Registo ed205

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Edio 205 do Semanrio Registo

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<ul><li><p>www.registo.com.pt</p><p>SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 03 de Maio de 2012 | ed. 205 | 0.50</p><p>O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora</p><p>266771284</p><p>PUB</p><p>D.R</p><p>.</p><p>ACDE promoveuencontro de empresriosPg.08 Realizou-se o 4 Encontro/Al-moo Transfronteirio, promovido pela Casa de Espanha, que desta vez con-tou com a organizao da Associao Comercial do Distrito de vora. O en-contro teve como objetivos principais dar a conhecer o parque aeronutico de vora por um lado, e por outro os di-versos apoios a empresas em vigor, no-meadamente no mbito da exportao.</p><p>Lus Pardal | A</p><p>rquivo Registo</p><p>Coleco B lana campanhaPg.11 conversa com o professor Jos Alberto Ferreira, diretor e produ-tor do Festival Escrita na Paisagem desde 2004, conhecemos a realidade financeira dos agentes culturais, este ano com um corte de 38%, e possiveis solues para ultrapassar dificulda-des. O Festival Escrita na Paisagem tem este ano a sua nona edio e foi conquistando algum espao na regio.</p><p>Agricultura Devido situao econmica e financeira do pas, os investimentos no puderam ocorrer como planeado e o Governo teve que fazer a reprogramao do investimento do Alqueva e, por essa razo, em vez de o prximo ano ser o ano de referncia para a concluso das obras, esse ano est referenciado para 2015, disse Pedro Passos Coelho.</p><p>03</p><p>Alqueva para concluir em 2015</p><p>D.R.</p></li><li><p>2 03 Maio 12 3 </p><p>A Abrir</p><p>Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) </p><p>Propriedade</p><p>PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti </p><p>Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&amp;Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); </p><p>Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense </p><p> Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio </p><p>Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE</p><p>Ficha TcnicaSEMANRIO</p><p>ww</p><p>w.egoisthedonism</p><p>.wordpress.com</p><p>Pedro H</p><p>enriques | Cartoonista</p><p>Actual</p><p>a afectao dos recursos necessrios, quer por via do POVT, quer por via do PRODER, esto assegurados.</p><p>Drago de barriga cheia</p><p>Nas recentes audies parlamentares sobre o trabalho da empresa Parque Escolar, ficou para a memria dos portugueses o testemu-nho da ex-ministra Maria de Lurdes Rodri-gues. Foi uma festa consta que foi dito e reafirmado. Tal foi, seguramente, mais um lapso e um fait-diver do que algo com subs-tncia. </p><p>Mas mostra, de forma evidente, alguma ligeireza como se abordam as questes da educao em Portugal. Como em muitos ou-tros casos, atirou-se dinheiro para cima dos problemas na esperana que eles se resolvam. Neste caso, basta investir 3 minutos para ler o sumrio executivo do relatrio do Tribunal de Contas para perceber que isto no ques-to de sensibilidade com a questo do inves-timento em educao mas um caso de gesto negligente e danosa! </p><p>Como possvel passar de um patamar de 940 milhes para modernizar 332 escolas para uma fasquia de 3.168 milhes e abran-ger apenas 205 escolas? Algo que deve ser analisado e desta avaliao devem-se extrair responsabilidades.</p><p>Mas olhemos para a educao de uma for-ma mais abrangente e mais objectiva. Creio, e provavelmente no serei o nico, que os problemas da educao no se resolvem es-sencialmente com edifcios e infra-estruturas de apoio. </p><p>Mais do que a parte fsica, importa a componente intangvel, pedaggica pro-fessores competentes e motivados, conte-</p><p>dos adaptados aos desafios do mundo ac-tual e metodologias centradas na eficcia das aprendizagens. Algum tem ouvido debate sobre estes temas? Provavelmente, no.</p><p>Nas ltimas dcadas, sacrificou-se a qua-lidade quantidade, o que at posso tentar compreender em funo da necessidade de escolarizar toda a populao. </p><p>Mas, infelizmente, na ltima meia dzia de anos sacrificou-se tambm a exigncia, pare-cendo que estamos mais preocupados com as estatsticas das aprovaes do que com os resultados concretos. </p><p>Em vez de garantir a igualdade de opor-tunidades, e deixar que a educao seja um factor de mobilidade social, baseado no mri-to, procurou-se que todos, crianas e jovens, saiam iguais do sistema educativo, nivelan-do claramente por baixo. </p><p> necessrio que, sem revolues cons-tantes e desnecessrias, a educao seja ba-lizada nas questes fundamentais domnio da lngua, da sua expresso, de uma cultura matemtica e cientfica e, se possvel, crie as bases para a criatividade, a inovao e o es-prito crtico. </p><p>Promova-se a exigncia, o mrito, a parti-cipao activa da comunidade e a excelncia pedaggica dos professores. Sem festas, sem polmicas artificiais, mas com orien-tao aos resultados que todos esperamos: aprendizagens que conduzam aos conheci-mentos e s competncias essenciais.</p><p>Educao: da festa aos resultados</p><p>cARLOS SEZESGestor</p><p>Ao fim de 10 meses de Governo PSD/CDS temos a confirmao de uma atitude demag-gica do CDS no mbito da coligao governa-mental. Perante tudo o que menos positivo o CDS protege-se para no se compremeter de-masiado, deixando o nus das medidas mais difcieis para o PSD. </p><p>No meio das dificuldades os ministros do CDS l vo anunciando aqui e acol medidas simpticas mas que no tm qualquer grau de execuo ou qualquer espcie de viabilidade. O que conta para estes Ministros passar uma imagem positiva nas televises venden-do banha da cobra aos mais incautos. Veja-mos os casos de Pedro Mota Soares, Ministro do Trabalho e Segurana Social e de Assun-o Critas, Ministra da Agricultura e assun-tos diversos. No primeiro caso, apregoa-se o aumento de lugares em creches para as nossas crianas e dos lugares nos lares para os ido-sos. </p><p>Pois bem, o problema que a lotao au-menta mas as condies fsicas e humanas </p><p>so as mesmas, levando a que no caso dos Lares os idosos, agora amontoados tenham menos cuidados de enfermagem ou de cui-dados mdicos sendo encaminhados para as urgncias hospitalares em situao muito de-bilitada e mais difceis de recuperar. </p><p>Este Ministro anunciou ainda, em 5 de Agosto, a criao de um Banco de Medica-mentos para distribuio gratuita aos mais carenciados. Ora at hoje nunca mais nin-gum ouviu falar do assunto! Entretanto o Ministro vai saltando de anuncio em anuncio at se meter em trabalhos mais complexos como foi a deciso de suspender as reformas antecipadas ou a da sua inteno de plafonar as reformas rompendo um contrato que cada um de ns fez com o Estado. </p><p>No caso de Cristas, a coisa ainda mais grave. Anuncia um Leilo das ltimas terras da Reforma Agrria e vem a vora partici-par de to importante evento, ignorando que as terras da Reforma agrria so ainda qua-se 15.000 hectares, que esto arrendadas ao </p><p>abrigo de Lei prpria, que estes 600 Hecta-res correspondem a diversas parcelas cujos contratos de arrendamento cessaram e que o que vai ser feito um concurso para novo arrendamento, que a terra onde deu a entre-vista para as televises era justamente uma terra que no fazia parte do lote a ser objecto de novo contrato, que o concurso apressado apresentava erros no caderno de encargos, etc. </p><p>Mas o que no faz esta Ministra para uns minutos de TV? Em simultneo apresenta na Assembleia da Republica a Lei sobre o Ban-co de Terras que inclui uma norma que prev que uma propriedade abandonada (mas com dono), ao fim de 10 anos, possa ser vendida pelo Estado!! </p><p>O Partido Comunista ou o Bloco de Es-querda no fariam melhor! Recentemente apresentou as medidas para ajuda aos Agri-cultores no mbito do combate seca, anun-ciando 40 milhes de ajuda, para alimentao animal. </p><p>S que o Oramento de Estado e o Ora-mento Rectificativo aprovado este ms de Abril na Assembleia no incluem um cntimo para estas ajudas!!! Mas o povo acreditou e os Agricultores so mais uma vez usados. </p><p>Mas quer num caso como noutro a dema-gogia tem efeitos positivos de curto prazo e o vu comea a cair. Esta semana foi o caso do novo imposto que Cristas lanou pondo todos os consumidores e produtores a pagar uma TAXA de segurana Alimentar, revelando de facto ao que este Governo vem. </p><p>Infelizmente para os Portugueses, as coisas esto a correr muito mal e no h assessores de imprensa que nos valham, porque a dura realidade se sobrepe diariamente aos bone-cos montados para espectador ver. </p><p>O que ns todos merecamos era um pou-co mais de respeito e que estes Governantes esquecessem por algum tempo a imagem e passassem de uma atitude demaggica para uma atitude comprometida com a resoluo efectiva dos problemas reais da populao.</p><p>Imagem e Demagogia em Poltica AnTniO SERRAnODeputado</p><p>Devido situao econmica e financei-ra do pas, os investimentos no pude-ram ocorrer como planeado e o Governo teve que fazer a reprogramao do inves-timento do Alqueva e, por essa razo, em vez de o prximo ano ser o ano de re-ferncia para a concluso das obras, esse ano est referenciado para 2015, disse Pe-dro Passos Coelho.</p><p>O chefe do Governo falava aos jornalis-tas em Beja, durante uma visita Ovibeja, onde, entre beijos e apertos de mo a visi-tantes da feira, provou vinhos, azeites e pre-sunto da regio e ouviu modas alentejanas, tendo, inclusive, cantado uma delas.</p><p>Questionado pelos jornalistas sobre se a concluso do projecto global do Alqueva em 2015 um compromisso do Governo, Pedro Passos Coelho respondeu: Foi o compromisso que ns assumimos, no verdade?.</p><p>Segundo Pedro Passos Coelho, a afec-tao dos recursos necessrios, quer por via do POVT [Programa Operacional Va-lorizao do Territrio], quer por via do PRODER [Programa de Desenvolvimento Rural], esto assegurados.</p><p>Por isso, independentemente de o Go-verno conseguir ou no encontrar forma de os fundos de coeso poderem vir ser dre-nados para esta obra to importante, a ver-dade que ela est assegurada, garantiu.</p><p>E, portanto, conseguiremos levar a gua do Alqueva a mais utilizadores, em particular atravs da extenso da sua rede secundria e tambm atravs de contratos de abastecimento com outras entidades que garantam tambm receitas prprias que possam ser reinvestidas no projecto, disse.</p><p>Pedro Passos Coelho disse que o Gover-no est convencido de que o Alqueva ser bem-sucedido e determinante para que as culturas de regadio possam progredir, como tem vindo a conhecer, mas tambm possam ter uma expanso ainda mais favorvel.</p><p>O Alqueva no tem nenhum atraso em termos de obras, as quais esto a decorrer como o normal, garantiu, insistindo na necessidade que o Governo teve de repro-</p><p>Alqueva para concluir em 2015Passos coelho e Assuno cristas garantiram que Al-queva se conclui em 2015</p><p>Antnio Jos Seguro, secretrio-geral do Partido Socialista acusou o Primeiro-ministro de ficar de braos cruzados perante o aumento do nmero de desem-pregados e questionou porque no aceita a proposta do PS para criao de emprego e crescimento econmico.</p><p>O lder do PS lamentou ter ouvido hoje o Passos Coelho dizer, de uma forma completamente insensvel, que o pas tinha que se preparar para nveis de de-semprego como nunca tinha conhecido na sua histria.</p><p>Antnio Jos Seguro perguntou: Ainda mais senhor primeiro-ministro? Ainda mais desemprego? E o senhor fica de bra-os cruzados sem fazer nada, dizendo que a realidade que se impe?</p><p>Porque que chumbou a proposta (do PS) com as doze medidas para relanar a economia e o emprego na zona euro e tambm em Portugal.</p><p>O secretrio-geral do PS desafiou o Pri-meiro-ministro a juntar-se ao PS e a ou-tras vozes no interior da Unio Europeia, e agora tambm algumas vozes da sua </p><p>famlia poltica, no sentido de dotar a UE de instrumentos e de polticas para dina-mizar a economia e apoiar as pequenas e mdias empresas, que criam postos de trabalho e riqueza.</p><p>Quando nos dizem que impossvel acrescentar uma adenda ao Tratado Eu-ropeu, eu respondo-lhes: o que imposs-vel os portugueses continuarem com o nvel de desemprego a que estamos a as-sistir. O que impossvel os portugueses continuarem a aguentar tantos sacrifcios sem verem um sentido para os sacrifcios </p><p>que esto a fazerMas Antnio Jos Seguro garante que </p><p>h alternativa quilo que o Governo tem vindo a fazer, que est a sair muito caro e a custar muitos sacrifcios aos portu-gueses.</p><p>Para o PS Os Governos existem para resolver os problemas das pessoas. Eu sei que passamos tempos difceis, que o caminho estreito, mas h um caminho alternativo, acrescentou.</p><p>O Partido Socialista tem outro cami-nho, j o mostrou ao Governo.</p><p>Seguro acusa Passos de estar de braos cruzados</p><p>gramar um conjunto de futuras emprei-tadas, que estavam previstas terminar em 2013, porque no h recursos financeiros para as concluir dentro desse prazo.</p><p>Durante a visita Ovibeja, Pedro Passos Coelho tambm assistiu a uma actuao </p><p>da Tuna Acadmica da Escola Superior de Sade de Beja na altura em que alunos de Enfermagem cantavam uma msica, cujo refro dizia: Vou-me embora, vou partir, mas tenho esperana.</p><p>Aps ouvir a msica, o primeiro-minis-</p><p>tro dirigiu-se a alguns dos alunos e disse: H um espao grande para progresso profissional nesta rea, de maneira que s vos posso desejar muito sucesso (...), porque em todo o mundo ainda h um dfice de profissionais de enfermagem.</p><p>Tambm a Ministra da Agricultura, As-suno Cristas assegurou que Alqueva vai ficar concludo em 2015. Est feito o plano de investimento. Foi aprovado pelo governo. </p><p>O mais importante agora que, a par-tir deste momento, possam ser lanados os concursos para que no haja interrup-o das obras, disse. Manuel de Castro e Brito, presidente da ACOS Agricultores do Sul, entidade organizadora da Ovibe-</p><p>ja, regozija-se com o compromisso deixa-do pelo Governo, nomeadamente pelo Primeiro-Ministro, para concluso das obras de Alqueva at 2015. </p><p>E frisou que este compromisso resul-ta de muito trabalho desenvolvido pela ACOS, pelos agricultores e tambm pela sociedade civil. O compromisso assumi-do pelo Primeiro-Ministro em relao a Alqueva representa a maior realizao da 29 edio da Ovibeja, disse. A 29 </p><p>edio da Ovibeja, que terminou tera-feira, teve sempre casa cheia: contou com mais expositores e com mais visi-tantes, apesar da chuva. </p><p>Para Castro e Brito, o sucesso da Ovi-beja um fenmeno que se relaciona com a participao das pessoas, tanto expositores, como visitantes, como go-vernantes, num espao que consideram seu e que valoriza o seu trabalho, os seus projectos.</p><p>Castro e Brito satisfeito</p><p>D.R.</p></li><li><p>4 03 Maio 12 5 </p><p>Actual</p><p> A partir de agora, sempre que se abaterem sobreiros, abate-se um smbolo da nao.</p><p>Era feriado, dia do trabalhador. Se no fosse uma efemride to significante, diria que o mundo iria acabar. Assim pensei, quando vi rumaria de automveis a uma cadeia de hi-permercados. Pensei, o mundo est a acabar e o comum dos...</p></li></ul>