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Edição 224 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 27 de Setembro de 2012 | ed. 224 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Portel organiza feira medieval para comemorar 750 anos de foral 08

    PSD vora acusa Cmara de agravar impostosPg.06 Na passada semana a Cmara de vora deliberou submeter Assembleia Municipal a candidatura do municpio de vora ao Programa de Apoio Economia Local, instrumento criado para tornar poss-vel o pagamento de dvidas a fornecedores. As dvidas a fornecedores susceptveis de serem apoiadas por este programa so de 32 milhes de euros, ficando cerca de 50 mi-lhes de euros de dvidas ainda por saldar.

    Falces esto de regresso a voraPg.03 Esto cada vez mais prximos. Para Carlos Cruz, da Liga para a Proteo da Natureza (LPN), os ltimos dois anos tm sido marcados por um olhar atento para os cus do centro histrico de vora procura de francelhos. Cerca de 120 destes falces, reproduzidos em cativeiro, foram libertados pela LPN com a esperana de que nidifiquem na cidade, o que ainda no sucedeu. Mas est quase.

    FEA inaugura temporada de msicaPg.13 A criatividade e irrevern-cia de Maria Joo, uma das intrpretes mais notveis do panorama musical portugus, marca o arranque da tempo-rada de msica Melodea da Fundao Eugnio de Almeida. O concerto, agen-dado para 6 de outubro, intitula-se Ma-ria Joo & As Aventuras das Abelhas e um dos mais recentes projetos musicais da cantora.

    Pensar a educao em vora, cidade educadoraPg.07 Esta quinta feira, 27 recomea o ciclo de debates intitulado Habitar a Ci-dade. Construir espao pblico em curso durante esta ano de 2012. Na ltima quin-ta feira de cada ms, num caf da cidade, tm vindo a reunir-se acadmicos, pol-ticos e outros cidados interessados em reflectirem em conjunto temas ligados vida de vora, apresentada como cidade educadora.

    08

  • 2 27 Setembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Mais uma onda de tristeza

    A Abrir

    Falar de Portugal como um ptimo Pas para vi-ver e um local de excelncia para trabalhar pode parecer uma loucura, tendo em conta o contexto de crise e de grande turbulncia em que estamos inseridos.

    Mas acho, convictamente, que devemos faz-lo. At porque devemos ter uma noo das nos-sas vantagens competitivas, enquanto pequena nao, neste mundo global. E empenhar-nos em criar, consolidar e partilhar a viso estratgica a 10 anos, que queremos para este Pas.

    Portugal, Great Place to Live isto que eu digo, quando descrevo o Pas a colegas, amigos ou parceiros de negcio estrangeiros que equa-cionam vir at, por curtos ou longos perodos. At porque esse o testemunho que ouo de todos os que passam por c um certo tempo. E muitos dos que vieram por um tempo, e ficaram indefinidamente, como projecto de vida.

    No tenhamos dvidas: os condimentos geo-

    grficos, o contexto de acolhimento, no fundo, aquilo que com que fomos abenoados pela natu-reza, sem termos trabalhado para tal, fantstico.

    O nosso magnfico clima, as nossas paisagens naturais, a nossa costa martima, as nossas belas vilas e cidades.

    Depois, a nossa histria o nosso patrimnio ar-quitectnico, o facto de cada rua e cada esquina transpirar cultura e tradio. As igrejas, as pra-as, os museus, os jardins transmitem identidade, personalidade e bom gosto.

    Como no podia deixar de ser, a nossa gastro-nomia, nica no mundo, com uma combinao inteligente dos sabores do Mediterrneo e do Atlntico.

    E, no menos importante, a nossa hospitali-dade enquanto povo, o facto de sabermos re-ceber bem quem nos visita. Existe um estilo de vida latino que concilia o sentido do que urgente e importante com um saber ancestral de

    aproveitar os bons momentos da vida. O nosso culto de um bom almoo ou de um

    bom jantar um exemplo paradigmtico. E no, no apenas o Portugal geogrfico que apre-ciado. O Portugal humano, talentoso e global tambm reconhecido. A qualidade de vida ainda, felizmente, um atributo portugus.

    E agora, a perguntao que fazer com tudo isto? Acho que Portugal deveria fazer da atrac-o global de Pessoas e Negcios um dos eixos essenciais da sua estratgia de desenvolvimento.

    E faz-lo de forma inteligente, percebendo o que temos para oferecer a cada grupo.

    Atrair milhares de estudantes, com projectos acadmicos de excelncia, em lngua inglesa, aproveitando a nossa latinidade e nossa condio geogrfica, na encruzilhada da Europa, Amri-ca e frica. Atrair milhares de empreendedores, afectos a indstrias criativas, que aproveitem as condies das nossas vilas e cidades para desen-

    volverem os seus projectos. Atrair milhares de investigadores, com pro-

    jectos de excelncia como, por exemplo, fez a fundao Champalimaud, na rea da sade. Atrair milhares de pessoas de meia-idade e ido-sos do norte da Europa, que possam ter aqui uma 2habitao a aproveitarem as condies climti-cas para o chamado turismo de sade e bem-estar.

    Atrair muita gente do mundo lusfono que, para fins de negcios ou outros, faam a partir daqui a ponte com o resto da Europa. E atrair mi-lhares de profissionais, para determinados clus-ters, como as tecnologias, nos quais podemos e devemos investir de forma focalizada.

    No espao de uma gerao, teramos resolvido boa parte dos nossos problemas econmicos. que apesar destes anos dificlimos que estamos a passar, Portugal continua a ser um bom Pro-dutomas precisa, acima de tudo, de uma boa campanha de Marketing!

    Portugal, Great Place to LivecARLOS SEZESGestor

    A proposta do Governo, apresentada por Pedro Passos Coelho, de alterao da Taxa Socal nica (TSU) provocou um forte abalo em todo o pas. O Governo meteu tanta gua que o copo transbordou provocando uma espcie de tsunami com conse-quncias irreparveis.

    Transferir rendimentos dos trabalhadores para as empresas, na expetativa de que estas promeveriam a baixa de preos dos bens e servios uma pro-posta que s pode ser admitida do ponto de vista acadmico e proposta por pessoas que no possuem qualquer conhecimento sobre o funcionamento das empresas nem sobre o estado real em que a sua te-souraria se encontra no meio desta crise profunda.

    Nunca em algum ponto do planeta esta medida foi implementada. Portugal no pode ser submeti-do a experimentalismos que destruam o pouco que ainda nos resta.

    Esta proposta uniu patres, trabalhadores, pol-ticos de todos os quadrantes, comentadores, o Pre-sidente da Repblica, todos contra o Governo, em manifestaes que h muito no se via.

    Tudo isto resulta da impreparao dos nossos Governantes paa lidar com uma situao to com-plexa. O PSD e o CDS tudo fizeram para fazer cair o anterior Governo, em plena crise financeira in-ternacional. Na altura tudo era fcil, bastava retirar Scrates de cena e todos os nossos problemas se dissipariam, surgindo uma espcie de homem novo, que cortaria a eito todas as gorduras do Estado, re-formaria as funes do Estado, reduziria a dvida pblica e controlava o dfice.

    A verdade que ano de 2012, totalmente sob a responsabilidade deste Governo e aps a imple-mentao de medidas duras que no constavam do memorando da Troika, apresenta um buraco de cer-ca de 5000 milhes de euros! Um dfice de 6,8% em vez de 4,5 como estava acordado! A dvida que deveria descer continua a aumentar disparando para 120% do PIB! O desemprego est incontrol-vel caminhando para os 16%! Tudo corre mal, com exceo da Balana Comercial que est quase equi-librada mas por forte reduo da procura interna e um bom comportamento das nossas exportaes.

    O Governo foi surpreendido pelo resultado nega-tivo da sua poltica, sem poder agora sacudir o ca-pote, mas em vez de corrigir o tiro continua a querer atingir o mesmo alvo.

    O Povo foi tambm surpreendido e ficou desilu-dido! Um verdadeiro desaste nacional! O CDS atra-vs do poltico mais profissional de todos, o mais demaggico em funes desde o 25 de Abril, mas o mais esperto fez tremer a coligao afirmando que isto no era com ele! Era uma coisa do PSD e de Pedro Passos Coelho.

    O Paulo avisou mas ningum no Governo o ou-viu! Tudo isto em pblico, em direto na TV, traindo o seu parceiro, com a maior desfaatez! Tudo para parecer que est fora mas contudo dentro do Go-verno, como se fossem dois e no um s Governo! O Presidente convocou o Conselho de Estado, o Governo recua na TSU, mas assinou a sua sentena de morte! Agora uma questo de tempo, pois o pntano est instalado!

    O povo manifestou-se nas ruas; as sondagens di-zem que se houvese eleies antecipadas teramos uma soluo de Governo confusa como na Grcia; O PS ainda est em construo de uma alternativa; estamos num dilema muito difcil: o pas precisa de um Gove