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Edição 229 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 01 de Novembro de 2012 | ed. 229 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Turismo quer classificar bens imateriais alentejanos 09

    Alentejo vai presidir EuroacePg.05 O Alentejo vai presidir Euro-ace, Euroregio que engloba o Alentejo a Regio Centro e a Extremadura espanho-la. O Alentejo sucede assim Extremadu-ra, que tem presidido a esta Euroregio desde a sua criao.O Alentejo assumir o cargo no incio do prximo ano aquando da realizao do Conselho Plenrio da EUROACE, que de-correr em data a fixar no incio de 2013.

    Socialistas votam contra o OE de 2013Pg.04 O Partido Socialista votou on-tem contra o Oramento do Estado para 2013, tal como tinha anunciado Antnio Jos Seguro, indo contra a agenda de de-molio do Estado Social que o Governo est a promover. Durante o debate, Carlos Zorrinho afirmou que o Governo e o PSD revelam sinais de esquizofrenia polti-ca ao atacarem o secretrio-geral socia-lista e o Partido Socialista .

    Adega de Portalegre d a provar vinhosPg.13 A Adega Cooperativa de Portale-gre, numa iniciativa da Cmara Munici-pal de Portalegre, vai dar a provar os seus vinhos no Museu Robinson, no dia 11 de Novembro, assinalando desta forma o Dia Europeu do Enoturismo que coincide este ano com o Dia de S. Martinho. Para este dia, a Adega escolheu os melhores vinhos premiados como por exemplo o Portale-gre DOC Tinto medalha de ouro.

    Teresa Mendes Profissional do AnoPg.08 Teresa Mendes, gestora da em-presa Diterra Agro Industrial recebeu o ttulo de Profissional do Ano atribudo pelo Rotary Club de Portalegre devido sua capacidade empreendedora, de inova-o e criao de postos de trabalho. Teresa Mendes tem 34 anos licenciada em Arquitetura de Interiores pela ESAD Escola Superior de Artes Decorativas da Fundao Ricardo do Esprito Santo Silva.

  • 2 01 Novembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Um passo de cada vez

    A Abrir

    A classe mdia constituda por uma hete-rogeneidade muito significativa de pessoas e categorias profissionais. Nos vrios estra-tos que a constituem, h hoje um que est numa situao financeira muito frgil.

    A perda de emprego, o endividamento das famlias e o empobrecimento galopante tm conduzido a uma pobreza repentina e amarga, j denominada por envergonha-da.

    A anlise social do fenmeno comple-xa. A sua dissimulao e a dificuldade em assumir um novo posicionamento social, por parte desta nova classe, configuram uma dificuldade de compreenso sociol-gica relativamente consistente desta nova categoria de pobres. Contudo, h traos que transparecem.

    Este tipo de pobreza est associado s circunstncias repentinas da crise econ-mica.

    Esta pobreza , muitas vezes, um fe-nmeno escondido pelos novos carencia-dos, os quais j viveram num patamar de desafogado ao nvel da satisfao das necessidades bsicas de acesso a bens e servios.

    No h dados sobre o nmero de pobres envergonhados. Sabe-se que so pessoas que integram agregados familiares que se encontram em condies precrias e que tentam ocultar, por vergonha, a sua nova situao.

    Problemas de desemprego, endividamen-to e incumprimento de contratos de finan-ciamento contrados, constituem as princi-

    pais razes desta nova classe de pobres.O alarme j foi dado por vrias institui-

    es sociais. Umas alertam para a rutura de respostas sociais, outras apelam a solues de inverso deste ciclo. Desencantados e frustrados com o poder politico e econmi-co, estes novos pobres acusam a saturao da ausncia de esperana e o descrdito no pas em que vivem.

    Os agentes do sistema (partidos pol-ticos) tardam em compreender esta nova dinmica. A contestao e os movimentos coletivos avolumam-se nas ruas e nas redes sociais. Que fazer a estes novos pobres cuja mobilidade descendente os colocou num patamar de dificuldades?

    O cenrio para o prximo ano no ani-mador. O indicador de confiana dos con-

    sumidores atingiu, em outubro, um novo mnimo histrico. As perspetivas das fam-lias sobre a economia e a sua prpria situ-ao financeira so as piores de sempre. O forte agravamento dos impostos, resultado do Oramento de Estado para 2013, per-mite traar um avolumar deste vrus que atormenta a classe mdia. H um pas que espera por uma inverso desta nova forma de pobreza (e naturalmente tambm das ou-tras).

    As pessoas escondem a cara na hora de procurar ajuda nas instituies de solida-riedade social. Os testemunhos invadem-nos diariamente. Colocam-se novos desa-fios no domnio da pobreza e da excluso social. Ser que a dignidade humana no tem valor?

    Um olhar sobre a pobreza envergonhadaJoaquim FialhoProfessor universitrio

    Sempre me senti muito bem a viver numa economia de mercado (direi mesmo capi-talista, se preferirem a clareza do termo). Porqu? Porque esta tem 3 caractersticas essenciais que mais nenhum outro modelo pode apresentar: coloca o poder total nos mercados, nos seus clientes e consumido-res, que devem ser, efectivamente, os juzes da qualidade do que produzido, confere liberdade criativa e premeia a inovao, a eficcia e o mrito.

    Se uma empresa ou outra entidade no corresponder s expectativas dos seus clientes ou utentes e comear a perder qualidade, substituda por outra. Se ficar menos eficaz, o capital financeiro enca-minha-se para outra soluo que prometa maior rendibilidade no futuro.

    Naturalmente, sabemos que o capitalis-mo no se ficou por estas regras bsicas, este b-a-ba e criou um sistema financeiro que alavancou a economia real e, a partir de certo ponto, comeou tambm a alavancar-se a si prprio, chegando aos excessos que todos j conhecemos.

    Nunca existiram nem existem modelos eternos e imutveis e, como no sou fun-damentalista, penso que o capitalismo ir reinventar-se e daqui a 100 anos os seus contornos sero um pouco diferentes.

    Lembrei-me de tudo isto a propsito de uma notcia que anunciava o novo projec-to do famoso empresrio britnico Richard Branson, dono do grupo Virgin.

    A ideia juntar uma plataforma de refle-xo e aco, com outros empresrios, para tornar o capitalismo mais sustentvel e mais

    humano. No uma corrente totalmente inovadora uma vez que tem sido defendida por vrias personalidades como Muham-mad Yunus (criador do microcrdito) ou Al Gore (ex-vice presidente dos EUA).

    Pretende-se uma nova forma de fazer negcios, que coloca as questes sociais ou ambientais no centro da estratgia e das operaes das empresas.

    Pretende-se inovao (com foco no papel dos empreendedores) no seio de um capita-lismo criativo. Pretende-se compatibilizar crescimento e incluso social, com respeito pelos recursos limitados do planeta e mais enfoque no longo prazo, em detrimento dos lucros imediatos.

    Neste novo projecto, denominado B Team, pretende-se passar das inten-es, mais filosficas, s aces con-cretas. No fundo, preparar a prxima gerao de lderes para garantir que um negcio deve ter impactos positivos nos seus clientes, colaboradores, natureza e sociedade.

    E elaborar uma metodologia consistente atravs da qual as empresas possam medir e reportar os seus impactos sociais e am-bientais para alm da tradicional rentabili-dade financeira.

    Ser possvel que os sistemas contabils-ticos do futuro tenham rubricas e mtricas respeitantes ecologia, responsabilidade social com a comunidade envolvente ou tica nos negcios? Da minha parte, no te-nho a menor dvida.

    Nesta questo, como noutras, h que pen-sar diferente e fazer diferente.

    Pensar Diferente, Fazer Diferente

    caRloS SEZESGestor

  • 3

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    Actual

    Sendo a despesa estrutural uma questo nacional a abertura do Governo para um acordo deve ser partilhada.

    Bispo de Beja diz que pas precisa de converso em vez de refundao

    O bispo de Beja considera que a pol-mica em torno da expresso refunda-o, utilizada pelo primeiro-ministro portugus, deve levar a uma reflexo sobre a necessidade de uma organiza-o mais transparente, participada e

    D. antnio Vitalino contesta interesses instalados na vida poltica

    responsvel no pas.Queremos mais Estado ou mais

    iniciativa particular, mais impostos para alimentar um Estado absorvente e omnipresente ou menos carga fiscal com cidados mais intervenientes e corresponsveis pelo bem comum?, pergunta D. Antnio Vitalino, na sua nota semanal, enviada Agncia EC-CLESIA.

    O prelado diz que a construo dum

    pas fraterno exige converso pesso-al e identificao com valores morais que permitam fazer face aos muitos interesses instalados.

    Muita gente deixou de acreditar e confiar nos polticos, porque, uma vez no poder, f