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Edio 179 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 03 de Novembro de 2011 | ed. 179 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Ceia Da Silva O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo diz que o sector tem conseguido escapar crise, com taxas de crescimento nos ltimos trs anos. Todas as regies aumentaram a oferta mas a nica onde a procura subiu de forma consecutiva foi o Alentejo, diz Ceia da Silva, defendendo a importncia dos organismos regionais de turismo.

    0606

    Lus Pardal | R

    egisto

    Task-force para AlquevaGoverno vai criar equipa para dinamizar reconverso das exploraes agrcolas.O Ministrio da Agricultura vai criar uma task-force para implementar um conjunto de medidas dinamizadoras da reconverso tecnolgica do sequeiro para o regadio na regio de Alqueva, apurou o Registo junto

    de fonte oficial. A task-force ter o apoio das estruturas re-gionais, nomeadamente da Direco Regio-nal de Agricultura e Pescas do Alentejo, das associaes de agricultores e da Empresa de

    Desenvolvimento e Infra-estruturas de Al-queva (EDIA).Quanto concluso do sistema de rega, o Governo diz que s no final do ano ser possvel apontar datas.

    No temos sentido a crise no turismo

    ConfernciaACEGE debate boas prticasPg.16 AconteSer com responsa-bilidade social. Foi esta a temtica de um jantar-conferncia organiza-do em vora pela Associao Crist de Empresrios e Gestores (ACEGE). A iniciativa contou com a presena de Armindo Monteiro, presidente da Compta, e do Arcebispo de vora, D. Jos Alves.

    Lus Pardal | R

    egisto

    0303

    D.R

    .

    RoteiroFestejar o So MartinhoPg.11 A tradio ainda o que era: acabadas as vindmas, aproxima-se o So Martinho, dia em que se prova o vinho novo. No Alentejo, regio de bons vinhos, no faltam percursos para verdadeiros apreciadores.

    D.R

    .

  • 2 03 Novembro 11

    Sete mil milhes

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt

    | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira

    N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Aps a triste figura do casal Merkosy, na liderana da ltima Cimeira de 26 de Outubro, em que Merkel e Sarkosy, marcam e desmar-cam reunies, chegaram ao seguinte acordo:

    1. Garantir a diminuio da rtio da dvida grega em relao ao PIB com o objectivo de atingir 120% at 2020. Os Estados-Membros da rea do euro daro um contributo para o pacote relativo participao do sector priva-do que poder ir at 30 mil milhes de euros. O desconto nominal ser de 50% da dvida grega nacional detida por investidores priva-dos. At ao fim do ano ser estabelecido um novo programa plurianual da UE e do FMI que assegurar um financiamento at 100 mil milhes de euros e que ser acompanhado de um reforo dos mecanismos de controlo da implementao das reformas. O impacto desta deciso afastar a Grcia dos mercados internacionais durante anos, mas a incapa-cidade de da Unio em ter percebido cedo que a Grcia no poderia pagar uma dvida daquela dimenso e com a destruio da eco-nomia. Portugal est neste trilho.

    2. A significativa optimizao dos recursos do Fundo Europeu de Estabilizao Financei-ra (FEEF), sem alargar as garantias subjacen-tes ao fundo. As opes acordadas permitiro alavancar os recursos do FEEF. O efeito de alavancagem de ambas as opes variar, dependendo das respectivas caractersticas especficas e das condies de mercado, mas poder ser multiplicado por 4 ou 5, prevendo-se que ascenda a cerca de 1 bilio de euros. As condies de implementao destas op-es foram adiadas para Novembro, pelo que teremos que continuar a esperar!

    3. Um conjunto de medidas abrangentes destinadas a fomentar a confiana no sec-tor bancrio facilitando o acesso ao finan-ciamento a prazo atravs de uma orientao coordenada a nvel da UE e do aumento dos fundos prprios dos bancos para 9% do capi-tal de base do nvel 1 at ao final de Junho de 2012. As autoridades nacionais de su-perviso tm de assegurar que os planos de recapitalizao dos bancos no conduzam a uma desalavancagem excessiva. Em Portugal

    esta medida traduz-se na entrada temporria do Estado no Capital dos Bancos, uma es-pcie de nacionalizao parcial, pelo que se entende a relutncia dos nossos bancos, mas no tm alternativa.

    4. Um compromisso inequvoco no sentido de garantir a disciplina oramental e acel-erar as reformas estruturais promotoras do crescimento e do emprego. A Espanha est a desenvolver esforos especiais. A Itlia assu-miu novos compromissos firmes em matria de reformas estruturais. Portugal e a Irlanda prosseguiro os respectivos programas de reformas com o apoio dos nossos mecanis-mos de gesto de crises. Aqui temos apenas conversa, traduzida em mais austeridade em cima de austeridade, sem uma abordagem real para animar a economia.

    5. Um reforo significativo da coordenao e superviso econmica e oramental. Ser instaurado um conjunto de medidas muito especficas, que vo alm do recm-adopta-do pacote da governao econmica. Ser Quando? No sabemos!

    6. Dez medidas para melhorar a governa-o da rea do euro. Vamos aguardar!

    7. Um mandato ao Presidente do Conselho Europeu para, em estreita colaborao com o Presidente da Comisso e o Presidente do Eurogrupo, identificar eventuais medidas de reforo da unio econmica, inclusive explo-rando a possibilidade de introduzir alteraes limitadas no Tratado. Ser apresentado um relatrio intercalar em Dezembro de 2011. Ser ultimado at Maro de 2012 um relatrio sobre a forma de implementar as medidas acordadas.

    Os mercados entenderam bem que estamos a empatar para ver se a crise passa! O con-junto destas medidas, no contexto de reduo do crescimento da China, das dificuldades de retoma dos Estados Unidos, do aumento brutal dos nveis de desemprego na Europa e nos Estados Unidos, so manifestamente in-suficientes e constituem o fermento de uma hecatombe econmica e social para a qual ainda no estamos preparados. Desejo pro-fundamente estar errado nesta interpretao dos factos.

    A Cimeira do Euro: Mais um passo, ainda que curto!Antnio SerrAnoDeputado

    Mais de 100 dias depois da posse do governo, com os sobressaltos que todos conhecemos, natural que muitos saiam j da sua timidez e comecem a criticar o novo executivo pelo que fez, pelo que ainda no fez e pelo que deveria ter feito. assim em democracia e no vem mal ao mundo por causa disto. Mas, claro est, mentes mais frias e tortuosas no atiram pedras ao acaso e visvel que o primeiro alvo para muitos o ministro da Economia, lvaro Santos Pereira.

    primeira vista, em abono da verdade, o alvo mais fcil. A economia portuguesa est no estado que conhecemos e, para alguns, o ministro deveria ser mgico e resolver em 3 meses o que muitos no resolveram em 10 anos. independente, no tem peso par-tidrio, acadmico e, pelos vistos, demasi-ado humilde. Prefere ser apenas lvaro e dispensa os formalismos de Senhor Ministro, Excelncia ou Doutor, desafiando um certo conservadorismo que teima em reinar em Portugal.

    Tem obra publicada e uma viso clara das vantagens competitivas de Portugal e (pecado capital neste pas) at diz o que pensa. Depois tem um ministrio extenso (tem economia, energia, transportes, turismo, obras pblicas) e situaes potencialmente melindrosas nas mos. Neste ltimo ms, j foi atacado por tudo. Por andar desaparecido e falar pouco, por ter ressuscitado o TGV, por no se decidir sobre a descida da TSU, por ter escrito h uns

    anos que gostaria que Portugal fosse a Flori-da da Europa, pelas privatizaes (que ainda nem aconteceram), por estar supostamente a pr em risco o emprego de muitos, facilitando os despedimentosEnfim, por tudo e pelo seu contrrio, pelo que essencial e pelo que acessrio.

    Apesar de sensvel s preocupaes que surgem de boa f, a primeira reaco esta: deixem-no trabalhar! lvaro Santos Pereira pode ter mil e um defeitos mas, pelo menos tem uma agenda definida que ir operaciona-lizar ao longo de 4 anos. No tem a postura de muitos dos seus antecessores que preferi-am pavonear-se com grandes empresrios, anunciando vrias vezes projectos que depois nunca saam do papel. Prefere, com recato e profissionalismo, trabalhar o contexto e as condies de atractividade da economia portuguesa em vez de andar em mediatismos fteis. Os argumentos ou pretextos que repro-duzi atrs ou mostram um misto de ignorn-cia, como a confuso entre alta-velocidade e alta prestao ferroviria, ou imobilismo, na questo do emprego, de quem no percebe que o mundo mudou muito nestes 15 anos, enquanto os nossos manuais de economia e os discursos se mantiveram os mesmos.

    Concordo inteiramente com as linhas es-tratgicas que Santos Pereira tem para a eco-nomia portuguesa. No sei se as conseguir concretizar. Penso que merece, contudo, as condies e o tempo para