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Edição 231 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 15 de Novembro de 2012 | ed. 231 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    CCDRAlentejo na Associao das Regies Fronteirias da Europa 05

    Candidato do PS Cmara de PortalegrePg.03 Em reunio da Comisso Po-litica Concelhia do Partido Socialista de Portalegre, ocorrida hoje, dia 13 de No-vembro de 2012, foi decidido por unani-midade e aclamao aprovar o nome do Eng. Jos Manuel Reboredo Pinto Leite, como candidato Presidncia da Cma-ra Municipal de Portalegre. Esta deciso, marca o incio de um projecto poltico para o nosso concelho.

    Governo refora apoios a crianas em RiscoPg.03 O Ministro da Solidariedade e da Segurana Social, Pedro Mota Soares, assinou um conjunto de protocolos de co-operao com a UMP, a Confederao Na-cional das Instituies de Solidariedade e a Unio das Mutualidades Portuguesas numa cerimnia que foi presidida pelo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, e na qual esteve tambm presente o Secret-rio de Estado Marco Antnio Costa.

    Sousel Semana GastronmicaPg.08 O Concelho de Sousel situa-se na confluncia dos Distritos de Portale-gre e vora, numa regio marcada pela multiplicidade paisagstica. A paisagem do Concelho varia entre a imponncia de velhos e frondosos sobreiros, a esquadria dos olivais, a disciplina das vinhas e os extensos campos agrcolas. Acrescente-se tambm o facto de Sousel ser um Concelho de feio agrcola.

    Feira Ibrica de Badajoz 2012Pg.07 Gastronomia portuguesa e es-panhola em destaque Grande Exposi-o: Real Madrid, 110 aniversrio. Foi apresentada em Lisboa a XXIII edio da Feira Multissectorial de Badajoz Fehis-por 2012, que ter lugar de 22 a 25 de No-vembro. Mais um ano, o espao dispon-vel nas instalaes da feira (IFEBA), est completo e a adeso de expositores portu-gueses foi novamente espectacular.

  • 2 15 Novembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Um alvio para o governo

    A Abrir

    Foi uma notcia que passou quase despercebi-da na comunicao social. Mas importante, pelo bom caminho que evidencia, por ser um suplemento de esperana e porque mostra que uma parte do Portugal econmico-empresarial est de boa sade e recomenda-se. Segundo o INE, as exportaes portuguesas cresceram mais de 10% no ltimo trimestre, em compa-rao com perodo homlogo de 2011 e, por curiosidade, as importaes diminuram 1.5%.

    Em resultado disto, a balana comercial teve um ganho de 1.275 milhes de euros, dimi-nuindo em 37% o seu dfice.

    Esta evoluo est muito relacionada com o aumento das exportaes para pases fora da Unio Europeia, para frica, Amrica do Sul ou sia, na maioria regies economicamente emergentes, imunes crise do mundo ociden-tal.

    A notcia evidencia tambm maior flexibili-dade e agilidade da economia, que demonstra conseguir adequar a sua capacidade produtiva a picos de procura mesmo durante o Vero. Mostra que estamos a diversificar e a conso-lidar relaes duradouras em vez de negcios apenas pontuais, sem continuidade. Mostra vi-so estratgica e capacidade de investimento e a cada vez maior explorao de economias de escala. E mostra novos e bons hbitos como associaes de empresas dentro do mesmo sector ou em sectores complementares de facto, a cooperao um dos mandamentos fundamentais destes dias.

    Este o caminho: multiplicarmos, em mui-

    tos sectores, as boas estratgias de moderniza-o e de internacionalizao, olhando cada vez mais para o mercado global. Fazer o que o cal-ado, o txtil, o agro-alimentar, as tecnologias de informao, algum turismo, entre outros, fizeram na ltima dcada, com bons resulta-dos e um potencial enorme ainda por explorar.

    Todos temos a conscincia que estamos num processo de transformao que demorar tempo e que ser socialmente doloroso. Passar de um modelo de economia estatizante, com tiques dirigistas, dependente do Estado e dos investimentos em infra-estruturas, para uma economia orientada para bens transaccion-veis, para a inovao e para as exportaes.

    Nem todas as empresas podem faz-lo, certo, e muitas continuaro a fazer sentido apenas numa economia de proximidade, local ou regional. Mas necessrio perceber que na exportao de produtos e servios de qualida-de est a receita para um modelo econmico sustentvel, no Portugal do sculo XXI.

    Se queremos, e bem, manter a nossa quali-dade de vida e o Estado social indispensvel para servir os mais desfavorecidos, por aqui que teremos os recursos para suportar tal am-bio.

    Nota final: nas ltimas semanas, a greve dos estivadores, em diferentes portos, veio desta-bilizar este percurso positivo das exportaes. Votos que, rapidamente, volte a imperar um sentido de responsabilidade. Para que os inte-resses de um pequeno grupo no prejudiquem, de forma grave, todo um Pas!

    Exportar, Exportar, Exportar!

    cARLOS SEZESGestor

    O Governo bem quer que no se fale apenas do que corre mal e que devemos tambm fa-lar do que corre bem, porque estamos no bom caminho. A Chanceler Angela Merkel na sua vista a Portugal veio afirmar o mesmo.

    O problema que mais ningum em Portu-gal consegue perceber o sentido deste cami-nho. Comeando por falar do que corre bem apenas podemos assinalar o rpido ajustamen-to do dfice da Balana Comercial, onde as Exportaes j cobrem 90% das nossas impor-taes e que permitir obter no final de 2013 um equilbrio da Balana.

    Uma Balana Comercial equilibrada ou ex-cedentria ir reduzir as nossas necessidades de financiamento externo e permitir amor-tizar a nossa dvida pblica. O problema que este indicador positivo tem na sua gnese uma quebra drstica do consumo privado e do investimento privado, reduzindo as impor-taes, mas afundando o PIB que est a cair quase 4% em 2012. As exportaes que vi-nham assumindo um crescimento sustentado apresenta agora sinais alarmantes de reduo

    do seu ritmo de crescimento. O Desemprego est em 15,8% com 870.000 desempregados, a dvida pblica continua aumentar superando os 120% no final de 2012.

    O Dfice Oramental, que constitui o alfa e o mega da poltica deste Governo arrisca a ficar muito perto dos 7%, excluindo as me-didas extraordinrias. Este o maior fracasso da poltica do Governo, uma vez que depois de nos retiram dois subsdios, de aumentarem a taxa de IVA da restaurao aquilo que conse-guimos uma reduo do dfice que cerca de 1% abaixo do dfice real de 2011! Um falhano estrondoso e que os Portugueses no entendem face aos sacrifcios que todos os dias esto a fazer.

    Estes sacrifcios tm que ser realizados com perspetiva de futuro. Mas que futuro, quando os nosso jovens mais qualificados so forados a emigrar todos os dias? Passado ano e meio de implementao do Memorando da Troika tempo de proceder a uma avaliao rigorosa e atendendo s suas consequncias sociais e eco-nmicas.

    O que nos est a acontecer semelhante ao racional que presidiu negociao do Tratado de Versalhes no qual os Aliados quiseram im-por aos vencidos, criando condies que tor-navam impossvel que a Alemanha pudesse produzir riqueza para cumprir as suas obriga-es de indemnizar os pases Aliados. Ns no podemos solver os nossos compromissos sem que os nossos credores nos permitam ter um quadro de recuperao econmica e criao de emprego que gere receitas necessrias para pagar a nossa dvida.

    O ciclo de empobrecimento que estamos a viver ser impeditivo de podermos resolver os nossos problemas, sem que o povo fique esma-gado, sem que a dignidade dos portugueses seja colocada em causa. Est na hora do Governo, em concertao com os nossos parceiros, ini-ciar uma renegociao dos termos do Memo-rando de Entendimento celebrado com a Troi-ka, face aos impactos negativos que os mesmos esto a gerar na nossa economia e nas pessoas.

    O Governo quis ir mais alm e intensificou as medidas includas naquele Memorando,

    ir alm da Troika foi o seu lema durante este tempo. Os resultados esto vista de todos ns e o ano de 2013 vai ser dantesco do ponto de vista social. Portugal tem futuro, se encontra-mos uma agenda de reforma profunda do Esta-do, sem demagogias, com o envolvimento em-penhado do Partido Socialista, que evite fazer cortes cegos em todo o Estado Social. Preci-samos de um Estado mais regulador, protetor dos mais vulnerveis mas menos interventor em tudo o que os privados possam fazer com maior eficincia.

    O que mais prejudica a economia manter atividades realizadas pelo estado com custos superiores aos do setor privado. Esta discusso j deveria ter sido feita h muito e deveria ter sido enquadradora do processo de ajustamen-to que estamos sujeitos. Sem ela, assistimos a cortes sistemticos em todas as funes do Estado sem qualquer lgica organizacional e funcional. Todos perdemos