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Edição 210 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 08 de Junho de 2012 | ed. 210 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Congresso O Presidente da Extremadura, Jos Antonio Monago, na abertura do Congresso Eixo 16, agradeceu aos representantes de outras regies envolvidas, bem como aos representantes de Portugal por participarem nesta conferncia dizendo que esta melhor forma de estamos unidos com um objetivo: o melhor para os nossos territrios e, claro, para a Europa.

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    .Congresso transnacional do Eixo 16 em Badajoz

    Programa Impulso Jovem aprovadoPg.03 Trata-se de um programa novo e inovador cujos pressupostos assentam nas reformas que esto a ser desenvolvidas na economia portugue-sa e que tm como objetivo primordial a transformao da sua estrutura, quer no sentido da obteno de maiores n-veis de produtividade e competitivida-de.

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    Ferreira Patrcio condecoradoPg.06 Manuel Ferreira Patrcio, Professor Universitrio, Investigador e um dos mais brilhantes acadmicos portugueses nas reas da pedagogia e da educao vai ser agraciado, no Do-mingo, com a Gro Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

    CafenaO que tm em comum o caf, o cacau e a coca-cola?Respondendo de forma imediata pode-ramos dizer que, em sentido lato, so alimentos, ou se atendssemos grafia afirmaramos que todas as palavras co-

    meam pela letra c, mas se fosse a cor a despertar a nossa ateno certificaramos que o que os une a tonalidade castanha. verdade! Mas h qualquer coisa mais em comum at podemos afirmar que h uma certa Qumica entre eles. Ah, pois

    h! a cafena.Certamente que j ouviu fala da cafena, mas sabe o que ? Designaes, frmulas e principais carate-rsticas fsico-qumicas?

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  • 2 08 Junho 12 3

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Actual

    Plano Estratgico de Iniciativas de Promoo da Empregabilidade Jovem e de Apoio s PME.

    Avaliao duvidosa

    Vem a o europeu de futebol. mais um mo-mento anestsico para a nao tuga. Esque-cem-se transitoriamente as dificuldades do momento, grita-se por uma equipa de estrelas que estiveram ofuscadas perante a Macednia e a Turquia, alimenta-se o sonho de ir mais alm, como se de uma salvao nacional se tratasse. Estendem-se as bandeirinhas na jane-la, descobrem-se os mais inslitos adornos e cria-se uma espcie de alma nacional.

    Pontos de vista parte, o momento do fute-bols cria as condies ideais para a governa-o avanar com medidas impopulares, consi-derando a distrao do momento. Enquanto o povo vibra e sofre (pelo futebol), atenuam-se as mgoas, e descobre-se a salvao para uma nao deprimida.

    No creio que o Portugal em que eu vivo seja o mesmo do futebol. A ser verdade o noticiado pela imprensa espanhola, a nossa seleo vai gastar cerca de trinta e trs mil euros por dia na sua estadia, colocando-a no topo dos gasta-dores presentes no europeu, em mais do dobro dos gastos de pases como a Holanda, Dina-marca, Espanha, Itlia. Quantos portugueses ganham este valor por ano? D que pensar. Se-jamos grandes nalguma coisa, e que a tamanho sinal de estravagncia corresponda no mnimo um lugar na final da prova!

    Vi algures num rgo de comunicao social um lbum de fotografias sobre os automveis dos jogadores, em pleno estgio de bidos. Mais parecia um desfile da elite do mundo au-tomvel do que um estgio de uma equipa de futebol. Por muito que procure encontrar uma anlise lgica para este fenmeno de exube-rncia da vaidade, no consigo adjetivar tama-nha catarse da opulncia. Pode-se ser abastado

    em dinheiro, mas no o sero certamente em considerao com o contexto. O mnimo que se exige a quem venerado por milhares de jovens e adultos uma propagao de valores imateriais e de princpios morais. No quero fazer um ensaio moralista com o show depri-mente dos nossos jogadores, mas no mnimo que haja bom senso!

    O passeio de charrete em agradecimento populao de bidos fez-me lembrar as festas de matrimnio em que os prncipes se pas-seiam no meio da multido, rodeados de segu-ranas, acenando com as mos ao povo que os rodeia. Foi um mero sinal principesco no meio de um deserto de valores.

    O espetculo no terminou por aqui. A re-ceo pelo Presidente da Repblica e a visita Fundao Champalimaud constituem a cereja no topo do bolo. Afinal, a preparao para uma grande competio faz-se de eventos sociais, banhos de multido e ensaios caritativos. Se noutros tempos a preparao era fsica e ps-quica, hoje, social e meditica. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontadesde treinar!

    Estas recees sociais desenvolvidas a leste dos problemas sociais e econmicos da popu-lao encetam, quanto a mim, um espetculo deprimente, de manifestao exacerbada do egocentrismo e do culto de personalidades que necessitam de banhos de multides, ainda que se anteveja um fracasso desportivo internacional.

    Gostaria muito de me enganar nesta minha reflexo. Seria sinal que Portugal teria chega-do longe na competio, que o pas estava bem de sade, e que os nossos jogadores seriam verdadeiras estrelas de humildade e de respei-to com a nao que vive momentos de tormen-ta, e que pouco ou nada tem para se agarrar.

    Poltica, futebol e vaidade!

    JoAquIM FIAlhoProfessor universitrio

    Trata-se de um programa novo e inova-dor cujos pressupostos assentam nas re-formas que esto a ser desenvolvidas na economia portuguesa e que tm como ob-jetivo primordial a transformao da sua estrutura, quer no sentido da obteno de maiores nveis de produtividade e compe-titividade, quer com vista a retomar um desenvolvimento econmico sustent-vel, com mais e melhores oportunidades para todos referiu o Ministro Miguel Rel-vas na apresentao do Programa aprova-do na reunio do Conselho de Ministros, antecipada para quarta-feira, devido ao feriado de ontem.

    A criao de mecanismos que permi-tam ao tecido empresarial portugus adaptar-se eficazmente a nveis de con-corrncia mais elevados como aqueles que se encontram nos mercados interna-cionais um aspecto determinante na concepo deste Plano Estratgico.

    Tal no seria possvel sem o concurso e o empenho decisivo dos parceiros sociais cujos contributos se revelaram funda-mentais para o desenho final de um Pla-no que refora a coeso nacional, social e territorial e reduz as assimetrias regionais, afastando-se claramente da tentao ma-crocfala e excessivamente burocratizada do Estado, envolvendo as empresas e a so-ciedade civil atravs dos seus representan-tes no mundo do trabalho.

    Por outro lado, o Plano s concebvel num contexto mais alargado das refor-mas estruturais que o Governo est a le-var a cabo e que atendem ao crescimento sustentado da economia portuguesa e ao seu financiamento no mdio e no longo prazo.

    Este Plano assenta em trs eixos trans-versais: de estgios profissionais, de apoio contratao, formao profissional e ao empreendedorismo e de apoios ao in-vestimento.

    Possui um fundo de mais de 344 mi-lhes de euros oriundos da reprograma-o e maximizao do Fundo Social Eu-ropeu e do FEDER, e cobre um universo de previsivelmente cerca de 90 mil desti-natrios.

    O Plano Estratgico Impulso Jovem cria condies para que as empresas se dotem de postos de trabalho qualificados e duradouros atravs do combate s atu-ais restries ao financiamento que en-frentam e permite simultaneamente que ajustem o seu padro produtivo ao novo paradigma de modelo econmico susten-tvel ambicionado.

    Tem fundamentalmente como pro-psito criar oportunidades de ingresso no mercado de trabalho para os jovens portugueses, oferecendo-lhes formao prtica em contexto de trabalho efetivo, sempre com o objetivo de uma posterior relao laboral duradoura, e/ou a possibi-lidade de formao certificada direciona-da aos sectores de maior empregabilidade e no posto de trabalho, o que assume par-ticular relevncia no sentido da reduo

    Governo aprovou o Programa Impulso Jovem344 milhes de euros da re-programao e maximizao do Fundo Social Europeu

    Este apoio temporrio e escalonado cor-responde a uma forma descentralizada, com baixos custos administrativos, de incentivar novas contrataes que ser operacionalizada atravs do reembolso de contribuies sociais para a Seguran-a Social e condicionada criao lqui-da de emprego junto de desempregados jovens h mais de 12 meses.

    O Plano, nesta vertente de estgios profissionais com durao de 12 meses, inclui a Administrao Pblica, por se entender que se deve apostar na pro-moo da empregabilidade no servio pblico, valorizando as qualificaes e competncias dos jovens licenciados, mediante o contacto com as regras, boas prticas e sentido de interesse