Registo ed217

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Edio 217 do Semanrio Registo

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<ul><li><p>www.registo.com.pt</p><p>SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 26 de Julho de 2012 | ed. 217 | 0.50</p><p>O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora</p><p>266771284</p><p>Roteiros promovem cultura, paisagens e gastronomia 08INALENTEJO apoia Empresas e EmpregoPg.03 A orientao determinada pelo Go-verno de Reprogramao do QREN, foi o me-canismo que possibilitou a Reprogramao Estratgica do INALENTEJO, tendo o sucesso desta desejvel operao um impacto muito significativo no aumento das dotaes para os eixos da competitividade inovao e co-nhecimento e para a coeso local e urbana.</p><p>Boa Boca alia design a produtosPg.07 Porque no existe nenhuma lei que obrigue os produtos tradicionais a se-rem embrulhados em papel pardo, a Boa Boca lanou em 2006 um conceito inova-dor em Portugal: Food+Design. Fomos pioneiros nesta rea especfica, recorda Ins Varejo, formada em Agronomia e um dos rostos do projeto.</p><p>Cacique` 97 no Festival Escrita na Paisagem Pg.12 O colectivo luso-moambicano Cacique`97, que dispensa j apresenta-es, vai estar no frica Move, o progra-ma de todas as quartas-feiras no Festival Escrita na Paisagem, um projecto em parceria com o Mural Sonoro. No dia 1 de Agosto, o colectivo afrobeat vai subir ao palco, em vora.</p><p>Um grande concerto em PortelPg.13 Depois de uma intensa se-mana de estudo musical, onde o lazer se confunde com novos mtodos de aprendizagem e novas oportunidades para conhecer outras gentes e outras culturas, chegou o to aguardado con-certo final do Estgio Nacional de Or-questra de Sopros. </p><p>D.R</p><p>.</p><p>OpinioO Governo precisa urgentemente de vocacionar a sua atuao para a recuperao econmica e para o suporte das famlias carenciadas Pg.02</p><p>Filmagens em MontemorA realizao de Paulo Quedas, sobre um argumento de Joo Lus Nabo e que tem Lcia Moniz e Bernardino Samina como protagonistas.</p><p>Pg.16 </p></li><li><p>2 26 Julho 12</p><p>A Abrir</p><p>Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) </p><p>Propriedade</p><p>PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; </p><p>Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&amp;Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio </p><p>Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. </p><p>| www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade </p><p>Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE</p><p>Ficha TcnicaSEMANRIO</p><p>ww</p><p>w.egoisthedonism</p><p>.wordpress.com</p><p>Pedro H</p><p>enriques | Cartoonista</p><p>Dietas estranhas</p><p>Avaliao aps avaliao, a Troika vai dizen-do que Portugal vai no bom caminho. Uma opinio que os Portugueses no entendem, face s dificuldades do dia-a-dia e s notcias sobre a situao financeira, econmica e so-cial do Pas. </p><p>No 1 trimestre de 2012, a dvida pblica portuguesa atingiu 189.979 milhes de euros o que corresponde a 111,6 % do PIB. Portu-gal apresenta a 3 dvida pblica mais eleva-da da UE em percentagem do PIB e 11 em valor. Comparando com o trimestre homlo-go de 2011, Portugal apresenta o maior cres-cimento da dvida pblica, (em % do PIB): a dvida pblica portuguesa aumentou 17,1 pontos percentuais (p.p.), quase seis vezes mais que na UE 27 (+ 3,0 p.p.) e quase sete vezes mais que na zona euro (+2,5 p.p.). </p><p>No mesmo perodo do ano anterior (1 trimestre de 2011), Portugal registava uma dvida pblica de 94,5% do PIB o </p><p>que o colocava na 5 dvida pblica mais elevada da UE27. Piora, assim, neste 1 trimestre de 2012, duas posies. Com-parando com o trimestre anterior (4 tri-mestre de 2011), Portugal apresenta o 2 maior crescimento da dvida pblica, a seguir Litunia. Em termos trimestrais, a dvida pblica portuguesa cresceu 3,8 p.p., um crescimento muito mais intenso que o verificado na UE27 (+0,9 p.p) ou na zona euro (+1,3 p.p.). </p><p>Do lado da atividade econmica sabe-mos que no 1 semestre deste ano, regis-taram-se 4.395 aes de insolvncia de empresas representando uma forte ace-lerao das Insolvncias: um aumento de 41,6% face ao 1 semestre de 2011, isto mais 1.291 empresas falidas. Em mdia, encerraram 24 empresas por dia (mais 7 empresas que diariamente encerram face ao ano passado). </p><p> certo que as exportaes tm apre-sentado um crescimento muito positivo prevendo-se um crescimento de 3,5% em 2012. As importaes devero contrair este ano 6,2%, assim como a procura interna que deve reduzir-se este ano em 6,3%. Uma travagem brusca, que impede que Portugal saia destra espiral recessiva em que se encontra. </p><p>A consequncia mas dramtica desta travagem da economia situa-se do lado do desemprego que j ultrapassa os 15,2%, prevendo-se que em 2013 atinga os 16%. Desde que o Governo tomou posse o n-mero de desempregados inscritos nos Centros de Emprego cresceu 25%: so mais 127.250 desempregados inscritos. Ou seja, desde que este Governo est em funes, a cada dia que passa, inscrevem-se nos Centros de Emprego mais 353 De-sempregados. </p><p>Os nmeros no confirmam o aparen-te otimismo da Troika e o prprio FMI j veio anunciar que era preciso uma agen-da para o crescimento econmico. esta agenda que tarda em surgir, quando as empresas e as famlias esto asfixiadas financeiramente e os Bancos no pos-suem capacidade para financiar a ativida-de econmica. </p><p>O Governo precisa urgentemente de vo-cacionar a sua atuao para a recuperao econmica e para o suporte das famlias carenciadas que esto a ser afastadas do acesso aos cuidados bsicos de sade, de educao e impedidas de alimentar com dignidade os seus filhos. </p><p>A Troika pode dizer que Portugal vai no bom caminho, mas ns constatamos a existncia de uma chaga social grave e que pode ter consequncias imprevis-veis. </p><p>Avaliao da TroikaAntnio SerrAnoDeputado</p><p>Nestes tempos actuais, de elevada exign-cia, em funo da situao econmica e financeira que todos conhecemos, o pas poltico e seus incontornveis comentado-res andam frequentemente entretidos com as alegadas presses sobre a comunicao social - quer por parte membros do governo ou por parte de outras esferas de poder.</p><p>A questo, como sabido, no de hoje, e recorrente em todas as sociedades demo-crticas. Mas tenho para mim que a liberda-de de imprensa demasiado sria na vida das sociedades para a menosprezarmos mas tambm para a banalizarmos como arma de arremesso poltica. E o que me parece que est a acontecer em Portugal, excessiva-mente, nos ltimos meses.</p><p>Vamos por partes e comecemos pelas presses. Nas relaes entre polticos, em-presrio, gestores, dirigentes desportivos e tambm jornalistas, as fronteiras entre a discusso, a irritao e a presso so tnues e dependem muito das relaes pessoais existentes. Em bom rigor, todos pressionam todos, conforme os contextos e objectivos em causa. No h padres rgidos sobre a forma como se gere a inevitvel tenso (e, por vezes, a excessiva intimidade) que exis-te e existir sempre entre comunicao so-cial e poltica. </p><p>H (e sempre haver) polticos que pres-sionam jornalistas usando abusivamente o seu poder para influenciar o trabalho dos media. Assim como h, sem dvida, jorna-listas que pressionam polticos, usando abu-sivamente o seu poder para conseguir uma notcia ou uma inconfidncia em primeira </p><p>mo. Desde modo, como escrevia e bem Ricardo Costa, director do Expresso, h uns tempos atrs, no faz sentido estarmos sempre obcecados com algo que inerente relao entre poltica e comunicao; no fundo, um certo jornalismo queixinhas que coloca o rgo de comunicao como centro de notcias, no saudvel. </p><p>O que qualquer jornalista deve fazer simplesmente ignorar, no ser pression-vel e decidir por si a relevncia de factos e qual a matria publicvel. E no ligar a desabafos, irritaes, ameaas de black-out ou outras.</p><p>Bem mais grave, e diria mesmo essen-cial, so as tentativas que vimos, de vez em quando, assentes em estratgias de contro-lo e concentrao dos grupos de comuni-cao social, como aconteceu h uns anos com a planeada aquisio da TVI isso sim, pode afectar o pluralismo que todos defendemos. E, tambm, preocupante, a forma como a actual crise esvazia as re-daces de meios humanos e, consequen-temente, a sua capacidade de conduzir um efectivo jornalismo de investigao, que v raiz das questes. </p><p>Por ltimo, esta focalizao na forma afasta-nos do contedo, que o mais impor-tante. Por exemplo, o chamado caso das se-cretas demasiado grave para ficar no diz-que-disse e nos supostos arrufos telefnicos entre ministros e jornalistas. Investigue-se, noticie-se e responsabilize-se para que no final, todos os intervenientes, independen-temente de presses, terem feito bem o seu trabalho.</p><p>As Presses e os Pressionveis </p><p>cArLoS SeZeSGestor</p></li><li><p>3 </p><p>Actual</p><p>reprogramao do inALenteJo mereceu 84 % dos votos das entidades da comisso de Acompanhamento.</p><p>Decorreu no dia 24 de Julho nas insta-laes da DECO Delegao Regional de vora o ato eleitoral para o mandato 2012/2015, onde foi eleita a nova Dire-o Regional.</p><p>Esta nova Direo composta por Margarida Lascas, Cludia Tique, V-tor Toms, Nuno Cambezes e Jos Sil-va, tendo como objetivo o alcance de uma maior visibilidade e relevo pe-rante a comunidade, podendo desta forma trazer novos laos e contribu-tos Delegao, que a nvel nacional conta com a maior rea territorial de interveno.</p><p>A regio do Alentejo dada a sua ex-tenso, leva a que muitas populaes fiquem desamparadas, sobretudo no que se refere mais idosa, sendo por isso, tambm inteno neste novo mandato a aproximao aos consumi-dores mais desprotegidos na defesa dos seus direitos e garantias.</p><p>DECO Delegao Regional de vora</p><p>Alentejo</p><p>PUB</p><p>A nica empresa transformadora do sector do tomate instalada em Mora (vora), a Sopragol, emprega 50 pessoas ao longo do ano, mas durante a poca da campanha, de Julho a Se-tembro, chega a dar emprego a 300.</p><p>A produo anual atingiu em 2011 106 milhes de quilos de tomate transformado. Com uma capacidade de transformao superior a 2.200 to-neladas/dia de tomate fresco, a nica empresa transformadora deste setor instalada em Mora produz concen-trados, triturados, passatas, cubos e molho para pizza.</p><p>Tomate d emprego a 250</p><p>Mora</p><p>A orientao determinada pelo Governo de Reprogramao do QREN, foi o meca-nismo que possibilitou a Reprograma-o Estratgica do INALENTEJO, tendo o sucesso desta desejvel operao um impacto muito significativo no aumen-to das dotaes para os eixos da com-petitividade inovao e conhecimento e para a coeso local e urbana, permi-tindo desde logo um novo enfoque, alo-cando no sector econmico empresa-rial, reforando os apoios s empresas e ao emprego, promovendo em particular a empregabilidade dos jovens.</p><p>Simultaneamente, a operao de re-programao, permitiu garantir o cum-primento de todos os compromissos j assumidos anteriormente nomeada-mente com as Autarquias Locais e o Sistema Regional de Transferncia de Tecnologia.</p><p>Para memria futura, deve fazer-se notar que foi possvel obter um consen-so regional alargado relativamente Reprogramao do INALENTEJO, mas o facto que merece maior registo foi o de que as prioridades regionais definidas na Reprogramao, foram conjugadas e antecipadas com as novas orientaes do QREN.</p><p>A aprovao da Reprogramao Estra-tgica do INALENTEJO mereceu uma concordncia muito clara e inequvoca de 84 % das entidades que integram a Comisso de Acompanhamento com di-reito a voto.</p><p>Foi um notvel xito, pelo que os re-sultados obtidos o espelham, resultan-do de uma atitude de dilogo perma-nente de todos os agentes, de mbito nacional, regional e local, devendo-se </p><p>INALENTEJO refora apoios s Empresas e ao Empregorerogramao do Qren vai permitir a mesma dotaao oramental do inALenteJo</p><p>muito desse consenso obtido ao traba-lho da equipa tcnica cujo empenho e competncia que tm vindo a demons-trar, tem sido reconhecido por todas as instncias.</p><p>Em termos gerais o Alentejo, conse-guiu mesmo com as novas orientaes governamentais para o QREN, manter a mesma dotao oramental do INA-LENTEJO.</p><p>A aprovao da reprogramao do INALENTEJO, traduz-se na assumpo de vrios compromissos com a Regio, nomeadamente quanto Bonificao da taxa de comparticipao com efeitos retroativos para 85%, relativa s opera-es ainda no concludas promovidas pela Administrao Central e Local. </p><p>Na implementao das medidas do </p><p>Programa Impulso Jovem, para a for-mao para Inovao e Gesto; para medidas de apoio ao PAECPE; dos in-centivos s empresas, do JESSICA e de Reabilitao Urbana, isto para alm da aceitao de todas as candidaturas propostas para transitar no mbito da reprogramao tcnica, so outros dos compromissos assumidos com a repro-gramao do Programa Operacional.</p><p>A manuteno dos compromissos as-sumidos, induziram a necessidade de se procederem a diversos ajustamentos, nomeadamente a uma nova distribui-o de FEDER por eixos, orientados por uma linha estratgica de que as dota-es ficassem compatibilizadas com as prioridades futuras da Comisso Direti-va do INALENTEJO.</p><p>D.R.</p></li><li><p>4 26 Julho 12</p><p>Actual</p><p>e a, no campo das opes do dia-a-dia, que as guas se separam e o caldo se entorna.</p><p>PUB</p><p>Na passada quinta-feira voltou a discutir-se o conceito de cidade educadora, desta vez sob a perspectiva da viso dos partidos polticos com assento na Assembleia Mu-nicipal.</p><p>No era de estranhar que, de uma forma ou de outra, os quatro representantes dos partidos concordassem sobre o conceito, sobre a necessidade de percorrer caminhos que conduzissem tal utopia da cidade que, na construo da teia de relaes que vai estabelecendo, se vai transformando em cidade solidria, inclusiva, participativa, crtica, interventiva e de cidadania plena onde o medo seja uma referncia que se vai buscar s estrias infantis e no uma vivn-cia diria.</p><p>Se no sassemos daqui seriamos levados a pensar que os cidados organizados em partidos polticos (a adeso voluntria a um partido poltico no retira a cidadania a nin-gum, apesar de alguns o pretenderem fazer) se poderiam juntar numa espcie de clube de reflexo e por consenso delinear um progra-ma de aco para empreender essa obra sem-pre inacabada da cidade educadora.</p><p>Mas a vida um pouco mais complexa </p><p>do que as elucubraes acadmicas sobre conceitos tericos ideais e insiste em por prova as intenes de cada um nas escolhas que inevitavelmente se fazem.</p><p>E a, no campo das opes do dia-a-dia, que as guas se separam e o caldo se en-torna.</p><p>vora faz parte de uma rede internacio-nal de cidades educadoras desde 2000, mas ser que as opes polticas e as prticas de gesto dos ltimos anos esto a contribuir para a tal construo sempre inacabada ou, antes pelo contrrio, esto a contribuir de-cisivamente para o afastamento dos cida-dos da gesto da coisa pblica, a empurrar para a anonmia generalizada, garantindo um pseudo apoio de uma enorme massa acrtica sem opo de escolha?...</p></li></ul>