registo ed263

Download Registo ed263

Post on 23-Jul-2016

215 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edição 263 do Semanário Registo de Évora

TRANSCRIPT

  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | Agosto de 2015 | Mensrio| ed. 263 | 0.50O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora266771284

    PUB

    04

    Confio no voto dos alentejanos para eleger o segundo deputado em voraConfio no voto dos alentejanos para eleger o segundo deputado em vora

    Artes do mesmo choPG.06 Falar de Redondo falar do seu Povo, mas tambm falar de Vinho e de Olaria, trabalhadores do mesmo cho onde se cultivam estas artes, Redondo d nome aos mais tradicionais barros e a uma reco-nhecida seleo de vinhos cuja con-sagrao em muito tem contribudo para a projeo deste concelho no panorama nacional e internacio-nal.

    Genoma do SobreiroPG.03 A primeira etapa do projecto de sequenciao do genoma do sobreiro (Quercus suber), que arrancou em 2013, est agora na sua fase final. O genoma da rvore est prestes a ser descodificado e a ideia submeter os resultados para pu-blicao revista Nature j no final deste ano. A equipa portuguesa engloba cien-tistas de vrias instituies, est encaixar as ltimas peas de um quebra-cabeas gentico nunca antes desvendado.

    Alqueva Hostel em PortelPG.14 A funcionar h cerca de um ano e gerido pela Associao de Desenvolvi-mento, ADA, o Alqueva Hostel resultou da adaptao do edifcio da antiga escola, de-sativada h meia dzia de anos, atravs de obras suportadas pelo municpio de Portel, concelho banhado pela albufeira. O pre-sidente da associao, Norberto Patinho, conta agncia Lusa que o projeto surgiu para dar utilizao a um edifcio que esta-va desafetado da sua funo original.

    Campo Maior cria Museu das Festas do PovoPG.12As tradicionais flores de papel da festa alentejana que enfeitam a vila at ontem vo ser imortalizadas num espao museolgico. A converso do ac-tual Museu Aberto vai implicar um in-vestimento superior a 1,6 milhes de eu-ros. Dois dias antes do encerramento das festas, a autarquia anunciou a reabilita-o e converso do actual Museu Aberto, que futuramente incluir um espao de-dicado s Festas do Povo.

    Rute B

    andeira | D.R

    .Capoulas Santos em entrevista

  • 2 Agosto 15

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Registo ERC n125430

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 750 140 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento

    Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego (CO279), Rute Marques (CP4823) Fotografia Lus Pardal (editor), Rute Bandeira Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 Tiragem 10.000 ex | Distribuio Regional |

    Periodicidade Mensal | N.Depsito Legal 291523/09 | Distribuio PUBLICREATIVE.

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A Abrir

    Depois de 4 anos de governao em condies extremamente difceis tempo de acreditar num futuro muito melhor.

    Como sabido por todos, o Governo de Co-ligao PSD / CDS-PP herdou da governao do Partido Socialista um Pas muito prximo da bancarrota. Herdou um Pas condicionado a um memorando assinado pelo ento Governo de Jos Scrates (em que Antnio Costa era o seu n 2 no PS). Em poucos anos a dvida do Estado Portu-gus tinha sido duplicada. Foi com a governao do PS que Portugal ficou condenado s amarras da dvida externa.

    Foi um perodo dramtico para Portugal. Foi o Governo do PS quem trouxe a Troika para o nos-so Pas. E foi com o Governo da Coligao PSD / CDS-PP que a Troika saiu de Portugal. A vinda da Troika uma consequncia da irresponsabilidade da governao socialista. No podemos esque-cer, uns trouxeram a Troika e outros mandaram a Troika embora. Este Governo herdou uma crise profunda, mas conseguiu colocar o Pas na rota do crescimento. Essa uma diferena gigantesca.

    Foram anos difceis, em contexto muito espe-cial. Ainda assim, foi possvel efectuar um conjun-to de reformas muito profundas no Pas. Foi tam-bm possvel realizar investimentos criteriosos para o nosso Pas e para a nossa regio. nessa aposta credvel e de confiana que acreditamos. Podemos confiar e garantir que, com esta coli-gao, possvel continuar a desenvolver o nosso Pas e a nossa regio.

    Nesta perspectiva apresentamos 5 grandes pro-postas para o Distrito de vora, nomeadamente:

    Desenvolver o Territrio e Gerar Mais Em-prego

    Ocorreram mudanas muito significativas no Distrito de vora ao longo dos ltimos 4 anos. Es-tas mudanas do-nos perspectivas muito positivas para o futuro. Exemplos das mudanas j concre-tizadas: a) Reestruturao generalizada do Sector Agrcola e Agro-Industrial, nomeadamente: forte incremento da actividade empresarial, aumento do nmero de jovens agricultores, crescimento dos

    nveis de produtividade e volume de negcios. Fo-ram realizados investimentos pblicos decisivos: concluso da barragem de Veiros, investimentos significativos na Vigia e Lucefecit e em concluso os investimentos em Alqueva; b) Incremento bas-tante significativo no sector turstico, atravs de: realizao de notveis investimentos empresariais, intensificao de esforos de promoo da Regio, em particular nos mercados internacionais; c) De-senvolvimento bastante significativo ao nvel da transferncia tecnolgica, nomeadamente: aposta na criao do Parque de Cincia e Tecnologia do Alentejo e no desenvolvimento de um Sistema Re-gional de Transfrencia de Tecnolgia. Aposta nas seguintes reas: Energias renovveis, aeronutica, tecnologias crticas, patrimnio e indstrias cria-tivas, economia dos recursos naturais, minerais e ambientais, e servios especializados e tecnologias para a economia social.

    A tendncia de desemprego no distrito de vora uma tendncia de descida, isso francamente positivo. Sabemos que com mais confiana que temos mais investimento, com mais investimento que temos mais economia e com mais economia que temos mais emprego. fundamental conti-nuar a apostar na captao de empresas que criem emprego para o Distrito de vora.

    Assegurar o Acesso e a Qualidade a um Sistema de Sade Moderno

    Porque a responsabilizao de um governo pe-rante o Pas implica a definio clara de objetivos estratgicos e dos seus compromissos para com os cidados importa, no que se refere ao setor da Sade, estabelecer quais so os compromissos que queremos assumir. Algumas medidas: promover um sistema de sade distrital de qualidade, me-lhorar o acesso de todas as populaes aos cuida-dos de sade, desenvolver um SNS sustentvel e competitivo, com futuro; desenvolver uma rede de cuidados de sade coerente e ao servio das Pessoas. Para alm de importantes investimentos realizados nos ltimos anos no distrito de vora (investimentos no Hospital Esprito Santo, criao dos Centros de Sade em Vila Viosa, Redondo,

    Durante mais de quarenta anos dediquei-me, pessoal e profissionalmente, ao diagnstico dos obstculos que impedem o Alentejo de prospe-rar, como merece, num esforo para encontrar solues ajustadas sua superao.

    Nunca, durante esse tempo, imaginei encon-trar-me na situao de candidato a deputado. Mas, muito menos, concebi essa possibilidade revelia de um caderno reivindicativo regional.

    Assim, em condies normais, apresentar--me-ia perante o eleitorado apoiado num pro-grama de candidatura com propostas de soluo para os problemas recorrentes do desenvolvi-

    mento local, das assimetrias regionais, da de-sertificao, do envelhecimento demogrfico, os ex-libris do costume para quem se prope representar politicamente o distrito.

    Contrariamente s expectativas, tivemos de fazer recuar a barricada para posies mais anti-gas, obrigando-nos a regressar defesa dos direi-tos elementares que considervamos definitiva-mente adquiridos e a salvo de qualquer assalto.

    Mas o inimigo que se apresenta luta mais difuso, sofisticado e eficaz, obrigando-nos ao adiamento daquelas preocupaes, com os olhos postos na urgncia em travar o passo a

    JOS ELIZEU PINTOCabea de lista do Bloco de Esquerda

    AGORA VORA PODE MAIS

    ANTNIO COSTA DA SILVACabea de lista da Coligao Portugal Frente

    esta mutao predadora do capitalismo, que anuncia o empobrecimento como regime econ-mico, o terror como prtica poltica, a inevitabi-lidade como ideologia.

    A sua voracidade obrigou-o a reinventar-se, abandonando os seus cnones mais emblem-ticos, bandeiras de um outro neoliberalismo, tambm ele sacrificado no percurso. A grande finana toma de assalto a coisa pblica, certifi-cando-se da colocao certeira dos seus comis-srios em lugares-chave do aparelho de Estado, agentes facilitadores da manobra de apropriao privada dos bens pblicos.

    Este um tempo que prenuncia dias de chumbo. Em diversas frentes na Escola Pblica, no

    SNS, na Segurana Social Pblica, na legislao laboral se confecciona o caldo ideolgico e as condies sociais que suportaro, por mil anos, este novo reich, desta feita sem escrut-nio e legitimado por uma democracia mutilada, assente numa cidadania inerte e enfastiada da poltica.

    E dos partidos? Que resposta esperar? De um lado, uma direita amoral, pragmtica

    e competente no cumprimento da sua agenda, mas igualmente eficaz na captura do centro--esquerda adjacente, enredado na mesma teia de interesses e, consequentemente, tolhido na sua aco poltica e pouco convincente nas suas propostas. Entre si, juntos ou vez, dividem a responsabilidade integral pelo estado actual do pas;

    Do outro, uma esquerda amansada e coope-rante, ac