registo ed176

Download Registo ed176

Post on 08-Apr-2016

215 views

Category:

Documents

2 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edição 176 do Semanário Registo

TRANSCRIPT

  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 13 de Outubro de 2011 | ed. 176 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Teatro O Centro Dramtico de vora est a viver uma situao dramtica em resultado do atraso de 2 anos no pagamento dos subsdios da Cmara de vora e do corte de 23% nas transferncias do Ministrio da Cultura. Em entrevista ao Registo, Jos Russo, director do Cendrev, apela a uma atitude de solidariedade por parte da autarquia, quando os trabalhadores esto com dois meses de salrios em atraso.

    0707

    D.R

    .

    Tradio impe-se em tribunalTribunal de Beja reconhece estatuto de excepo morte do touro em Monsaraz.O Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja decidiu anular os efeitos do acto administrativo proferido pela Ministra da Cultura de no autorizao do espectculo com touro de morte, no mbito das Festas

    em Honra do Nosso Senhor dos Passos em 2006. Trata-se da segunda deciso judicial favorvel s festas o que, segundo a autar-quia, demonstra inequivocamente, a exis-tncia, de acordo com a lei, da tradio da

    populao de Monsaraz. Por decidir con-tinua um recurso do Ministrio da Cultu-ra para o Tribunal Central Administrativo do Sul (TCAS), que se encontra pendente h mais de dois anos.

    Dvida ao Cendrev insustentvel

    SeguranaNoite semacidentesPg.06 A 15 de Outubro, a GARE - Associao Para A Promoo de Uma Cultura de Segurana Rodoviria, em parceria com a Sociedade Harmonia Eborense, organizam uma aco de promoo de segurana rodoviria para aumentar a conscincia dos jo-vens que beber e conduzir no com-binam

    D.R

    .

    0909

    D.R

    .

    ProtestoIndignados em voraPg.11 Um grupo de cidados con-vocou uma concentrao para sba-do, em vora. Trata-se do chamado protesto dos indignados que ir de-correr, no mesmo dia, em vrias cida-des do mundo.

    D.R

    .

  • 2 13 Outubro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt

    | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira

    N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    O Rei da Madeira ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | CartoonistaO recente Documento Verde sobre a reforma

    da Administrao Local, veio gerar grande polmica e levou a CDU a reagir de imediato, atravs da apresentao de Votos de Protes-tos nas Assembleias Municipais que por estes dias tiveram lugar. No Distrito de vora, a questo da extino das Freguesias preocupa sobejamente a Coligao Democrtica Uni-tria, que alvitra j a perda de lugares eleitos e a reduo da sua implementao. sabido que de acordo com as regras e critrios pro-postos as Freguesias rurais, que so aquelas onde a extino poderia acarretar maiores constrangimentos populao, na sua es-magadora maioria, manter-se-o, quer pelo critrio dos 100 habitantes por Km2, quer pelo critrio da localizao fora de um raio de 15 km a contar da sede do concelho.

    No me parece preocupante e muito menos que tal medida implique um ataque ao poder local ou Democracia. Pelo contrrio. O que se pretende tornar o poder local mais gil e eficaz e no caso das Freguesias Urbanas, para utilizar a terminologia comum, agreg-las para eliminar situaes que so at caricatas e s obstam ao bom funcionamento das mes-mas.

    No centro histrico da cidade de vora, temos um bom exemplo. Trs Freguesias ur-banas cujos servios se aninham no mesmo edifcio. No ser de supor que uma nica Freguesia para todo o centro histrico des-empenhe as suas tarefas e competncias de forma mais eficaz e clere? No tenho dvi-das que sim.

    A Esquerda aproveita a ocasio para vocif-erar contra o Documento Verde, porque v nesta oportunidade de reformar o poder lo-cal, to s, perda de influncia, implementa-o e de eleitos. Compreendo a insatisfao. No ser fcil escolher menos candidatos e premiar os melhores, j que o seu conceito de princpio da igualdade lhes dificulta a opo.

    Em alternativa, desdobram-se na apre-sentao de votos de protesto em defesa do poder local democrtico ao servio das populaes, como se a prpria democracia estivesse em causa. A reduo de Freguesias impe-se no s pela necessidade da reforma do Estado e portanto, tambm, da Adminis-trao Local, mas principalmente porque a geografia humana a isso obriga.

    Se somos menos e nos concentramos em duas grandes zonas do pas, evidentemente que o mapa administrativo e autrquico tem de ser revisto e adaptado. Dai que o problema no resida tanto na extino das Freguesias mas antes, isso sim, na desertificao do inte-rior do pas que a tornou necessria.

    Esse o cerne do problema, que a mesma Esquerda se recusa a discutir. Confrontada com a possibilidade de iniciar uma discusso sria com vista apresentao de um con-junto de medidas que permitam a fixao de populao no concelho de Montemor-o-Novo, um dos concelhos que perdeu mais populao no distrito de vora, a Assembleia Municipal, maioritariamente comunista, re-

    cusa tal proposta. A mesma fora partidria que defende ac-

    errimamente o poder local a mesma que se alheia da desertificao do seu prprio con-celho. No deixa de ser um paradoxo. Se o poder local prima e se distingue pela proxim-idade das populaes como pode ficar alheio ao seu desaparecimento? evidente que a de-sertificao do interior tem de ser combatida com uma poltica de incentivos que no pode deixar de ser nacional.

    Os Deputados da Repblica do PSD j apresentaram uma proposta nesse sentido. Mas isso no desonera os Municpios de, den-tro das suas competncias, adoptarem medi-das concretas e adaptadas s suas realidades concelhias de forma a atrair gente e investi-mento.

    At porque o aumento das suas receitas prprias est directamente relacionada com o nmero de habitantes e empresas a sedeadas. Pelo que, voltamos questo inicial: qual a vantagem dos Municpios nada fazerem quanto desertificao? A resposta simples e reside na fidelidade do eleitorado. Trazer para o concelho gente nova com ideias no alinhadas, pode desvirtuar a contabilidade eleitoral.

    A Esquerda e o Documento Verde

    Snia RamoS FeRRoJurista

    No podemos ignorar que a histria cul-tural da cidade de vora est, de h trinta e seis anos, quase trinta e sete, a esta par-te, associada presena do CENDREV/Centro Cultural de vora.

    Com ele foram criadas as condies para a prtica e o usufruto da Cultura, natural-mente em parceria com a Cmara Munici-pal e o Ministrio da Cultura, mas tam-bm as condies para se estabelecerem dinmicas culturais locais face a objectos e linguagens artsticas diferenciadas, o que tem constitudo uma proximidade da populao com a criao artstica contem-pornea e universal.

    Esquecer este percurso e este investi-mento, anularmos a nossa prpria iden-tidade e o nosso crescimento cultural. Es-quecer este percurso intencionalmente tentar apagar a Histria e os factos sociais que dela emanaram ou que so emergen-tes.

    esta emergncia, em plena situao de crise mundial, que pode e deve refor-ar a cidadania das comunidades criando-lhes, com a urgncia que se impe face degradao das identidades locais e na-cionais, alis em perigo neste momento, oportunidades de afirmao cultural, mas tambm de adeso ao conhecimento

    artstico, cultural, cientfico e social. O pa-pel das Organizaes pblicas e privadas fundamental para concretizar este desid-erato. O CENDREV tem uma histria de sucesso na cidade de vora nesta matria, mas tambm a nvel regional, nacional e internacional, que no pode nem deve ser interrompida, sob pena de considerarmos culpados todos aqueles que por divergn-cias de opinio tm dificuldade em aceitar a pluralidade e a diversidade.

    Deixei a cidade de vora em 1986 e com ela a saudade de ter sido, em muitos mo-mentos, um, entre milhares, dos protago-nistas das suas dinmicas culturais. Voltei ontem (10 OUT2011) para, solidariamente, me associar ao protesto desencadeado pelo CENDREV sobre a urgncia e a ex-igncia da assumpo dos compromissos no cumpridos pela Cmara Municipal de vora e, j agora, pela Direco Geral das Artes.

    O no cumprimento de acordos estabe-lecidos, perante contrapartidas que foram asseguradas pelo CENDREV leva a que, neste momento, os salrios e outros encar-gos da Companhia no sejam respeitados. Nesta altura h um atraso de dois meses, quase trs, de salrios e o incumprimento por parte do CENDREV de outras obriga-

    es, nomeadamente de ordem fiscal e de segurana social.

    Este incumprimento compromete a so-licitao de financiamento no prximo quadro de apoio s Artes.

    O CENDREV no merece esta situao. O que eles tm trabalhado mesmo sem financiamento. Desde Junho at ao mo-mento que no baixam os braos, estando quase perante a prxima estreia. Mas tam-bm a cidade e a sua populao no pode ser penalizada pela ausncia de prticas culturais com a dimenso que o CEN-DREV institucionalizou em vora. No basta dizer que se cumpre mas s quando houver oportuni