Registo ed192

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Edio 192 do Semanrio Registo

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<ul><li><p>www.registo.com.pt</p><p>SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 02 de Fevereiro de 2012 | ed. 192 | 0.50</p><p>O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora</p><p>266771284</p><p>PUB</p><p>Reforma da Justia de lamentar que este gnero de decises se tomem sem a consulta do poder local. O que sei sobre esta matria foi me dado a conhecer pelos jornais. Quem toma estas medidas, parece que a rgua e esquadro a partir do poder central no olha para as realidades das populaes, disse ao Registo Norberto Patinho, presidente da Cmara de Portel (PS). </p><p>Autarcas contra fecho dos tribunais</p><p>D.R</p><p>.</p><p>Mais apoio para IPSSsPg.05 Por alguns investimentos feitos nos ltimos anos, em que ti-nham expectativas mais elevadas de comparticipaes do Estado que de-pois no se verificaram, muitas IPSS esto em situao difcil, afirmou na passada sexta-feira, em Viana do Cas-telo, Marco Antnio Costa.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>Fronteira com CPCJPg.07 De base concelhia, as CPCJ constituem-se em cada municpio como verdadeiros fruns de mobili-zao e sensibilizao dos cidados para a promoo e defesa dos Direitos da Criana, tal com resultam da Con-veno dos Direitos da Criana, das Naes Unidas, que Portugal ratifi-cou em 1990.</p><p>Autarquias devem 390 milhes AdPPg.09 As dvidas dos municpios empresa guas de Portugal agrava-ram-se significativamente em 2011 pondo em causa a sustentabilidade financeira do grupo, refere fonte do MAMAOT.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>03</p></li><li><p>2 02 Fevereiro 12</p><p>A Abrir</p><p>Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) </p><p>Propriedade</p><p>PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti </p><p>Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&amp;Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); </p><p>Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense </p><p> Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio </p><p>Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE</p><p>Ficha TcnicaSEMANRIO</p><p>ww</p><p>w.egoisthedonism</p><p>.wordpress.com</p><p>Pedro H</p><p>enriques | Cartoonista</p><p>Sonho ou pesadelo?</p><p>O tempo de pr fim a este rumo de desas-tre o tempo de hoje. Tempo de protesto e de recusa. Tempo de mobilizao de toda a inteligncia, de toda a criatividade, de toda a liberdade, de toda a clera contra uma polti-ca que chama austeridade imposio de um brutal retrocesso histrico em todas as reas da vida social. </p><p>Defender a Cultura uma das mais in-adiveis formas de fazer ouvir todas as vozes acima do medocre rudo dos mercados. Manifestamo-nos EM DEFESA DA CUL-TURA. E agiremos em conformidade.</p><p> desta forma que termina o Manifesto em defesa da cultura que subscrevi h algumas semanas atrs porque vivemos num pas in-tegrado numa comunidade onde a cultura de-via dispor de outros meios para cumprir, com dignidade, a sua funo de servio pblico. </p><p>A democratizao da cultura um desgnio inscrito na nossa Constituio e Portugal no pode deixar de se bater pelo desenvolvimento cultural e pugnar por uma europa onde a inte-gridade nacional e as culturas regionais sejam </p><p>Em defesa da CulturaJos RussoActor</p><p>realidades com espao prprio de afirmao. Quando at no plano econmico se recon-</p><p>hece a dimenso crescente deste sector de ac-tividade, bem como a sua forte dinmica na criao de novos empregos, tem de se apostar claramente no reforo das condies de trab-alho dos seus profissionais para que a integ-rao europeia seja tambm um acto criativo capaz de animar a vida cultural dos povos. </p><p>A qualificao da vida cultural das comun-idades tem de passar por uma aposta clara nas dinmicas instaladas pelos criadores, incenti-vando as prticas artsticas locais com vista criao de um ambiente de comprometimento e partilha em torno de uma estratgia de de-senvolvimento das regies. </p><p>Enquanto se mantiverem os reduzidos nveis de financiamento cultura no ser possvel desenhar um programa de interven-o que estruture a actividade deste sector no plano nacional e que considere as diversas realidades regionais, nomeadamente a ne-cessria correco da discriminao negativa a que o Alentejo e outras regies tm sido su-</p><p>Maior surpresa do que o convite para escrev-er um artigo neste jornal, s aquela que me assolou quando me foi pedida a repetio da proeza. Ento l vai disto</p><p>Se restaram alguns equvocos na minha primeira interveno neste simptico heb-domadrio, melhor! Isso garante-me algum tempo at descobrirem a inadequao das minhas citaes, a pobreza dos meus argu-mentos e, principalmente, a falta de ideias. </p><p>Vou continuar a citar a Bblia, mais pre-cisamente o Antigo Testamento num dos seus Livros mais interessantes que o dos Prov-rbios: Onde no h Viso o Povo perece. Esta Viso de que aqui se fala mais espiri-tual, no sentido da revelao de Deus de um desgnio para o seu povo, mas perfeitamente aplicvel, num sentido mais terreno e geral da nossa poltica. </p><p>Se entendermos a definio de Viso como uma declarao Clara, Profunda, Coerente, Desafiante e, se possvel Mensurvel, temos tudo o que nos tem faltado nos ltimos 500 600 anos para no exagerar. </p><p>A Clareza primordial, de forma a ser en-tendida pelo maior nmero de indivduos pos-svel, ter um carcter global, e no dar azo a equvocos, isto , o contrrio dos discursos de um antigo presidente. </p><p>Mas no se enganem, no pode ter a super-ficialidade das anlises do Engenheiro, no tem que ser simplista ou ligeira, tem que ter uma Profundidade alicerada numa percep-o consistente e honesta da realidade. </p><p>Segue-se a Coerncia, que s por si no um valor essencial, basta pensar em Salazar e Cunhal, mas sem a qual nada far sentido. Tudo isto tem que ser apresentado de forma mobilizadora, sem demagogia ou facilitismo, mas com realismo e verdade, Desafiando toda a sociedade, e exigindo a cada um na medida das suas disponibilidades com Justia e Equidade. </p><p>A tudo isto falta o mais difcil, a Mensu-rabilidade que permitir fazer uma avaliao dos resultados que permitir corrigir mais facilmente desvios e distores.</p><p>No digo que no tenham existido Polti-cos com Vises interessantes, na nossa, ao contrrio do que muitos insistem, j no to jovem democracia mas, por uma razo ou por outra, no reuniam todas caractersticas que anteriormente descrevi, e assim foram conde-nadas ao fracasso. </p><p>Tambm no estou a falar de projectos que se imponham, mas sim que sejam aceites por uma maioria, e respeitem todos os direitos das minorias. </p><p>No sculo passado tivemos duas Vises que, de uma maneira ou de outra, aparente-mente teriam todas as caractersticas mencio-nadas, mas s aparentemente: Um Portugal do Minho a Timor! e Nem mais um soldado para as colnias!. </p><p>Em ambos os casos as coisas no correram da melhor maneira, mas no nos devem levar a desistir da procura da nossa Viso. No digo que seja fcil, mas no impossvel</p><p>VisoLus DARgentengenheiro Agrnomo</p><p>jeitas ao longo de anos.No podemos aceitar medidas que so in-</p><p>eficazes na diminuio do dfice, mas com-prometem o j to fragilizado tecido cultural portugus. Cortar no apoio s artes cortar nos direitos dos portugueses. </p><p>O caminho do desenvolvimento e da de-</p><p>mocratizao da cultura no compatvel com os cortes cegos determinados pelas re-gras de mercado que nos querem impor. O Estado no pode demitir-se das suas respon-sabilidades, tal como a malfadada crise no pode ser justificao para todo o tipo de me-didas. </p><p>A apresentao pblica do Manifesto em defesa da Cultura vai acontecer na cidade de vora no prximo dia 3 de Fevereiro, sexta-feira, s 18 horas, na sede da Associao Povo Alentejano na rua 5 de Outubro,75 (antiga FENCA). </p><p>Esta apresentao tem a participao de Pe-dro Penilo, artista plstico, Manuel Gusmo, poeta e escritor, Helena Serdio, professora e crtica de teatro, Helena Zuber, economista e gestora cultural e eu prprio que em nome dos subscritores deixo aqui o convite para participarem nesta sesso e integrarem esta corrente em defesa da cultura.</p><p> Austeridade na cultura no destri s o que existe, destri o que fica impedido de existir.</p><p>No podemos aceitar medidas que so ineficazes na diminuio do dfice, mas comprometem o j to fragilizado tecido cultural portugus. Cortar no apoio s artes cortar nos direitos dos portugueses. </p></li><li><p>3 </p><p>Actual</p><p>Autarcas alentejanos contra o anunciado fecho dos tribunais pela Ministra Paula teixeira da Cruz.</p><p>Pedro Galego | Texto</p><p>A proposta para o novo mapa judicirio do pas, ainda no passa disso mesmo, de uma proposta, e j est envolta em pol-mica. O documento, que a ministra Paula Teixeira da Cruz diz j estar concludo e enviado troika, prev o encerramento de 47 tribunais no territrio nacional, seis dos quais no Alentejo. </p><p>No distrito de Beja apenas Almodvar visado, em Portalegre podem encerrar os tribunais de Avis e Castelo de Vide, ao passo que no litoral a medida aponta o tribunal de Sines. J no distrito de vora so apontados dois tribunais, os de Ar-raiolos e Portel. Os autarcas manifestam-se contra esta possibilidade.</p><p> de lamentar que este gnero de de-cises se tomem sem a consulta do po-der local. O que sei sobre esta matria foi me dado a conhecer pelos jornais. Quem toma estas medidas, parece que a rgua e esquadro a partir do poder central no olha para as realidades das populaes, disse ao Registo Norberto Patinho, presi-dente da Cmara de Portel (PS). </p><p>O autarca diz que a ser concretizada, esta mudana mais um ataque popu-lao que assim se veria a acarretar mais custos para resolver problemas de justia, visto que o servio seria centralizado em Reguengos de Monsaraz, a mais de 20 quilmetros. tirar aos portelenses o di-reito justia. </p><p>E se a razo meramente economicista, o que que o ministrio tem a dizer sobre o investimento feito h cerca de 10 anos num tribunal novo, com todas as condi-es que aqui foi construdo em Portel?, questiona-se o edil, dizendo que para es-tes casos sempre necessrio mais dilo-go com o poder local. </p><p>A centralidade de Portel at deveria ser pensada de outra forma, porque no dotar o tribunal com mais valncias, por exem-plo o tribunal de menores, rematou.</p><p>Por seu turno Jernimo Lios (CDU), autarca de Arraiolos, considera que a proposta agora divulgada para alm dos impactos sociais negativos um docu-mento, mal elaborado, sem coerncia e com elementos contraditrios e que vem na linha do que o Governo vem fazendo noutras reas, apenas em nmeros (de processos, de quilmetros, de distncias) excluindo qualquer preocupao social. </p><p>Nestas crticas, em comunicado envia-do ao Registo, junta-se Lus Matos, presi-dente da Cmara de Mora (CDU), cuja co-marca comum.</p><p>[A proposta] integra os municpios de Arraiolos, Montemor-o-Novo e Vendas Novas na rea de competncia territo-rial do Tribunal de Montemor-o-Novo e no faz qualquer referncia expressa ao municpio de Mora, refere Lus Matos, </p><p>Ministrio da Justia fecha seis tribunais no alentejoAutarcas contra extino de tribunais</p><p>que em conjunto com Jernimo Lios diz que na defesa dos legtimos interesses das populaes respectivas os signat-rios manifestam-se, claramente, contra a presente proposta, chamam a ateno dos restantes rgos de soberania Pre-sidncia da Repblica e Assembleia da Repblica para a gravidade da mesma e apelam s populaes dos dois concelhos para expressarem tambm o seu protesto e indignao.</p><p>O documento, elaborado pela Direco-Geral da Administrao da Justia (DGAJ), reconhece que as mudanas propostas levaro a alguma contestao local e de-fende o esclarecimento das populaes e autarcas relativamente s opes tomadas.</p><p>A concretizao de tais opes de ex-tino conduzir a alguma contestao local, de populaes e autarcas, a quem se impor esclarecer da forma mais com-pleta possvel as opes tomadas, refere o organismo do Ministrio da Justia.</p><p>Segundo explica a DGAJ, a proposta de encerramento de servios usou como cri-trios de ponderao, entre outros, o volu-me processual expectvel aps a reorgani-zao (inferior a 250 processos entrados), a distncia entre o tribunal a encerrar e o que vai receber o processo (passvel de percorrer em cerca de uma hora) e a quali-dade das instalaes, bem como a circuns-tncia de serem propriedade do Ministrio da Justia ou arrendadas.</p><p>Alm dos autarcas, habituas defensores da permanncia de servios e valncias nos seus concelhos, estejamos a falar de centros de sade, escolas ou tribunais, a proposta est a ser recebida com crticas por parte dos agentes da justia. Advoga-dos, funcionrios judiciais e mesmo juzes dizem que assim, ficam sem posto 780 ac-</p><p>tores judicirios. Paula Teixeira da Cruz abandona as-</p><p>sim o projecto de Scrates de reduzir as actuais 231 comarcas para 39 e decide criar uma grande comarca de base distri-tal, isto , 20 (18 no continente e uma co-marca em cada Regio Autnoma). </p><p>Cada mega-comarca ou grande instn-cia distrital ter seces especializadas a funcionar em diversos pontos do distrito, que respondem perante um s oramento e um mapa de funcionrios. Na sequn-cia desta reorganizao so extintos 47 tribunais/juzos, ficando excedentrios 300 juzes, 400 funcionrios judiciais e 80 procuradores, que integram uma bolsa para resolver casos urgentes de pendn-cias processuais.</p><p>Parece-me que o Ministrio da Justia se est a esquecer do critrio mais impor-tante, que o do servio aos cidados, o da justia de proximidade, disse o presi-dente do Sindicato dos Funcionrios Ju-diciais. Fernando Jorge quer saber como vai funcionar a bolsa de funcionrios que deixaro de ter um tribunal onde trabalhar e defende que deviam acom-panhar os processos que transitam para o tribunal mais prximo, sob pena de este se ver a braos com um aumento do nmero de aces paradas dada a falta de funcionrios. </p><p>Por seu turno, Maria Jos Morgado, di-rectora do Departamento de Investigao e Aco Penal de Lisboa, espera que Por-tugal no passe de um mapa judicirio do tempo de D. Maria II para o tempo das lancheiras e da casa s costas. Os magis-trados no podem ser itinerantes, seno no podem responder pela qualidade dos seus trabalhos, argumentou em entre-vista TVI. </p><p>O projeto Limpar Portugal est de re-gresso, com o lema Lets do It! World Cleanup 2012 e vai levar a efeito mais uma ao de limpeza do Pas, que ter lugar no dia 24 de Maro. Os objetivos continuam a ter os mesmos parmetros do Limpar Portugal 2010: promover e sensibilizar para a educao ambiental, reflectir sobre a problemtica do lixo, do desperdcio, do ciclo dos materiais, da valorizao de resduos e do crescimento susten-tvel, incentivando limpeza das florestas e espaos verdes, erradicando deste modo lixeiras ilegais do Pas. </p><p>O Limpar Portugal um projecto cvico de abrangncia a nvel nacional que conta com a ao de voluntrios na organizao e na coordenao, sem quaisquer compensaes financeir...</p></li></ul>