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Edição 209 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 31 de Maio de 2012 | ed. 209 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    vora Numa cerimnia realizada ontem, ao inico da tarde, no auditrio da CCDR- Alentejo, presidida pelo Ministro Pedro Mota Soares, o Centro Distrital de Segurana Social de vora protocolou com IPSS`s apoios para o desenvolvimento da medida excecional das cantinas sociais, inserta no Programa de Emergncia Alimentar.Garantimos a partir desta data a abertura de vinte cantinas sociais, distribudas por todos os concelhos, e que permitiro dar auxlio e resposta a situaes de grave carncia social.

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    .Segurana Social protocola Cantinas Sociais

    ERASMUS comemora 25 anosPg.11 A cidade de vora vai ser pal-co, de 31 de maio a 2 de junho, de um encontro internacional de jovens que ir assinalar o 25 aniversrio do pro-grama ERASMUS e da classificao do Centro Histrico como Patrimnio da Humanidade. Sob o lema (Ex) Change your Life in vora

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    procura de mais espao pblicoPg.08 A Arquitectura e o Urbanis-mo desenvolvem uma relao que condiciona a qualidade do espao pblico em vora. Saber dessa relao e do que ela pode trazer a esta cidade contempornea que quer ser educa-dora, a proposta para o fim de tarde desta quinta feira, 31 de Maio.

    Empreendedores de Beja lanam FarmVille com autnticos produtos hortcolasGerir uma horta a partir de um aparta-mento a proposta que um grupo de em-preendedores de Beja se prepara para lan-ar num projecto experimental. O projecto chama-se MyFarm.com, por estratgia co-

    mercial. E qualquer semelhana com o popular jogo da internet FarmVille no pura coincidncia, apesar de no se tratar de um jogo mas de uma autntica activi-dade agrcola.

    A nica diferena em relao agricultura tradicional que aqui ser tudo gerido atra-vs da Internet por quem de outra forma dificilmente teria acesso a uma quinta ou a uma horta.

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  • 2 31 Maio 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Impostos... s para alguns!

    Agora que decore mais uma avaliao da Troika sobre a implementao do Memoran-do de Entendimento, os Portugueses assistem perplexos s afirmaes do Governo e da Troika, de que estaremos no bom caminho.

    Vejamos se ser assim. Segundo as proje-es da OCDE, este ano, a economia portu-guesa dever continuar em recesso ao apre-sentar uma contrao do PIB de 3,2%, valor mais pessimista que o apontado pelo governo (-3,0%).

    Em 2012, Portugal apresentar a 2 reces-so mais pronunciada das 34 economias da OCDE, a seguir Grcia. Tambm a zona euro dever entrar em recesso (-0,1%), em-bora a sua intensidade seja mais tnue que a projetada para Portugal.

    Segundo a OCDE, a economia portuguesa dever contrair 2,9% no 4 trimestre deste ano, sendo a maior contrao das 34 econo-mias pertencentes a esta organizao, en-quanto a zona euro j dever crescer no final do ano (0,2%).

    Para o ano, Portugal dever continuar em recesso econmica (a 2 maior, a seguir Grcia), contrariando a projeo do gover-no que aponta para um leve crescimento de 0,6%. Tambm Itlia, Eslovnia, Espanha e Grcia devero continuar em recesso em 2013.

    A economia da zona euro expandir-se- em 0,9% e a da OCDE em 2,2%. O Con-sumo Privado dever apresentar, nos dois anos, a maior quebra de todos os pases da OCDE, com decrscimos de 6,8% e 3,2%, respetivamente, enquanto a zona euro j dever apresentar um ligeiro crescimento em 2013.

    O investimento sofrer, este ano, a 2 maior quebra de todos os pases da OCDE (a seguir Grcia), e a maior em 2013, enquanto a zona euro j dever apresentar um crescimento para o ano.

    A taxa de desemprego atingir os 15,4% este ano (15,8% no 4 trimestre) e dever con-tinuar a crescer, atingindo no conjunto do ano

    que vem 16,2%. No entanto, dever assistir-se no 4 trimestre de 2013 a uma taxa de de-semprego 16,3%. Segundo a OCDE, Portugal apresentar o maior crescimento na taxa de desemprego em 2013 (juntamente com a Es-panha), quase 3 vezes maior que o esperado para a zona euro (de 10,8% em 2012 para 11,1% em 2013).

    Esta previso vem assim contrariar a do governo, que antev uma diminuio da taxa de desemprego j para o ano. O Dfice p-blico dever crescer, este ano, para 4,6% do PIB (4,2% em 2011), revisto em baixa face ao previsto no Documento de Estratgia Ora-mental ou no acordado no Programa de Ajus-tamento e Estabilidade Financeira (4,5%).

    A Dvida Pblica dever continuar a cres-cer em 2012 e 2013, de 114,5% para 120,3% do PIB. Esta projeo a mais pessimista de todas as que se tem elaborado para a dvida pblica portuguesa. Ora olhando, para toda esta informao tcnica, temos razes para estar preocupados! Um ano de Troika e um

    ano de Governo e que temos : Mais desemprego, com 1 milho de de-sempregados; A dvida pblica a aumentar; Reduo brusca do Consumo Privado e aumento da falncia de empresas; Reduo de Investimento Privado e para-gem do investimento pblico; Aumento dos Impostos; Cortes dos subsdios de natal e de frias; O Pais est parado, sem actividade eco-nmica; H cada vez mais Portugueses e Portu-guesas a passar fome;

    Temos um Governo perdido, desorientado, surpreendido pela dimenso do Desem-prego e que no consegue apresentar aos Portugueses um plano de sada da crise. Tantos sacrifcios para chegarmos a pro-jees econmicas como nos apresenta a OCDE? Ou arrepiamos caminho ou no aguentamos socialmente mais um ano des-tas politicas.

    Estamos no bom caminho, dizem a Troika e o Governo. Ser assim? Antnio SerrAnoDeputado

    No muito longe da fronteira, encontramos no corao da Extremadura espanhola a bela cidade de Cceres. uma cidade de dimen-so mdia (cerca de 95.000 habitantes), con-siderada Patrimnio da Humanidade pela UNESCO desde 1986, mais ou menos pela mesma altura de vora. Mantendo o seu ca-riz medieval, com todo o seu esplendor, possvel encontrar imponentes torres forti-ficadas, palcios sumptuosos e jardins es-condidos em recantos insuspeitos. Com toda esta monumentalidade, sendo um dos centros histricos mais bem conservados da Europa, Cceres no se contenta, entretanto, em ser apenas uma cidade de patrimnio. A cidade aposta em eventos de cultura contempornea dos quais se destaca, pela sua importncia, o WOMAD.

    O WOMAD, correspondente s siglas World Of Music, Arts & Dance, um fes-tival internacional onde se inclui msica po-pular, msica tnica, artes teatrais, artes de rua, entre outras actividades. Sendo realizado tambm em outras cidades espalhadas pelo mundo, celebra-se em Cceres desde 1992. um evento vivido e assumido com orgu-lho por toda a cidade, tenho nos ltimos anos atrado audincias na ordem dos 50.000 visi-tantes. fcil concluir os benefcios directos e indirectos que uma organizao deste nvel traz cidade, em termos de notoriedade, re-putao e ganhos para a hotelaria, restaura-o e comrcio tradicional.

    O WOMAD 2012 de Cceres desenrolou-se

    no passado fim-de-semana e relembrou-me as semelhanas entre vora e esta bela cidade espanhola e as diferentes formas de aprovei-tar a cultura, como estratgia de crescimento e de marketing territorial.

    Ser que vora, com as suas imensas po-tencialidades, poderia comear a reflectir em passar de um modelo de cidade de Patrimnio para um paradigma de capital cultural, com 2 ou 3 eventos-ncora, de cultura contempor-nea, que lhe proporcionem ambientes vibran-tes e atractivos, como este caso de Cceres que mencionei antes? Que, por exemplo, pro-porcionem uma agenda cultural que faam o visitante/ turista ficar uns 3 dias em vez de 1 dia ou meio-dia, como acontece na maioria dos casos?

    Muitas vilas e cidades j o fazem em Por-tugal, com sucesso para no ir muito longe lembro-me desde j o Festival Islmico de Mrtola, o festival Msicas do Mundo em Si-nes ou o Festival Internacional de Chocolate, em bidos.

    Com eventos destes, pode concretizar-se uma viso de futuro vora, capital cultural, materializada em praas e ruas cheias e gente (turistas de todo o mundo), a fervilharem de restaurantes, cafs, esplanadas, bares e lojas de produtos locais. Obviamente que as infra-estruturas de apoio so importantesmas o essencial so boas ideias, concretizveis, com escala para envolver toda a cidade. Com tra-balho, envolvimento cvico e vontade polti-ca, tudo isto perfeitamente possvel.

    vora, cidade do Patrimnioou vora, capital Cultural?

    cArLoS SeZeSGestor

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    Actual

    Pedro Mota Soares - este o tempo e o momento de agir.

    Numa cerimnia realizada ontem, ao inico da tarde, no auditrio da CCDR- Alentejo, presidida pelo Ministro Pedro Mota Soar