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Edição 203 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 19 de Abril de 2012 | ed. 203 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Teatro A Escola da Noite e o Centro Dramtico de vora (Cendrev) estreiam hoje noite, no Teatro Garcia de Resende, a pea O Abajur Lils, de Plnio Marcos. Segundo os promotores, este espectculo est escrito num portugus amplo, o texto uma poderosa metfora das diferentes formas de reagir em contextos de opresso e conta a histria de Dilma, Clia e Leninha, trs prostitutas que partilham o quarto onde vivem e trabalham. Giro, o proprietrio, acha que elas so pouco produtivas e exerce sobre elas as formas de presso e de motivao que conhece, com a ajuda de Osvaldo, uma espcie de secretrio musculado.

    09

    D.R

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    A classe poltica no preza quem produzA menos de uma semana do incio da 29 OVIBEJA o nmero de expositores au-mentou em relao ao ano passado. As expectativas para a Feira so, por isso, as melhores, considera Manuel Castro e Bri-to, presidente da Comisso Organizadora

    da Feira e da ACOS- Agricultores do Sul, entidade que desde a primeira hora pe de p a OVIBEJA, que este ano decorre entre 27 de Abril e 1 de Maio, no Parque de Fei-ras e Exposies de Beja. Para Castro e Brito, apesar da crise e da

    seca que afecta o mundo rural, necess-rio apostar na agricultura e na produo nacional, um sector que se tem vindo a modernizar e que hoje no o mesmo do que era quando se realizou a primeira OVIBEJA.

    Escola da Noite e Cendrev estreiam Abajur Lils

    Passos refora valores MilitaresPg.03 O Primeiro-Ministro elo-giou o papel das Foras Armadas e em particular da Fora Area nos ltimos trinta anos: Sei que represento todo o Pas quando exprimo a minha pro-funda gratido por servios to nobres, que muitas vezes esto expostos a pe-rigos.

    Paulo N

    unes Silva | D

    .R.

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    D.R

    .

    UvoraConferncia de Nilza de SenaPg.07 Os domnios da comunica-o poltica, as lgicas inerentes s campanhas eleitorais, a gesto do tempo poltico, as relaes entre as elites e as massas, bem como as din-micas do mercado eleitoral foram al-guns, entre muitos temas, abordados sobre uma perspetiva sociolgica.

    D.R

    .

  • 2 19 Abril 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    A oposio que sabe

    Passados 10 meses de Governao assistimos pe-rigosamente queda da consistncia de atuao do Governo e uma quebra total do contrato de con-fiana que os Portugueses maioritariamente nele depositaram. No incio foi a retirada dos subsdios de frias e de Natal, quando havia prometido no o fazer, depois foi o agravamento do IVA na restau-rao e em bens essenciais, seguido do aumento na eletricidade e nos transportes.

    No final do ano vieram as taxas moderadoras na sade com a sua duplicao e restries impostas no transporte de doentes no urgentes. Os Portu-gueses estoicamente esto a suportar este violento ataque, mas parafraseando o nosso Presidente h de facto limite para os sacrifcios.

    Nas ltimas semanas fomos surpreendidos com a suspenso das reformas antecipadas, uma deci-so tomada pela calada da noite, deixando muitos Portugueses com mais um contrato rasgado, sem respeito, celebrado entre o Estado e cada um de ns.

    Mais uma vez a confiana no Estado foi ar-rastada para a lama. Na ltima semana fomos ainda surpreendidos com mais dois disparates que representam uma forte machadada na vida dos Portugueses: uma taxa nova sobre os produ-tos alimentares (que na realidade um imposto), e deciso do Governo em avanar com restries fundamentalistas na Lei do Tabaco.

    O primeiro disparate vai afetar a relao entre os produtores e a grande distribuio, pois esta vai exigir que sejam aqueles que suportem mais este encargo. Para quem defende a produo nacional esta deciso um profundo disparate.

    Falta saber a quem vai servir de facto o dinheiro obtido com este imposto. As restries impostas na Lei do Tabaco significam por um lado mais um ataque a restaurao, pois estes ainda no amorti-zaram os investimentos ditados pela Lei de 2007 e j se pretende deitar este esforo para o lixo. Por outro lado, o Governo quer agora limitar que os Portugueses fumem no interior dos seus carros para alegadamente proteger as crianas.

    Esta ideia parece ser uma ideia bondosa, mas re-

    presenta na verdade uma limitao dos direitos e da privacidade de cada um de ns e introduz uma grande dificuldade de fiscalizao de tal medida. Mais valeria promover uma forte campanha de sensibilizao da sociedade portuguesa.

    Nos ltimos dias fomos provocados pela pos-sibilidade de aumento da idade das reformas ou da criao de um sistema misto para a segurana social.

    O Governo no nos esta dizer tudo, pois a con-sequncia das suas polticas esto j vista, com o Desemprego nos 15%, as empresas a encerrarem a elevado ritmo, as receitas fiscais a reduzirem-se criando um ciclo vicioso de menos receita impo-rem novas medidas de austeridade.

    Todos os dias vo surgindo novas medidas, sem debate publico, impostas por um Governo que se revela mal preparado para lidar com a complexi-dade dos problemas. Um governo que na oposio ignorou a dimenso da crise internacional, enga-nando os Portugueses ao afirmar que a crise era apenas um problema do nosso pas e um problema da Governao Socialista. Agora temos um pas a ser destrudo todos os dias.

    Depois deste Governo pouco restar do nosso tecido empresarial, empresas que encerraram por falncia ou forma vendidas ao desbarato aos Chi-neses e outros clientes internacionais.

    No final da presente Governao os nossos jo-vens e os recursos mais qualificados tero emigra-dos e teremos um Pas ainda mais pobre. O mais grave que a nossa alma, a nossa auto estima, a nossa confiana no estado, a nossa capacidade de transformar uma Sociedade ficaro irremediavel-mente feridas de morte.

    Um Governo sem Norte que no nos apresenta um caminho para Portugal e para os Portugueses. Um Governo sem Norte que no apresenta uma nova esperana. Temos hoje um Governo que mal trata todos os Portugueses, em especial os mais fracos e que nada faz contra os mais fortes. At quando e at onde a nossa Sociedade suportar este desnorte?

    Um Governo sem NorteAntnio SerrAnoDeputado

    Acho que no passa um dia que em que no apa-rea um poltico, um comentador ou um econo-mista encartado proclamar aquelas frases bonitas contra a austeridade e a pugnar pelo investimento na economia. Fazem-no da forma mais leviana e mais simplista possvel, alardeando uma autori-dade morar superior aos restantes mortais.

    Como se a grande questo fosse apenas deci-dir entre cortar nas despesas e nos investimen-tos pblicos ou investir fortemente na economia. Quase daria para rir, se no fosse trgico. E no deixa de ser paradoxal que os principais respon-sveis pela necessidade de um resgate a Portugal na Primavera de 2011, sejam os principais impul-sionadores desta bizarra discusso.

    Esta questo facilmente desmontvel. Para comear, pelo mais bvio, pela falta de recursos financeiros pblicos para aplicar. Quem teve de

    pedir emprestados 78.000 milhes apenas para despesas correntes, para salrios e para penses, s por mera alucinao pode imaginar que se po-der dar ao luxo de continuar a aplicar milhes em investimentos, ainda por cima de utilidade duvidosa, como os que foram feitos nos ltimos 10 anos - perodo em que o Estado despejava di-nheiro para cima da economia, mas esta conti-nuou estagnada.

    Depois, pelos compromissos assumidos. No passa pela cabea de ningum (ou, pelo menos, no devia passar) que quando ainda no se com-pletou um ano do incio do programa de assistn-cia a Portugal, o devedor v desde j pedir mais tempo ou mais dinheiro.

    Mas, numa coisa, estaremos todos de acordo: a economia o fundamental desta questo.

    Mas reanimar a economia, sombra do om-

    nipresente Estado, apenas uma teraputica de curto prazo, que no resolve nada de estrutural. Para que investidores portugueses e estrangeiros, esses sim, essenciais, voltem a ter a confiana para aplicarem o seu dinheiro, temos quer en-carar outras receitas, com impactos de mdio ou curto prazos. Receitas essas que nada tm a ver com austeridade e o rigor oramental. Primeiro, tratar da justia econmica.

    Como bem lembrou o presidente da CIP recen-temente, um processo de primeira instncia em Portugal demora 980 dias. impossvel, no mun-do dos negcios, gerir com esta imprevisibilida-de e morosidade das decises. Depois, a flexibi-lizao da gesto de Pessoas, que a reviso da legislao laboral j veio apoiar. Quem quer que conhea os sectores industriais e algumas reas de prestao de s