade dos </p> <p>problemas e desenvolver atitudes, competncias e prticas de participao; </p> <p>c. Adequar as polticas pblicas municipais s necessidades e expectativas das </p> <p>pessoas, para melhorar a qualidade de vida na comunidade, favorecendo a </p> <p>modernizao participativa da Administrao; </p> <p>d. Aumentar a transparncia da atividade da autarquia, o nvel de responsabilizao </p> <p>dos eleitos e da estrutura municipal, contribuindo para reforar a qualidade da </p> <p>democracia e apoiar o desenvolvimento comunitrio. </p> <p>Artigo 4. </p> <p>Modalidades do OP </p> <p>1. O OP Aveiro assume-se como um processo de participao de carter evolutivo e </p> <p>experimental, que permita anualmente corrigir eventuais fragilidades de conceo e construo, </p> <p>assim como afinar a metodologia de participao. </p> <p>2. O OP Aveiro um processo de carter consultivo e/ou deliberativo, que se concretiza </p> <p>atravs da instituio progressiva de mecanismos de codeciso, entendendo-se esta como a </p> <p>partilha de deciso entre o executivo e os cidados: so os cidados que decidem diretamente </p> <p>quais os projetos a incluir na proposta de Oramento e Plano de Atividades da CMA, at ao </p> <p>limite da parcela financeira definida para o OP Aveiro. </p> <p>3. Na dimenso consultiva do OP, os cidados so consultados sobre a definio de propostas </p> <p>de investimento para o oramento e plano de atividades da CMA. </p> <p>4. Na dimenso deliberativa do OP, os cidados podem votar projetos de investimento </p> <p>resultantes de propostas apresentadas. </p> <p>5. A dimenso financeira a adotar em cada ano ser definida aquando da fase de conceo, </p> <p>conforme a alnea a), do ponto 2, do artigo 9. deste regulamento. </p> <p>6. Anualmente definida pelo Executivo Municipal uma parcela do oramento a afetar ao </p> <p>processo de codeciso. </p> <p>7. A CMA, na dimenso consultiva, no assume o compromisso de integrar na proposta de </p> <p>Plano de Atividades e Oramento Municipal os projetos votados pelos cidados, podendo, no </p> <p>entanto, assumir a integrao de algumas propostas, no seu todo ou em parte. </p> <p>8. A CMA, na dimenso deliberativa, assume o compromisso de integrar na proposta de Plano </p> <p>de Atividades e Oramento Municipal os projetos votados pelos cidados at ao limite da </p> <p>parcela referido no nmero cinco, deste artigo. </p> <p>Captulo II Organizao e Competncias </p> <p>Artigo 5. </p> <p>Coordenao do processo </p> <p>1. O OP Aveiro ter uma coordenao poltica e uma coordenao tcnica. </p> <p>a. A coordenao poltica estar a cargo do Presidente da Cmara Municipal de Aveiro. </p> <p>b. A coordenao tcnica estar a cargo da Equipa de Implementao, constituda por um </p> <p>coordenador e uma equipa tcnica. </p> <p>2. Esta equipa coordenadora do processo ser acompanhada por um Conselho do Oramento </p> <p>Participativo (COP). </p> <p>Artigo 6. </p> <p>Conselho do Oramento Participativo - COP </p> <p>1. O processo OP Aveiro contar com a colaborao de um COP. </p> <p>2. O COP ser constitudo por: </p> <p>a. Presidente da Cmara Municipal de Aveiro; </p> <p>b. Presidente da Assembleia Municipal; </p> <p>c. Lderes dos Grupos Municipais com assento na Assembleia Municipal de Aveiro </p> <p>d. Vereador do Pelouro Financeiro da Cmara Municipal de Aveiro; </p> <p>e. Um representante dos Presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho de Aveiro (a </p> <p>eleger entre os titulares deste rgo Autrquico); </p> <p>f. Um representante de uma Associao Cvica do concelho (a convite do presidente da </p> <p>CMA); </p> <p>g. Um representante do setor pblico com experincia na rea da democracia </p> <p>participativa (ex. UA, IPSS, Agrupamento de Escolas, Misericrdia, etc., a convite do </p> <p>presidente da CMA); </p> <p>3. A coordenao do COP ficar a cargo do representante da entidade a designar pelo </p> <p>Presidente da CMA. </p> <p>4. Competncias do COP. </p> <p>a. Acompanhar o processo em todas as suas fases de desenvolvimento; </p> <p>b. Analisar as reclamaes apresentadas sobre os projetos recusados ou excludos de </p> <p>votao; </p> <p>c. Submeter ao executivo a proposta de investimentos a realizar no mbito do OP; </p> <p>d. Contribuir diretamente para a melhoria do processo de desenvolvimento do OP, </p> <p>nomeadamente no que respeita participao pblica e construo de boas </p> <p>prticas institucionais relacionadas com a sua aplicao por outras entidades; </p> <p>e. Promover a avaliao interna e externa do processo; </p> <p>f. Manter os cidados informados das suas atividades. </p> <p>5. O COP funcionar de acordo com o Regimento, no edifcio dos Paos do Concelho, </p> <p>deliberando com maioria dos seus membros, sendo exaradas atas das respetivas reunies. </p> <p>6. Competir aos membros do COP </p> <p>a. Elaborar o Regimento do Conselho; </p> <p>b. Participar empenhadamente nas atividades do Conselho </p> <p>c. Manter-se informado sobre as atividades do Municpio; </p> <p>d. Justificar as suas faltas e impedimentos. </p> <p>7. A durao dos mandatos coincidir com o Mandato do Executivo, com exceo dos </p> <p>membros convidados, cuja durao anual, podendo ser renovada por indicao do </p> <p>Presidente da Cmara Municipal de Aveiro. </p> <p>8. O trabalho desenvolvido pelo COP no ser remunerado. </p> <p>Artigo 7. </p> <p>Acompanhamento do processo </p> <p>1. Para alm da Equipa de Implementao, o projeto OP Aveiro exige, tambm, a criao de </p> <p>uma Equipa de Trabalho, ou seja, um grupo de trabalho para acompanhamento do OP de </p> <p>Aveiro, que possa fazer a avaliao tcnica dos projetos apresentados a votao. </p> <p>2. Esta Equipa de Trabalho ser constituda por: </p> <p>a. Um representante da Equipa de Implementao que far a ligao entre as duas </p> <p>equipas e o COP; </p> <p>b. Diretores de Departamento, enquanto elos de ligao entre as Chefias e o Executivo e </p> <p>seguindo uma lgica hierrquica, instituda na autarquia; </p> <p>c. Chefes de Diviso e/ou Coordenadores, aos quais competir alocar e capacitar </p> <p>recursos tcnicos para anlise, informao e acompanhamento dos projetos. </p> <p>Artigo 8. </p> <p>Mecanismos de participao </p> <p>1. O OP promove um amplo debate sobre Aveiro, devendo, para isso, conter um leque </p> <p>diversificado de mecanismos de participao. </p> <p>2. O debate e a participao devem ser assegurados por mecanismos on-line, promovendo a </p> <p>utilizao das tecnologias de informao e comunicao, e por mecanismos presenciais, </p> <p>nomeadamente atravs da realizao de Assembleias Participativas promovidas pela Cmara </p> <p>Municipal de Aveiro, em estreita colaborao com as Juntas de Freguesia, envolvendo, para o </p> <p>efeito, os cidados, a universidade e instituies de ensino superior, as empresas, o </p> <p>movimento associativo e todas as instituies empenhadas na vida do Concelho de Aveiro. </p> <p>3. Atravs da diversificao de mecanismos de participao dever ser assegurado que todos </p> <p>os que queiram participar na vida da Cidade de Aveiro tenham ao seu dispor os meios </p> <p>adequados e o apoio necessrio para o efeito, quer para a apresentao de propostas, quer </p> <p>para a votao de projetos. </p> <p>Captulo III Fases do OP e Delimitao geogrfica de atuao </p> <p>Artigo 9. </p> <p>O ciclo da participao </p> <p>1. O OP Aveiro ser um processo com dois ciclos: </p> <p>a. Primeiro ciclo, ou ciclo de discusso. Implicar a criao das condies para a </p> <p>realizao do OP, nomeadamente a apresentao, o debate e a definio de </p> <p>propostas a incluir no oramento pblico municipal. Este ciclo obedecer s fases de i) </p> <p>preparao, ii) processo de consulta, iii) anlise tcnica, iv) elaborao e aprovao de </p> <p>oramento e v) avaliao; </p> <p>b. O segundo ciclo, ou ciclo de execuo. Implicar a monitorizao e a implementao </p> <p>das decises, ou seja, a execuo das prioridades de investimento estabelecidas </p> <p>anteriormente. </p> <p>2. Estes dois ciclos completaro o processo de OP que se dividir nas seguintes fases, no </p> <p>obstante das datas sofrerem alterao aquando da definio do ciclo em cada ano: </p> <p>a. Conceo (janeiro fevereiro) </p> <p>i. Preparao do ciclo; </p> <p>ii. Definio do modelo de OP; </p> <p>iii. Definio da verba a afetar ao processo; </p> <p>iv. Definio dos procedimentos e critrios; </p> <p>v. Definio do quadro e mecanismos de participao; </p> <p>vi. Definio do Plano de Comunicao/divulgao pblica do OP Aveiro. </p> <p>b. Implementao (maro outubro). </p> <p>i. Comunicao/divulgao pblica do OP Aveiro </p> <p>ii. maro/abril Reunies Pblicas: apresentao do projeto comunidade; </p> <p>iii. abril/maio Assembleias de Participao: consulta alargada para auxlio e recolha </p> <p>de propostas, atravs dos mecanismos de participao e procedimentos adotados </p> <p>para o ciclo em curso; </p> <p>iv. maio/junho Recolha das propostas enviadas por mecanismos de participao que </p> <p>no usados nas Assembleias Participativas; </p> <p>v. julho/agosto Anlise tcnica das propostas pelas equipas de trabalho; </p> <p>vi. setembro Elaborao tcnica dos projetos; Apresentao pblica dos projetos a </p> <p>submeter a votao; Perodo de reclamao e respostas; </p> <p>vii. setembro Votao dos projetos. </p> <p>viii. Incorporao dos projetos mais votados na proposta de plano de actividades e </p> <p>oramento da Cmara Municipal de Aveiro. </p> <p>c. Avaliao (novembro dezembro). </p> <p>i. Apresentao pblica dos resultados; </p> <p>ii. Avaliao do processo; </p> <p>3. Os perodos de durao das diversas fases do ciclo sero definidos prvia e publicamente </p> <p>em cada nova edio do OP de Aveiro. </p> <p>Artigo 10. </p> <p>A participao </p> <p>1. O mbito territorial e temtico do OP Aveiro o territrio do Concelho de Aveiro e abrange </p> <p>todas as reas de competncia da CMA. </p> <p>2. A verba disponvel para o OP Aveiro, em regime de codeciso, ser definida anualmente na </p> <p>fase de conceo, conforme a alnea a), do ponto 2, do artigo 9. deste regulamento. </p> <p>3. Podem participar, com apresentao de propostas para investimentos a realizar no mbito </p> <p>do OP Aveiro, cidados com idade a partir dos 18 anos, que sejam eleitores recenseados no </p> <p>Municpio de Aveiro, bem como os estudantes de todos os estabelecimentos de ensino </p> <p>superior existentes no Municpio de Aveiro. </p> <p>4. O COP pode aceitar as propostas de outros cidados, desde que devidamente </p> <p>fundamentadas. </p> <p>5. As propostas devem ser referidas a uma interveno de base territorial, da responsabilidade </p> <p>e competncia da autarquia e no podero coincidir ou colidir com atividades, planos, projetos </p> <p>e programas nacionais ou municipais j existentes. </p> <p>6. A apresentao das propostas pode ser feita: </p> <p>a) Nas Assembleias de Participao; </p> <p>b) Enviadas pela internet, para o correio eletrnico do OP Aveiro; </p> <p>c) Na pgina da Internet do Municpio de Aveiro; </p> <p>d) Por carta, dirigida equipa tcnica do OP Aveiro, mediante preenchimento de um </p> <p>formulrio prprio, que ser disponibilizado em suporte de papel, no Gabinete de </p> <p>Atendimento Integrado - GAI, nos Paos do Concelho, no edifcio sede da </p> <p>Assembleia Municipal de Aveiro, na Biblioteca Municipal de Aveiro, na Casa </p> <p>Municipal da Juventude, nas Juntas de Freguesia se quando solicitado CMA por </p> <p>correio ou por telefone. </p> <p>7. Cada participante pode apresentar apenas uma proposta. Se no texto de apresentao </p> <p>existirem vrias, apenas a primeira ser considerada. </p> <p>8. As...</p>