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Edição 230 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 08 de Novembro de 2012 | ed. 230 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Braumann convoca Academia para debater crise oramentalBraumann convoca Academia para debater crise oramental 07

    PS pede transparncia na reformaPg.04 O lder parlamentar do PS, Car-los Zorrinho, acusou a maioria PSD/CDS-PP de querer um debate relmpago so-bre a reforma do Estado, aps ter proposto, em conferncia de lderes, a realizao de estudos, por parte de universidades, col-quios e audies parlamentares sobre o tema at junho do prximo ano.A proposta do PSD e do CDS era para fa-zer um debate relmpago.

    Programa Operacional do AlentejoPg.03 A taxa de execuo do Progra-ma Operacional do Alentejo cresceu cerca de 68 por cento desde o incio do ano cifrando-se actualmente nos 37,31%, referiu o Dr. Antnio Dieb Presidente da Comisso de Coordenao e Desen-volvimento Regional do Alentejo e da Comisso executiva do INALENTEJO no decorrer da assinatura contratos de fi-nanciamento com o CEBAL .

    Festa da vinha e do vinho em BorbaPg.11 Os vinhos do Alentejo estaro em destaque na Festa da Vinha e do Vi-nho, que decorre em Borba entre os dias 10 e 18 de novembro. No Pavilho de Eventos da cidade, 14 produtores pro-movem o que de melhor se produz no Alentejo, num evento que conta ainda com cerca de 80 expositores em diver-sas feiras temticas de equipamentos e servios.

    Comunistas propem baixar juros da dvidaPg.08 A 5 de Abril de 2011, antes de quaisquer outros e enfrentando incom-preenses e discordncias , o PCP colo-cou, na vspera da assinatura pelo gover-no de ento com o FMI e a UE do Pacto de Agresso, a proposta da renegociao da dvida como o nico e indispensvel caminho para evitar um rumo de afun-damento e declnio a que querem amar-rar o pas.

    07

  • 2 08 Novembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Sinal de vida

    A Abrir

    Se h famlias que tm dificuldade em su-portar as despesas fnebres dos seus entes queridos, h outras que optam por no ter filhos, concorrendo para o envelhecimento da populao. Se por um lado h quem se endivide para pagar um funeral, h outros que no alargam as suas famlias para evi-tar custos com a educao dos filhos. So dois reversos dum cenrio preocupante, fruto da conjuntura, e que acentua a tnica do estado do Estado Social. Vejamos.

    O fenmeno do envelhecimento uma realidade insofismvel dos tempos mo-dernos, em todos os pases desenvolvidos, entre os quais se inclui Portugal. Porm, o nosso pas est a envelhecer num rit-mo bastante acelerado e preocupante. Em trinta anos, a percentagem de portugueses com mais de 65 anos passou de 11 por cen-to para 17,5 por cento. Se no houver uma inverso na tendncia, e de acordo com

    uma estimativa do Instituto Nacional de Estatstica, em 2050, cerca de 80 por cento da populao portuguesa apresentar-se- envelhecida e dependente, ficaremos com um pas de velhos, sem jovens e sem subs-tituio das geraes. H uma explicao. O decrscimo contnuo da taxa de nata-lidade, a reduo da taxa de mortalidade e o aumento da esperana mdia de vida explicam o pas que se est a construir do ponto de vista demogrfico.

    Este contexto do decrscimo da natali-dade preocupante. A descida da natalida-de registada em junho significa uma redu-o 19 por cento de bebs face ao mesmo ms de 2011. A manter-se esta tendncia, 2012 ter menos 15 800 nascimentos do que 2011. A reduo do nmero de nas-cimentos uma tendncia que se verifica nos ltimos 30 anos, ainda que com algu-mas excees. Esta contabilidade feita

    atravs do Programa Nacional de Diagns-tico Precoce.

    Este saldo negativo pe em causa a sus-tentabilidade da Segurana Social. Por um lado o aumento do nmero de pensionistas e o crescimento das despesas com pres-taes sociais e, por outro, a reduo do nmero de jovens que acedem ao mercado de trabalho acentuam um cenrio preocu-pante para os prximos anos.

    A inexistncia de polticas de apoio maternidade, as redues no abono de fa-mlia, as despesas inerentes ao processo de educao dos filhos, bem como todos os aumentos que se perdem no argumentrio da austeridade, so fatores que contribuem para um duplo atrofio. O atrofio da susten-tabilidade da Segurana Social e, simulta-neamente, um atrofiamento demogrfico.

    preciso centrar o foco em polticas sociais de apoio famlia. A tendncia

    inverte-se, tal como j fazem alguns mu-nicpios, criando medidas de estmulo natalidade, benefcios na gua e em taxas municipais para as famlias com mais fi-lhos. excessivamente evidente a pouca ateno que em Portugal se presta s po-lticas sociais direcionadas para a famlia, havendo necessidade de mais do que du-plicar o oramento dedicado ao apoio s famlias com filhos.

    Nascer em Portugal no pode ser uma penalizao para as famlias. Ter filhos no pode ser visto como um luxo ou en-cargo. Morrer em Portugal tambm no pode ser mais um fator de envidamento para as famlias. Nascer e morrer num pas que relega para segundo plano as polticas sociais de apoio famlia no mnimo um infortnio! So a face paradigmtica da vida e da morte num Estado que se diz Social.

    Entre a vida e a morte Joaquim FialhoProfessor universitrio

    Quase sempre, quando temos que refletir sobre uma situao difcil ou importante ficamos numa situao de abismo, em que nos interrogamos sobre escolhas anteriores, mergulhados no passado que deprime ou no futuro que anseia.

    A escolha de uma ou mais opes esto diretamente relacionadas com a nossa capa-cidade e liberdade para optar, mas tambm com a nossa forma de encarar a vida e escu-tar a fora que vem de dentro de cada um.

    Um indivduo resolveu tirar o brevet e numa das suas aulas tericas, o professor perguntou: Se voc est dentro do avio a voar e, de repente, vem uma tempestade e inutiliza-lhe o motor. O que que voc faz? O aluno respondeu de imediato: Continuo a voar com o outro motor.

    Bem, disse o professor, mas vem ou-tra tempestade e deixa-o ficar sem esse mo-tor tambm. Como que resolve o proble-ma? Continuando com o outro motor, responde o aluno.

    O Professor prossegue: Mas entretanto, vem mais uma tempestade e destri esse outro motor. E agora? Continuo com ou-tro motor, repete o aluno.

    O professor j impaciente diz ento ao aluno: Ora bolas, mas onde que voc vai buscar tantos motores? e o aluno imper-turbvel responde ao mesmo stio onde o professor vai buscar tantas tempestades...

    Esta histria no passa disso mesmo, mas exemplifica a maneira de encarar a vida, e as escolhas que tm de se fazer, porque para cada tempestade h sempre um motor dis-

    ponvel e porque as tempestades no exis-tem sempre. s vezes vm para nos testar ou para ensinar alguma coisa, mas quase sempre para nos tornar mais e melhor para ns prprios.

    Uns s veem tempestades e outros s os motores, mas o facto que se ouvirmos com pertincia e obstinao aquilo que nos revela o silncio, quando na noite clida manda notcias pelo corao, bem prov-vel que haja cada vez menos tempestades e muitos motores para resolver uma dada si-tuao. Geralmente, no passamos a vida a dar voltas ou a pensar no que mais nos con-vm ou no fazer. Por felicidade, no costu-mamos estar to aflitos pela vida como um aviador que perde um motor durante uma violenta tempestade.

    Na verdade, a maioria de ns segue a sua vida quase automaticamente, sem se preo-cupar demasiadamente com ela. S quando surge verdadeiramente um aperto que as coisas se complicam ou, como diz o adgio popular, s quando h trovoadas que se lembram de Santa Brbara.

    Talvez seja bom que nos preocupemos cada vez mais com a Vida no seu sentido mais pleno e mais belo, principalmente com a vida repleta de virtude e de acolhimen-to, fazendo as escolhas mais consentneas com a nossa natureza e com a natureza do mundo. J Sneca dizia que no devemos preocupar-nos em viver muitos anos, mas em viv-los satisfatoriamente: porque viver muito tempo depende do destino, viver sa-tisfatoriamente depende da sua alma...

    A Tempestade e o Motor

    Nilza de SeNadeputada

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    Actual

    o alentejo cresceu cerca de 68 por cento desde o incio do ano cifrando-se actualmente nos 37,31%.

    Taxa de execuo do Programa Operacional do Alentejo cresceu 68 por cento

    A taxa de execuo do Programa Opera-cional do Alentejo cresceu cerca de 68 por cento desde o incio do ano cifrando-se actualmente nos 37,31%, referiu o Dr. An-tnio Dieb Presidente da Comisso de Co-ordenao e Desenvolvimento Regional do Alentejo e da Comisso executiva do INALENTEJO no decorrer da assinatura contratos de financiamento com o CEBAL no mbito do Sistema de Apoio a Entida-des do S